domingo, 7 de fevereiro de 2010

O Belo... em duas rodas (Yamaha Teneré 2010)

Esplêndido video sobre o lançamento da Super-Téneré 2010.  Vale a pena vê-lo em écran total e com o volume de som no máximo!



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O Belo... em duas rodas (BMW 1200 GS)

Extraordinária Curta-Metragem, de rara beleza!  O melhor que vi até hoje sobre o tema das duas rodas!  Rodado em HD, vale a pena vê-lo em écran total e com o volume de som no máximo!


Around the world

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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

O fim da linha...


O Jornal de Notícias não publica hoje (1/2/2010) a habitual crónica de Mário Crespo. O texto de opinião aborda um encontro, onde Crespo foi referido por membros do Governo como um «problema» que tinha de ter «solução».

Claro que era só uma questão de tempo... até o Mário Crespo ser corrido do Jornal de Notícias!
Há quem conviva muito mal com a liberdade em geral e a de expressão em particular!
Eis a crónica... que não chegou a sê-lo:







O Fim da Linha
26/01/2010. Dia de Orçamento.

"O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa.
Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”.
Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal.
Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o.
Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”.

É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos.
Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados.
Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”.

Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre.
Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu.
O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”.
O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”.
Foi-se o “problema” que era o Director do Público.
Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu.

Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada."

Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicado hoje (1/2/2010) na imprensa.
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Roto... por todos os lados!

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Num país que está ROTO POR TODOS OS LADOS, já não havia mais nenhuma URGÊNCIA para tratar a não ser a Lei dos casamentos homossexuais!!!...

Urgente, necessária e oportuna, ou... SIMPLES PROVOCAÇÃO?

O melhor mesmo é tentar amenizar este meu espírito de "lutador das causas perdidas", anunciando-vos que acaba de ser criado mais um "Movimento" das mulheres.

Irritadas com a aprovação desta lei e com o facto de cada vez existirem mais gays, as mulheres portuguesas finalmente foram à luta e lançaram uma campanha com a distribuição em massa desta T-shirt:



Apressem-se a fazer as encomendas... ou ela vai esgotar-se!...

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Os orgasmos da Clara...



As portas do Centro Cultural de Cascais abriram-se no dia 08-01-2010 para revelar uma exposição 'única'. Fotografada pelo seu companheiro, Pedro Palma, a bióloga e professora universitária, Clara Pinto Correia, dá a cara pelos orgasmos retratados nas dez fotografias que constituem a mostra ‘Sexpressions’!

De facto, este foi um dia histórico para Portugal: - Clara Pinto Correia, a diva escultural, a escritora talentosa, a investigadora que plagia, como ninguém, artigos de outras revistas, a vice-reitora de uma pseudo-universidade portuguesa, foi para Cascais expor os seus tão belos quanto execráveis orgasmos.

Para dar a saborear a profundidade de toda a sua estética e aquela sua profunda sensualidade aos homens machos deste país e às mulheres que ainda não sabem fingir decentemente um orgasmo, ela decidiu expor o ridículo da sua pessoa em suporte fotográfico.

Tudo isto seria patético e hilariante, se não fosse real. Porque ela está convencida que aquilo é Arte. Porque ela está convencida que ficámos todos com água na boca, ansiosos à espera de uma segunda série! E o hilariante vira vómito!...


Pena que o Centro Cultural de Cascais se tenha esquecido de sonorizar as fotos, porque, como fundo musical da exposição, ficaria a matar uma banda permanente com o ruído de uma manada de hipopótamos, quando acasalam nas águas lamacentas e cheias de bosta de um qualquer lago africano, ou, talvez... os latidos de uma matilha de cadelas com o cio, num qualquer canil municipal.

Num país que já perdeu a vergonha e onde os valores morais foram espezinhados, cedendo o lugar ao execrável e aos conceitos de baixo nível a partir das cúpulas, já tudo é permitido. Até mesmo uma exposição dos grotescos orgasmos da Clara!

As "amplas liberdades" de agora, tomadas assim à letra, sem filtros estéticos, sem critérios de qualidade, sem quaisquer sentidos de maturidade e de bom senso, resultam neste cocktail promíscuo da mediocridade actual de toda a nossa sociedade.

A Cultura, a Decência e o Bom Senso desta Nação precisam, com urgência, de ser violentamente reabilitados.

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O Palhaço!






 (in JN - 2009-12-14 )

O Palhaço!...    

O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.

O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.

Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.

O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.

E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.

Ou nós, ou o palhaço. 

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Fresquinho... para o verão (2)!

Making of BAGUS MOVIE - Indonesia from Ne3ko - Claps on Vimeo.


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Fresquinho... para o verão!

Time to Go in the SEA! from allan wilson on Vimeo.


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Um povo imbecilizado e resignado...



Decorria o ano de 1896, catorze anos antes da Implantação da República, que Guerra Junqueiro escreveu o livro “Pátria”. Uma das suas obras mais polémicas e que é um ataque à dinastia de Bragança, na figura de D. Carlos:

«O estado é o rei. Cidadão há um único: D. Carlos. Os deveres são nossos, os direitos, dele. (...) A justiça é um relógio que ele atrasa, adianta ou faz parar, segundo lhe dá na vontade. Decreta a lei e nomeia o juiz. O parlamento é o seu capricho.»

«Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.»

«Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.»

«Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; (...) A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.»

«Liberdade absoluta, neutralizada por uma desigualdade revoltante, o direito garantido virtualmente na lei, posto, de facto, à mercê dum compadrio de batoteiros, sendo vedado, ainda aos mais orgulhosos e mais fortes, abrir caminho nesta porcaria, sem recorrer à influência tirânica e degradante de qualquer dos bandos partidários;»

Tudo isto escreveu Guerra Junqueiro um século atrás... no apodrecer da Monarquia e no dealbar de uma República em que todos depositavam as melhores esperanças.
Haveria de ser por este estado de coisas que, catorze anos mais tarde, se haveria de implantar a República, tal era o descontentamento geral do povo e dos políticos, dos intelectuais e dos militares.
Mas... tal estado de coisas nunca se alterou com a implantação da República! Antes se agravou até ao que dele conhecemos hoje.

Hoje, tal como há um século atrás, nada se alterou, nem o povo nem os políticos. Principalmente estes!
Eça de Queiroz haveria de escrever mais tarde: -"Os políticos e as fraldas devem ser mudados com frequência, e pela mesma razão!"
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Vem, "amigo" BERLUSCONI...

Vem, "amigo" BERLUSCONI... quando os média, os tribunais, os políticos e a opinião pública, aí em Itália, não te largarem o pé... quando todos aí te quiserem fazer a vida negra, vem... vem para aqui limpar o teu cadastro, que ISTO AQUI é um Paraíso!!!

Poderás continuar a ser tu próprio... podes continuar a fazer tudo o que te der na real gana... e tudo o mais que tu possas vir a imaginar... que aqui terás um permanente acolhimento de 5 estrelas... com direito a toda a Impunidade!!!...
E até, com um pouquinho de sorte, te poderás candidatar a uma condecoração, quiçá mesmo... até a um avental !...

Vem... que este país está preparado para te acolher de braços abertos! Aqui... serás apenas "mais um"... grande!
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Portugal é um país geométrico!...

É rectangular, e tem problemas bicudos discutidos em mesas redondas por bestas quadradas!

A diferença entre Portugal e a República Checa, é que esta tem o governo em Praga, e Portugal tem a praga no governo!

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O Princípio de Peter ou... a tartaruga em cima do poste!

(Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre)

O Princípio de Peter, em Administração, pode ser resumido no enunciado:

"Num sistema hierárquico, todo o funcionário tende a ser promovido até ao seu nível de incompetência." (no original, em língua inglesa, 'In a hierarchy, every employee tends to rise to his level of incompetence').

Histórico:
Formulado por Laurence Johnston Peter (1919–1990), antigo professor na University of Southern California e na University of British Columbia, o Princípio de Peter tornou-se famoso com a publicação da obra homónima, de 1969, hoje considerada como um clássico na área da gestão empresarial.

O Princípio:
Segundo o autor, nas organizações burocráticas, hierarquicamente estruturadas, os funcionários tendem a ser promovidos até ao seu "nível de incompetência".

Através de várias observações e exemplos, o autor demonstra que os funcionários começam a trabalhar nas posições hierarquicamente inferiores. Quando, porém, demonstram competência nas tarefas desempenhadas, por via de regra são promovidos para graus superiores. Esse processo mantém-se, até que esses funcionários atinjam uma posição em que já não mais são "competentes", isto é, capazes de desenvolver a contento as tarefas.

Como a "despromoção" não é um mecanismo habitual, as pessoas permanecem nessas posições, em prejuízo da organização a que pertencem. A isto Peter denomina de "nível de incompetência" - o grau a partir do qual as pessoas não têm competência para a posição que ocupam.
As Hierarquias são como as prateleiras… Quanto mais altas mais ineficazes se tornam….


Por isso mesmo este país está recheado de "Tartarugas em Cima dos Postes":

- a gente não entende como ela chegou lá;
- a gente não acredita que ela esteja lá;
- a gente sabe que ela não subiu para lá sozinha;
- a gente sabe que ela não deveria nem poderia estar lá;
- a gente sabe que ela não vai conseguir fazer absolutamente nada enquanto estiver lá;
- a gente sabe que tudo o que temos a fazer é ajudá-la a descer de lá!

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