sábado, 6 de julho de 2013

Cavaco forçou a união entre água e fogo. E agora?






Em tempos de míngua profunda, o povo fica mais atento às elites, que julga com dureza.    Os últimos dias em Portugal tornaram a fuga de Durão Barroso para o conforto de Bruxelas uma brincadeira inofensiva.
 
A crise política tem como protagonista o actor do costume – Paulo Portas.    Que importa o sofrimento dos portugueses nestes dois longos anos?    Com este espetáculo mundial, para Portas ficou claro que muito pouco.
Pode um homem de Estado ceder a estados de alma?    Claro que não.    Paulo Portas, para surpresa de Cavaco Silva que o julgava regenerado, disparou mais uma vez sem piedade.    Desta, o tiro saiu-lhe pela culatra.    Passos Coelho fez da obstinação qualidade e não cedeu à queda.    Portas passou a ser apontado como responsável pelo radical agravamento da crise.

Mas ser obstinado é no Primeiro-Ministro geralmente um defeito.   Cada vez mais fechado na sua redoma, Passos Coelho dá laivos de homem tocado pela divindade.    Com missão bíblica.    No seu delírio de líder, Passos não admite mais do que um grilo falante, agora Poiares Maduro.    E nisto Portas tem razão – um primeiro-ministro não pode planar em nuvens de absoluto com ouvidos de virgem.
 
Mas a histeria política de Portas ressoará na memória dos portugueses, e Passos não deixará de ser quem é.    Cavaco forçou a união entre água e fogo. E agora?
Se Portas não conseguir tirar miríades de coelhos duma nova cartilha económica, Cavaco ficará cunhado para sempre no nosso destino.

(Octávio Ribeiro, CM)


 

1 comentário:

pvnam disse...

Os «PORTUGUESES-DO-PREGO» (leia-se, os portugueses que estão a colocar Portugal no prego) falam em despesa "não enquadrada" na riqueza produzida... e depois:
1- metem o país a fazer empréstimos… para pagar empréstimos;
2- vendem recursos estratégicos para a soberania... à alta-finança/capital-global;
3- após terem conduzido o país em direcção à bancarrota... começam a proclamar federalismo… (leia-se, implosão da soberania);
4- etc.
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-> Não é com um partido nacionalista que Portugal vai conseguir SOBREVIVER!...
-> Para sobreviver Portugal precisa de um Movimento Nacionalista que 'corte' (SEPARATISMO-50-50) com os «portugueses-do-prego».
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P.S.1
-> Andam por aí muitos 'nacionalistas' a mandar areia para cima dos olhos de OTÁRIOS… leia-se, adoram falar em 'fait-divers'… desviando as atenções daquilo que é essencial: uma ESTRATÉGIA DE LUTA PELA SOBREVIVÊNCIA da Identidade!
{nota: uma NAÇÃO é uma comunidade duma mesma matriz racial onde existe partilha laços de sangue, com um património etno-cultural comum. Uma PÁTRIA é a realização de uma Nação num espaço}
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P.S.2.
--- Nazismo não é o ser 'alto e louro'... mas sim a busca de pretextos com o objectivo de negar o Direito à Sobrevivência de outros!...
--- Os nazis desmultiplicam-se na busca de pretextos... para negar o Direito à Sobrevivência de outros...... um exemplo: os nazis 'globalization-lovers'/(anti-sobrevivência de Identidades Autóctones) buscam pretextos... para negar o Direito à sobrevivência das Identidades Autóctones.
--- Pelo contrário, os SEPARATISTAS-50-50 não têm um discurso de negação de Direito à sobrevivência de outros... os separatistas-50-50 apenas reivindicam o Direito à Sobrevivência da sua Identidade! (obs: os 'globalization-lovers' que fiquem na sua... desde que respeitem os Direitos dos outros... e vice-versa)
{nota: há que mobilizar os nativos... que... possuem disponibilidade emocional para abraçar um projecto de Luta pela Sobrevivência}
{nota 2: os portugueses-do-prego não defendem uma estratégia de renovação demográfica (média de 2.1 filhos por mulher9… os portugueses-do-prego 'dão musica' a parvinhos-à-sérvia... vide Kosovo…}

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P.S.3.
--- Existem mais de 1200 milhões de chineses, existem mais de 1200 milhões de indianos, etc, etc, etc… e… existem Nazis-Democráticos!
--- Os Nazis-Democráticos insistem em acossar/perseguir qualquer meia-dezena de milhões de autóctones que defenda a sobrevivência da sua Nação/Pátria… leia-se: os Nazis-Democráticos pretendem determinar/negar democraticamente o DIREITO À SOBREVIVÊNCIA de outros…