Um dos maiores grupos de escolas privadas do país recebeu, só este ano, cerca de 25 milhões de euros de financiamento do Estado.
Este é o pagamento por manter colégios onde alegadamente não existe capacidade do ensino público, mas o Repórter TVI demonstrou que não é claro que seja assim. A jornalista Ana Leal encontrou escolas públicas subaproveitadas, com salas vazias, à espera de alunos que foram transferidos para os colégios privados pertencentes ao grupo GPS, que envolve ainda vários ex-governantes de diversos partidos políticos.
«Dinheiros públicos, vícios privados» é uma grande reportagem de Ana Leal, com imagem de Gonçalo Prego e edição de Miguel Freitas.
E sabe-se agora que, desde 2010 e até ao fim do 1º semestre de 2012, o montante total dado pelo Ministério de Nuno Crato aos Colégios GPS é de 81 milhões de euros, bem acima do que inicialmente se pensava.Afinal... é um super-escândalo!
Enquanto a Europa definha e empobrece, a China segue em frente, apresentando-se como a potência para a qual, tudo indica, dentro dos próximos 20 anos se verificará uma tranferência total (ou quase) do centro de gravidade económico e financeiro.
E que se não culpe a China, porque a culpa cabe, por inteiro, à Europa. Que nos últimos 30 anos, num regabofe sem contenção nem medida, enebriada pelo brilho estúpido de um pretenso novo-riquismo e incentivado pela falta de visão de políticos incompetentes e corruptos a nível central e local, gastou e se endividou muito mais do que lhe seria permitido, muito mais do que ela própria produzia.
E o ataque da China não se ficará apenas pela Europa. Ele estender-se-á também aos EUA, daí o grande susto e a preocupação dos norte-americanos com a falência progressiva duma Europa recheada de maus políticos e de banqueiros desonestos, ambos apostados, primeiro num capitalismo selvagem e agora numa austeridade sem limites, que nos colocam em estado de recessão crescente e sem quaisquer estratégias de crescimento. Primeiro a Grécia, depois a Irlanda, seguidas de Portugal, Espanha, Itália, Inglaterra, França, e até mesmo a própria Alemanha começa já a sentir os efeitos da estagnação económica. Qual é o passo seguinte?
Neste documentário, produzido pela BBC e transmitido pela SIC, fica bem explícita a resposta a esta pergunta.
O primeiro-ministro português passeou hoje, durante quinze
minutos, no centro do Mindelo, Cabo Verde, cumprimentando e trocando palavras
com a população, e afirmou aos jornalistas que, em Portugal, faz o mesmo, mas
não oficialmente.
"Eu ando normalmente na rua" (!!!)
Já de noite, Passos Coelho deu um passeio a pé, começando junto à
Câmara Municipal do Mindelo, onde se dirigiu a um grupo de cabo-verdianos,
distribuiu cumprimentos e conversou com alguns deles, comentando as mudanças
ocorridas na cidade do Mindelo desde a última vez que aqui tinha estado, em
1999.
Em resposta à comunicação social portuguesa, o primeiro-ministro
português negou que este fosse um momento raro de contacto seu com as pessoas,
que não tem em Portugal. "Eu ando normalmente na rua, e a conversar com as
pessoas também".
Perante a insistência dos jornalistas, Passos Coelho insistiu que
em Portugal também dá passeios na rua: "Também dou, mas não em circunstâncias
oficiais".
"Tenho menos oportunidades, mas também faço", acrescentou,
mostrando-se incomodado pelas luzes das câmaras de filmar, que estavam dirigidas
contra os seus olhos: "Eu tenho medo é de não ver o chão".
"OURO AZUL" é mais um documentário choque em que os especialistas rotulam como a questão política e ambiental mais importante do século XXI, prevendo mesmo o seu colapso para os próximos 50 anos.
A deflorestação, a poluição, o uso exagerado e indiscriminado deste precioso líquido, sem o qual a vida é impossível, não é um bem inesgotável - ele tem os dias contados (pelo menos tal como o conhecemos hoje). Estamos a extrair 15 vezes mais água do subsolo do que a terra é capaz de absorver e filtrar, por mais chuvas que caiam. Com cada vez mais cidades, e sempre em expansão, substituindo solos permeáveis por pavimentos impermeáveis, facilitamos cada vez mais a crescente desertificação de vastas zonas do planeta, conduzindo-o para uma situação insustentável.
Como se tudo isto não fosse já preocupante e até mesmo assustador, a crescente privatização do abastecimento das águas por parte dos políticos do mundo, numa colisão directa com os direitos humanos, levaram ao surgimento de um poderoso cartel dominador deste recurso vital.
Perigosos interesses políticos e corporativos estão por detrás da entrega da gestão da água a poderosas empresas multinacionais - VEOLIA (ex Vivendi), SUEZ, e RWE/Thames (as duas primeiras francesas), são as 3 principais empresas que estão na lista da 100 mais poderosas do mundo.
País onde elas entrem, por força de decisões políticas e governamentais, na privatização da água, muito rapidamente se tornam num verdadeiro Estado dentro do Estado, enquanto que a água que as populações sempre consumiram, de qualidade e de baixo preço, também rápidamente se tornam de pior qualidade e cada vez mais cara. É isto o que se está a preparar neste momento em Portugal.
Com este cocktail de situações que tendem a agravar-se exponencialmente - a crescente falta de água em muitos países do mundo e a sua manipulação e corrupção por parte dos governos, administrações locais e pelas corporações multinacionais de Água - não é de todo difícil adivinhar os perigosas guerras que se avizinham num futuro muito próximo. À escala global.
Não vai longe o tempo em que os EUA tudo faziam para "abafar" o euro. Também não vai longe o tempo em que do outro lado do Atlântico nos chegou o "tsunami" do estouro da "bolha" provocado pelo terrorismo financeiro dos Bancos americanos. Agora, que o euro está pelas ruas da amargura, quiçá em vias de extinção, eis que... aqui d'el rei:
A secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton apelou hoje à Europa
para que chegue a acordo sobre a crise do euro e procure meios para promover o
crescimento e o emprego, sublinhando que a economia mundial depende
disso.
Numa altura em que pela 38ª vez vai visitar a Europa, na qualidade de
secretária de Estado, Hillary Clinton disse que os Estados Unidos contam
com a Europa. "A zona euro está a derrapar de novo para a recessão, à medida que
são implementadas políticas de austeridade. Por isso, é vital para a economia
mundial no seu conjunto que os dirigentes europeus adotem políticas que
permitam também crescimento suficiente para criar emprego", disse Hillary
Clinton.
Para a chefe da diplomacia norte-americana, "trata-se fundamentalmente de um
problema europeu que requer soluções europeias", e, por isso, "os Estados
Unidos não podem e não devem tentar propor uma resposta ou uma abordagem".
Hillary Clinton sublinhou ainda a importância de ter uma economia norte-americana de
boa saúde. "Há de facto muitas coisas em todo o mundo que dependem da força da
nossa economia: fornecer os meios de defesa, investir nos mercados emergentes
ou oferecer ajudas para o desenvolvimento. E não pode haver maior ameaça para a
nossa segurança e para a nossa parceria transatlântica do que uma economia
fraca num ou nos dois lados do Atlântico", defendeu a diplomata.
"Se queremos reforçar as nossas ligações comerciais, cada um de nós deve
construir fundações sólidas. Para os Estados Unidos, isso implica fazer
escolhas políticas difíceis: é preciso investir na nossa competitividade e é
preciso regular os nossos problemas orçamentais", acrescentou ainda.
Pela segunda vez em três anos, a zona euro entrou em recessão no terceiro
trimestre, numa altura em que a contestação contra a austeridade aumenta nas
ruas de várias cidades europeias sobretudo nos países do Sul. Os manifestantes
consideram que estas políticas são responsáveis pelo agravamento da crise.
Filmado em vários locais do continente e das ilhas, este pequeno video promocional dá apenas uma pálida e fugidia imagem de um País que é isto e muito mais - Portugal. Um País onde em tão pouco espaço se concentra uma tão elevada e tão maravilhosa diversificação geomorfológica tanto quanto a sua gastronomia e usos e costumes das nossas gentes. Que nos faria encher de orgulho e de alegria não fora um punhado de gatunos e corruptos da pior estirpe, que desde há mais de 20 anos vêm chupando tudo o que havia para chupar, nos tivesse deixado, e às próximas gerações, de cócoras e de mão estendida à mercê da "caridade" de mais uns tantos filhos-da-puta do grande capital internacional. E nenhum daqueles grunhos irá, jamais, e por força de uma legislação de merda por eles feita e que os protege, parar com os ossos na prisão.
E o mais patético de tudo isto é que eles mesmos - os próprios - se continuam a passear por aí, ostentando todo o poderio que o produto do roubo lhes permite, enquanto o povo é obrigado a pagar todas as trafulhices destes canalhas, "custe-o-que-custar".
E o mais insultuoso de tudo isto é que a grande maioria destes bandalhos continua aí, despudoradamente, a ocupar lugares de relevo no governo e na gestão por tudo quanto é lugar de responsabilidade e de credibilidade, tanto nas instituições nacionais como nas internacionais! Como prémio, claro!...
É um filme sobre guerra, sim, uma guerra que não se vê na televisão nem nas notícias. Tem sido descrita como uma guerra silenciosa, onde em vez de soldados estão a morrer crianças. Mais de meio milhão num ano, segundo a ONU. Mais do dobro do número de mortos na guerra do Golfo.
Em vez do bombardeamento de pontes praticam o derrube de grandes florestas, apropriam-se dos diversos recursos naturais, promovem a destruição de terras agrícolas e o abandono de escolas e hospitais.
Em muitos aspectos é como uma guerra colonial, a diferença é que agora as pessoas e os recursos não são controlados por vice-reis ou exércitos de ocupação mas por outros meios mais sofisticados, em que a principal arma é a DÍVIDA. Não há balas, mas é uma guerra em que as pessoas morrem. Guerra e Dívida são exactamente a mesma coisa, excepto num ponto - a Dívida não precisa de ocupar o território.
Neste importante documentário, John Pilger e David Munro examinam a política dos Bancos do Primeiro Mundo na concessão de empréstimos aos países do Terceiro Mundo, que são depois incapazes de cumprir os encargos de juros. Como resultado, os Bancos do Primeiro mundo passam, duma forma supostamente "legal", ao saque progressivo de todas as riquezas dos países do Terceiro Mundo.
Já há cerca de um ano atrás postei aqui este impressionante documentário de John Pilger sobre a manipulação propositada das massas através da comunicação social. Talvez porque demasiado incómodo para os "senhores da guerra", este documentário foi por duas vezes eliminado pelos dois sites onde estava alojado, motivo por que aconselho agora a visioná-lo quanto antes, e antes que, de novo, ele seja desactivado.
Tão impressionantes são os relatos dos próprios repórteres que viveram como "embutidos" (embedding) em vários cenários de guerras actuais e da última década, que é de concluir que as imagens que nos chegam diariamente através das grandes cadeias de Televisão poderão não ser mais do que grandes encenações, feitas com um único propósito - o de esconder, o de escamotear, ou até mesmo o de inverter a verdade com o fim de manipular as grandes massas, como se fora um verdadeiro governo invisível. E a começar logo pelos próprios jornalistas e repórteres que, ao serviço de grandes cadeias de TVs que mantêm acordos secretos com os políticos intervenientes, nos dão uma versão tendenciosa, ou mesmo errada, da verdadeira "verdade" que se quer escondida dos olhos do grande público, em particular, e do mundo em geral.
NOTA PÓSTUMA: E pronto... são 23.00 horas do dia 27-11-2012 (apenas 2 dias depois deste post) e mais uma vez este filme foi retirado do YouTube, cerca de 1 hora atrás. Os "senhores de guerra" estão atentos!... - quem não viu, visse! Todavia, e para que não fique aqui um rectângulo negro no lugar do filme de 90min., coloco no mesmo sítio um pequeno extrato de 6 min. que os "senhores-da-guerra" deixaram passar. Dá, pelo menos, para saborear um pouquinho do muito que o filme mostrava. Sublinho que todos estes mortos eram apenas civis - um grupo de pessoas insuspeitas com crianças e adultos desarmados!
Para quem não viu o documentário:
A vida humana nada conta para estas potências imperialistas (ou sub-imperialistas) nem para os média que as defende. Nada está acima dos interesses económicos ou estratégicos militares dos estados e grupos económicos que exergem a hegemonia política no planeta. As cenas das atrocidades que são vistas no filme foram cometidas no Iraque, no Afeganistão e na Palestina, e são apenas amostras do grau de perversidade a que se pode chegar com o objetivo de garantir privilégios.
Algumas informações rápidas que o documentário apresenta(va).
Durante a I Guerra Mundial 10% das mortes eram de civis.
Durante a II Guerra Mundial 50% das mortes eram de civis.
Durante a Guerra do Vietnã 70% das mortes eram de civis.
Durante a Guerra do Iraque mais de 90% das mortes eram de civis.
A matança de civis e o causar-lhes grande sofrimento é crime de Guerra – IV Convenção de Genebra. A ONU foi usada para travar uma guerra invisível contra o povo iraquiano, que carecia de medicamentos, causando a morte de milhões de crianças com idade abaixo dos 5 anos. Lembro que a ONU é principalmente financiada pelos EUA.
Destruir as estruturas base do país, como escolas, hospitais e habitações são os principais alvos das guerras actuais, bem como lucrar com os recursos do país dominado, como o petróleo no caso do Iraque, e. claro, o testar de novas armas como a bomba de fósforo, cujo uso é proibido em guerras. Porém, foi usada no iraque, como era mostrado no documentário, e até Israel (financiado pelos EUA) também não se coibiu de usar uma destas numa escola cheia de crianças, na Palestina.
O grau actual de desumanidade é tão grande que, após aquele helicóptero atirar nos civis e matar sete pessoas e duas crianças, um dos "senhores-da-guerra" ainda comenta: - “isso é culpa deles, quem mandou trazerem crianças para a batalha?”. Qual batalha? eles viviam ali!!!
Afinal, de que lado está o "terrorismo"?
Actualização em 25/03/2013: - E eis que, de novo, alguém coloca no site Vimeo o filme original completo - "The War You Don't See". E uma vez mais o coloco aqui até ao dia em que ele tornará a desaparecer. E como estou certo de que isso irá acontecer, aconselho a que o visionem de imediato:
As raízes do conflito remontam aos fins do século XIX,
quando colonos judeus começaram a migrar para a Palestina. O ideal judaico de retorno á terra dos seus
antepassados, conhecido como "Sionismo" e fundado por Theodor Herzl em 1897, visava
a retomada da denominada “terra prometida”.Sendo os judeus um povo sem um Estado próprio, havia sido objecto ao
longo dos tempos de inúmeras perseguições.Movidos agora pelo sionismo, o seu objectivo era refundar na Palestina
um estado judeu. Porém, a Palestina já
era habitada há vários séculos por uma maioria árabe e alguns cristãos – os palestinianos.
A partir de 1897 e após a fundação do movimento sionista, alguns milhares de
judeus iniciaram a migração para a região da Palestina. Com a queda do Império Otomano, no final da
Primeira Guerra Mundial, a Inglaterra converte a região em protectorado
britânico desde 1918 até 1948.
A partir de 1940,
a luta pela construção de um Estado Judaico na Palestina intensificou-se,
principalmente a partir de 1947-1948 e já apoiados pelos Estados Unidos, baseada
no conceito da reparação pelos sofrimentos infligidos aos judeus durante a
Segunda Guerra Mundial.
Em 1947 a ONU propõe a divisão das terras Palestinas entre
judeus e árabes, baseando-se nas populações até então estabelecidas na região. Assim, os judeus receberiam 55% de toda a área,
sendo que, desta percentagem, 60% era constituída pelo deserto do Neguev. Os palestinianos, por não aceitarem a
criação de um Estado não árabe na região, rejeitaram esta partilha. Em 1948, os judeus proclamam o Estado de Israel e, a partir daí, o conflito amplia-se
de forma dramática. A Palestina reagiu e resistiu, recusando-se a
aceitar a presença dos judeus no seu território.
E começou aqui o já longo historial de guerras entre as duas
partes, envolvendo aspectos religiosos e territoriais:a luta pela ocupação de mais terrenos palestinos
por parte dos judeus e a reivindicação da cidade de Jerusalém por ambas as
partes.
1948-1949: - Os árabes da Palestina e os estados árabes da
região (Egito, Síria, Jordânia, Líbano e Iraque, com o apoio de Arábia Saudita
e Iémen) entram em guerra contra Israel. Israel vence a guerra e passa a controlar 78%
do território da Palestina, enquanto o plano de partilha da ONU lhe cedia apenas
55 %. 1956: - Gamal Abdel Nasser (presidente do Egito) nacionaliza
o Canal de Suez. Israel, apoiado pela
França e pelo Reino Unido, ocupa Gaza e a maior parte do Sinai.É, no entanto, obrigado pelos EUA e URSS a
recuar. 1964: - É criada em Jerusalém a OLP (Organização para
Libertação da Palestina). 1967: - Guerra dos Seis Dias. Numa guerra relâmpago de 6 dias (comandada
pelo Gen. Moshe Dyan) Israel reconquista o deserto do Sinai, a faixa de Gaza, a
Cisjordânia e os Montes Golan. 1972: - Onze atletas israelitas são mortos num atentado
terrorista durante os Jogos Olímpicos de Munique.O atentado é atribuído aos árabes da
Palestina. 1973: - Guerra do Yom Kippur. 1979: - Israel devolve ao Egito a península do Sinai. É assinado, em Camp David, o Tratado de Paz
entre o Egipto e Israel.
1982: - Israel invade o Líbano e destrói quase completamente
a cidade de Beirute, na Operação “Paz para a Galileia”, em resposta aos ataques
da OLP ao norte de Israel. 1987: - Início da “primeira intifada”, com distúrbios de
apedrejamentos na faixa de Gaza por parte de palestinianos, na sua maioria
jovens. 1973: - a ONU considerou o sionismo uma forma de racismo.Israel
bombardeia com frequência cidades palestinianas, utilizando aviação moderna e
armas proibidas (fósforo branco), destruindo escolas, hospitais e residências,
além de privar os palestinianos das liberdades e da igualdade de condições. 2000: - Início da “segunda intifada”, com os mesmos
contornos e métodos da primeira. 2001: - Ariel Sharon é eleito primeiro-ministro de Israel. Ocupa mais territórios e dá início à construção
do Muro da Cisjordânia, com o objectivo de dificultar os atentados terroristas
palestinianos. 2004: - Yasser Arafat morre (suspeita-se agora de que terá
sido assassinado). A Autoridade
Palestina passa para o eleito Muahmad Abbas. Israel destrói os assentamentos de colonos
judeus na Faixa de Gaza e Cisjordânia.
Sempre que o faz, a forma como Israel actua é extremamente violenta.
A disparidade de forças militares entre israelitas
e palestinianos é abismal – tanques, mísseis e aviões de combate da última
geração são usados contra uma população que se defende com algumas armas
artesanais e o arremesso de pedras.A
maioria da Palestina e dos muçulmanos (os muitos milhares de cristãos
palestinianos foram sempre propositadamente ignorados) estão sob o controle de
Israel, com o racionamento de comida, água e energia elétrica, além da ameaça
constante dos bombardeamentos da faixa de Gaza e da Cisjordânia.
A propósito de mais esta nova ofensiva em larga escala
levada a cabo neste momento por Israel na faixa de Gaza, cabe aqui lembrar dois
excertos da última crónica de Daniel Oliveira no "expresso online":
“Mesmo para quem não conheça a realidade
palestina - sobretudo em Gaza, onde mais de um milhão e meio de pessoas vive
amontoada num gueto - bastaria olhar para a desproporcionalidade dos ataques
israelitas para perceber o absurdo. Perante
uns rockets artesanais que mataram três israelitas as forças de Israel lançaram
uma ofensiva que, em apenas oito dias, provocou noventa mortos e 720 feridos.
Até quando continuará a comunidade
internacional a tratar os palestinos como sub-humanos sem direito a tudo a que
um povo tem direito? Até quando
continuaremos a comprar a narrativa de um agressor crónico que usa a má-consciência do Mundo para garantir a
passividade internacional perante os seus crimes? Até quando continuaremos a justificar o
injustificável?”
Para todos aqueles que quiserem conhecer todo
o historial (documentado) deste regresso tempestuoso dos judeus à “terra
prometida”, aconselho vivamente o visionamento destes dois documentários (Al Nakba) produzidos pela Al-Jazeera, de
alta qualidade e legendados em português, o primeiro referente ao período de
1897 até 1939, o segundo a partir de 1940 e até ao presente.
E ainda, para quem quiser aprofundar mais sobre o assunto, pode visitar este blogue:
Alessio Rastani, através da BBC, alerta para a queda do Euro e denuncia o Goldman Sachs como estando por detrás da manipulação dos mercados.
Como autênticos robots programados e insensíveis, é impressionante a frieza irracional com que os investidores pensam e agem, como Alessio Rastani que dá uma entrevista assustadoramente franca à BBC, deixando os entrevistadores visivelmente abalados com a sua previsão de que os mercados vão cair e que o euro está condenado. "Prepare-se e aja agora", é o seu grito de alerta.
Já tem cerca de um ano esta entrevista, todavia as actuações dos mercados não se afastaram deste rumo (antes pelo contrário), continuando a manter esta apetência pelos métodos de oportunismo e de terrorismo financeiro aqui manifestados em tão curta entrevista.
A Alemanha recusou a divulgação no país do vídeo sobre Portugal
que o prof. Marcelo Rebelo de Sousa anunciou e promoveu.
Marcelo Rebelo de Sousa tinha anunciado no seu programa da TVI,
que, "já que o Governo não pode", ele próprio ia lançar uma iniciativa para
divulgar a situação de Portugal "junto, principalmente, do povo alemão" que tem
uma ideia péssima dos portugueses. A ideia, segundo Marcelo, era "fazer um filme do mesmo género"
que circulou quando os finlandeses deram a entender não querer participar na
ajuda da União Europeia a Portugal.
O filme de Marcelo, que contou com a colaboração do blogger
dirigente do PSD, Rodrigo Moita de Deus, ficou entretanto pronto e a intenção era
divulgá-lo este fim de semana publicamente em Berlim, antes da visita da
chanceler Angela Merkel a Portugal na próxima segunda-feira.
O filme visa a realidade portuguesa atual e contém uma explicação
dos sacrifícios a que os portugueses estão a ser sujeitos com a aplicação das
medidas do memorando da troika. O filme, intitulado "Ich bin ein
berliner", que devia ser visionado na Praça Sony em Berlim foi no entanto
recusado pelas autoridades locais.
Perante o sucedido, Rodrigo Moita de Deus já enviou uma nota de
protesto ao embaixador alemão em Lisboa: "Recebemos a informação de que as entidades responsáveis não
autorizaram a transmissão do filme por "razões políticas". Este facto causa-nos
a maior incompreensão e merece o nosso protesto. Dizemos no filme, nomeadamente,
que o povo português trabalha mais horas que o povo alemão. Que paga mais
impostos. Que tem menos dias de férias e feriados", lê-se na nota de protesto a
que o Expresso teve acesso. "Choca-nos profundamente esta recusa em transmitir o filme que é
indigna dos valores e princípios que estão na base da União Europeia. Mas,
apesar desta recusa, é nosso propósito prosseguir com esta iniciativa e tudo
faremos para que a mensagem do filme chegue ao seu destinatário", conclui Moita
de Deus.
Numa época em que a "crise" é o tema de todos os dias, à mesa de jantar ou na cozinha, no escritório ou na pastelaria, no autocarro ou no dentista e até mesmo nos ginásios que já estão às moscas, ainda vão aparecendo uns blogues femininos que me deixam alegremente estarrecidos, quer pela linguagem usada quer pelas propostas inusitadas por elas colocadas. Elas blogam procurando seleccionar um namorado, elas blogam leiloando a virgindade (...já que tem que ser, ao menos que dê lucro, não é...), elas blogam procurando 100 candidatos para 100 relações sexuais em um ano, elas blogam... eu nem quero dizer mais o quê! E aí, aparece o Fêrnando e o seu "vlog"...
E depois... sempre é um "post" mais giro e menos cansativo do que aquelas charopadas de assuntos sobre FMI e BCE, Grécia e Portugal, Goldman Sachs e Nova Ordem Mundial - tudo assuntos que só interessam a alguns, não é verdade?...
Goldman Sachsnão é um Banco, mas uma agência de
montruosas vigarices financeiras a nível mundial.
Especializado,
desde há várias décadas, em subverter todas as regras da alta finança com as técnicas e os métodos criminosos de uma seita secreta e com o poder de destruir países,
acusado até de estar na origem do famoso "Crash de Wall Street" em 1929, é o Banco que vende produtos financeiros que apostam no colapso da Europa, é o Banco que armazena milhões de toneladas de zinco e de alumínio para fazer subir os preços, é o banco que entende que é muito mais lucrativo destruir do que ganhar dinheiro pelos processos tradicionais, é o Banco predador que retira lucros fabulosos sacrificando os seus próprios clientes, é o banco que lucra ao influenciar os mercados e apostando no colapso dos países, é o banco que mais lucrou com a famosa crise do "Subprime" de 2008. Sempre com a mesma técnica suja - jogar no seu campo e, simultânea e secretamente, no campo contrário, apostando contra.
E é deste antro de marginais de fato e gravata que têm saído os maiores crápulas que já tiveram ou têm
neste momento o controle de uma grande parte dos países dos cinco continentes, e
em especial da Europa. É uma máfia financeira legalizada que actua com toda a
cobertura e cumplicidade de uma imensa orda de chefes políticos mundiais incompetentes e corruptos.
Harry Paulson, Mario Monti, Mario Draghi, Lucas Papademos, Vitor Constâncio,António Borges, Carlos Moedas, são apenas alguns exemplos de políticos e gestores actuais, de entre as muitas centenas espalhados por 32 países e que passaram por esta “super escola” da fraude e do terrorismo financeiro, super-especializada na destruição das economias de países livres e independentes.
Vale a pena ver este arrepiante documentário para tomar consciência dos
métodos fraudulentos e de alta traição desta gente que trabalha na sombra a todos os níveis, manipulando criminosamente a economia
internacional com o mesmo à vontade e desfaçatez de quem joga poker com as cartas marcadas. E, no fim da cadeia, quem acaba por sofrer o resultado nefando destas práticas mafiosas são, inexoravelmente, as populações que,
mais cedo ou mais tarde, acabam sempre por pagar, até à miséria e à fome, a elevada factura dos processos
maquiavélicos desta “organização de malfeitores” que ganha fabulosas fortunas à custa da desgraça de pessoas, organizações e países. Impunemente!
Estou farto de ver o país sequestrado por corruptos. Farto de ver
políticos a mentir. Farto de ver a Constituição ser trespassada. Farto de ver
adolescentes saltitantes e acéfalos, de bandeira partidária em punho, a lamberem
as botas de meia dúzia de ilusionistas. Farto de oportunistas que, após mil
tropelias, acabam a dirigir os destinos do país. Farto de boys que
proliferam como sanguessugas e transformam o mérito em pouco mais do que uma
palavra. Farto da injustiça social e da precariedade. Farto da Justiça à Dias
Loureiro. Farto dos procuradores de pacotilha. Farto de viver num regime falso,
numa democracia impositiva. Farto da austeridade. Farto das negociatas à
terceiro mundo. Farto das ironias, da voz irritante, dos gráficos e da falta de
sensibilidade de Vítor Gaspar. Farto dos episódios inacreditáveis do "Dr."
Relvas, das mentiras de Passos Coelho e da cobardia de Paulo Portas. Farto de me
sentir inseguro cada vez que ouço José Seguro. Farto de ter uma espécie de
Tutankhamon como Presidente da República. Farto dos disparates do Dr. Mário
Soares.
Estou farto de ver gente a sofrer sem ter culpa. Farto de ver
pessoas perderem o emprego, os bens, a liberdade, a felicidade e muitas vezes a
dignidade. Farto de ver tantos a partir sem perspectivas, orientados pelo
desespero. Farto de silêncios. Farto do FMI e da Troika. Farto de sentir o
pânico a cada esquina. Farto de ver lojas fecharem a porta pela ultima vez e
empresas a falir. Farto de ver rostos fechados, sufocados pela crise. Farto dos
Sócrates, Linos, Varas, Campos e outros a gozarem connosco depois de terem
hipotecado o futuro do país. Farto da senhora Merkel.
Estou farto de ver gente miserável impor a miséria a milhões.
Farto da impunidade. Farto de ver vigaristas, gente sem escrúpulos, triunfar.
Farto de banqueiros sem vergonha, corresponsáveis em tudo, a carpirem mágoas nos
meios de comunicação social. Farto de ver milhares de pessoas a entregarem as
suas casas ao banco. Farto de vergonhas como o BPN e as PPP. Farto de ver um
país maltratar os seus filhos e abandoná-los à sua sorte. E, finalmente, estou
farto de estar farto e imagino que não devo estar só.
FMI, BCE, UE - a receita é sempre a mesma: -não é a economia ou o País mas antes
a Banca e os investidores que interessa proteger!
Serão legítimas estas monstruosas dívidas? Como e por quem foram contraídas?
"Só existe uma única opção na próxima década, que é não pagar a dívida porque foi baseada no neoliberalismo, e a aventura neoliberal foi um crime contra a humanidade"
"Ninguém é obrigado a pagar esta dívida, uma vez que foi contraída em nome da corrupção e dos mercados financeiros"
"É imoral pagar uma dívida imoral"
Outro vídeo de visionamento obrigatório, "Debtocracy" (Χρεοκρατία) é um documentário poderoso sobre acrise grega preparado pelos jornalistas Katerina Kitidi e Aris Hatzistefanou com dinheiros próprios e donativos de amigos.
Os principais actores do documentário (cerca de 200 pessoas) assinam um pedido de criação de uma comissão internacional de auditoria, que teria por missão especificar os motivos da acumulação da dívida soberana e condenar os responsáveis. No caso vertente, a Grécia tem direito a recusar o reembolso da sua "dívida injustificada", ou seja, da dívida criada através de actos de corrupção contra o interesse da sociedade.
"Debtocracy" é uma acção política. Apresenta um ponto de vista sobre a análise dos acontecimentos que arrastaram a Grécia para uma situação preocupante. As opiniões vão todas no mesmo sentido, sem contraponto. Foi essa a opção dos autores, que apresentam a sua maneira de ver as coisas, logo nos primeiros minutos: "Em cerca de 40 anos, dois partidos, três famílias políticas e alguns grandes patrões levaram a Grécia à falência. Deixaram de pagar aos cidadãos para salvar os credores".
Os "cúmplices" da falência perderam o direito à palavra. Os autores do documentário não dão a palavra àqueles que consideram "cúmplices" da falência. Os primeiros-ministros e ministros das Finanças gregos dos últimos dez anos são apresentados como elos de uma cadeia de cúmplices que arrastaram o país para o abismo. O ex-diretor-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, que se apresentou aos gregos como o médico do país, é comparado ao ditador Georges Papadopoulos [primeiro-ministro sob o regime dos coronéis, de 1967 a 1974]. (...)
O documentário utiliza os exemplos do Equador e da Argentina para suportar o argumento segundo o qual o relatório de uma comissão de auditoria pode ser utilizado como instrumento de negociação, para eliminar uma parte da dívida e do congelamento dos salários e pensões de reforma.
"Tentamos pegar em exemplos de países como a Argentina e o Equador, que disseram não ao FMI e aos credores estrangeiros que, ainda que parcialmente, puseram de joelhos os cidadãos. Para tal, falámos com as pessoas que realizaram uma auditoria no Equador e provaram que uma grande parte da dívida era ilegal", acrescenta Katerina Kitidi. Contudo, "Debtocracy" evita sublinhar algumas diferenças de peso e evidentes entre o Equador e a Grécia. Entre elas, o facto de o Equador ter petróleo.
Ou... estaremos nós na antecâmara de uma 3ª Guerra Mundial?
De visionamento obrigatório, este vídeo faz um relato avassalador sobre o
impacto da privatização massiva de bens públicos e sobre toda a ideologia
neoliberal que está por detrás.
Este documentário (Catastroika) denuncia
exemplos concretos na Rússia, Chile, Inglaterra, França, Estados Unidos e,
obviamente, na Grécia, em sectores
como os transportes, a água ou a energia. De forma deliberada e com uma
motivação ideológica clara, os governos daqueles países estrangulam ou
estrangularam serviços públicos fundamentais, elegendo os funcionários públicos
como bodes expiatórios, para apresentarem, em seguida, a privatização como
solução óbvia e inevitável. Sacrifica-se
a qualidade, a segurança e a sustentabilidade, provocando, invariavelmente, uma
deterioração generalizada da qualidade de vida dos cidadãos.
As consequências mais devastadoras registam-se nos países obrigados, por
credores e instituições internacionais (como a Troika), a proceder a
privatizações massivas, como contrapartida dos planos de «resgate».Catastroika evidencia, por exemplo, que o
endividamento consiste numa estratégia para suspender a democracia e
implementar medidas que nunca nenhum regime democrático ousou sequer propor
antes de serem testadas nas ditaduras do Chile e da Turquia.
O objectivo é a transferência para mãos
privadas da riqueza gerada, ao longo dos tempos, pelos cidadãos. Nada disto seria possível, num país
democrático, sem a implementação de medidas de austeridade que deixem a
economia refém dos mecanismos da especulação e da chantagem — o que implica,
como se está a ver na Grécia, o total aniquilamento das estruturas basilares da
sociedade, nomeadamente as que garantem a sustentabilidade, a coesão social e
níveis de vida condignos.
Para amenizar este atentado criminoso que é o Orçamento-2013 do merceeiro Gaspar, e também para tentar esquecer a próxima visita da megera alemã a Portugal, nada melhor do que uma tarde bem passada de visita às amigas da mulher! A música baixinho... o jogo da canasta ou da bisca lambida... o gralhar dos mexericos... o apreciar dos dotes morfológicos da sobrinha que está de férias e que nunca sabe onde deixa as cuecas... ufff...! Fim de semana bem passado!
«O Prémio Dardos é o reconhecimento dos ideais que cada blogueiro emprega ao
transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc... que em suma,
demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece
intacto entre suas letras, e suas palavras. Esses selos foram criados com a
intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de
demonstrar o carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web».
O Prémio Dardos tem as seguintes regras: Exibir a imagem do Selo no blogue; Revelar o link do
blogue que
atribuiu o Prémio; Escolher 15 blogues para premiar.
Um agradecimento muito especial a quem mo atribuíu - a Fada do Bosque - cujo blogue "Guerra Silenciosa", tratando dos grandes temas nacionais e internacionais de uma forma notável e aprofundada, rapidamente ascendeu a uma das posições cimeiras por parte dos leitores dos blogues desta temática, em especial eu próprio. Pelo seu trabalho no blogue, os meus sinceros parabéns à Fada!
Dando cumprimento ao Regulamento do Prémio Dardos, serão estes os meus 15 nomeados:
António Borges é um homem doente e a prazo. Ele sabe que não terá muito tempo
para levar a cabo o seu projecto diabólico de destruição do paradigma da
sociedade democrática. Ele é um falcão de uma ultra-direita liberal-fascista,
colada a interesses mundiais poderosos, para quem empresários como Belmiro são
uns merceeiros sem dimensão e o povo uma ralé que um dia desaparecerá nas cinzas
da sociedade democrática.
É um fanático, um ayotalah de um capitalismo
extremista, selvagem, pensado para uma elite discreta, clandestina por vezes,
que domina através dos obscuros mercados dos capitais, de muitas Goldman Saches
deste Mundo.
Há um novo liberal-fascismo internacional que quer a
destruição da Democracia e implementar uma nova ordem baseada na finança, na
ganância, nos interesses dos poderosos. Dos poderosos mesmo.
António
Borges é o polvo que comanda este governo e que tem um ascendente total sobre o
fraco e imberbe Passos Coelho, um tipo sem experiência governativa, sem
traquejo, sem força, nem convicção. Um rapaz que cresceu nos bastidores da
Juventude Laranja, estagiou numas empresas que facturam ao Estado e que
conseguiu ser líder de um partido porque era o idiota útil na hora
certa.
A campanha de descrédito contra Sócrates, urdida por uma claque
discreta do PSD e que começou com a calúnia do Freeport, alimentada por uma
imprensa que vive da má língua, do que está a dar e que segue a voz do dono,
deu ao rapaz a possibilidade de ele se apresentar ao povo como o seu redentor.
Prometeu dieta no Estado sem impostos extra nem cortes salariais. Para os mais
atentos escreveu um livro onde estava toda a teoria liberal-fascista como a
destruição do Estado Social, começando na venda da RTP ao fim do
SNS.
Borges tem pois a sua última missão em vida: vender a patacas as
empresas da Pátria, depenar a classe média, pôr a pão e água os trabalhadores e
insultar os que acham que ele está louco e que está a cantar o seu canto de
cisne de uma vida política atroz e de uma vida que na verdade não merece ser
vivida. Deus não dorme.
Alguém ouviu falar sobre a Islândia recentemente?Não?Porquê?Se alguém pensa que não
há censura nos grandes média, então porque nos mostram tudo sobre as revoluções
no Egipto, Síria e Líbia?E porque não divulgaram nada sobre a Islândia?
Escute bem isto:na
Islândia o povo fez o governo todo demitir-se, os principais Bancos do país
foram nacionalizados e recusaram continuar a pagar as dívidas dos Bancos aos
ingleses e holandeses, dívida gerada pelo esbanjamento do dinheiro do povo.
Foi criada uma Assembleia popular para escrever uma nova
Constituição, e tudo isto pacificamente.E fez toda uma revolução contra o poder que criou a crise:- WALL STREET!…por isso ninguém publicou nada!Por muitos meses e durante estes 2 anos…não vimos nada. O que aconteceria se outros países de todo o
mundo seguissem este exemplo?
Muito brevemente, estes são os factos:
2008 – o principal banco do país é nacionalizado, a moeda
nacional cai, as actividades da bolsa de valores é suspensa,o país declara-se falido.
2009 – os protestos antecipam as eleições, provocam a
demissão do Primeiro Ministro e de todo o Governo, a situação económica
continua a ser calamitosa, uma Lei propõe o cumprimento da dívida com a Inglaterra
e a Holanda, no valor de 3,5 mil milhões de euros (4,3 mil milhões de US
dólares) a pagar por todas as famílias islandesas, mensalmente e durante os
próximos 15 anos, com juros de 5,5%.
2010 – o povo toma as ruas e pede que a dívida seja
submetida a um referendo.Em Janeiro de
2010 o Presidente recusa-se a ratificar o projecto de lei e anuncia a
organização de uma consulta popular.Em
Março ocorre o referendo e 93% votam por não pagar a dívida dos Bancos.Enquanto isso, o novo Governo inicia as
investigações para punir pela lei os responsáveis pela crise.Muitos altos executivos dos Bancos e gerentes
são mantidos sob prisão preventiva e detidos em celas prisionais verdadeiras.
Sim, você não está sonhando – é difícil encontrar gente
assim que não se curva aos banqueiros!Na imprensa, nem uma palavra – nada foi publicado – mas ISTO aconteceu!
A Interpol inicia uma investigação e os banqueiros fogem em
massa do país, como ratos abandonando o navioque se está afundando.
Nesse contexto de crise, uma assembleia é eleita para
escrever uma nova Constituição que integra as lições da crise e substitui a
anterior, que era uma mera cópia da dinamarquesa.Para isso, foi pedida a colaboração directa
do povo soberano.Para tal, 25 cidadãos
sem nenhum vínculo político ou partidário foram eleitos entre 522
candidatos.Apenas precisavam ser
maiores de idade e ter o apoio de 30 pessoas – muito simples!
A Assembleia Constituintecomeçou a trabalhar em Fevereiro de 2011, e apresentará um projecto de Magna
Carta a partir das recomendações consensuais em distintas assembleias que terão
lugar por todo o país.Esta Magna Carta será
votada pelo parlamento actual e pelo que sair das próximas eleições
legislativas.
Esta é a história da Revolução Islandesa:- demissão em massa do Governo;nacionalização dos Bancos;referendo sobre as questões económicas
fundamentais;prisão dos principais
responsáveis pela crise;nova Constituição
escrita pelos cidadãos.
Alguém ouviu a imprensacanadense, americana ou japonesa falar sobre isto?Em qualquer outro lugar do mundo?Nos debates políticos, rádios, programas de
TV?Qualquer filmagem mostrada na
TV?Claro que não, eles estão “entretidos”
com outras coisas…
O povo islandês deu uma grande lição ao mundo todo, lutando
contra o sistema e ensinando “democracia”!Este processo de democratização da vida política, que já dura há dois
anos, é um claro exemplo de como é possível que o povo não pague a crise gerada
pelos ricos.
O povo islandês soube dar uma lição de democracia à Europa
toda e ao resto do mundo.Uma lição,
contudo, SILENCIADA pela comunicação social que continua a representar os
interesses de quem gerou esta crise – a burguesia!
Acautelemo-nos! Ao mínimo "sinal" agarremos nos cajados e corramos TODOS para a rua!
A Portugal já não falta nenhum dos "condimentos" que nos anos 90 mergulhou a Argentina no estado de profunda bancarrota e de absoluta miséria do povo: - políticos traidores, mentirosos e corruptos, em conluio com os grandes Bancos e a Alta-Finança nacionais e internacionais, pensando apenas em si mesmos e desprezando o povo, condenando-o à desgraça e à miséria, com 90% da riqueza do país nas mãos de menos de 1% de canalhas. E tudo isto sempre em nome de grandiosas promessas de melhorias de vida e de crescimento económico!
Para entender o que nos espera, é bom saber o que dizem os que já passaram antes de nós por situações semelhantes. Neste filme (em 3 partes), é descrito o que aconteceu antes, durante e depois do processo de bancarrota na Argentina.
Com as devidas diferenças, a semelhança com o caso português é assombrosa. Não há como aprender com a experiência dos outros.
Respire fundo... e prepare-se para ver um filme tenebroso e assustador:
Na semana passada ocorreu um inclassificável golpe terrorista contra o povo português. Não meteu explosivos, nem armas, nem aparatos de rua. Limitou-se a um discurso do chefe do governo difundido antes de um desafio de futebol. Esse discurso anunciava a condenação, por via fiscal, à fome, à doença, ao desespero, ao aviltamento de milhões de pessoas por perversão de governantes sem um pingo de decência. A intervenção, lida de lábios cerrados, não disfarçava ressabiamentos, provocações, vinganças – lembrando as de apaniguados de Sócrates a avisar que quem se metesse com eles, levava.
Ora quem se meteu a sério com o governo não foram as oposições, foi o Tribunal Constitucional e a troika, ao atribuir a situação portuguesa à sua (in)competência. Repreendidos e traídos, os boys de São Bento entraram de congeminar vingança. Se em relação aos patrões (externos) fingiram não perceber a acusação, em relação aos opositores (internos), não – daí a desforra: afrontaram o TC, alfinetaram o PR, enxovalharam os partidos, rapinaram os trabalhadores, declararam lixo os reformados e pensionistas, tratando todos como débeis mentais.
Muito poucas vezes se viu tanta insensibilidade, arrogância, hipocrisia, mentira juntas! “Lavra no país um grande incêndio de ressentimento e ódio”, afirma (em carta aberta ao primeiro-ministro) o escritor Eugénio Lisboa que, dos seus 82 anos, lhe grita: “Todo o vosso comportamento não convida à esperança!” Às 19h20 da última sexta-feira, Passos começou a perder Portugal.
Excelente documentário exibido pela TVE espanhola, que aborda a visão de dois grandes humanistas contemporâneos sobre o mundo actual: Eduardo Galeano e Jean Ziegler.
Pode-se dizer que há algo de profético nos seus depoimentos, pois o documentário foi feito antes da crise que assolou os países periféricos da Europa.
A Ordem Criminal do Mundo, o cinismo assassino que a cada dia enriquece uma pequena oligarquia mundial em detrimento da miséria de cada vez mais pessoas pelo mundo; o poder concentrando-se cada vez mais nas mãos de poucos; os direitos das pessoas cada vez mais restritos; as corporações controlando os governos de quase todo o planeta e dispondo também de instituições como FMI, OMC e Banco Mundial para defender seus interesses. Hoje, 500 empresas detém mais de 50% do PIB Mundial, muitas delas pertencentes a um mesmo grupo.
Neoliberalismo (selvagem), é esta a ideologia que apaixona, hoje e cada vez mais nos últimos vinte anos, a maioria dos governantes mundiais, incluindo o actual PM de Portugal.
...
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou.
Não sei para onde vou.
Sei que não vou por aí!
- (José Régio)
Neste sítio NÃO se pratica esse abominável atentado linguístico - o ACORDO ORTOGRÁFICO - perpetrado por inominável equipa de incompetentes contra o mais importante e sagrado dos valores fundamentais deste país como nação independente de 9 séculos: - a Língua Portuguesa e as suas origens!
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Aviso Legal: - A maioria das fotos aqui colocadas são retiradas da Net. Se acaso alguma delas estiver protegida por direitos de autor, deverá isso ser comunicado ao autor do blogue usando a respectiva caixa de comentários para que seja removida.
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Disclaimer: - Most of the pictures placed here are taken from the Net. If some of them is protected by copyright, it must be communicated to the blog's author using their comments box, and it will be removed.