domingo, 18 de fevereiro de 2018

MEMÓRIAS DE UM PESADELO QUE DUROU TEMPO DEMAIS !!!






Na verdade, o que não tem solução vira mera recordação!   Por vezes, uma péssima e traumatizante recordação!


Dependendo das situações vividas,  as recordações tanto podem ser belas e agradáveis como detestáveis e violentas.  Podem transformar-se em nostalgia e saudade que se recordam com alegria e prazer, ou transformarem-se num trauma psicológico permanente para o resto da vida.  Ou ainda "em ambas".  Pelas suas características penosamente peculiares, situações há que produzem simultaneamente estes dois comportamentos opostos.

Simultaneamente e num curto espaço de tempo podem acontecer os melhores e os piores momentos da nossa vida, quase sem  passagens intermédias mas que deixam fortíssimas e duradouras marcas traumáticas.  
É inacreditável como pode uma pessoa deixar em outra a sensação do cheiro de uma rosa perfumada em simultâneo com o odor pestilento de um cadáver em decomposição?
Como pode  uma pessoa deixar em outra a recordação do "paraíso" em simultâneo com o mais "horrendo e maquiavélico pesadelo"  do qual se não acorda jamais!   

Como podem coexistir estes dois sentimentos relativamente a uma mesma pessoa?  Porque não é possível encontrar pontos em comum entre estas duas personagens, que entretanto coexistem na mesma pessoa? Porque esta mesma pessoa carrega em si toda a "perfídia" que o seu sinuoso e obscuro percurso de vida  lhe permitiu acumular, fazendo uso pleno e cruel dessa "perfídia" dum modo arbitrário, sempre e quando assim o decide, qual veneno mortal injectado por cobra venenosa!

É triste e traumatizante assistir assim à transformação, lenta mas gradual, daquela/e que um dia fora um anjo de falinhas doces e ternurentas numa "megêra execrável" sem escrúpulos, abjecta e desprezível, que tudo destrói à sua volta numa atitude continuada, crescente e sem retrocesso!!! - Dissimulada compulsiva, consegue simular as diversas situações em seu favor, fingindo magistralmente com um discurso convincente e agradável.  Ninguém consegue vislumbrar que, por detrás daquele rosto "angélico e inocente", se esconde alguém capaz de tudo e de forma tão cruel e fria que assusta e amedronta.  

Aquele "anjo maravilhoso" que um dia conhecemos torna-se, de repente, e como que por encanto do demónio, naquela besta medonha, fria e reles que nada tem a ver com aquele seu angélico estado inicial.  É como se duas pessoas completamente diferentes coexistissem no mesmo corpo! 

Aquela criatura "aparentemente frágil" que, desde início, se apresentou de falinhas doces e ternurentas, afinal em breve se despe destas "vestes" para se transformar num verdadeiro tanque de guerra imune a tudo e que tudo destrói à sua frente, a partir do momento em que é minimamente contrariada.  Sem um único momento de reflexão!
Aquela criatura, "aparentemente deliciosa e doce", é capaz de praticar uma continuada tortura psicológica sem o menor sentido de culpa e de remorso, antes tirando prazer com isso, antes se regozijando sadicamente com o sofrimento que causa no parceiro.

E este mesmo procedimento poderá ter até para com a sua maior amiga, bastando para isso que esta a contradiga ou recrimine.    Tudo o que faz será sempre unicamente pelo puro interesse pessoal - a partir do momento em que se canse ou perca o interesse, ela é capaz de imaginar os piores meios para se desfazer quer dum quer doutro.  Sem o menor sentido de culpa ou remorso!...

A traição conjugal é outra das suas mais frequentes "virtudes", nunca se inibindo de trair o parceiro quando e sempre que lhe apetece ou lhe surge a oportunidade.  Com o maior desplante e, regra geral, inventando as situações mais naturais para o fazer à escondidas,  sem qualquer respeito ou consideração pelo parceiro!

A melhor imagem para uma pessoa assim é a de uma bela e admirável estátua em madeira completamente podre, que apenas se sustém pela pintura de diversas camadas de verniz brilhante e colorido.  Por todos enganadoramente admirada como obra prima mas que, uma vez quebrado aquele verniz, surge apenas toda aquela podridão que emporcalha e enoja quem estiver por perto! 
É como uma linda, luzidia e inofensiva garrafinha de mau cheiro que, uma vez partida, exala e expele todo aquele seu fedor nauseabundo, borrando todos os que a rodeiam, "especialmente quem está mais perto"- o parceiro!

É o que acontece, por exemplo, entre os dois elementos de um casal que inicia uma "promissora" relação baseada numa  (falsa) paixão que,  "aparentemente" tudo tendo para dar certo,  um belo dia (e sem que nada o fizesse prever e sem qualquer explicação), um dos intervenientes, ou por doença mental inicialmente não perceptível pelo parceiro ou por um transtorno de personalidade não declarado ou não claramente detectado, decide virar tudo do avesso. 

Tudo o que até aí “era”, passa muito rapidamente a "deixar de ser".  Tudo o que indiciava serem as duas metades da mesma laranja, torna-se quase bruscamente metade laranja e metade limão sem qualquer encaixe possível.  Aqueles iniciais "mesmos gostos comuns" passam a ser completamente antagónicos e irreconciliáveis.   Às vezes mesmo insuportáveis.

No início e ao estarmos perante uma pessoa de fino trato e discurso atraente e ternurento, a nossa primeira reacção é de que se trata "daquela" pessoa que sempre desejámos encontrar.  Porém, bem pelo contrário, que ao fim de alguns meses de convívio diário viremos a descobrir que toda aquela ternura e fino trato esconde, afinal, uma pessoa ruim, desumana e reles, que de tudo é capaz para conseguir os seus intentos, quer sejam eles um simples capricho ou desafio ou a doentia satisfação do prazer sádico de humilhar.

Todas aquelas promessas e juras de amor, bem como todo o capital sentimental até aí acumulados são destruídos e atirados literalmente para o lixo por um dos elementos,  como coisa indesejável e como se de um trapo velho se tratasse.  É o verdadeiro comportamento do camaleão social,  muda de opinião ou de prática conforme o interesse próprio do momento.  

E tudo isto é feito conscientemente, em pleno uso das suas capacidades e faculdades mentais.  Na grande maioria dos casos sem uma explicação ou um verdadeiro motivo válido – apenas porque lhe deu na cabeça, ou simplesmente apenas porque sim.  Ou, pior ainda, porque se arrependeu e já está “noutra”, não lhe importando minimamente os sentimentos do outro nem tudo aquilo que lhe possa acontecer.  Muda de paixão com a mesma facilidade de quem muda de camisa.  Os seus desejos e promessas duram pouco mais do que o tempo de os manifestar.  Passados que são aqueles momentos de paixão iniciais, tudo muda, abandona e parte para outra!

Mas isso é coisa que lhe não importa nem é capaz de reflectir sobre isso.  Simplesmente porque não lhe interessa.  No seu "interior" reina um completo e total vazio de sentimentos, embora queira parecer o contrário, embora simule o contrário a todo o momento e perante as pessoas que a rodeiam.  Todos aqueles iniciais "adoráveis sentimentos e emoções" que demonstra para com o parceiro (principalmente perante terceiros) são tudo menos genuínos, mas apenas e totalmente suscitados pela "imitação representada" (por vezes até mesmo exagerada) dos "bons" sentimentos que tenta copiar dos outros, tentando dar-lhes assim credibilidade para que pareçam seus e "genuínos" aos olhos dos outros.

Toda a sua vida e o seu comportamento não passam, afinal, de uma perfeita e bem arquitectada "farsa", muito bem encenada para que se torne credível, mas são totalmente falsos todos aqueles "bons sentimentos" que demonstra e pratica.  
O seu principal lema da vida (e que segue à risca) é: - "Sempre em frente, sem nunca olhar para trás!"  Aconteça o que acontecer, doa a quem doer, sofra quem sofrer!  
  
São verdadeiros lobos disfarçados de cordeiros, autênticos camaleões sociais que atacam com toda a crueldade quando menos se espera.  Farsantes bem conseguidos mas perfeitamente integrados na sociedade sabendo bem esconder a sua "verdadeira identidade", eles/elas são um verdadeiro pesadelo humano para quem com eles convive!   Fora de um número muito restrito de pessoas que já os conhece pela convivência, eles conseguem fingir e enganar tudo e todos com toda a perfeição e dislate.  

A menos que se tenha introduzido pelo meio um “terceiro elemento”, ou que alguém muito próximo lhe tenha “feito a cabeça”, regra geral isto acontece frequentemente em pessoas com reais e (muitas vezes) perigosos transtornos de personalidade - os PSICOPATAS.   

E esta condição é transversal a todos os extractos sociais e profissões - os PSICOPATAS tanto podem ser médicos ou engenheiros como pedreiros ou motoristas.   Por norma estas pessoas têm atrás de si, no seu passado, uma infância deveras conturbada e uma trajectória de vida medonha e triste, num zig-zag constante entre a realidade e a fantasia, o que faz delas seres errantes e não confiáveis, embora finjam parecer o contrário.

E o mal maior de tudo isto é que estes transtornos de personalidade não são curáveis, já que tais transtornos não são uma doença mas antes uma condição (natural ou adquirida) da pessoa em causa.  São pessoas com alto grau de bipolaridade que passam, em muito pouco tempo, da situação de uma aparente paixão para a prática de verdadeiro terrorismo psicológico sobre o parceiro, perfeitamente conscientes do mal que causam ao outro e operando dum modo frio, cruel e calculista, sem quaisquer escrúpulos e sem demonstrar qualquer sentimento de culpa ou de remorso. 


Muitas vezes, a CRIATURA PSICOPATA, por vezes denominada apenas por um termo mais brando - "borderline",  quando profissionalmente insegura fica "possessa", explodindo em todas as direcções e chegando mesmo às ameaças pessoais para quem tiver a ousadia de pôr em dúvida, contrariar ou simplesmente opinar diferentemente, manifestando um comportamento primário não compatível com a sua condição e formação. 

Não há mesmo nada a fazer, apenas tentar aproveitar a sua "fase boa" em que dão tudo (ou fingem que dão tudo) e depois deixá-los ir à sua vida, que não será mais do que replicar-se a si próprias, e pela vida fora, numa sucessão interminável de ciclos em tudo semelhantes (conquista/abandona, seduz/despreza, ama/odeia )  provocando sofrimento em todos aqueles ou aquelas  que for encontrando pela vida fora, mas sempre, sempre fingindo alegremente!   Sem nunca olhar para trás!  Sem nunca se "ver ao espelho"!  Aliás, narcisistas como são, o espelho só lhes diz que são eles/elas as melhores, as mais capazes, as mais superiores, as que têm sempre razão, enfim, as possuidoras da verdade suprema!
  
Simplesmente porque não possui qualquer filtro social, qualquer referencial ético, por isso tenta imitar paixões, inventando e fingindo magistralmente.  O essencial da sua vida baseia-se em FINGIR e SEDUZIR.  Finge amor, finge paixão, finge ternura, finge interesse mesmo por aquilo que não lhe interessa, finge tudo e a propósito de tudo apenas para obter aquilo que mais lhe interessar no momento.  Mas "FINGE" tão bem...  e com toda aquela maestria que os anos de prática e o apuramento da técnica lhe permitem!  

Passa a vida a fingir tudo e a seduzir todos e com tal perfeição que consegue passar "por entre os pingos da chuva" sem que seja detectada.  Como pessoa, e apesar de todos aqueles modos amorosos e ternurentos, ela não passa de um enorme EMBUSTE e de uma completa e refinada FRAUDE.  Somente alguém muito perspicaz (e só depois de uma convivência diária durante meses ou anos) é que consegue começar a juntar as suas incongruências e concluir o diagnóstico.  

Regra geral, para esse "alguém" já é TARDE DEMAIS! - Acabou de tornar-se já na última vítima dum/a psicopata (que quase ninguém conhece como tal), mas que o deixa dilacerado emocionalmente, por vezes até à beira do suicídio !

Inventará e inventar-se-á sob novas formas, tendencial e supostamente mais evoluídas à medida que for aprendendo, mas sempre no sentido de se insinuar perante os outros e de cativar a sua atenção para melhor satisfazer o seu próprio ego.  
Um Ego que não conhece limites nem fronteiras, chegando algumas a auto-convencer-se de que a sua origem e existência não são terrenas mas etéreas.  Chegam mesmo a considerar-se pessoas especiais e superiores com origens e poderes sobrenaturais, ou acreditando mesmo serem imortais, usando para isso um raciocínio completamente ilógico que só para eles faz sentido!  

Para quem fica, para quem (infeliz e incautamente) acabou por sofrer as consequências de uma vivência com tão doce e maravilhosa quanto nefasta e perigosa pessoa, a única coisa a fazer será afastar-se definitivamente (quantas vezes dolorosamente...) e fazer por esquecer a  existência de tão maléfica criatura.  

Para quem fica, vítima de tal criatura insana, ficar-lhe-ão apenas as boas e as más recordações de uma vivência marcada pela manipulação e pela bipolaridade dos sentimentos do outro e a esperança (se lhe restar tempo e coragem) de uma atenção redobrada no próximo encontro.  A determinação de nunca mais deixar de estar atento aos “indícios anormais e sinais que não encaixam numa pessoa normal” deixados aqui e ali ao longo do tempo, ainda que indeléveis ou camuflados.  Porque "esta gente" - os/as PSICOPATAS - acabam sempre por deixar "indícios e sinais" por onde passam, basta estar atento e alerta.   

Muitas vezes não é fácil nem simples, já que uma pessoa de boa fé normalmente entrega-se e não dá a devida importância a estes "sinais" e tende a minimizá-los.   Um enorme erro que pagará obrigatoriamente bastante caro um dia mais tarde, quando já for tarde demais!


É de tal maneira "intenso" (por vezes mesmo cansativo), e requer um tal "empenhamento sentimental" a criação de uma nova relação a dois, que os contornos da sua criação e a sua manutenção não poderão ser nunca deixados ao acaso e sem tomar as máximas precauções.  E já só, e apenas, me refiro ao tremendo empenhamento sentimental de ambos, esquecendo propositadamente os custos patrimoniais e até físicos que tal acontecimento envolve quase sempre.

Porque, embora bastante prazeiroso e bastante compensador no decurso da criação daquela relação, o empenhamento e o enriquecimento sentimental, bem como a quantidade e a qualidade da criação daquele património sentimental que se vai acumulando ao longo do tempo, construído com todo o carinho diariamente, minuto a minuto, no progressivo conhecimento mútuo, pode tornar-se também na vivência, não só a mais importante mas também a mais extenuante, se não mesmo desgastante, que jamais nos acontece na vida. Apesar de tudo ela é sempre feita com gosto e prazer!

- Por isso que é tão estúpido e cruel quando um dos elementos, embora sem motivo válido, explode com todo este trabalho árduo de longos meses ou anos!

- Por isso aquela enorme sensação de "desperdício" quando um dos parceiros decide despejar tudo isto pela sanita, sem olhar para trás e sem remorso!  Dum modo tão frio e cruel!

- Por isso aquela conclusão de que todo aquele empenhamento foi "em vão", e de que tudo aquilo não passou de um grande  e doloroso equívoco.  De que nada valeu a pena!

- Por isso aquele tão estranho sentimento e aquele amargo de boca ao reconhecemos que, afinal, durante todos aqueles anos mais não fizemos do que DORMIR TODAS AS NOITES COM O INIMIGO!

- Por isso que ficará para sempre gravado na alma e na memória aquela estranha e amarga sensação de ter andado tantos anos a atirar "PÉROLAS A PORCOS"!  E a vida que é tão curta!...

- Por isso que todo o cuidado é pouco na hora de decidir se valerá mesmo a pena continuar com tal projecto.  Ou NÃO ! 

Assim, é essencial a observação destes "indícios" e destes "sinais" (que normalmente se manifestam logo de início), nunca minimizando a sua existência e antevendo sempre qual o seu reflexo e consequências numa futura vida em conjunto.

Se estivermos atentos e em alerta, será esta observação e a valorização destes “indícios e sinais” que nos revelará aquilo em que se poderá tornar (se é que já não é) a pessoa que temos pela frente e com quem pensamos "juntar os trapinhos".  


Lamentavelmente, afinal aquele “docinho” outrora e de início tão atraente e apetitoso,  de “doce” tem apenas aquilo que está à vista e à nossa frente,  já que todo o seu “recheio” é pútrido e gerador de um ambiente fétido, infecto e fortemente perigoso para o companheiro/a, anteriormente objecto de todas as atenções e desvelos!

Todo o cuidado é pouco, se quisermos evitar um inevitável sofrimento futuro, enfrentando um processo traumático para o resto da vida!