terça-feira, 20 de novembro de 2012

Barril de pólvora no Médio-Oriente – ou, a má consciência do Ocidente!

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As raízes do conflito remontam aos fins do século XIX, quando colonos judeus começaram a migrar para a Palestina.   O ideal judaico de retorno á terra dos seus antepassados, conhecido como "Sionismo" e fundado por Theodor Herzl em 1897, visava a retomada da denominada “terra prometida”.   Sendo os judeus um povo sem um Estado próprio, havia sido objecto ao longo dos tempos de inúmeras perseguições.   Movidos agora pelo sionismo, o seu objectivo era refundar na Palestina um estado judeu.   Porém, a Palestina já era habitada há vários séculos por uma maioria árabe e alguns cristãos – os palestinianos.
A partir de 1897 e após a fundação do movimento sionista, alguns milhares de judeus iniciaram a migração para a região da Palestina.   Com a queda do Império Otomano, no final da Primeira Guerra Mundial, a Inglaterra converte a região em protectorado britânico desde 1918 até 1948 
 partir de 1940, a luta pela construção de um Estado Judaico na Palestina intensificou-se, principalmente a partir de 1947-1948  e já apoiados pelos Estados Unidos, baseada no conceito da reparação pelos sofrimentos infligidos aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

Em 1947 a ONU propõe a divisão das terras Palestinas entre judeus e árabes, baseando-se nas populações até então estabelecidas na região.   Assim, os judeus receberiam 55% de toda a área, sendo que, desta percentagem, 60% era constituída pelo deserto do Neguev.    Os palestinianos, por não aceitarem a criação de um Estado não árabe na região, rejeitaram esta partilha.

Em 1948, os judeus proclamam o Estado de Israel e, a partir daí, o conflito amplia-se de forma dramática.    A Palestina reagiu e resistiu, recusando-se a aceitar a presença dos judeus no seu território.

E começou aqui o já longo historial de guerras entre as duas partes, envolvendo aspectos religiosos e territoriais:  a luta pela ocupação de mais terrenos palestinos por parte dos judeus e a reivindicação da cidade de Jerusalém por ambas as partes.

1948-1949: - Os árabes da Palestina e os estados árabes da região (Egito, Síria, Jordânia, Líbano e Iraque, com o apoio de Arábia Saudita e Iémen) entram em guerra contra Israel.   Israel vence a guerra e passa a controlar 78% do território da Palestina, enquanto o plano de partilha da ONU lhe cedia apenas 55 %.
1956: - Gamal Abdel Nasser (presidente do Egito) nacionaliza o Canal de Suez.   Israel, apoiado pela França e pelo Reino Unido, ocupa Gaza e a maior parte do Sinai.  É, no entanto, obrigado pelos EUA e URSS a recuar.
1964: - É criada em Jerusalém a OLP (Organização para Libertação da Palestina).
1967: - Guerra dos Seis Dias.   Numa guerra relâmpago de 6 dias (comandada pelo Gen. Moshe Dyan) Israel reconquista o deserto do Sinai, a faixa de Gaza, a Cisjordânia e os Montes Golan.
1972: - Onze atletas israelitas são mortos num atentado terrorista durante os Jogos Olímpicos de Munique.  O atentado é atribuído aos árabes da Palestina.
1973: - Guerra do Yom Kippur.
1979: - Israel devolve ao Egito a península do Sinai.   É assinado, em Camp David, o Tratado de Paz entre o Egipto e Israel.

1982: - Israel invade o Líbano e destrói quase completamente a cidade de Beirute, na Operação “Paz para a Galileia”, em resposta aos ataques da OLP ao norte de Israel.
1987: - Início da “primeira intifada”, com distúrbios de apedrejamentos na faixa de Gaza por parte de palestinianos, na sua maioria jovens.
1973: - a ONU considerou o sionismo uma forma de racismo.   Israel bombardeia com frequência cidades palestinianas, utilizando aviação moderna e armas proibidas (fósforo branco), destruindo escolas, hospitais e residências, além de privar os palestinianos das liberdades e da igualdade de condições.
2000: - Início da “segunda intifada”, com os mesmos contornos e métodos da primeira.  
2001: - Ariel Sharon é eleito primeiro-ministro de Israel.   Ocupa mais territórios e dá início à construção do Muro da Cisjordânia, com o objectivo de dificultar os atentados terroristas palestinianos.
2004: - Yasser Arafat morre (suspeita-se agora de que terá sido assassinado).   A Autoridade Palestina passa para o eleito Muahmad Abbas.   Israel destrói os assentamentos de colonos judeus na Faixa de Gaza e Cisjordânia.

Sempre que o faz, a forma como Israel actua é extremamente violenta.  A disparidade de forças militares entre israelitas e palestinianos é abismal – tanques, mísseis e aviões de combate da última geração são usados contra uma população que se defende com algumas armas artesanais e o arremesso de pedras.   A maioria da Palestina e dos muçulmanos (os muitos milhares de cristãos palestinianos foram sempre propositadamente ignorados) estão sob o controle de Israel, com o racionamento de comida, água e energia elétrica, além da ameaça constante dos bombardeamentos da faixa de Gaza e da Cisjordânia.

A propósito de mais esta nova ofensiva em larga escala levada a cabo neste momento por Israel na faixa de Gaza, cabe aqui lembrar dois excertos da última crónica de Daniel Oliveira no "expresso online":
Mesmo para quem não conheça a realidade palestina - sobretudo em Gaza, onde mais de um milhão e meio de pessoas vive amontoada num gueto - bastaria olhar para a desproporcionalidade dos ataques israelitas para perceber o absurdo.   Perante uns rockets artesanais que mataram três israelitas as forças de Israel lançaram uma ofensiva que, em apenas oito dias, provocou noventa mortos e 720 feridos.
Até quando continuará a comunidade internacional a tratar os palestinos como sub-humanos sem direito a tudo a que um povo tem direito?   Até quando continuaremos a comprar a narrativa de um agressor crónico que  usa a má-consciência do Mundo para garantir a passividade internacional perante os seus crimes?   Até quando continuaremos a justificar o injustificável?”

Para todos aqueles que quiserem conhecer todo o historial (documentado) deste regresso tempestuoso dos judeus à “terra prometida”, aconselho vivamente o visionamento destes dois documentários (Al Nakba)  produzidos pela Al-Jazeera, de alta qualidade e legendados em português, o primeiro referente ao período de 1897 até 1939, o segundo a partir de 1940 e até ao presente.
 
 

E ainda, para quem quiser aprofundar mais sobre o assunto, pode visitar este blogue: 
 
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terça-feira, 13 de novembro de 2012

O colapso do euro - como pensam e agem os abutres dos mercados financeiros...

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Alessio Rastani, através da BBC, alerta para a queda do Euro e denuncia o Goldman Sachs como estando por detrás da manipulação dos mercados.

Como autênticos robots programados e insensíveis, é impressionante a frieza irracional com que os investidores pensam e agem, como Alessio Rastani que dá uma entrevista assustadoramente franca à BBC, deixando os entrevistadores visivelmente abalados com a sua previsão de que os mercados vão cair e que o euro está condenado.   "Prepare-se e aja agora", é o seu grito de alerta.  

Já tem cerca de um ano esta entrevista, todavia as actuações dos mercados não se afastaram deste rumo (antes pelo contrário), continuando a manter esta apetência pelos métodos de oportunismo e de terrorismo financeiro aqui manifestados em tão curta entrevista.



 
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domingo, 11 de novembro de 2012

O vídeo sobre Portugal que a Alemanha proibiu

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A Alemanha recusou a divulgação no país do vídeo sobre Portugal que o prof. Marcelo Rebelo de Sousa anunciou e promoveu.  
 
Marcelo Rebelo de Sousa tinha anunciado no seu programa da TVI, que, "já que o Governo não pode", ele próprio ia lançar uma iniciativa para divulgar a situação de Portugal "junto, principalmente, do povo alemão" que tem uma ideia péssima dos portugueses.   A ideia, segundo Marcelo, era "fazer um filme do mesmo género" que circulou quando os finlandeses deram a entender não querer participar na ajuda da União Europeia a Portugal.

O filme de Marcelo, que contou com a colaboração do blogger dirigente do PSD, Rodrigo Moita de Deus, ficou entretanto pronto e a intenção era divulgá-lo este fim de semana publicamente em Berlim, antes da visita da chanceler Angela Merkel a Portugal na próxima segunda-feira.

O filme visa a realidade portuguesa atual e contém uma explicação dos sacrifícios a que os portugueses estão a ser sujeitos com a aplicação das medidas do memorando da troika. O filme, intitulado "Ich bin ein berliner", que devia ser visionado na Praça Sony em Berlim foi no entanto recusado pelas autoridades locais.  
 
Perante o sucedido, Rodrigo Moita de Deus já enviou uma nota de protesto ao embaixador alemão em Lisboa:   "Recebemos a informação de que as entidades responsáveis não autorizaram a transmissão do filme por "razões políticas".   Este facto causa-nos a maior incompreensão e merece o nosso protesto.   Dizemos no filme, nomeadamente, que o povo português trabalha mais horas que o povo alemão.   Que paga mais impostos.   Que tem menos dias de férias e feriados", lê-se na nota de protesto a que o Expresso teve acesso.   "Choca-nos profundamente esta recusa em transmitir o filme que é indigna dos valores e princípios que estão na base da União Europeia.   Mas, apesar desta recusa, é nosso propósito prosseguir com esta iniciativa e tudo faremos para que a mensagem do filme chegue ao seu destinatário", conclui Moita de Deus.

(Texto publicado em expresso.pt)


Versão Portuguesa


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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Porque hoje é sexta-feira... vamos ao "vlog do Fêrnando"

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Numa época em que a "crise" é o tema de todos os dias, à mesa de jantar ou na cozinha, no escritório ou na pastelaria, no autocarro ou no dentista e até mesmo nos ginásios que já estão às moscas, ainda vão aparecendo uns blogues femininos que me deixam alegremente estarrecidos, quer pela linguagem usada quer pelas propostas inusitadas por elas colocadas.   Elas blogam procurando seleccionar um namorado, elas blogam leiloando a virgindade (...já que tem que ser, ao menos que dê lucro, não é...), elas blogam procurando 100 candidatos para 100 relações sexuais em um ano, elas blogam...  eu nem quero dizer mais o quê!   E aí, aparece o Fêrnando e o seu "vlog"...   
E depois...  sempre é um "post" mais giro e menos cansativo do que aquelas charopadas de assuntos sobre FMI e BCE, Grécia e Portugal, Goldman Sachs e Nova Ordem Mundial - tudo assuntos que só interessam a alguns, não é verdade?...



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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Goldman Sachs - a escola universal do terrorismo financeiro !



Goldman Sachs não é um Banco, mas uma  agência de montruosas vigarices financeiras a nível mundial.  

Especializado, desde há várias décadas, em subverter todas as regras da alta finança com as técnicas e os métodos criminosos de uma seita secreta e com o poder de destruir países, acusado até de estar na origem do famoso "Crash de Wall Street" em 1929,   é o Banco que vende produtos financeiros que apostam no colapso da Europa, é o Banco que armazena milhões de toneladas de zinco e de alumínio para fazer subir os preços, é o banco que entende que é muito mais lucrativo destruir do que ganhar dinheiro pelos processos tradicionais, é o Banco predador que retira lucros fabulosos sacrificando os seus próprios clientes, é o banco que lucra ao influenciar os mercados e apostando no colapso dos países, é o banco que mais lucrou com a famosa crise do "Subprime" de 2008.  Sempre com a mesma técnica suja - jogar no seu campo e, simultânea e secretamente, no campo contrário, apostando contra.

E é deste antro de marginais de fato e gravata que têm saído os maiores crápulas que já tiveram ou têm neste momento o controle de uma grande parte dos países dos cinco continentes, e em especial da Europa.   É uma máfia financeira legalizada que actua com toda a cobertura e cumplicidade de uma imensa orda de chefes políticos mundiais incompetentes e corruptos.

Harry Paulson, Mario Monti, Mario Draghi, Lucas Papademos,  Vitor Constâncio, António Borges, Carlos Moedas, são apenas alguns exemplos de políticos e gestores actuais, de entre as muitas centenas espalhados por 32 países e que passaram por esta “super escola” da fraude e do terrorismo financeiro, super-especializada na destruição das economias de países livres e independentes.
 
Vale a pena ver este arrepiante documentário para tomar consciência dos métodos fraudulentos e de alta traição desta gente que trabalha na sombra a todos os níveis, manipulando criminosamente a economia internacional com o mesmo à vontade e desfaçatez de quem joga poker com as cartas marcadas.

E, no fim da cadeia, quem acaba por sofrer o resultado nefando destas práticas mafiosas são, inexoravelmente, as populações que, mais cedo ou mais tarde, acabam sempre por pagar, até à miséria e à fome, a elevada factura dos processos maquiavélicos desta “organização de malfeitores” que ganha fabulosas fortunas à custa da desgraça de pessoas, organizações e países.   Impunemente!

(Continuação deste post AQUI)
 




quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Tanta "filha-da-putice" cansa, fede e farta !

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Estou farto disto tudo!

 
Estou farto de ver o país sequestrado por corruptos.   Farto de ver políticos a mentir.   Farto de ver a Constituição ser trespassada.   Farto de ver adolescentes saltitantes e acéfalos, de bandeira partidária em punho, a lamberem as botas de meia dúzia de ilusionistas.   Farto de oportunistas que, após mil tropelias, acabam a dirigir os destinos do país.   Farto de boys que proliferam como sanguessugas e transformam o mérito em pouco mais do que uma palavra.   Farto da injustiça social e da precariedade.   Farto da Justiça à Dias Loureiro.   Farto dos procuradores de pacotilha.   Farto de viver num regime falso, numa democracia impositiva.   Farto da austeridade.   Farto das negociatas à terceiro mundo.   Farto das ironias, da voz irritante, dos gráficos e da falta de sensibilidade de Vítor Gaspar.   Farto dos episódios inacreditáveis do "Dr." Relvas, das mentiras de Passos Coelho e da cobardia de Paulo Portas.   Farto de me sentir inseguro cada vez que ouço José Seguro.   Farto de ter uma espécie de Tutankhamon como Presidente da República.   Farto dos disparates do Dr. Mário Soares.
 
Estou farto de ver gente a sofrer sem ter culpa.   Farto de ver pessoas perderem o emprego, os bens, a liberdade, a felicidade e muitas vezes a dignidade.   Farto de ver tantos a partir sem perspectivas, orientados pelo desespero.   Farto de silêncios.   Farto do FMI e da Troika.   Farto de sentir o pânico a cada esquina.   Farto de ver lojas fecharem a porta pela ultima vez e empresas a falir.   Farto de ver rostos fechados, sufocados pela crise.   Farto dos Sócrates, Linos, Varas, Campos e outros a gozarem connosco depois de terem hipotecado o futuro do país.   Farto da senhora Merkel.
 
Estou farto de ver gente miserável impor a miséria a milhões.   Farto da impunidade.   Farto de ver vigaristas, gente sem escrúpulos, triunfar.   Farto de banqueiros sem vergonha, corresponsáveis em tudo, a carpirem mágoas nos meios de comunicação social.   Farto de ver milhares de pessoas a entregarem as suas casas ao banco.   Farto de vergonhas como o BPN e as PPP.   Farto de ver um país maltratar os seus filhos e abandoná-los à sua sorte.   E, finalmente, estou farto de estar farto e imagino que não devo estar só.

(Tiago Mesquita (expresso.pt), 06/11/2012)

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terça-feira, 6 de novembro de 2012

FMI, BCE, UE - serão as dívidas legítimas? Argentina, Equador e Islândia disseram: - NÃO !

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FMI, BCE, UE - a receita é sempre a mesma:   -não é a economia ou o País mas antes
a Banca e os investidores que interessa proteger!  
Serão legítimas estas monstruosas dívidas?  Como e por quem foram contraídas?

"Só existe uma única opção na próxima década, que é não pagar a dívida porque
foi baseada no neoliberalismo, e a aventura neoliberal foi um crime contra a humanidade"
 
"Ninguém é obrigado a pagar esta dívida, uma vez que foi contraída em
nome da corrupção e dos mercados financeiros"
 
"É imoral pagar uma dívida imoral"
 

Outro vídeo de visionamento obrigatório,  "Debtocracy" (Χρεοκρατία) é um documentário poderoso sobre a crise grega preparado pelos jornalistas Katerina Kitidi e Aris Hatzistefanou com dinheiros próprios e donativos de amigos.
Os principais actores do documentário (cerca de 200 pessoas) assinam um pedido de criação de uma comissão internacional de auditoria, que teria por missão especificar os motivos da acumulação da dívida soberana e condenar os responsáveis.   No caso vertente, a Grécia tem direito a recusar o reembolso da sua "dívida injustificada", ou seja, da dívida criada através de actos de corrupção contra o interesse da sociedade.

"Debtocracy" é uma acção política.   Apresenta um ponto de vista sobre a análise dos acontecimentos que arrastaram a Grécia para uma situação preocupante.   As opiniões vão todas no mesmo sentido, sem contraponto.   Foi essa a opção dos autores, que apresentam a sua maneira de ver as coisas, logo nos primeiros minutos:   "Em cerca de 40 anos, dois partidos, três famílias políticas e alguns grandes patrões levaram a Grécia à falência.   Deixaram de pagar aos cidadãos para salvar os credores".

Os "cúmplices" da falência perderam o direito à palavra.   Os autores do documentário não dão a palavra àqueles que consideram "cúmplices" da falência. Os primeiros-ministros e ministros das Finanças gregos dos últimos dez anos são apresentados como elos de uma cadeia de cúmplices que arrastaram o país para o abismo.   O ex-diretor-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, que se apresentou aos gregos como o médico do país, é comparado ao ditador Georges Papadopoulos  [primeiro-ministro sob o regime dos coronéis, de 1967 a 1974]. (...)

O documentário utiliza os exemplos do Equador e da Argentina para suportar o argumento segundo o qual o relatório de uma comissão de auditoria pode ser utilizado como instrumento de negociação, para eliminar uma parte da dívida e do congelamento dos salários e pensões de reforma.

"Tentamos pegar em exemplos de países como a Argentina e o Equador, que disseram não ao FMI e aos credores estrangeiros que, ainda que parcialmente, puseram de joelhos os cidadãos.   Para tal, falámos com as pessoas que realizaram uma auditoria no Equador e provaram que uma grande parte da dívida era ilegal", acrescenta Katerina Kitidi.   Contudo, "Debtocracy" evita sublinhar algumas diferenças de peso e evidentes entre o Equador e a Grécia.   Entre elas, o facto de o Equador ter petróleo.

(Fonte original do vídeo:  "Debtocracy")
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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Portugal com "Passos" largos... na rota fatal de aproximação à Grécia !

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Ou...  estaremos nós na antecâmara de uma 3ª Guerra Mundial?

De visionamento obrigatório, este vídeo faz um relato avassalador sobre o impacto da privatização massiva de bens públicos e sobre toda a ideologia neoliberal que está por detrás.

Este documentário (Catastroika) denuncia exemplos concretos na Rússia, Chile, Inglaterra, França, Estados Unidos e, obviamente, na Grécia, em sectores como os transportes, a água ou a energia. De forma deliberada e com uma motivação ideológica clara, os governos daqueles países estrangulam ou estrangularam serviços públicos fundamentais, elegendo os funcionários públicos como bodes expiatórios, para apresentarem, em seguida, a privatização como solução óbvia e inevitável.   Sacrifica-se a qualidade, a segurança e a sustentabilidade, provocando, invariavelmente, uma deterioração generalizada da qualidade de vida dos cidadãos.
 
As consequências mais devastadoras registam-se nos países obrigados, por credores e instituições internacionais (como a Troika), a proceder a privatizações massivas, como contrapartida dos planos de «resgate».   Catastroika evidencia, por exemplo, que o endividamento consiste numa estratégia para suspender a democracia e implementar medidas que nunca nenhum regime democrático ousou sequer propor antes de serem testadas nas ditaduras do Chile e da Turquia.
 
O objectivo é a transferência para mãos privadas da riqueza gerada, ao longo dos tempos, pelos cidadãos.   Nada disto seria possível, num país democrático, sem a implementação de medidas de austeridade que deixem a economia refém dos mecanismos da especulação e da chantagem — o que implica, como se está a ver na Grécia, o total aniquilamento das estruturas basilares da sociedade, nomeadamente as que garantem a sustentabilidade, a coesão social e níveis de vida condignos.

(Publicado em 11/05/2012 por iacpt)  (Inspirado por Fada do Bosque)
 
 
 
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sábado, 3 de novembro de 2012

Porque é fim de semana... e para esquecer este atentado criminoso

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Para amenizar este atentado criminoso que é o Orçamento-2013 do merceeiro Gaspar, e também para tentar esquecer a próxima visita da megera alemã a Portugal, nada melhor do que uma tarde bem passada de visita às amigas da mulher!   A música baixinho...  o jogo da canasta ou da bisca lambida...  o gralhar dos mexericos...  o apreciar dos dotes morfológicos da sobrinha que está de férias e que nunca sabe onde deixa as cuecas...  ufff...!  Fim de semana bem passado!




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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Prémio Dardos - um reconhecimento inesperado!

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«O Prémio Dardos é o reconhecimento dos ideais que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc... que em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, e suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar o carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web».
 
O Prémio Dardos tem as seguintes regras:  Exibir a imagem do Selo no blogue;  Revelar o link do blogue que atribuiu o Prémio;  Escolher 15 blogues para premiar.
 
Um agradecimento muito especial a quem mo atribuíu - a Fada do Bosque - cujo blogue "Guerra Silenciosa", tratando dos grandes temas nacionais e internacionais de uma forma  notável e aprofundada, rapidamente ascendeu a uma das posições cimeiras por parte dos leitores dos blogues desta temática, em especial eu próprio.  Pelo seu trabalho no blogue, os meus sinceros parabéns à Fada! 

Dando cumprimento ao Regulamento do Prémio Dardos, serão estes os meus 15 nomeados:

 
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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

O retrato do Primeiro Ministro "sombra" de Portugal

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António Borges é um homem doente e a prazo.   Ele sabe que não terá muito tempo para levar a cabo o seu projecto diabólico de destruição do paradigma da sociedade democrática.   Ele é um falcão de uma ultra-direita liberal-fascista, colada a interesses mundiais poderosos, para quem empresários como Belmiro são uns merceeiros sem dimensão e o povo uma ralé que um dia desaparecerá nas cinzas da sociedade democrática.

É um fanático, um ayotalah de um capitalismo extremista, selvagem, pensado para uma elite discreta, clandestina por vezes, que domina através dos obscuros mercados dos capitais, de muitas Goldman Saches deste Mundo.
Há um novo liberal-fascismo internacional que quer a destruição da Democracia e implementar uma nova ordem baseada na finança, na ganância, nos interesses dos poderosos.   Dos poderosos mesmo.

António Borges é o polvo que comanda este governo e que tem um ascendente total sobre o fraco e imberbe Passos Coelho, um tipo sem experiência governativa, sem traquejo, sem força, nem convicção.   Um rapaz que cresceu nos bastidores da Juventude Laranja, estagiou numas empresas que facturam ao Estado e que conseguiu ser líder de um partido porque era o idiota útil na hora certa.

A campanha de descrédito contra Sócrates, urdida por uma claque discreta do PSD e que começou com a calúnia do Freeport, alimentada por uma imprensa que vive da má língua, do que está a dar e que segue a voz do dono, deu ao rapaz a possibilidade de ele se apresentar ao povo como o seu redentor.   Prometeu dieta no Estado sem impostos extra nem cortes salariais.   Para os mais atentos escreveu um livro onde estava toda a teoria liberal-fascista como a destruição do Estado Social, começando na venda da RTP ao fim do SNS.

Borges tem pois a sua última missão em vida:   vender a patacas as empresas da Pátria, depenar a classe média, pôr a pão e água os trabalhadores e insultar os que acham que ele está louco e que está a cantar o seu canto de cisne de uma vida política atroz e de uma vida que na verdade não merece ser vivida.   Deus não dorme.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

ISLÂNDIA – a revolução silenciada! Mas vitoriosa!

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O segredo da Islândia – dizer NÃO!...

Alguém ouviu falar sobre a Islândia recentemente?  Não?  Porquê?  Se alguém pensa que não há censura nos grandes média, então porque nos mostram tudo sobre as revoluções no Egipto, Síria e Líbia?   E porque não divulgaram nada sobre a Islândia?
Escute bem isto:  na Islândia o povo fez o governo todo demitir-se, os principais Bancos do país foram nacionalizados e recusaram continuar a pagar as dívidas dos Bancos aos ingleses e holandeses, dívida gerada pelo esbanjamento do dinheiro do povo.
Foi criada uma Assembleia popular para escrever uma nova Constituição, e tudo isto pacificamente.  E fez toda uma revolução contra o poder que criou a crise:  - WALL STREET!   …por isso ninguém publicou nada!   Por muitos meses e durante estes 2 anos…   não vimos nada. 
O que aconteceria se outros países de todo o mundo seguissem este exemplo?
Muito brevemente, estes são os factos:
2008 – o principal banco do país é nacionalizado, a moeda nacional cai, as actividades da bolsa de valores é suspensa,  o país declara-se falido.
2009 – os protestos antecipam as eleições, provocam a demissão do Primeiro Ministro e de todo o Governo, a situação económica continua a ser calamitosa, uma Lei propõe o cumprimento da dívida com a Inglaterra e a Holanda, no valor de 3,5 mil milhões de euros (4,3 mil milhões de US dólares) a pagar por todas as famílias islandesas, mensalmente e durante os próximos 15 anos, com juros de 5,5%.
2010 – o povo toma as ruas e pede que a dívida seja submetida a um referendo.  Em Janeiro de 2010 o Presidente recusa-se a ratificar o projecto de lei e anuncia a organização de uma consulta popular.  Em Março ocorre o referendo e 93% votam por não pagar a dívida dos Bancos.  Enquanto isso, o novo Governo inicia as investigações para punir pela lei os responsáveis pela crise.  Muitos altos executivos dos Bancos e gerentes são mantidos sob prisão preventiva e detidos em celas prisionais verdadeiras.
Sim, você não está sonhando – é difícil encontrar gente assim que não se curva aos banqueiros!   Na imprensa, nem uma palavra – nada foi publicado – mas ISTO aconteceu!
A Interpol inicia uma investigação e os banqueiros fogem em massa do país, como ratos abandonando o navio  que se está afundando.
Nesse contexto de crise, uma assembleia é eleita para escrever uma nova Constituição que integra as lições da crise e substitui a anterior, que era uma mera cópia da dinamarquesa.  Para isso, foi pedida a colaboração directa do povo soberano.  Para tal, 25 cidadãos sem nenhum vínculo político ou partidário foram eleitos entre 522 candidatos.  Apenas precisavam ser maiores de idade e ter o apoio de 30 pessoas – muito simples!
A Assembleia Constituinte  começou a trabalhar em Fevereiro de 2011, e apresentará um projecto de Magna Carta a partir das recomendações consensuais em distintas assembleias que terão lugar por todo o país.  Esta Magna Carta será votada pelo parlamento actual e pelo que sair das próximas eleições legislativas.
Esta é a história da Revolução Islandesa:  - demissão em massa do Governo;  nacionalização dos Bancos;  referendo sobre as questões económicas fundamentais;  prisão dos principais responsáveis pela crise;  nova Constituição escrita pelos cidadãos.
Alguém ouviu a imprensa  canadense, americana ou japonesa falar sobre isto?  Em qualquer outro lugar do mundo?  Nos debates políticos, rádios, programas de TV?  Qualquer filmagem mostrada na TV?  Claro que não, eles estão “entretidos” com outras coisas…
O povo islandês deu uma grande lição ao mundo todo, lutando contra o sistema e ensinando “democracia”!   Este processo de democratização da vida política, que já dura há dois anos, é um claro exemplo de como é possível que o povo não pague a crise gerada pelos ricos.
O povo islandês soube dar uma lição de democracia à Europa toda e ao resto do mundo.  Uma lição, contudo, SILENCIADA pela comunicação social que continua a representar os interesses de quem gerou esta crise – a burguesia!
Peter Moore/The Plot991 (Adaptação deste blogue)
(Ler também aqui e aqui e aqui sobre este mesmo assunto)
 

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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Portugal perigosamente no caminho da Argentina: - os traidores, os corruptos, e o povo!

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Acautelemo-nos!   Ao mínimo "sinal" agarremos nos cajados e corramos TODOS para a rua!


A Portugal já não falta nenhum dos "condimentos" que nos anos 90 mergulhou a Argentina no estado de profunda bancarrota e de absoluta miséria do povo: - políticos traidores, mentirosos e corruptos, em conluio com os grandes Bancos e a Alta-Finança nacionais e internacionais, pensando apenas em si mesmos e desprezando o povo, condenando-o à desgraça e à miséria, com 90% da riqueza do país nas mãos de menos de 1% de canalhas.   E tudo isto sempre em nome de grandiosas promessas de melhorias de vida e de crescimento económico!

Para entender o que nos espera, é bom saber o que dizem os que já passaram antes de nós por situações semelhantes.   Neste filme (em 3 partes), é descrito o que aconteceu antes, durante e depois do processo de bancarrota na Argentina.
Com as devidas diferenças, a semelhança com o caso português é assombrosa.   Não há como aprender com a experiência dos outros.

Respire fundo...  e prepare-se para ver um filme tenebroso e assustador:
o do nosso próprio presente e futuro!!!

PARTE  1


PARTE  2


PARTE  3


(Carregado por santosalcides em 13/07/2011) ; (Cortesia de José Martins)
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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Na última sexta-feira, Passos começou a perder Portugal

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Na semana passada ocorreu um inclassificável golpe terrorista contra o povo português.   Não meteu explosivos, nem armas, nem aparatos de rua.   Limitou-se a um discurso do chefe do governo difundido antes de um desafio de futebol.   Esse discurso anunciava a condenação, por via fiscal, à fome, à doença, ao desespero, ao aviltamento de milhões de pessoas por perversão de governantes sem um pingo de decência.   A intervenção, lida de lábios cerrados, não disfarçava ressabiamentos, provocações, vinganças – lembrando as de apaniguados de Sócrates a avisar que quem se metesse com eles, levava.
Ora quem se meteu a sério com o governo não foram as oposições, foi o Tribunal Constitucional e a troika, ao atribuir a situação portuguesa à sua (in)competência.   Repreendidos e traídos, os boys de São Bento entraram de congeminar vingança.   Se em relação aos patrões (externos) fingiram não perceber a acusação, em relação aos opositores (internos), não – daí a desforra:   afrontaram o TC, alfinetaram o PR, enxovalharam os partidos, rapinaram os trabalhadores, declararam lixo os reformados e pensionistas, tratando todos como débeis mentais.  
Muito poucas vezes se viu tanta insensibilidade, arrogância, hipocrisia, mentira juntas!   “Lavra no país um grande incêndio de ressentimento e ódio”, afirma (em carta aberta ao primeiro-ministro) o escritor Eugénio Lisboa que, dos seus 82 anos, lhe grita:   “Todo o vosso comportamento não convida à esperança!”   Às 19h20 da última sexta-feira, Passos começou a perder Portugal.

(Por Fernando Dacosta, publicado no "I" em 13 Set 2012)

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O Neoliberalismo, ou o domínio invisível do Capitalismo Assassino!

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Excelente documentário exibido pela TVE espanhola, que aborda a visão de dois grandes humanistas contemporâneos sobre o mundo actual:   Eduardo Galeano e Jean Ziegler.
Pode-se dizer que há algo de profético nos seus depoimentos, pois o documentário foi feito antes da crise que assolou os países periféricos da Europa.
A Ordem Criminal do Mundo, o cinismo assassino que a cada dia enriquece uma pequena oligarquia mundial em detrimento da miséria de cada vez mais pessoas pelo mundo;  o poder concentrando-se cada vez mais nas mãos de poucos;  os direitos das pessoas cada vez mais restritos;  as corporações controlando os governos de quase todo o planeta e dispondo também de instituições como FMI, OMC e Banco Mundial para defender seus interesses.   Hoje, 500 empresas detém mais de 50% do PIB Mundial, muitas delas pertencentes a um mesmo grupo. 
Neoliberalismo (selvagem), é esta a ideologia que apaixona, hoje e cada vez mais nos últimos vinte anos, a maioria dos governantes mundiais, incluindo o actual PM de Portugal.






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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Ninguém está definitivamente contra as medidas da Troika, ó sua besta!!

 
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Não cumprir programa da 'troika' pode ser "catastrófico", alertou hoje Vitor Gaspar 

(Sapo Notícias)

 
 
Ninguém está definitivamente contra as medidas da troika, ó sua besta!  Aliás, ninguém sabe ao certo quais são mesmo essas "medidas" da troika...
O que o povo está é farto de ser sugado.  O que o povo está é contra o roubar aos pobres para dar aos ricos.  Contra o ir aos bolsos dos mais fracos e desfavorecidos em favor dos múltiplos e abundantes chulos dos três partidos do centrão.  Mais uma dose de roubo descarado e exagerado aos mesmos, NÃO!   Enquanto os mais espoliados continuam a ser os mais sacrificados de sempre, ficam invariavelmente de fora os inúmeros “gordos”, os boys bem plantados nos seus lugares cheios de mordomias e ordenados chorudos.  Enquanto continuas a sangrar a classe média, e até mesmo os pobres e os reformados, aqueles milhares de canalhas continuam a banquetear-se nas cadeiras dos milhares de Institutos e Fundações, a maior parte sem qualquer utilidade pública conhecida ou reconhecida, a não ser o facto de serem afilhados dos três miseráveis partidos que nos puseram de gatas.
 
A nós, porque a eles, os intocáveis, nada lhes acontece e fica tudo na mesma.  Belisca-los aqui e ali, muito ao de leve, só para que passe a mensagem de que também foram tocados pela austeridade, quando na realidade tu morres é de medo de tocares em todos esses interesses instalados, seu cretino!  É tudo uma questão de falta de TOMATES!!!
Não fora isso e já terias rasgado e mandado à merda todas as trafulhices das PPPs (algumas delas verdadeiros casos de polícia), fechado a maior parte dos 14.000 Institutos e empresas do Estado (os grandes ninhos de chulos partidários), acabado com a mama às Fundações, aquelas que nada produzem e para nada servem (e são a grande maioria), e até já terias posto na rua toda a chulagem que polula por tudo quanto é aparelho do Estado.  Estas sim, as verdadeiras gorduras que deverias atacar primeiro antes de fechar escolas e de despedir professores necessários, de fechar Centros de Saúde e Maternidades, e principalmente de ir aos bolsos a quem já se vê obrigado a optar entre comer ou tomar os remédios, ou a retirar subsídios e cortar na reforma aos aposentados que descontaram uma vida inteira sobre 14 mensalidades. 
Porque os contratos deles são blindados?... e os nossos o que são, ó sua besta? - meros papeis higiénicos a que limpas o cú quando e sempre que te apetece?
Tu que nasceste em berço de ouro e nunca sentiste na tua vidinha de nababo necessidades de qualquer tipo, percebes isto, ó sua besta?   Claro que não!  E estou eu aqui a perder o meu tempo contigo…  já me basta ter de perder todo o dinheiro e dignidade que me roubas! 
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quarta-feira, 18 de julho de 2012

O Parlamento Português - a promiscuidade em "open-space" !

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Paulo Morais, ex vice-presidente da Câmara do Porto e vice-presidente da organização não governamental "Transparência e Integridade", aqui em mais uma denúncia da despudorada promiscuidade existente no Parlamento (e fora dele) entre os interesses privados dos deputados e a falsa obrigatoriedade da defesa da coisa pública, chegando mesmo a apelidá-lo de "centro de corrupção", de "central de negócios privados" e de "escritório de advogados em open-space".




Portugal...que futuro?


Os portugueses sentem-se perdidos.   Desiludidos com Passos Coelho, não vêem na oposição uma alternativa credível e de Cavaco Silva já não esperam qualquer solução.   Ao fim de um ano de mandato, Passos vive dias difíceis.   Tem contra si a opinião pública, por causa das promessas não cumpridas.   Depois de se ter comprometido a não baixar os salários e a não aumentar os impostos, fez exactamente o contrário e conta agora com o divórcio da maioria dos portugueses.

Ainda por cima, a população não entende a razão de ser destes sacrifícios.   Em primeiro lugar, porque eles não são igualmente repartidos.   A Banca mantém os seus privilégios, as rendas pagas à EDP ou nas parcerias público-privadas não param de crescer.   E, além do mais, nem sequer as contas públicas se reequilibram, pois, apesar do aumento de impostos, a colecta reduz-se, o ministro das Finanças não cessa de errar nas suas previsões.   É o descalabro das contas públicas.

Dentro do seu governo, é chamuscado pelo escândalo Relvas.   Não conta com a solidariedade do seu parceiro de coligação, o PP (Paulo Portas), cujo principal objectivo é fazer campanha por si e pelos seus ministros.   A deslealdade é, aliás, uma marca histórica no PP, vem de longe.   Mas até do interior do PSD saltam farpas contra o primeiro-ministro.   Os barões conspiram diariamente contra Passos.   Esperançados numa escorregadela do governo, cavaquistas, leitistas e barrosistas espreitam a sua oportunidade.  

Por outro lado, a oposição socialista descredibiliza-se.   O seu líder, Seguro, apresenta um discurso vácuo e inconsequente.   Ao fim de longos meses de mandato, ainda ninguém percebe o que pensa Seguro sobre qualquer matéria de relevo.

Num País sem governo e sem oposição, já nem o Presidente tranquiliza os portugueses.   Descredibilizado pela gaffe da sua "modesta" reforma, Cavaco arrastar-se-á até ao fim do mandato, vaiado nas ruas.   Resta-lhe o papel de comentador da actualidade.   Mas essa função Marcelo desempenha melhor.   Com o desemprego a atingir uma dimensão perigosa, na ordem dos quinze por cento, as famílias em dificuldades económicas, as empresas descapitalizadas e a classe política completamente descredibilizada  –  é o futuro que está posto em causa.

(Paulo Morais, In Correio da Manhã)

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segunda-feira, 16 de julho de 2012

A Máfia das Parcerias Público-Privadas

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São verdadeiros casos de polícia, cujos autores e tutelares das respectivas áreas deveriam ser julgados e presos para bem do saneamento  deste País, expurgando-o de tantos empresários e ex-ministros corruptos e outros tantos chulos de toda a espécie. 

Não é inocente nem puro acaso que este programa, transmitido no passado dia 4 na SIC Notícias, seja transmitido pelas 22,30 horas e repetido pelas 03,00 da madrugada.  Como não é inocente nem puro acaso que este tipo de programas de divulgação política e de má despesa pública não sejam transmitidos nos canais de sinal aberto e de acesso gratuito, principalmente agora que que se verificou a mudança para a TV Digital.

É que, a este Estado inapto, bem como a toda a cáfila de políticos e ex-políticos corruptos que enxameiam este País em todos os centros de decisão e pertencentes aos 3 principais partidos, não interessa a divulgação de toda esta pulhice encapotada.   É que, a todos estes, não interessa que os verdadeiros jornalistas e denunciantes destes roubos e vigarices coloquem toda esta merda na ventoínha, para que os sabujos que enchem os bolsos e as suas contas nos off-shores à custa dos nossos salários e pensões não venham a ficar todos borrados com toda esta imensa merda por eles produzida!

E o nosso sistema judicial colabora.   Sempre que pode.   E pode sempre!!!





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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Ó Relvas, ó Relvas, demissão à vista !...

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Invertebrado e com ar alucinado, nado e criado naquela fábrica (JSD) especializada em transformar imberbes incompetentes e xico-espertos em verdadeiros "artistas" políticos que têm levado este país ao fundo, este ministro conseguiu a extraordinária façanha de, apenas com uma cadeira do 1º ano de Direito e a elevada participação como membro da assembleia geral de um grupo folclórico, ter conseguido tirar o grau de licenciatura "bolonhesa" em apenas um ano, e com 4 cadeiras apenas.    Tudo isto por seu mérito próprio, claro, e à custa de muito trabalho e dedicação, sem quaisquer favorecimentos daquela universidade privada (Lusófona, de seu nome) e por consenso de todo o seu conselho científico que, depois de ter suado as estopinhas para analizar tão extenso currículo, decidiu por unanimidade (de um só professor) dar equivalência a 32 das 36 cadeiras do curso.

E isto,  ó Relvas,  não tem que ser escrutinado?   Isto sim,  ó Relvas, é verdadeira merda na ventoínha  (só para citar o chefe)!...



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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Muito melhor que ser ministro é ser... "ex-ministro" !!!

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Gente sem vergonha e sem escrúpulos, cujo único interesse é o de encher a mula à custa dos sacrifícios de toda a população e sem o mínimo respeito por quem trabalha e paga impostos.  Sabujos que passaram, em muitos casos, directamente dos lugares de ministros para as empresas que antes tutelavam, aproveitando-se de uma promiscuidade política por eles próprios defendida e protegida e com um único objectivo: - o de viver à grande e à francesa para o resto da vida, nem que para isso tenham de esgotar a "gamela".




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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Incompetência e casmurrice - eis o senhor "dois em um"!

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E porque não o ataque às verdadeiras "gorduras do Estado"?  E porque não o ataque às "gorduras do ricos"?  Porque há-de este rapazola lembrar-se apenas de tirar aos pobres e desprotegidos para dar aos ricos e aos protegidos do regime? 





Mudar de governo

A reacção de Passos Coelho ao acórdão do Tribunal Constitucional relativo aos subsídios diz muito, não só sobre a fraca capacidade intelectual do primeiro ministro, como também sobre os seus valores.

Seria de esperar uma declaração de aceitação da decisão do Tribunal Constitucional, seria mesmo aceitável que o primeiro-ministro demonstrasse alguma preocupação com a necessidade de adoptar medidas.   Mas Passos Coelho optou pela vingança.
Passos Coelho começou por adoptar o corte dos subsídios com um falso argumento, que os funcionários públicos ganhariam mais do que os outros portugueses.   Um argumento premeditadamente falso e que não explicava o porquê da suspensão dos subsídios dos pensionistas do sector privado.
Se a justificação dos subsídios assentava em falta de honestidade intelectual, o mesmo tinha sucedido com a razão que terá levado a tal decisão.   Tudo começou com um falso desvio colossal que de forma desonesta foi atribuído ao anterior governo.   Veio a provar-se que tal desvio não existia e que o corte dos subsídios visava tapar o buraco da Madeira e promover a partir do Estado uma estratégia de empobrecimento dos trabalhadores portugueses.
Se a forma como a decisão foi tomada era imprópria em democracia, a desonestidade foi ainda mais longe ao dizer-se que a medida vigoraria durante dois anos quando foi público e notório que para a troika a medida foi tomada por definitiva.   Aliás, ainda recentemente o governo dizia que talvez lá para 2015 se pudesse equacionar a hipótese de pagar uma pequena parte dos subsídios.

Não admira que um primeiro-ministro desonesto tenha reagido a uma decisão do Tribunal Constitucional com uma vingança - o corte dos subsídios serão estendidos a todos os portugueses.   Começou por dizer que os funcionários públicos ganham mais do que os trabalhadores por conta de outrem, agora diz a estes que vão ficar sem subsídios por culpa dos funcionários públicos, porque estes foram protegidos pelo Tribunal Constitucional.
Quando o país está á beira do colapso económico, quando toda a Europa anseia por crescimento económico, quando o desemprego cresce exponencialmente e quando todos os economistas (excepto o Gaspar) consideram que o excesso de austeridade está a inviabilizar a economia portuguesa a mensagem vingativa de Passos Coelho é que vai aumentar a austeridade, além dos funcionários públicos serão todos a ficar sem subsídios.

Isto prova duas coisas, que o país tem um primeiro-ministro que julga que pode ser um ditador desde que a senhora Merkel goste dele e que, perante o falhanço da sua política fiscal, aproveita-se agora da decisão do Tribunal Constitucional para aumentar brutalmente a austeridade para compensar a grande queda da receita fiscal, resultado da incompetência do seu ministro das Finanças.
Quis o destino que no mesmo dia em que um católico apostólico romano se babava junto dos jornalistas dos elogios dos líderes comunistas chineses à austeridade aplicada aos portugueses, os juízes do Tribunal Constitucional de uma pequena democracia europeia reafirmasse um valor constitucional que está na génese da democracia na Europa, o valor da igualdade.
Compreende-se a reacção de Passos Coelho, foi a reacção de quem parece ser alérgico aos valores da democracia e parece ficar com urticária quando se sente incomodado com as instituições democráticas.

O país precisa de um novo governo, com gente que tenha apego à democracia, governantes que tenham consideração pelos seus concidadãos e não gostem de os ver transformados em escravos, um primeiro-ministro capaz de ser competente em democracia, um ministro das Finanças que faça previsões sérias.   Não está em causa se é um governo de direita, de esquerda, ou de salvação nacional, que seja competente, honesto e formado por gente que goste do seu país e do seu povo.
Se Passos Coelho não consegue ou não quer governar em democracia e tratando os portugueses com igualdade, então que se vá embora, que vá trabalhar para as empresas do padrinho.


(Texto publicado no blogue "O Jumento", 06/07/2012)
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quinta-feira, 28 de junho de 2012

O antigo papagaio das TVs não passa afinal... de um sapo com penas coloridas !

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Carta aberta ao ministro Nuno Crato

in Público, 21/6/2012
Santana Castilho


Senhor ministro:

(...) O homem que havia interrogado o país sobre a continuidade de um primeiro-ministro que mentia, referindo-se a Sócrates, rápido se revelou mais mentiroso que o antecessor.   E o senhor foi igualmente célere em esquecer tudo o que tinha afirmado enquanto crítico do sistema.   Não me refiro ao que escreveu e disse quando era membro da Comissão Permanente do Conselho Nacional da UDP.   Falo daquilo que defendia no “Plano Inclinado”, pouco tempo antes de ser ministro.    Ambos, Passos Coelho e o senhor, rapidamente me reconduziram a Torga, que parafraseio:   não há entendimento possível entre nós; separa-nos um fosso da largura da verdade; ouvir-vos é ouvir papagaios insinceros.

Para o Governo a que o senhor pertence, a Educação é uma inevitabilidade, que não uma necessidade.   Ao mesmo tempo que a OCDE nos arruma na cauda dos países com maiores desigualdades sociais, lembrando-nos que só o investimento precoce nas pessoas promove o desenvolvimento das sociedades, Passos Coelho encarregou-o, e o senhor aceitou, de recuperar o horizonte de Salazar e de a reduzir a uma lógica melhorada do aprender a ler, escrever e contar.   Sob a visão estreita de ambos, estamos hoje, em relação a ela, com a mais baixa taxa de esforço do país em 38 anos de democracia.

O conflito insanável entre Crato crítico e Crato ministro foi eloquentemente explicado no último domingo de Julho de 2011, no programa do seu amigo, professor Marcelo.   Sujeito a perguntas indigentes, o senhor só falou, sem nada dizer, com uma excepção:   estabeleceu bem a diferença entre estar no Governo e estar de fora.   Quando se está no Governo, afirmou, “tem de se saber fazer as coisas”; quando se está de fora, esclareceu, apresentam-se “críticas e sugestões, independentemente da oportunidade”.   Fiquei esclarecido e acedi ao seu pedido, implícito, para arquivarmos o crítico.   Mas é tempo de recordar algumas coisas que tem sabido fazer e que relações adultas estabeleceu connosco.

A sua pérola maior é o prolixo documento com que vai provocar a desorganização do próximo ano lectivo, marcado pela obsessão de despedir professores.   Autocraticamente, o senhor aumentou o horário de trabalho dos professores, redefinindo o que se entende por tempos lectivos;  reduziu brutalmente as horas disponíveis para gerir as escolas, efeito que será ampliado pela loucura dos giga-agrupamentos;  cortou o tempo, que já era exíguo, para os professores exercerem as direcções das turmas;  amputou um tempo ao desporto escolar;  e determinou que os docentes passem a poder leccionar qualquer disciplina, de ciclos ou níveis diferentes, independentemente do grupo de recrutamento, desde que exista “certificação de idoneidade”, forma prosaica de dizer que vale tudo logo que os directores alinhem.   Consegue dormir tranquilo, desalmado que se apresenta, perante um cenário de despedimento de milhares de professores?

O despacho em apreço bolsa autonomia de cada artigo.   Mas é uma autonomia cínica, como todas as suas políticas.   Uma autonomia decretada, envenenada por normas, disposições, critérios e limites.   Uma autonomia centralizadora, reguladora, castradora, afinal tão ao jeito do marxismo-leninismo em que o senhor debutou politicamente.   Poupe-nos ao disfarce de transferir para o director (que não é a escola), competências blindadas por uma burocracia refinada, que dizia querer implodir e que chega ao supino da cretinice com a fórmula com que passará à imortalidade kafkiana:   CT=K x CAP + EFI + T, em que K é um factor inerente às características da escola, CAP um indicador da capacidade de gestão de recursos humanos, EFI um indicador de eficácia educativa (pergunte-se ao diabo ou ao Tiririca o que isso é) e T um parâmetro resultante do número de turmas da escola ou agrupamento.   Por menos, mentes sãs foram exiladas em manicómios.

Senhor ministro, vai adiantada esta carta, mas a sua “reorganização curricular” não passará por entre as minhas linhas como tem passado de fininho pela bonomia da comunicação social.   O rigor que apregoa mas não pratica, teria imposto o único processo sério que todos conhecem:   primeiro ter-se-iam definido as metas de chegada para os diferentes ciclos do sistema de ensino;  depois, ter-se-ia desenhado a matriz das disciplinas adequadas e os programas respectivos;  e só no fim nos ocuparíamos das cargas horárias que os cumprissem.   O senhor inverteu levianamente o processo e actuou como um sapateiro a quem obrigassem a decidir sobre currículo:   fixou as horas lectivas e anunciou que ia pensar nas metas, sem tocar nos programas.   Lamento a crueza mas o senhor, que sobranceiramente chamou ocultas às ciências da educação, perdeu a face e virou bruxo no momento de actuar:   simplesmente achou.   O que a propósito disse foi vago e inaceitavelmente simplista.   O que são “disciplinas estruturantes” e por que são as que o senhor decretou e não outras?   Quais são os “conhecimentos fundamentais”?   O que são o “ensino moderno e exigente” ou a “redução do controlo central do sistema educativo”, senão versões novas do “eduquês”, agora em dialecto “cratês”?   Mas o seu fito não escapa, naturalmente, aos que estão atentos:   despedir e subtrair à Educação para adicionar à banca.

Duas palavras, senhor ministro, sobre o Estatuto do Aluno.   É preciso topete para lhe acrescentar a Ética Escolar.   Lembra-se da sua primeira medida, visando alunos?   Eu recordo-lha:   foi abolir o prémio para os melhores, instituído pelo Governo anterior.   Quando o senhor revogou, já os factos que obrigavam ao cumprimento do prometido se tinham verificado.   O senhor podia revogar para futuro.   Mas não podia deixar de cumprir o que estava vencido.   Que aconteceu à ética quando retirou, na véspera de serem recebidos, os prémios prometidos aos alunos?   Que ética lhe permitiu que a solidariedade fosse imposta por decreto e assente na espoliação?   Que imagem da justiça e do rigor terão retirado os alunos, os melhores e os seus colegas, do comportamento de que os primeiros foram vítimas?   Terão ou não sobeja razão para não acreditarem nos que governam e para lamentarem a confiança que dispensaram aos professores que, durante 12 anos, lhes ensinaram que a primeira obrigação das pessoas sérias é honrar os compromissos assumidos?   Não é isso o que os senhores hoje invocam quando reverenciam Sua Santidade a Troika?   Da sua ética voltámos a dar nota quando obrigou jovens com necessidades educativas especiais a sujeitarem-se a exames nacionais, em circunstâncias que não respeitam o seu perfil de funcionalidade, com o cinismo cauteloso de os retirar depois do tratamento estatístico dos resultados.   Ou quando, dias antes das inscrições nos exames do 12º ano, mudou as respectivas regras, ferindo de morte a confiança que qualquer estudante devia ter no Estado.   Ou, ainda, quando, por mais acertada que fosse a mudança, ela ocorreu a mais de meio do ano-lectivo (condições de acesso ao ensino superior por parte de alunos do ensino recorrente).  

Compreenderá que sorria ironicamente quando acrescenta a Ética Escolar a um Estatuto do Aluno assente no castigo, forma populista de banir os sintomas sem a mínima preocupação de identificar as causas.   Reconheço, todavia, a sua coerência neste campo:   retirar os livros escolares a quem falta em excesso ou multar quem não quer ir à escola e não tem dinheiro para pagar a multa, fará tanto pela qualidade da Educação como dar mais meios às escolas que tiverem melhores resultados e retirá-los às que exibam dificuldades.   Perdoar-me-á a franqueza, mas vejo-o como um relapso preguiçoso político, que não sabe o que é uma escola nem procurou aprender algo útil neste ano de funções.
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