quarta-feira, 18 de julho de 2012

O Parlamento Português - a promiscuidade em "open-space" !

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Paulo Morais, ex vice-presidente da Câmara do Porto e vice-presidente da organização não governamental "Transparência e Integridade", aqui em mais uma denúncia da despudorada promiscuidade existente no Parlamento (e fora dele) entre os interesses privados dos deputados e a falsa obrigatoriedade da defesa da coisa pública, chegando mesmo a apelidá-lo de "centro de corrupção", de "central de negócios privados" e de "escritório de advogados em open-space".




Portugal...que futuro?


Os portugueses sentem-se perdidos.   Desiludidos com Passos Coelho, não vêem na oposição uma alternativa credível e de Cavaco Silva já não esperam qualquer solução.   Ao fim de um ano de mandato, Passos vive dias difíceis.   Tem contra si a opinião pública, por causa das promessas não cumpridas.   Depois de se ter comprometido a não baixar os salários e a não aumentar os impostos, fez exactamente o contrário e conta agora com o divórcio da maioria dos portugueses.

Ainda por cima, a população não entende a razão de ser destes sacrifícios.   Em primeiro lugar, porque eles não são igualmente repartidos.   A Banca mantém os seus privilégios, as rendas pagas à EDP ou nas parcerias público-privadas não param de crescer.   E, além do mais, nem sequer as contas públicas se reequilibram, pois, apesar do aumento de impostos, a colecta reduz-se, o ministro das Finanças não cessa de errar nas suas previsões.   É o descalabro das contas públicas.

Dentro do seu governo, é chamuscado pelo escândalo Relvas.   Não conta com a solidariedade do seu parceiro de coligação, o PP (Paulo Portas), cujo principal objectivo é fazer campanha por si e pelos seus ministros.   A deslealdade é, aliás, uma marca histórica no PP, vem de longe.   Mas até do interior do PSD saltam farpas contra o primeiro-ministro.   Os barões conspiram diariamente contra Passos.   Esperançados numa escorregadela do governo, cavaquistas, leitistas e barrosistas espreitam a sua oportunidade.  

Por outro lado, a oposição socialista descredibiliza-se.   O seu líder, Seguro, apresenta um discurso vácuo e inconsequente.   Ao fim de longos meses de mandato, ainda ninguém percebe o que pensa Seguro sobre qualquer matéria de relevo.

Num País sem governo e sem oposição, já nem o Presidente tranquiliza os portugueses.   Descredibilizado pela gaffe da sua "modesta" reforma, Cavaco arrastar-se-á até ao fim do mandato, vaiado nas ruas.   Resta-lhe o papel de comentador da actualidade.   Mas essa função Marcelo desempenha melhor.   Com o desemprego a atingir uma dimensão perigosa, na ordem dos quinze por cento, as famílias em dificuldades económicas, as empresas descapitalizadas e a classe política completamente descredibilizada  –  é o futuro que está posto em causa.

(Paulo Morais, In Correio da Manhã)

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segunda-feira, 16 de julho de 2012

A Máfia das Parcerias Público-Privadas

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São verdadeiros casos de polícia, cujos autores e tutelares das respectivas áreas deveriam ser julgados e presos para bem do saneamento  deste País, expurgando-o de tantos empresários e ex-ministros corruptos e outros tantos chulos de toda a espécie. 

Não é inocente nem puro acaso que este programa, transmitido no passado dia 4 na SIC Notícias, seja transmitido pelas 22,30 horas e repetido pelas 03,00 da madrugada.  Como não é inocente nem puro acaso que este tipo de programas de divulgação política e de má despesa pública não sejam transmitidos nos canais de sinal aberto e de acesso gratuito, principalmente agora que que se verificou a mudança para a TV Digital.

É que, a este Estado inapto, bem como a toda a cáfila de políticos e ex-políticos corruptos que enxameiam este País em todos os centros de decisão e pertencentes aos 3 principais partidos, não interessa a divulgação de toda esta pulhice encapotada.   É que, a todos estes, não interessa que os verdadeiros jornalistas e denunciantes destes roubos e vigarices coloquem toda esta merda na ventoínha, para que os sabujos que enchem os bolsos e as suas contas nos off-shores à custa dos nossos salários e pensões não venham a ficar todos borrados com toda esta imensa merda por eles produzida!

E o nosso sistema judicial colabora.   Sempre que pode.   E pode sempre!!!





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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Ó Relvas, ó Relvas, demissão à vista !...

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Invertebrado e com ar alucinado, nado e criado naquela fábrica (JSD) especializada em transformar imberbes incompetentes e xico-espertos em verdadeiros "artistas" políticos que têm levado este país ao fundo, este ministro conseguiu a extraordinária façanha de, apenas com uma cadeira do 1º ano de Direito e a elevada participação como membro da assembleia geral de um grupo folclórico, ter conseguido tirar o grau de licenciatura "bolonhesa" em apenas um ano, e com 4 cadeiras apenas.    Tudo isto por seu mérito próprio, claro, e à custa de muito trabalho e dedicação, sem quaisquer favorecimentos daquela universidade privada (Lusófona, de seu nome) e por consenso de todo o seu conselho científico que, depois de ter suado as estopinhas para analizar tão extenso currículo, decidiu por unanimidade (de um só professor) dar equivalência a 32 das 36 cadeiras do curso.

E isto,  ó Relvas,  não tem que ser escrutinado?   Isto sim,  ó Relvas, é verdadeira merda na ventoínha  (só para citar o chefe)!...



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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Muito melhor que ser ministro é ser... "ex-ministro" !!!

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Gente sem vergonha e sem escrúpulos, cujo único interesse é o de encher a mula à custa dos sacrifícios de toda a população e sem o mínimo respeito por quem trabalha e paga impostos.  Sabujos que passaram, em muitos casos, directamente dos lugares de ministros para as empresas que antes tutelavam, aproveitando-se de uma promiscuidade política por eles próprios defendida e protegida e com um único objectivo: - o de viver à grande e à francesa para o resto da vida, nem que para isso tenham de esgotar a "gamela".




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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Incompetência e casmurrice - eis o senhor "dois em um"!

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E porque não o ataque às verdadeiras "gorduras do Estado"?  E porque não o ataque às "gorduras do ricos"?  Porque há-de este rapazola lembrar-se apenas de tirar aos pobres e desprotegidos para dar aos ricos e aos protegidos do regime? 





Mudar de governo

A reacção de Passos Coelho ao acórdão do Tribunal Constitucional relativo aos subsídios diz muito, não só sobre a fraca capacidade intelectual do primeiro ministro, como também sobre os seus valores.

Seria de esperar uma declaração de aceitação da decisão do Tribunal Constitucional, seria mesmo aceitável que o primeiro-ministro demonstrasse alguma preocupação com a necessidade de adoptar medidas.   Mas Passos Coelho optou pela vingança.
Passos Coelho começou por adoptar o corte dos subsídios com um falso argumento, que os funcionários públicos ganhariam mais do que os outros portugueses.   Um argumento premeditadamente falso e que não explicava o porquê da suspensão dos subsídios dos pensionistas do sector privado.
Se a justificação dos subsídios assentava em falta de honestidade intelectual, o mesmo tinha sucedido com a razão que terá levado a tal decisão.   Tudo começou com um falso desvio colossal que de forma desonesta foi atribuído ao anterior governo.   Veio a provar-se que tal desvio não existia e que o corte dos subsídios visava tapar o buraco da Madeira e promover a partir do Estado uma estratégia de empobrecimento dos trabalhadores portugueses.
Se a forma como a decisão foi tomada era imprópria em democracia, a desonestidade foi ainda mais longe ao dizer-se que a medida vigoraria durante dois anos quando foi público e notório que para a troika a medida foi tomada por definitiva.   Aliás, ainda recentemente o governo dizia que talvez lá para 2015 se pudesse equacionar a hipótese de pagar uma pequena parte dos subsídios.

Não admira que um primeiro-ministro desonesto tenha reagido a uma decisão do Tribunal Constitucional com uma vingança - o corte dos subsídios serão estendidos a todos os portugueses.   Começou por dizer que os funcionários públicos ganham mais do que os trabalhadores por conta de outrem, agora diz a estes que vão ficar sem subsídios por culpa dos funcionários públicos, porque estes foram protegidos pelo Tribunal Constitucional.
Quando o país está á beira do colapso económico, quando toda a Europa anseia por crescimento económico, quando o desemprego cresce exponencialmente e quando todos os economistas (excepto o Gaspar) consideram que o excesso de austeridade está a inviabilizar a economia portuguesa a mensagem vingativa de Passos Coelho é que vai aumentar a austeridade, além dos funcionários públicos serão todos a ficar sem subsídios.

Isto prova duas coisas, que o país tem um primeiro-ministro que julga que pode ser um ditador desde que a senhora Merkel goste dele e que, perante o falhanço da sua política fiscal, aproveita-se agora da decisão do Tribunal Constitucional para aumentar brutalmente a austeridade para compensar a grande queda da receita fiscal, resultado da incompetência do seu ministro das Finanças.
Quis o destino que no mesmo dia em que um católico apostólico romano se babava junto dos jornalistas dos elogios dos líderes comunistas chineses à austeridade aplicada aos portugueses, os juízes do Tribunal Constitucional de uma pequena democracia europeia reafirmasse um valor constitucional que está na génese da democracia na Europa, o valor da igualdade.
Compreende-se a reacção de Passos Coelho, foi a reacção de quem parece ser alérgico aos valores da democracia e parece ficar com urticária quando se sente incomodado com as instituições democráticas.

O país precisa de um novo governo, com gente que tenha apego à democracia, governantes que tenham consideração pelos seus concidadãos e não gostem de os ver transformados em escravos, um primeiro-ministro capaz de ser competente em democracia, um ministro das Finanças que faça previsões sérias.   Não está em causa se é um governo de direita, de esquerda, ou de salvação nacional, que seja competente, honesto e formado por gente que goste do seu país e do seu povo.
Se Passos Coelho não consegue ou não quer governar em democracia e tratando os portugueses com igualdade, então que se vá embora, que vá trabalhar para as empresas do padrinho.


(Texto publicado no blogue "O Jumento", 06/07/2012)
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