quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

As "7 Irmãs" - A vergonhosa história do Petróleo

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O mundo saqueado e aprisionado pelos colossais interesses do Petróleo

 
Descoberto na Pensilvânia (onde aflorava à superfície) em meados do Séc. IXX e ainda longe da invenção do automóvel, a extracção do petróleo rapidamente se espalhou, não só por todo o território dos EUA como por todo o planeta, com especial incidência por todos os países do médio-oriente, o norte e centro de África, a América do Sul, o Cáucaso e a Ásia Central.  
 
Por toda a parte por onde tem sido descoberto e explorado, o petróleo e os incomensuráveis interesses a ele ligados têm deixado (e continuam) um longo e avassalador rasto de guerras e de morte nas populações, sem que algum benefício para estas resulte a não ser o espectro da miséria e o  cheiro fétido da morte, sempre crescente e imparável, tudo em benefício das 7 companhias petroliferas anglo-saxónicas (as denominadas 7 irmãs) - Exxon, Shell, BP, Mobil,  Chevron, Gulf e Texaco, às quais se juntaram mais tarde as francesas Total e Elf.

E tudo começou em 1928 na Escócia, numa reunião secreta entre três homens da qual nada ficou escrito - um holandês, um americano e um inglês.   Henry Deterding, o holandês que dirige a Royal Dutch Shell, Walter C. Teagle, o americano que representa a Standard Oil Company fundada por John Rockefeller (futura Exxon), e Sir John Cadman, o inglês que dirige a Anglo-Persian Oil (futura BP).
Desta reunião ultra-secreta saíu a directiva que haveria de tiranizar o mundo por todo o Séc. XX e XXI - "É hora de explorar, fraternalmente e pelo máximo lucro, os recursos petrolíferos do mundo".   E assim foi selado um pacto secreto e sem assinaturas que se mantém até aos dias de hoje.

Repugnantes e vergonhosos, é o mínimo que se pode dizer de todos os processos usados por estas empresas, para as quais todos os meios são válidos e justificam os fins - desde o "aliciamento" e a "compra" dos políticos responsáveis pelos países envolvidos, ao genocídio de populações inteiras e às "inventonas" de guerras violentas com milhões de mortos.  
Neste confisco e confronto de interesses colossais tudo é válido, unicamente em proveito das próprias petrolíferas, que são capazes de matar quem se atravessa no seu caminho, que até chegaram a fornecer, em segredo, petróleo à Alemanha de Hitler que, por sua vez, dele se serviu para atacar os exércitos americanos que combatiam na Europa e Norte de África.

O seu poder é imenso, inesgotável, e toda a geopolítica mundial gira, em absoluto, em torno dos interesses do lobby do petróleo.   Os líderes dos países que têm petróleo são depostos ou impostos conforme a sua conveniência e por sua interferência ou iniciativa.   O próprio colapso da URSS, nos anos 80, ficou a dever-se a uma intervenção sobre os preços do petróleo perpetrada por Ronald Reagan e o Rei da Arábia Saudita.   Quatro das "7 Irmãs" (Exxon, Mobil, Total, ENI)  imputaram ao Cazaquistão uma dívida de 130 mil milhões de dólares pela exploração do petróleo no mar, dívida que este país jamais terá capacidade de liquidar, o que significa que as petrolíferas tomarão,  durante as próximas 3 ou 4 gerações, conta do país e da sua população conforme lhes aprouver.   O Cazaquistão hipotecou, definitivamente, o seu petróleo e o seu futuro.  E o seu povo vive na miséria.

Mas, para melhor poder avaliar todo o contexto em que estas empresas operam em todas as partes do mundo, nada como visionar esta mini-série de 4 documentários transmitidos pela RTP2.   São 4 peças de 50 min. cujo tempo é francamente bem empregue, não só pela extraordinária qualidade e seriedade com que foram elaboradas como também pela quantidade de informação que delas extrai e que explicam tudo o que faz sofrer o mundo de hoje, unicamente em favor de um punhado de bandidos multimilionários, à custa do saque dos recursos naturais do planeta.

E somos todos nós que pagamos tudo isto, diariamente, em cada litro de combustível que metemos quando encostamos a uma bomba!   E mais...   prevejo que uma situação idêntica com um outro recurso natural, este vital - a água - venha a estabelecer-se nas próximas décadas.   Já escrevi mais abaixo sobre este assunto.

(Baseado numa sujestão da Fada do Bosque)
 
 
 A odisseia do petróleo no Irão, Iraque e Península Arábica

No Eldorado Negro - Norte de África e África Central

No confronto com a Rússia - no Cáucaso e Ásia Central

Petróleo - a origem real de toda a instabilidade mundial 
 
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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Colégios GPS - Dinheiros Públicos, Vícios privados

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Reporter TVI  -  "Dinheiros Públicos, Vícios Privados"
(Reportagem exibida ontem - 03/12/2012 pela TVI)

Um dos maiores grupos de escolas privadas do país recebeu, só este ano, cerca de 25 milhões de euros de financiamento do Estado.

Este é o pagamento por manter colégios onde alegadamente não existe capacidade do ensino público, mas o Repórter TVI demonstrou que não é claro que seja assim.
A jornalista Ana Leal encontrou escolas públicas subaproveitadas, com salas vazias, à espera de alunos que foram transferidos para os colégios privados pertencentes ao grupo GPS, que envolve ainda vários ex-governantes de diversos partidos políticos.

«Dinheiros públicos, vícios privados» é uma grande reportagem de Ana Leal, com imagem de Gonçalo Prego e edição de Miguel Freitas.

(Video publicado em 03/12/2012 por )



Actualização em 06/12/2012

E, do ministro  Nuno Crato...   nem pio!!!

Actualização em 08/12/2012:

E sabe-se agora que, desde 2010 e até ao fim do 1º semestre de 2012, o montante total dado pelo Ministério de Nuno Crato aos Colégios GPS é de 81 milhões de euros, bem acima do que inicialmente se pensava.   Afinal...  é um super-escândalo!

E, do ministro Nuno Crato...   nem pio!!!
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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O fim da festa: - a falência do Ocidente!

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Enquanto a Europa definha e empobrece, a China segue em frente, apresentando-se como a potência para a qual, tudo indica, dentro dos próximos 20 anos se verificará uma tranferência total (ou quase) do centro de gravidade económico e financeiro.  
E que se não culpe a China, porque a culpa cabe, por inteiro, à Europa.   Que nos últimos 30 anos, num regabofe sem contenção nem medida, enebriada pelo brilho estúpido de um pretenso novo-riquismo e incentivado pela falta de visão de políticos incompetentes e corruptos a nível central e local, gastou e se endividou muito mais do que lhe seria permitido, muito mais do que ela própria produzia.
  
E o ataque da China não se ficará apenas pela Europa.   Ele estender-se-á também aos EUA, daí o grande susto e a preocupação dos norte-americanos com a falência progressiva duma Europa recheada de maus políticos e de banqueiros desonestos, ambos apostados, primeiro num capitalismo selvagem e agora numa austeridade sem limites, que nos colocam em estado de recessão crescente e sem quaisquer estratégias de crescimento.   Primeiro a Grécia, depois a Irlanda, seguidas de Portugal, Espanha, Itália, Inglaterra, França, e até mesmo a própria Alemanha começa já a sentir os efeitos da estagnação económica.   Qual é o passo seguinte?   
 
Neste documentário, produzido pela BBC e transmitido pela SIC, fica bem explícita a resposta a esta pergunta. 



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domingo, 2 de dezembro de 2012

Passos... ahahahahahahahahahahahahahah... desculpem!...

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Passos:   "Também dou passeios na rua em Portugal"
 
O primeiro-ministro português passeou hoje, durante quinze minutos, no centro do Mindelo, Cabo Verde, cumprimentando e trocando palavras com a população, e afirmou aos jornalistas que, em Portugal, faz o mesmo, mas não oficialmente.
 
"Eu ando normalmente na rua"   (!!!)
 
Já de noite, Passos Coelho deu um passeio a pé, começando junto à Câmara Municipal do Mindelo, onde se dirigiu a um grupo de cabo-verdianos, distribuiu cumprimentos e conversou com alguns deles, comentando as mudanças ocorridas na cidade do Mindelo desde a última vez que aqui tinha estado, em 1999.
 
Em resposta à comunicação social portuguesa, o primeiro-ministro português negou que este fosse um momento raro de contacto seu com as pessoas, que não tem em Portugal. "Eu ando normalmente na rua, e a conversar com as pessoas também".
 
Perante a insistência dos jornalistas, Passos Coelho insistiu que em Portugal também dá passeios na rua:   "Também dou, mas não em circunstâncias oficiais".
 
"Tenho menos oportunidades, mas também faço", acrescentou, mostrando-se incomodado pelas luzes das câmaras de filmar, que estavam dirigidas contra os seus olhos: "Eu tenho medo é de não ver o chão".
 
(Fonte, com adaptação deste blogue:   expresso.pt)
 
...ahahahahahahahahahahahahahaha...  ahahahahahahahahahahahahah...  ahahahahahahahahahahahahah...   desculpem, mas não consigo deixar de rir!...
 
 "Passos deve ter cuidado com o que possa acontecer-lhe...  diz Mário Soares"
 

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sábado, 1 de dezembro de 2012

A ÁGUA - a crise global e as guerras mundiais que se antevêm

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"OURO AZUL" é mais um documentário choque em que os especialistas rotulam como a questão política e ambiental mais importante do século XXI, prevendo mesmo o seu colapso para os próximos 50 anos.
 
A deflorestação, a poluição, o uso exagerado e indiscriminado deste precioso líquido, sem o qual a vida é impossível, não é um bem inesgotável - ele tem os dias contados (pelo menos tal como o conhecemos hoje).   Estamos a extrair 15 vezes mais água do subsolo do que a terra é capaz de absorver e filtrar, por mais chuvas que caiam.  Com cada vez mais cidades, e sempre em expansão, substituindo solos permeáveis por pavimentos impermeáveis, facilitamos cada vez mais a crescente desertificação de vastas zonas do planeta, conduzindo-o para uma situação insustentável

Como se tudo isto não fosse já preocupante e até mesmo assustador, a crescente privatização do abastecimento das águas por parte dos políticos do mundo, numa colisão directa com os direitos humanos, levaram ao surgimento de um poderoso cartel dominador deste recurso vital.  
Perigosos interesses políticos e corporativos estão por detrás da entrega da gestão da água a poderosas empresas multinacionais -  VEOLIA (ex Vivendi), SUEZ, e RWE/Thames (as duas primeiras francesas), são as 3 principais empresas que estão na lista da 100 mais poderosas do mundo.  

País onde elas entrem, por força de decisões políticas e governamentais, na privatização da água, muito rapidamente se tornam num verdadeiro Estado dentro do Estado, enquanto que a água que as populações sempre consumiram, de qualidade e de baixo preço, também rápidamente se tornam de pior qualidade e cada vez mais cara.   É isto o que se está a preparar neste momento em Portugal.
 
Com este cocktail de situações que tendem a agravar-se exponencialmente - a crescente falta de água em muitos países do mundo e a sua manipulação e corrupção por parte dos governos, administrações locais e pelas corporações multinacionais de Água -  não é de todo difícil adivinhar os perigosas guerras que se avizinham num futuro muito próximo.   À escala global.
 
 
 
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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Hillary versus Merkel - eu pagava para ver estas duas à bofetada!

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Não vai longe o tempo em que os EUA tudo faziam para "abafar" o euro.   Também não vai longe o tempo em que do outro lado do Atlântico nos chegou o "tsunami" do estouro da "bolha" provocado pelo terrorismo financeiro dos Bancos americanos.   Agora, que o euro está pelas ruas da amargura, quiçá em vias de extinção, eis que...  aqui d'el rei:
 
A secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton apelou hoje à Europa para que chegue a acordo sobre a crise do euro e procure meios para promover o crescimento e o emprego, sublinhando que a economia mundial depende disso.
 
Numa altura em que pela 38ª vez vai visitar a Europa, na qualidade de secretária de Estado, Hillary Clinton disse que os Estados Unidos contam com a Europa.   "A zona euro está a derrapar de novo para a recessão, à medida que são implementadas políticas de austeridade.   Por isso, é vital para a economia mundial no seu conjunto que os dirigentes europeus adotem políticas que permitam também crescimento suficiente para criar emprego", disse Hillary Clinton.
 
Para a chefe da diplomacia norte-americana, "trata-se fundamentalmente de um problema europeu que requer soluções europeias", e, por isso, "os Estados Unidos não podem e não devem tentar propor uma resposta ou uma abordagem".
 
Hillary Clinton sublinhou ainda a importância de ter uma economia norte-americana de boa saúde.   "Há de facto muitas coisas em todo o mundo que dependem da força da nossa economia:   fornecer os meios de defesa, investir nos mercados emergentes ou oferecer ajudas para o desenvolvimento.   E não pode haver maior ameaça para a nossa segurança e para a nossa parceria transatlântica do que uma economia fraca num ou nos dois lados do Atlântico", defendeu a diplomata.
 
"Se queremos reforçar as nossas ligações comerciais, cada um de nós deve construir fundações sólidas.   Para os Estados Unidos, isso implica fazer escolhas políticas difíceis:   é preciso investir na nossa competitividade e é preciso regular os nossos problemas orçamentais", acrescentou ainda.
 
Pela segunda vez em três anos, a zona euro entrou em recessão no terceiro trimestre, numa altura em que a contestação contra a austeridade aumenta nas ruas de várias cidades europeias sobretudo nos países do Sul.   Os manifestantes consideram que estas políticas são responsáveis pelo agravamento da crise.
 
(Fonte:  SIC/LUSA)
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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Já foi visto por aqui, mas nunca é demais salientar - PORTUGAL !

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Filmado em vários locais do continente e das ilhas, este pequeno video promocional dá apenas uma pálida e fugidia imagem de um País que é isto e muito mais - Portugal.   Um País onde em tão pouco espaço se concentra uma tão elevada e tão maravilhosa diversificação geomorfológica  tanto quanto a sua gastronomia e usos e costumes das nossas gentes.   Que nos faria encher de orgulho e de alegria não fora um punhado de gatunos e corruptos da pior estirpe, que desde há mais de 20 anos vêm chupando tudo o que havia para chupar, nos tivesse deixado, e às próximas gerações, de cócoras e de mão estendida à mercê da "caridade" de mais uns tantos filhos-da-puta do grande capital internacional.   E nenhum daqueles grunhos irá, jamais, e por força de uma legislação de merda por eles feita e que os protege, parar com os ossos na prisão.
 
E o mais patético de tudo isto é que eles mesmos - os próprios - se continuam a passear por aí, ostentando todo o poderio que o produto do roubo lhes permite, enquanto o povo é obrigado a pagar todas as trafulhices destes canalhas,  "custe-o-que-custar".  
 
E o mais insultuoso de tudo isto é que a grande maioria destes bandalhos continua aí, despudoradamente, a ocupar lugares de relevo no governo e na gestão por tudo quanto é lugar de responsabilidade e de credibilidade, tanto  nas  instituições nacionais como nas internacionais!   Como prémio, claro!...



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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

A "DÍVIDA" - é uma guerra... uma guerra silenciosa!

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É um filme sobre guerra, sim, uma guerra que não se vê na televisão nem nas notícias.  Tem sido descrita como uma guerra silenciosa, onde em vez de soldados estão a morrer crianças.  Mais de meio milhão num ano, segundo a ONU.  Mais do dobro do número de mortos na guerra do Golfo. 
Em vez do bombardeamento de pontes praticam o derrube de grandes florestas, apropriam-se dos diversos recursos naturais, promovem a destruição de terras agrícolas e o abandono de escolas e hospitais. 
 
Em muitos aspectos é como uma guerra colonial, a diferença é que agora as pessoas e os recursos não são controlados por vice-reis ou exércitos de ocupação mas por outros meios mais sofisticados, em que a principal arma é a DÍVIDA.  Não há balas, mas é uma guerra em que as pessoas morrem.  Guerra e Dívida são exactamente a mesma coisa, excepto num ponto - a Dívida não precisa de ocupar o território.
 
Neste importante documentário, John Pilger e David Munro examinam a política dos Bancos do Primeiro Mundo na concessão de empréstimos aos países do Terceiro Mundo, que são depois incapazes de cumprir os encargos de juros.  Como resultado, os Bancos do Primeiro mundo passam, duma forma supostamente "legal", ao saque progressivo de todas as riquezas dos países do Terceiro Mundo.
 
 
 
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domingo, 25 de novembro de 2012

A guerra por detrás das guerras - aquela que nos é escondida

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"The War You Don't See"  (o filme completo)

Já há cerca de um ano atrás postei aqui este impressionante documentário de John Pilger sobre a manipulação propositada das massas através da comunicação social.   Talvez porque demasiado incómodo para os "senhores da guerra", este documentário foi por duas vezes eliminado pelos dois sites onde estava alojado, motivo por que aconselho agora a visioná-lo quanto antes, e antes que, de novo, ele seja desactivado.
 
Tão impressionantes são os relatos dos próprios repórteres que viveram como "embutidos" (embedding) em vários cenários de guerras actuais e da última década, que é de concluir que as imagens que nos chegam diariamente através das grandes cadeias de Televisão poderão não ser mais do que grandes encenações, feitas com um único propósito - o de esconder, o de escamotear, ou até mesmo o de inverter a verdade com o fim de manipular as grandes massas, como se fora um verdadeiro governo invisível.   E a começar logo pelos próprios jornalistas e repórteres que, ao serviço de grandes cadeias de TVs que mantêm acordos secretos com os políticos intervenientes, nos dão uma versão tendenciosa, ou mesmo errada, da verdadeira "verdade" que se quer escondida dos olhos do grande público, em particular, e do mundo em geral.




NOTA PÓSTUMA:   E pronto...  são 23.00 horas do dia 27-11-2012 (apenas 2 dias depois deste post)  e mais uma vez este filme foi retirado do YouTube, cerca de 1 hora atrás.   Os "senhores de guerra" estão atentos!...  - quem não viu, visse!

Todavia, e para que não fique aqui um rectângulo negro no lugar do filme de 90 min., coloco no mesmo sítio um pequeno extrato de 6 min. que os "senhores-da-guerra" deixaram passar.   Dá, pelo menos, para saborear um pouquinho do muito que o filme mostrava.   Sublinho que todos estes mortos eram apenas civis - um grupo de pessoas insuspeitas com crianças e adultos desarmados!

Para quem não viu o documentário:

A vida humana nada conta para estas potências imperialistas (ou sub-imperialistas) nem para os média que as defende.   Nada está acima dos interesses económicos ou estratégicos militares dos estados e grupos económicos que exergem a hegemonia política no planeta.   As cenas das atrocidades que são vistas no filme foram cometidas no Iraque, no Afeganistão e na Palestina, e são apenas amostras do grau de perversidade a que se pode chegar com o objetivo de garantir privilégios.
 
Algumas informações rápidas que o documentário apresenta(va).
 
Durante a I Guerra Mundial 10% das mortes eram de civis.
Durante a II Guerra Mundial 50% das mortes eram de civis.
Durante a Guerra do Vietnã 70% das mortes eram de civis.
Durante a Guerra do Iraque mais de 90% das mortes eram de civis.
 
A matança de civis e o causar-lhes grande sofrimento é crime de Guerra – IV Convenção de Genebra.   A ONU foi usada para travar uma guerra invisível contra o povo iraquiano, que carecia de medicamentos, causando a morte de milhões de crianças com idade abaixo dos 5 anos.   Lembro que a ONU é principalmente financiada pelos EUA.
 
Destruir as estruturas base do país, como escolas, hospitais e habitações são os principais alvos das guerras actuais, bem como lucrar com os recursos do país dominado, como o petróleo no caso do Iraque, e. claro, o testar de novas armas como a bomba de fósforo, cujo uso é proibido em guerras.   Porém, foi usada no iraque, como era mostrado no documentário, e até Israel (financiado pelos EUA) também não se coibiu de usar uma destas numa escola cheia de crianças, na Palestina.
 
O grau actual de desumanidade é tão grande que, após aquele helicóptero atirar nos civis e matar sete pessoas e duas crianças, um dos "senhores-da-guerra" ainda comenta: - “isso é culpa deles, quem mandou trazerem crianças para a batalha?”.   Qual batalha?  eles viviam ali!!!
 
Afinal, de que lado está o "terrorismo"?

 



Actualização em 25/03/2013:  - E eis que, de novo, alguém coloca no site Vimeo o filme original completo - "The War You Don't See".    E uma vez mais o coloco aqui até ao dia em que ele tornará a desaparecer.    E como estou certo de que isso irá acontecer, aconselho a que o visionem de imediato:




 
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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Barril de pólvora no Médio-Oriente – ou, a má consciência do Ocidente!

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As raízes do conflito remontam aos fins do século XIX, quando colonos judeus começaram a migrar para a Palestina.   O ideal judaico de retorno á terra dos seus antepassados, conhecido como "Sionismo" e fundado por Theodor Herzl em 1897, visava a retomada da denominada “terra prometida”.   Sendo os judeus um povo sem um Estado próprio, havia sido objecto ao longo dos tempos de inúmeras perseguições.   Movidos agora pelo sionismo, o seu objectivo era refundar na Palestina um estado judeu.   Porém, a Palestina já era habitada há vários séculos por uma maioria árabe e alguns cristãos – os palestinianos.
A partir de 1897 e após a fundação do movimento sionista, alguns milhares de judeus iniciaram a migração para a região da Palestina.   Com a queda do Império Otomano, no final da Primeira Guerra Mundial, a Inglaterra converte a região em protectorado britânico desde 1918 até 1948 
 partir de 1940, a luta pela construção de um Estado Judaico na Palestina intensificou-se, principalmente a partir de 1947-1948  e já apoiados pelos Estados Unidos, baseada no conceito da reparação pelos sofrimentos infligidos aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

Em 1947 a ONU propõe a divisão das terras Palestinas entre judeus e árabes, baseando-se nas populações até então estabelecidas na região.   Assim, os judeus receberiam 55% de toda a área, sendo que, desta percentagem, 60% era constituída pelo deserto do Neguev.    Os palestinianos, por não aceitarem a criação de um Estado não árabe na região, rejeitaram esta partilha.

Em 1948, os judeus proclamam o Estado de Israel e, a partir daí, o conflito amplia-se de forma dramática.    A Palestina reagiu e resistiu, recusando-se a aceitar a presença dos judeus no seu território.

E começou aqui o já longo historial de guerras entre as duas partes, envolvendo aspectos religiosos e territoriais:  a luta pela ocupação de mais terrenos palestinos por parte dos judeus e a reivindicação da cidade de Jerusalém por ambas as partes.

1948-1949: - Os árabes da Palestina e os estados árabes da região (Egito, Síria, Jordânia, Líbano e Iraque, com o apoio de Arábia Saudita e Iémen) entram em guerra contra Israel.   Israel vence a guerra e passa a controlar 78% do território da Palestina, enquanto o plano de partilha da ONU lhe cedia apenas 55 %.
1956: - Gamal Abdel Nasser (presidente do Egito) nacionaliza o Canal de Suez.   Israel, apoiado pela França e pelo Reino Unido, ocupa Gaza e a maior parte do Sinai.  É, no entanto, obrigado pelos EUA e URSS a recuar.
1964: - É criada em Jerusalém a OLP (Organização para Libertação da Palestina).
1967: - Guerra dos Seis Dias.   Numa guerra relâmpago de 6 dias (comandada pelo Gen. Moshe Dyan) Israel reconquista o deserto do Sinai, a faixa de Gaza, a Cisjordânia e os Montes Golan.
1972: - Onze atletas israelitas são mortos num atentado terrorista durante os Jogos Olímpicos de Munique.  O atentado é atribuído aos árabes da Palestina.
1973: - Guerra do Yom Kippur.
1979: - Israel devolve ao Egito a península do Sinai.   É assinado, em Camp David, o Tratado de Paz entre o Egipto e Israel.

1982: - Israel invade o Líbano e destrói quase completamente a cidade de Beirute, na Operação “Paz para a Galileia”, em resposta aos ataques da OLP ao norte de Israel.
1987: - Início da “primeira intifada”, com distúrbios de apedrejamentos na faixa de Gaza por parte de palestinianos, na sua maioria jovens.
1973: - a ONU considerou o sionismo uma forma de racismo.   Israel bombardeia com frequência cidades palestinianas, utilizando aviação moderna e armas proibidas (fósforo branco), destruindo escolas, hospitais e residências, além de privar os palestinianos das liberdades e da igualdade de condições.
2000: - Início da “segunda intifada”, com os mesmos contornos e métodos da primeira.  
2001: - Ariel Sharon é eleito primeiro-ministro de Israel.   Ocupa mais territórios e dá início à construção do Muro da Cisjordânia, com o objectivo de dificultar os atentados terroristas palestinianos.
2004: - Yasser Arafat morre (suspeita-se agora de que terá sido assassinado).   A Autoridade Palestina passa para o eleito Muahmad Abbas.   Israel destrói os assentamentos de colonos judeus na Faixa de Gaza e Cisjordânia.

Sempre que o faz, a forma como Israel actua é extremamente violenta.  A disparidade de forças militares entre israelitas e palestinianos é abismal – tanques, mísseis e aviões de combate da última geração são usados contra uma população que se defende com algumas armas artesanais e o arremesso de pedras.   A maioria da Palestina e dos muçulmanos (os muitos milhares de cristãos palestinianos foram sempre propositadamente ignorados) estão sob o controle de Israel, com o racionamento de comida, água e energia elétrica, além da ameaça constante dos bombardeamentos da faixa de Gaza e da Cisjordânia.

A propósito de mais esta nova ofensiva em larga escala levada a cabo neste momento por Israel na faixa de Gaza, cabe aqui lembrar dois excertos da última crónica de Daniel Oliveira no "expresso online":
Mesmo para quem não conheça a realidade palestina - sobretudo em Gaza, onde mais de um milhão e meio de pessoas vive amontoada num gueto - bastaria olhar para a desproporcionalidade dos ataques israelitas para perceber o absurdo.   Perante uns rockets artesanais que mataram três israelitas as forças de Israel lançaram uma ofensiva que, em apenas oito dias, provocou noventa mortos e 720 feridos.
Até quando continuará a comunidade internacional a tratar os palestinos como sub-humanos sem direito a tudo a que um povo tem direito?   Até quando continuaremos a comprar a narrativa de um agressor crónico que  usa a má-consciência do Mundo para garantir a passividade internacional perante os seus crimes?   Até quando continuaremos a justificar o injustificável?”

Para todos aqueles que quiserem conhecer todo o historial (documentado) deste regresso tempestuoso dos judeus à “terra prometida”, aconselho vivamente o visionamento destes dois documentários (Al Nakba)  produzidos pela Al-Jazeera, de alta qualidade e legendados em português, o primeiro referente ao período de 1897 até 1939, o segundo a partir de 1940 e até ao presente.
 
 

E ainda, para quem quiser aprofundar mais sobre o assunto, pode visitar este blogue: 
 
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terça-feira, 13 de novembro de 2012

O colapso do euro - como pensam e agem os abutres dos mercados financeiros...

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Alessio Rastani, através da BBC, alerta para a queda do Euro e denuncia o Goldman Sachs como estando por detrás da manipulação dos mercados.

Como autênticos robots programados e insensíveis, é impressionante a frieza irracional com que os investidores pensam e agem, como Alessio Rastani que dá uma entrevista assustadoramente franca à BBC, deixando os entrevistadores visivelmente abalados com a sua previsão de que os mercados vão cair e que o euro está condenado.   "Prepare-se e aja agora", é o seu grito de alerta.  

Já tem cerca de um ano esta entrevista, todavia as actuações dos mercados não se afastaram deste rumo (antes pelo contrário), continuando a manter esta apetência pelos métodos de oportunismo e de terrorismo financeiro aqui manifestados em tão curta entrevista.



 
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domingo, 11 de novembro de 2012

O vídeo sobre Portugal que a Alemanha proibiu

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A Alemanha recusou a divulgação no país do vídeo sobre Portugal que o prof. Marcelo Rebelo de Sousa anunciou e promoveu.  
 
Marcelo Rebelo de Sousa tinha anunciado no seu programa da TVI, que, "já que o Governo não pode", ele próprio ia lançar uma iniciativa para divulgar a situação de Portugal "junto, principalmente, do povo alemão" que tem uma ideia péssima dos portugueses.   A ideia, segundo Marcelo, era "fazer um filme do mesmo género" que circulou quando os finlandeses deram a entender não querer participar na ajuda da União Europeia a Portugal.

O filme de Marcelo, que contou com a colaboração do blogger dirigente do PSD, Rodrigo Moita de Deus, ficou entretanto pronto e a intenção era divulgá-lo este fim de semana publicamente em Berlim, antes da visita da chanceler Angela Merkel a Portugal na próxima segunda-feira.

O filme visa a realidade portuguesa atual e contém uma explicação dos sacrifícios a que os portugueses estão a ser sujeitos com a aplicação das medidas do memorando da troika. O filme, intitulado "Ich bin ein berliner", que devia ser visionado na Praça Sony em Berlim foi no entanto recusado pelas autoridades locais.  
 
Perante o sucedido, Rodrigo Moita de Deus já enviou uma nota de protesto ao embaixador alemão em Lisboa:   "Recebemos a informação de que as entidades responsáveis não autorizaram a transmissão do filme por "razões políticas".   Este facto causa-nos a maior incompreensão e merece o nosso protesto.   Dizemos no filme, nomeadamente, que o povo português trabalha mais horas que o povo alemão.   Que paga mais impostos.   Que tem menos dias de férias e feriados", lê-se na nota de protesto a que o Expresso teve acesso.   "Choca-nos profundamente esta recusa em transmitir o filme que é indigna dos valores e princípios que estão na base da União Europeia.   Mas, apesar desta recusa, é nosso propósito prosseguir com esta iniciativa e tudo faremos para que a mensagem do filme chegue ao seu destinatário", conclui Moita de Deus.

(Texto publicado em expresso.pt)


Versão Portuguesa


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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Porque hoje é sexta-feira... vamos ao "vlog do Fêrnando"

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Numa época em que a "crise" é o tema de todos os dias, à mesa de jantar ou na cozinha, no escritório ou na pastelaria, no autocarro ou no dentista e até mesmo nos ginásios que já estão às moscas, ainda vão aparecendo uns blogues femininos que me deixam alegremente estarrecidos, quer pela linguagem usada quer pelas propostas inusitadas por elas colocadas.   Elas blogam procurando seleccionar um namorado, elas blogam leiloando a virgindade (...já que tem que ser, ao menos que dê lucro, não é...), elas blogam procurando 100 candidatos para 100 relações sexuais em um ano, elas blogam...  eu nem quero dizer mais o quê!   E aí, aparece o Fêrnando e o seu "vlog"...   
E depois...  sempre é um "post" mais giro e menos cansativo do que aquelas charopadas de assuntos sobre FMI e BCE, Grécia e Portugal, Goldman Sachs e Nova Ordem Mundial - tudo assuntos que só interessam a alguns, não é verdade?...



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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Goldman Sachs - a escola universal do terrorismo financeiro !



Goldman Sachs não é um Banco, mas uma  agência de montruosas vigarices financeiras a nível mundial.  

Especializado, desde há várias décadas, em subverter todas as regras da alta finança com as técnicas e os métodos criminosos de uma seita secreta e com o poder de destruir países, acusado até de estar na origem do famoso "Crash de Wall Street" em 1929,   é o Banco que vende produtos financeiros que apostam no colapso da Europa, é o Banco que armazena milhões de toneladas de zinco e de alumínio para fazer subir os preços, é o banco que entende que é muito mais lucrativo destruir do que ganhar dinheiro pelos processos tradicionais, é o Banco predador que retira lucros fabulosos sacrificando os seus próprios clientes, é o banco que lucra ao influenciar os mercados e apostando no colapso dos países, é o banco que mais lucrou com a famosa crise do "Subprime" de 2008.  Sempre com a mesma técnica suja - jogar no seu campo e, simultânea e secretamente, no campo contrário, apostando contra.

E é deste antro de marginais de fato e gravata que têm saído os maiores crápulas que já tiveram ou têm neste momento o controle de uma grande parte dos países dos cinco continentes, e em especial da Europa.   É uma máfia financeira legalizada que actua com toda a cobertura e cumplicidade de uma imensa orda de chefes políticos mundiais incompetentes e corruptos.

Harry Paulson, Mario Monti, Mario Draghi, Lucas Papademos,  Vitor Constâncio, António Borges, Carlos Moedas, são apenas alguns exemplos de políticos e gestores actuais, de entre as muitas centenas espalhados por 32 países e que passaram por esta “super escola” da fraude e do terrorismo financeiro, super-especializada na destruição das economias de países livres e independentes.
 
Vale a pena ver este arrepiante documentário para tomar consciência dos métodos fraudulentos e de alta traição desta gente que trabalha na sombra a todos os níveis, manipulando criminosamente a economia internacional com o mesmo à vontade e desfaçatez de quem joga poker com as cartas marcadas.

E, no fim da cadeia, quem acaba por sofrer o resultado nefando destas práticas mafiosas são, inexoravelmente, as populações que, mais cedo ou mais tarde, acabam sempre por pagar, até à miséria e à fome, a elevada factura dos processos maquiavélicos desta “organização de malfeitores” que ganha fabulosas fortunas à custa da desgraça de pessoas, organizações e países.   Impunemente!

(Continuação deste post AQUI)
 




quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Tanta "filha-da-putice" cansa, fede e farta !

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Estou farto disto tudo!

 
Estou farto de ver o país sequestrado por corruptos.   Farto de ver políticos a mentir.   Farto de ver a Constituição ser trespassada.   Farto de ver adolescentes saltitantes e acéfalos, de bandeira partidária em punho, a lamberem as botas de meia dúzia de ilusionistas.   Farto de oportunistas que, após mil tropelias, acabam a dirigir os destinos do país.   Farto de boys que proliferam como sanguessugas e transformam o mérito em pouco mais do que uma palavra.   Farto da injustiça social e da precariedade.   Farto da Justiça à Dias Loureiro.   Farto dos procuradores de pacotilha.   Farto de viver num regime falso, numa democracia impositiva.   Farto da austeridade.   Farto das negociatas à terceiro mundo.   Farto das ironias, da voz irritante, dos gráficos e da falta de sensibilidade de Vítor Gaspar.   Farto dos episódios inacreditáveis do "Dr." Relvas, das mentiras de Passos Coelho e da cobardia de Paulo Portas.   Farto de me sentir inseguro cada vez que ouço José Seguro.   Farto de ter uma espécie de Tutankhamon como Presidente da República.   Farto dos disparates do Dr. Mário Soares.
 
Estou farto de ver gente a sofrer sem ter culpa.   Farto de ver pessoas perderem o emprego, os bens, a liberdade, a felicidade e muitas vezes a dignidade.   Farto de ver tantos a partir sem perspectivas, orientados pelo desespero.   Farto de silêncios.   Farto do FMI e da Troika.   Farto de sentir o pânico a cada esquina.   Farto de ver lojas fecharem a porta pela ultima vez e empresas a falir.   Farto de ver rostos fechados, sufocados pela crise.   Farto dos Sócrates, Linos, Varas, Campos e outros a gozarem connosco depois de terem hipotecado o futuro do país.   Farto da senhora Merkel.
 
Estou farto de ver gente miserável impor a miséria a milhões.   Farto da impunidade.   Farto de ver vigaristas, gente sem escrúpulos, triunfar.   Farto de banqueiros sem vergonha, corresponsáveis em tudo, a carpirem mágoas nos meios de comunicação social.   Farto de ver milhares de pessoas a entregarem as suas casas ao banco.   Farto de vergonhas como o BPN e as PPP.   Farto de ver um país maltratar os seus filhos e abandoná-los à sua sorte.   E, finalmente, estou farto de estar farto e imagino que não devo estar só.

(Tiago Mesquita (expresso.pt), 06/11/2012)

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terça-feira, 6 de novembro de 2012

FMI, BCE, UE - serão as dívidas legítimas? Argentina, Equador e Islândia disseram: - NÃO !

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FMI, BCE, UE - a receita é sempre a mesma:   -não é a economia ou o País mas antes
a Banca e os investidores que interessa proteger!  
Serão legítimas estas monstruosas dívidas?  Como e por quem foram contraídas?

"Só existe uma única opção na próxima década, que é não pagar a dívida porque
foi baseada no neoliberalismo, e a aventura neoliberal foi um crime contra a humanidade"
 
"Ninguém é obrigado a pagar esta dívida, uma vez que foi contraída em
nome da corrupção e dos mercados financeiros"
 
"É imoral pagar uma dívida imoral"
 

Outro vídeo de visionamento obrigatório,  "Debtocracy" (Χρεοκρατία) é um documentário poderoso sobre a crise grega preparado pelos jornalistas Katerina Kitidi e Aris Hatzistefanou com dinheiros próprios e donativos de amigos.
Os principais actores do documentário (cerca de 200 pessoas) assinam um pedido de criação de uma comissão internacional de auditoria, que teria por missão especificar os motivos da acumulação da dívida soberana e condenar os responsáveis.   No caso vertente, a Grécia tem direito a recusar o reembolso da sua "dívida injustificada", ou seja, da dívida criada através de actos de corrupção contra o interesse da sociedade.

"Debtocracy" é uma acção política.   Apresenta um ponto de vista sobre a análise dos acontecimentos que arrastaram a Grécia para uma situação preocupante.   As opiniões vão todas no mesmo sentido, sem contraponto.   Foi essa a opção dos autores, que apresentam a sua maneira de ver as coisas, logo nos primeiros minutos:   "Em cerca de 40 anos, dois partidos, três famílias políticas e alguns grandes patrões levaram a Grécia à falência.   Deixaram de pagar aos cidadãos para salvar os credores".

Os "cúmplices" da falência perderam o direito à palavra.   Os autores do documentário não dão a palavra àqueles que consideram "cúmplices" da falência. Os primeiros-ministros e ministros das Finanças gregos dos últimos dez anos são apresentados como elos de uma cadeia de cúmplices que arrastaram o país para o abismo.   O ex-diretor-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, que se apresentou aos gregos como o médico do país, é comparado ao ditador Georges Papadopoulos  [primeiro-ministro sob o regime dos coronéis, de 1967 a 1974]. (...)

O documentário utiliza os exemplos do Equador e da Argentina para suportar o argumento segundo o qual o relatório de uma comissão de auditoria pode ser utilizado como instrumento de negociação, para eliminar uma parte da dívida e do congelamento dos salários e pensões de reforma.

"Tentamos pegar em exemplos de países como a Argentina e o Equador, que disseram não ao FMI e aos credores estrangeiros que, ainda que parcialmente, puseram de joelhos os cidadãos.   Para tal, falámos com as pessoas que realizaram uma auditoria no Equador e provaram que uma grande parte da dívida era ilegal", acrescenta Katerina Kitidi.   Contudo, "Debtocracy" evita sublinhar algumas diferenças de peso e evidentes entre o Equador e a Grécia.   Entre elas, o facto de o Equador ter petróleo.

(Fonte original do vídeo:  "Debtocracy")
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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Portugal com "Passos" largos... na rota fatal de aproximação à Grécia !

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Ou...  estaremos nós na antecâmara de uma 3ª Guerra Mundial?

De visionamento obrigatório, este vídeo faz um relato avassalador sobre o impacto da privatização massiva de bens públicos e sobre toda a ideologia neoliberal que está por detrás.

Este documentário (Catastroika) denuncia exemplos concretos na Rússia, Chile, Inglaterra, França, Estados Unidos e, obviamente, na Grécia, em sectores como os transportes, a água ou a energia. De forma deliberada e com uma motivação ideológica clara, os governos daqueles países estrangulam ou estrangularam serviços públicos fundamentais, elegendo os funcionários públicos como bodes expiatórios, para apresentarem, em seguida, a privatização como solução óbvia e inevitável.   Sacrifica-se a qualidade, a segurança e a sustentabilidade, provocando, invariavelmente, uma deterioração generalizada da qualidade de vida dos cidadãos.
 
As consequências mais devastadoras registam-se nos países obrigados, por credores e instituições internacionais (como a Troika), a proceder a privatizações massivas, como contrapartida dos planos de «resgate».   Catastroika evidencia, por exemplo, que o endividamento consiste numa estratégia para suspender a democracia e implementar medidas que nunca nenhum regime democrático ousou sequer propor antes de serem testadas nas ditaduras do Chile e da Turquia.
 
O objectivo é a transferência para mãos privadas da riqueza gerada, ao longo dos tempos, pelos cidadãos.   Nada disto seria possível, num país democrático, sem a implementação de medidas de austeridade que deixem a economia refém dos mecanismos da especulação e da chantagem — o que implica, como se está a ver na Grécia, o total aniquilamento das estruturas basilares da sociedade, nomeadamente as que garantem a sustentabilidade, a coesão social e níveis de vida condignos.

(Publicado em 11/05/2012 por iacpt)  (Inspirado por Fada do Bosque)
 
 
 
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sábado, 3 de novembro de 2012

Porque é fim de semana... e para esquecer este atentado criminoso

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Para amenizar este atentado criminoso que é o Orçamento-2013 do merceeiro Gaspar, e também para tentar esquecer a próxima visita da megera alemã a Portugal, nada melhor do que uma tarde bem passada de visita às amigas da mulher!   A música baixinho...  o jogo da canasta ou da bisca lambida...  o gralhar dos mexericos...  o apreciar dos dotes morfológicos da sobrinha que está de férias e que nunca sabe onde deixa as cuecas...  ufff...!  Fim de semana bem passado!




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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Prémio Dardos - um reconhecimento inesperado!

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«O Prémio Dardos é o reconhecimento dos ideais que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc... que em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, e suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar o carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web».
 
O Prémio Dardos tem as seguintes regras:  Exibir a imagem do Selo no blogue;  Revelar o link do blogue que atribuiu o Prémio;  Escolher 15 blogues para premiar.
 
Um agradecimento muito especial a quem mo atribuíu - a Fada do Bosque - cujo blogue "Guerra Silenciosa", tratando dos grandes temas nacionais e internacionais de uma forma  notável e aprofundada, rapidamente ascendeu a uma das posições cimeiras por parte dos leitores dos blogues desta temática, em especial eu próprio.  Pelo seu trabalho no blogue, os meus sinceros parabéns à Fada! 

Dando cumprimento ao Regulamento do Prémio Dardos, serão estes os meus 15 nomeados:

 
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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

O retrato do Primeiro Ministro "sombra" de Portugal

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António Borges é um homem doente e a prazo.   Ele sabe que não terá muito tempo para levar a cabo o seu projecto diabólico de destruição do paradigma da sociedade democrática.   Ele é um falcão de uma ultra-direita liberal-fascista, colada a interesses mundiais poderosos, para quem empresários como Belmiro são uns merceeiros sem dimensão e o povo uma ralé que um dia desaparecerá nas cinzas da sociedade democrática.

É um fanático, um ayotalah de um capitalismo extremista, selvagem, pensado para uma elite discreta, clandestina por vezes, que domina através dos obscuros mercados dos capitais, de muitas Goldman Saches deste Mundo.
Há um novo liberal-fascismo internacional que quer a destruição da Democracia e implementar uma nova ordem baseada na finança, na ganância, nos interesses dos poderosos.   Dos poderosos mesmo.

António Borges é o polvo que comanda este governo e que tem um ascendente total sobre o fraco e imberbe Passos Coelho, um tipo sem experiência governativa, sem traquejo, sem força, nem convicção.   Um rapaz que cresceu nos bastidores da Juventude Laranja, estagiou numas empresas que facturam ao Estado e que conseguiu ser líder de um partido porque era o idiota útil na hora certa.

A campanha de descrédito contra Sócrates, urdida por uma claque discreta do PSD e que começou com a calúnia do Freeport, alimentada por uma imprensa que vive da má língua, do que está a dar e que segue a voz do dono, deu ao rapaz a possibilidade de ele se apresentar ao povo como o seu redentor.   Prometeu dieta no Estado sem impostos extra nem cortes salariais.   Para os mais atentos escreveu um livro onde estava toda a teoria liberal-fascista como a destruição do Estado Social, começando na venda da RTP ao fim do SNS.

Borges tem pois a sua última missão em vida:   vender a patacas as empresas da Pátria, depenar a classe média, pôr a pão e água os trabalhadores e insultar os que acham que ele está louco e que está a cantar o seu canto de cisne de uma vida política atroz e de uma vida que na verdade não merece ser vivida.   Deus não dorme.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

ISLÂNDIA – a revolução silenciada! Mas vitoriosa!

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O segredo da Islândia – dizer NÃO!...

Alguém ouviu falar sobre a Islândia recentemente?  Não?  Porquê?  Se alguém pensa que não há censura nos grandes média, então porque nos mostram tudo sobre as revoluções no Egipto, Síria e Líbia?   E porque não divulgaram nada sobre a Islândia?
Escute bem isto:  na Islândia o povo fez o governo todo demitir-se, os principais Bancos do país foram nacionalizados e recusaram continuar a pagar as dívidas dos Bancos aos ingleses e holandeses, dívida gerada pelo esbanjamento do dinheiro do povo.
Foi criada uma Assembleia popular para escrever uma nova Constituição, e tudo isto pacificamente.  E fez toda uma revolução contra o poder que criou a crise:  - WALL STREET!   …por isso ninguém publicou nada!   Por muitos meses e durante estes 2 anos…   não vimos nada. 
O que aconteceria se outros países de todo o mundo seguissem este exemplo?
Muito brevemente, estes são os factos:
2008 – o principal banco do país é nacionalizado, a moeda nacional cai, as actividades da bolsa de valores é suspensa,  o país declara-se falido.
2009 – os protestos antecipam as eleições, provocam a demissão do Primeiro Ministro e de todo o Governo, a situação económica continua a ser calamitosa, uma Lei propõe o cumprimento da dívida com a Inglaterra e a Holanda, no valor de 3,5 mil milhões de euros (4,3 mil milhões de US dólares) a pagar por todas as famílias islandesas, mensalmente e durante os próximos 15 anos, com juros de 5,5%.
2010 – o povo toma as ruas e pede que a dívida seja submetida a um referendo.  Em Janeiro de 2010 o Presidente recusa-se a ratificar o projecto de lei e anuncia a organização de uma consulta popular.  Em Março ocorre o referendo e 93% votam por não pagar a dívida dos Bancos.  Enquanto isso, o novo Governo inicia as investigações para punir pela lei os responsáveis pela crise.  Muitos altos executivos dos Bancos e gerentes são mantidos sob prisão preventiva e detidos em celas prisionais verdadeiras.
Sim, você não está sonhando – é difícil encontrar gente assim que não se curva aos banqueiros!   Na imprensa, nem uma palavra – nada foi publicado – mas ISTO aconteceu!
A Interpol inicia uma investigação e os banqueiros fogem em massa do país, como ratos abandonando o navio  que se está afundando.
Nesse contexto de crise, uma assembleia é eleita para escrever uma nova Constituição que integra as lições da crise e substitui a anterior, que era uma mera cópia da dinamarquesa.  Para isso, foi pedida a colaboração directa do povo soberano.  Para tal, 25 cidadãos sem nenhum vínculo político ou partidário foram eleitos entre 522 candidatos.  Apenas precisavam ser maiores de idade e ter o apoio de 30 pessoas – muito simples!
A Assembleia Constituinte  começou a trabalhar em Fevereiro de 2011, e apresentará um projecto de Magna Carta a partir das recomendações consensuais em distintas assembleias que terão lugar por todo o país.  Esta Magna Carta será votada pelo parlamento actual e pelo que sair das próximas eleições legislativas.
Esta é a história da Revolução Islandesa:  - demissão em massa do Governo;  nacionalização dos Bancos;  referendo sobre as questões económicas fundamentais;  prisão dos principais responsáveis pela crise;  nova Constituição escrita pelos cidadãos.
Alguém ouviu a imprensa  canadense, americana ou japonesa falar sobre isto?  Em qualquer outro lugar do mundo?  Nos debates políticos, rádios, programas de TV?  Qualquer filmagem mostrada na TV?  Claro que não, eles estão “entretidos” com outras coisas…
O povo islandês deu uma grande lição ao mundo todo, lutando contra o sistema e ensinando “democracia”!   Este processo de democratização da vida política, que já dura há dois anos, é um claro exemplo de como é possível que o povo não pague a crise gerada pelos ricos.
O povo islandês soube dar uma lição de democracia à Europa toda e ao resto do mundo.  Uma lição, contudo, SILENCIADA pela comunicação social que continua a representar os interesses de quem gerou esta crise – a burguesia!
Peter Moore/The Plot991 (Adaptação deste blogue)
(Ler também aqui e aqui e aqui sobre este mesmo assunto)
 

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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Portugal perigosamente no caminho da Argentina: - os traidores, os corruptos, e o povo!

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Acautelemo-nos!   Ao mínimo "sinal" agarremos nos cajados e corramos TODOS para a rua!


A Portugal já não falta nenhum dos "condimentos" que nos anos 90 mergulhou a Argentina no estado de profunda bancarrota e de absoluta miséria do povo: - políticos traidores, mentirosos e corruptos, em conluio com os grandes Bancos e a Alta-Finança nacionais e internacionais, pensando apenas em si mesmos e desprezando o povo, condenando-o à desgraça e à miséria, com 90% da riqueza do país nas mãos de menos de 1% de canalhas.   E tudo isto sempre em nome de grandiosas promessas de melhorias de vida e de crescimento económico!

Para entender o que nos espera, é bom saber o que dizem os que já passaram antes de nós por situações semelhantes.   Neste filme (em 3 partes), é descrito o que aconteceu antes, durante e depois do processo de bancarrota na Argentina.
Com as devidas diferenças, a semelhança com o caso português é assombrosa.   Não há como aprender com a experiência dos outros.

Respire fundo...  e prepare-se para ver um filme tenebroso e assustador:
o do nosso próprio presente e futuro!!!

PARTE  1


PARTE  2


PARTE  3


(Carregado por santosalcides em 13/07/2011) ; (Cortesia de José Martins)
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