domingo, 8 de maio de 2011

E a resposta não se fez esperar... da Finlândia, com amor!

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Como toda a acção suscita uma reacção...   aí está a resposta da Finlândia.   Como quem não deve não teme e quem está a pedir (de cócoras) somos nós,  toma lá Portugal.   Embrulha e leva para casa!



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sábado, 7 de maio de 2011

O que lhe falta em seriedade e cultura política sobra-lhe em desvergonha e cobardia!...

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 Inovação retórica: - INVENTAR PARA DESMENTIR

O discurso de Sócrates na terça-feira sobre o acordo com o triunvirato BCE-FEEF-FMI teve um carácter absolutamente singular na história da comunicação política portuguesa, porventura mundial e até histórica.   Desde os discursos políticos de Péricles e o último do verdadeiro Sócrates, na versão de Platão, nunca antes um dirigente nacional, a quem coube anunciar um acordo que moldará a vida colectiva nos anos seguintes, teve a cobardia política de esconder o que realmente o documento estabelece e a ousadia de inventar o que o documento não diz.
A retórica do primeiro-ministro foi delirante:   o acordo não prevê a revisão constitucional, o fim da escola pública, não prevê crocodilos a voar nem terramotos às segundas, quartas e sextas.   O acordo não prevê nada disso.  

Nos manuais de retórica, procurei, entre as figuras de estilo registadas pelos peritos da linguagem desde Roma Antiga, uma que se assemelhasse a este ilusionismo, como lhe chamou Helena Matos (PÚBLICO, 05.05).   Não encontrei.   Há figuras de estilo em que se nega uma coisa para afirmar outra, mas nenhum autor, desde há mais de dois milénios, parece ter previsto esta velhacaria política de omitir a realidade concreta (má), substiuindo-a por invenções concretas (boas).

Ao pé deste recurso discursivo, espelho de uma governação limitada ao “luzes-câmaras-acção!” e o país que se dane, o resto do que aconteceu na terça-feira não passou de detalhes, mas vale a pena registar.
-  Sócrates chamou “conferência de imprensa” à declaração sem direito a perguntas.
-  Semanas depois de desaparecido da vida pública, como um ministro de Stalin ou Brejnev, Teixeira dos Santos marcou inusitada presença espectral atrás do líder.
-  O governo agendou a declaração para as 20h30, coincidindo com o intervalo do habitual “serviço público” da bola na RTP1, mas atrasou para as 20h40, dificultando à RTP1 ouvir a oposição em directo, o que esta preferiu não fazer, mesmo quando Catroga já estava no ar na TVI e na SIC às 20h47.   A RTP1 deu anúncios e voltou ao futebol, que recomeçou às 20h50.
-  A Central de Propaganda é tão boa a criar imagens como a proibi-las:   impediu aos repórteres de imagem fotografar a declaração;   só houve as imagens oficiais da TV e dum fotógrafo do governo.   A preocupação de Sócrates em controlar ao máximo a visão de si que sai nos media motivou este acto de censura, por receio da liberdade do olhar dos repórteres fotográficos, que sempre ultrapassa a rigidez das câmaras de TV.

O objectivo desta operação de desinformação visou enganar os cidadãos mais ingénuos, que não acompanham as manobras políticas e propagandísticas em detalhe ou que são crédulos em relação aos governantes.   A acção foi planeada ao pormenor.   Durante semanas, a Central de Propaganda, e até o próprio Sócrates, conseguiram endrominar alguma imprensa, passando-lhe falsas medidas, que nunca estiveram previstas, para assustar os portugueses.
“Houve desinformação gritante nos últimos dias, com exagero claro de medidas de austeridade”, escreveu Pedro Santos Guerreiro no Jornal de Negócios (05.05).   Beneficiário único da desinformação:   o Governo.   Que desinformação perversa, esta de inventar mentiras para que o primeiro-ministro as possa depois desmentir.
Os media que serviram de mensageiros das falsas medidas de austeridade deveriam pedir desculpa aos seus leitores ou espectadores.   Os proprietários e os jornalistas destes media deviam perguntar a si mesmos se as baixas vendas de jornais não estarão relacionadas com uma persistente subserviência à mentira e à amplificação da propaganda do poder.   Como escrevia Pedro Guerreiro, ou se está ao serviço de fontes mentirosas ou ao serviço dos leitores.

(Eduardo Cintra Torres, In Público, 6-5-2011)
(Imagens e apresentação gráfica da autoria deste blogue)


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O Grau Zero da Política

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Chegou-se, entre nós, não apenas a uma situação de gravíssima crise financeira e económica, mas também ao grau zero da política.   Não só fomos obrigados a pedir um resgate internacional, perante a ameaça iminente de bancarrota, como ainda a maioria dos eleitores, desiludida com toda a classe política, não parece depositar grandes esperanças nas próximas eleições.   Qualquer que seja o resultado delas não se vislumbra um futuro animador a curto ou a médio prazo.

No entanto, as eleições que se avizinham, no meio de muita vozearia pouco ou nada substantiva, são importantes.   Em primeiro lugar, porque, ao contrário de Otelo e outros, quero acreditar que não há uma solução fora do actual quadro democrático, que exige neste momento a nossa intervenção.   Em segundo lugar, porque coloca nas mãos dos eleitores, nas nossas mãos, o futuro do actual primeiro-ministro, que mais não tem para oferecer do que mais do mesmo.   Podem os politólogos congeminar muitas análises políticas, mas basicamente a questão que se coloca é um referendo sobre José Sócrates.   A pergunta, muito simples, é a seguinte:   Queremos manter a condução do destino do país, o nosso destino, nas mãos de quem já mostrou à saciedade a sua falta de competência e de idoneidade?   Ou, pelo contrário, queremos afastar claramente essa possibilidade?

De facto, foi o actual primeiro-ministro o responsável número um pelo grau zero da política.   Foi ele que se rodeou de gente incompetente (com poucas honrosas excepções), que impavidamente deixou o país deslizar para o fundo.   Não, não se trata só da sua incapacidade de percepção das consequências gravosas das suas políticas.   Eles criaram uma campanha propagandística que nos iludiu sobre o estado da nação, dificultando a nossa percepção.   Eles são os responsáveis pelo planeamento de parcerias público-privadas ruinosas para o erário público, por exemplo para construção de auto-estradas inúteis.   São também responsáveis pela nacionalização de bancos privados, que se transformaram num pesadíssimo ónus para todos nós.   E são ainda responsáveis pelo regabofe no gasto de dinheiros públicos, com a manutenção de instituições arcaicas como os governos civis e algumas direcções regionais, que pouco mais servem do que para dar emprego a correligionários políticos, para já não falar de organismos públicos e fundações de utilidade duvidosa.

Enganaram-nos, através dos sucessivos PEC, sobre a sua capacidade de gerir o Orçamento do Estado.   Enganaram-nos, ansiosos por manter o poder nas últimas eleições, com o aumento dos salários dos funcionários públicos e a promessa de não subida de impostos.   E enganaram-nos com miríficas esperanças como a das energias renováveis, que, ao contrário do que reza a publicidade oficial, são caras e pouco eficientes, não passando por isso de uma flor na lapela de um casaco roto.
Sendo o primeiro-ministro ainda em exercício o principal culpado pelo estado a que o Estado chegou, ele não é decerto o único.   Custa ver que o ministro das Finanças, com um doutoramento numa universidade de prestígio, não tenha erguido a sua voz a tempo no sentido de evitar desvario maior.  
Custa saber que o partido de governo, que tem grandes tradições democráticas e que se pode orgulhar de ter alguns homens impolutos, efectuou eleições internas com resultados similares aos da Coreia do Norte.   E custa observar o Presidente da República que, numa situação que já era de enorme crise, nomeou um governo minoritário, não tendo sido capaz de o demitir em tempo oportuno.

Sei bem que a oposição tem pouco, muito pouco para dar, num quadro geral que não é apenas de ruína financeira e económica, mas também e principalmente de ruína ética e moral, alicerçada numa imensa deficiência da educação nacional. Contudo, por vezes, a democracia não serve tanto para escolher os melhores governos, mas mais para eliminar os que se revelaram maus (como fizeram aliás, há pouco, os irlandeses). Se a escolha em Portugal fosse, por hipótese, entre o actual primeiro-ministro e o rato Mickey, eu não hesitaria em votar no boneco da Disney.

(Carlos Fiolhais, in Público de 6/5/2011) (Retirado DAQUI)
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Toma lá FINLÂNDIA... uma valente bofetada com luva branca!...

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Um dos nossos grandes defeitos é nunca valorizarmos aquilo que temos, aquilo que somos, aquilo que fazemos.   Verdade seja que, se há povos com passados grandiosos e gloriosos, um desses somos nós.   Pena que actualmente, e desde há 37 anos, Portugal tenha sido assaltado por uma corja de canalhas badalhocos, oportunistas e igorantes que, não lhes bastando a sua própria ignorância, foram-se aos livros escolares, esvaziando-os de quase todo o nosso passado de orgulho e de glórias que nos valorizava perante nós próprios e os outros povos, deixando-nos, em contrapartida, apenas entregues à estupidificação e à falta de valores, despromovendo o mérito e condecorando a saloiice, a canalhice e a corrupção, tomados estes agora como os altos valores de uma "democracia balofa" e feita à medida dos seus novos protagonistas. 
Pese embora o facto de algumas "tolices" contidas no vídeo, umas pouco exactas outras meias verdades, ainda assim...   os finlandeses estavam a precisar desta valente bofetada com luva branca!



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A vergonha maior de ser governado por gente sem vergonha!


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Hoje foi o dia da vergonha


Vergonha de pertencer a uma geração que não conseguiu cumprir as suas obrigações sociais e previdenciárias e a quem custa olhar nos olhos os parentes, vizinhos, professores, juizes que toda a sua vida se sacrificaram pela sua profissão, sem assessores, mordomos, secretárias ou carro de serviço. Contribuiram honradamente, viveram com temperança, trabalharam alheados do relógio, cuidaram de nós e agora, toma lá um corte na pensão, na reforma, nas expectativas de vida e, sobretudo, na dignidade.   Esta gente que não acumulou pensões, descontou o que lhe exigiram, fez projectos, que em muitos casos chafurdou na guerra, ou conheceu a fome e o racionamento, passa agora mais esta provação.   "Só os que têm pensões de mais de 1.500 €".   Que fortuna!   Pode ser que no plano relativo até nem seja dramático, mas há por parte do Estado um locupletamento ilícito à custa destes cidadãos que têm um inalienável direito ao conforto.   Alguém sabe quanto custa a mensalidade de um lar que não cheire a fim de noite de concerto da Queima, por acaso?
Vergonha de pertencer a uma geração que não conseguiu assegurar às gerações futuras os mesmos sonhos e aspirações dos seus pais e avós e garantir as suas reformas e a sua saúde e educação.   Por que preço ficaram as Playstation, os iPhones, os BMW, as férias na República DormenaCama...
Vergonha por mim, por ter acreditado que pagando, contribuindo, tinha direitos.   Quero a minha ingenuidade e o meu dinheiro de impostos e taxas de volta.   Vergonha por concluir que me é mais proveitoso nada fazer do que trabalhar.   Vergonha pela estúpida explicação de um acordo de resgate da bancarrota que só foi necessário porque a mitomania saloia levou a que os últimos 5 anos de governo vilão levedassem uma dívida estéril de proporções inimagináveis.   Vergonha porque quem tem responsabilidade e poder é irresponsável e impotente.   Vergonha porque os vendedores de banha da cobra tomaram o poder e agora a cobra vira-se a nós.
Moral da história: é uma catastrófica maçada votar em nativos de Vilar de Maçada.
(MRR in Torreão Sul, em 4/5/2011)

Todo o desencanto aqui tão bem descrito é verdadeiro, toda a vergonha é incontornável. Sobra o asco, cada vez mais instalado, ao ver o biltre mais responsável por tudo isto aparecer constantemente nos media afivelando o mesmo sorriso insultuoso treinado ao espelho, empenhado a 110% e a todo o vapor em voltar a burlar.
Da desonra e da desgraça já ninguém vai salvar Portugal; mas ao menos, como uma espécie de unguento nacional, haja alguém que pregue com uma estatueta no marfim polido do teclado da criatura. Um pequeno gesto simbólico de revolta que faria diminuir em muito a azia de um País inteiro.   (Caixa de comentários de InVerbis)

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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Algures, entre a borraca de abóbora e a merda de galinha, fica a inteligência dos políticos!

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Ainda e sempre...   as SCUTs

O trânsito na A28 reduziu para 50%, e complica a vida a toda gente:  -automobilistas, empresários e turistas.   O trânsito na A29 reduziu para 40%, e complica a vida a toda a gente:  -automobilistas, empresários e turistas.   O trânsito na A25/A17 reduziu para 30%, e complica a vida a toda a gente:    -automobilistas, empresários e turistas.    Todo o resto do trânsito foi "desviado" para as estradas alternativas, nacionais e camarárias.   Vias que não comportam as brutais cargas de tráfego actuais.
Com um tal acréscimo de tráfego, a estes níveis criminoso quer para as populações quer para o desenvolvimento das regiões envolvidas, os pavimentos destas vias estão a degradar-se a um ritmo nunca visto.  
A maior parte delas havia sido pavimentada há pouco tempo e nisso o Estado e as autarquias gastaram balúrdios.   Agora, e com tal sobrecarga de tráfego, principalmente de pesados, não tarda terão de ser de novo reparadas ou mesmo reconstruídas.   E os 30 milhões de euros que o Estado arrecadou até agora com as portagens destas SCUTs (e os muitos mais que virá a arrecadar) não são mais que puro exercício de demagogia, um tapar do sol com uma peneira e um assalto à carteira de todos os contribuintes (e não só daqueles que as utilizam), pois as verbas arrecadadas não chegarão para reparar as vias nacionais e camarárias que agora se destroem diariamente.
  
30 milhões...   60 milhões...   100 milhões...  ou muitos mais, todos atirados para o buraco da retrete!   Porque se trata de uma receita que vai direitinha para uma degradação que não estava prevista.   E, como sempre, ninguém será responsabilizado!  
E é grande a azáfama actual de colocação dos mamarrachos dos pórticos nas A25A24, A23 e A22.   A manter-se o mesmo critério de taxas exorbitantes, preparem-se as populações e as autarquias das respectivas vias alternativas para a degradação das suas vidas e dos seus bolsos.   E para um brutal decréscimo no seu (já parco) desenvolvimento empresarial e turístico.

Algures, entre a borraca de abóbora e a merda de galinha, situa-se a massa cinzenta dos políticos e afins deste País, já que bastaria que o valor das referidas portagens descesse para metade para que o trânsito se não desviasse em tão grandes proporções.   O Estado até poderia arrecadar o mesmo, mas não iria ter de o gastar mais tarde nas reparações de vias que nunca foram projectadas nem construídas para tão grande intensidade de tráfego.
Bastava, senhores políticos da treta, ter dois dedos de testa e uma máquina de calcular...   não mais!   Mas isto não interessa, porque o que é preciso é manter a mama dos construtores amigalhaços do partido.   Se não mesmo a deles própria...

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Um perigoso condensado de fúria intelectual e incompetência política!

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Finalmente!   Finalmente, outras são já as vozes que se alevantam fora dos blogues e do Parlamento contra o execrável bacharel de engenharia, o célebre campeão da mentira, da trapaça e da manipulação.   Este tratado de vergonhosa incompetência política, sub-produto tacanho e mal formado de um PS recheado de execráveis figuras que, em apenas 6 anos, conseguiu a distinta façanha de afundar Portugal numa bancarrota de 80 mil milhões de euros!
  
Primeiro foi Mário Soares considerando que José Sócrates cometeu “erros graves” no processo de apresentação do novo Programa de Estabilidade e Crescimento.   Agora é Diogo Freitas do Amaral que acusa José Sócrates de ter prestado um péssimo serviço ao País ao adiar o pedido de ajuda externa, criticando a postura do primeiro-ministro demissionário quando este diz que quem está contra não é patriota.

Em declarações à rádio Renascença, o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros do primeiro Governo de Sócrates disse que o primeiro-ministro “andou dois anos a dizer que jamais faria um acordo com o FMI e que isso era mau para Portugal e ontem ouvimo-lo dizer que, afinal, o acordo com o FMI era um bom acordo e que quem não estivesse a dizer isso era mau patriota.”

Gostava de lembrar ao engenheiro José Sócrates, que, pelos vistos, tem pouca cultura democrática, que só em ditadura - e nós tivemos essa experiência com o doutor Salazar durante 40 anos - é que o Governo se arroga o monopólio do patriotismo e acusa todas as oposições de não serem patriotas, porque não pensam como o Governo”, criticou.  (Negócios Online)

Além do mais, e para além de todas aquelas "qualidades", até os homens do FMI se aperceberam que tal espécimen é refinadamente dado a fúrias de ditador, ao ponto de um dos membros da troika ter desabafado em dado momento:   "O tipo é mesmo intratável."   Isto já para não falar na última reunião com Pedro Passos Coelho onde, mesmo com testemunhas, as coisas iam acabando muito mal. Valeu na altura a intervenção do ministro Silva Pereira, parece...

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quinta-feira, 5 de maio de 2011

E o sequestrador irá continuar por aí à solta! Pelo menos até dia 5...

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O Sequestro

Portugal tem neste momento um ministro cativo, sequestrado.   Chama-se Fernando Teixeira dos Santos, é professor de economia e ainda exerce funções como ministro das Finanças.   Este sequestro ministerial é a chave para perceber o exacto ponto onde nos encontramos.

Teixeira dos Santos esteve desaparecido praticamente todo o mês de Abril.   Desde o dia 8 que não lhe ouvimos uma palavra.   Na última vez que falou, em entrevista ao Jornal de Negócios, foi para precipitar o pedido de ajuda externa ao FEEF/FMI consumando um facto contra o qual o primeiro-ministro se vinha a opôr há meses.   Desde aí escondeu-se, ou melhor, foi escondido.   Faltou a tudo o que fosse cerimónia pública.   Faltou até ao 25 de Abril em Belém.   Contactos com jornalistas, nem pensar.
Há razões plausíveis para supor que o sequestrador de Teixeira dos Santos anda por aí, em liberdade.   É um sujeito perigoso, com antecedentes perigosos.   Chama-se José Pinto de Sousa, embora use José Sócrates.
O bacharel em Engenharia Técnica tem, é verdade, um forte motivo contra o sequestrado.   Em Outubro de 2010, Teixeira dos Santos avisou que, se os juros passassem os 7%, seria impossível não recorrer ao FMI.   Em Novembro, Dezembro, Janeiro, os juros da dívida ultrapassaram a barreira dos 7%.   Em Março, quando Sócrates e Teixeira dos Santos vão a Berlim conferenciar com Ângela Merkel, os juros da dívida atingem os 7,4%.
O país andou, portanto, durante meses a brincar aos juros insustentáveis, só porque Sócrates não queria admitir que tinha falhado.   Em Abril as finanças estoiram.   Perante o buraco de tesouraria que já comprometia o pagamento dos salários das Forças Armadas e a pressão pública e desesperada dos bancos, Teixeira dos Santos decide finalmente agir contra o chefe e antecipa, sem avisar Sócrates, o pedido de ajuda.
A partir daí Teixeira dos Santos ficou impedido de falar e é atirado borda fora das listas para deputados.   Ao antecipar o pedido de ajuda, admitiu que o país estava em bancarrota e deixou o chefe descalço.   Pior, sabendo-se que o fez contra a vontade imperturbável do chefe dias antes de os pagamentos às forças armadas se atrasarem, revela que Sócrates estava determinado (essa sua grande qualidade) a sacrificar o país em nome da sua estratégia eleitoral.   Tudo o que dissesse seria agora fatalmente comprometedor para Sócrates.   Teixeira dos Santos acabou sequestrado para não poder ser colocado sobre perguntas sobre o revelador episódio.
E chegamos à comunicação de terça-feira, no dia do acordo com a troika.   Perante a pressão crescente da teoria do sequestro, Sócrates aproveita a oportunidade para tranquilizar os inquietos com o desaparecimento do ministro.   Foi falsa prova de vida.   O ministro sequestrado aparece ao lado de José Sócrates.   Cavernoso, lânguido olhando muda e inexpressivamente para as câmaras.   Não houve perguntas.   Não lhe ouvimos uma palavra.   Sócrates exibiu a sua presa, como um animal empalhado.   Sabemos que na sua aparição de hoje Teixeira dos Santos irá falar, mas será em regime de liberdade controlada.
Enquanto Sócrates, com um júbilo ofensivo, descrevia aquilo que o acordo com a troika não tem:   “não mexe no subsídio de férias, nem de Natal, nem no salário mínimo”, “mantém a escola pública” e “não é precisa revisão constitucional”, alguém deveria lembrar a esta extraordinária figura que há, de facto, um ponto que não está no acordo.   Ninguém nos vai ressarcir dos juros proibitivos e criminosos que Sócrates nos forçou a pagar todo este tempo em que protelou um pedido de ajuda, para no fim acabarmos com um programa de governo detalhado e liberal imposto de fora para os próximos anos, que não é o PEC IV e que não só nos transforma num protectorado como impõe muito daquilo que o governo disse que jamais faria.
Mas Sócrates não vê meios nem fins.   É capaz de sacrificar um país inteiro aos seus calendários e às suas manipulações.
A verdade é que não foi só Teixeira dos Santos o único sequestrado.  Fomos todos.

(Pedro Lomba, in Público - 5-5-2011).
(Imagens e sublinhados são deste blogue)
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domingo, 1 de maio de 2011

A fome já mora cá; o medo já anda aí; o futuro... já não há, e a D. Banca assobia!

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Manifesto pró-folleirice - Lellillismo!

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 Lellillismo

O Lello tem um gosto requintado.
O Lello nunca anda despenteado.
O Lello ama o bello.
O teatro, a pintura e a esculltura, tudo isso o Lello aprecia.
O Lello já comprou uma serigrafia.
O Lello é um artista
mas, por modesto, recusa ser sullista.
O Lello ouve música erudita.
O Lello faz parte da cllientella restrita.
Nas inaugurações é o Lello que corta a fita.

Na lliteratura, o Lello seria um cllássico.
O Lello tem de Pessoa o tripllo do perímetro torácico.
O Lello compra livros que nunca saíram do prello.
Se fosse um instrumento, o Lello seria um violloncello.
E o arco um martello.
Quando pragueja,
o Lello verseja.
A palavra é folleira?   O Lello adorna.
A situação está feia?   O Lello contorna.
E um trambolhão transforma-se em anomallia.
O Lello converte acidentes em tecnollogia.
Uma só frase do Lello é um tratado de fillosofia.

A casa do Lello devia ser um castello.

O Lello não respira, opõe-se à apneia.
O Lello não come, saboreia.
O Lello não grita, canta.
O Lello não escorropicha, decanta.
O Lello não emborca, desfruta.
Se fosse uma fruta,
o Lello seria um marmello.
Muito amarello, o Lello.
Dita por Lello,
uma acusação fica mais fina e chama-se llibello.
O Lello vê para llá do que a vista allcança.
Quando era Secretário de Estado das Comunidades
o Lello até foi a França.
O Lello nunca descansa,
repousa.
O Lello apoia o Engenheiro Pinto de Sousa.

O pé do Lello nunca sai do chinello.

O Lello come pão com gelleia.
Ao allmoço, ao jantar e à ceia.
O Lello não desafina, trauteia.
O Lello não duvida, titubeia.
Quando anuncia, o Lello procllama.
O Lello veste robe de chambre quando anda em pijama.
O Lello descansa numa chaise llongue quando se llevanta da cama.

É assim o Lello e, como se vê, não tem parallello.

(Rui Rocha, in DELITO DE OPINIÃO)
(Formato gráfico da autoria deste blogue)



(A pérolla lellillista: - as origens folleiras das folleirices do Lello...)

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sábado, 30 de abril de 2011

O "tsunami" das Parcerias Público-Privadas

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Tal como diz Eduardo Catroga, este governo, ao invés de se apresentar de novo e descaradamente a eleições, deveria antes ser arrastado para os tribunais e o seu cabecilha encarcerado desde já, como medida preventiva para salvaguarda do pouco que resta deste País.
O défice de 2010 já foi corrigido para 9,1% do PIB (obrigado pela "Troika"), e ainda as PPP não foram incluídas.   Essas fazem parte de um tsunami que começará em 2012 e só terminará em 2086, e cujo acréscimo de 10% do PIB terá de ser pago pelas próximas 3 ou 4 gerações.   Só desde 2005 e à conta dos governos de José Sócrates, a conta ascende a uns astronómicos 12 mil milhões de euros!!!
Será que os senhores da "Troika" já inventariaram este regabofe de mais de 13 mil milhões de euros?

Álvaro Santos Pereira, no DESMITOS, chega mesmo a admitir que esta dívida seja muitíssimo mais elevada:  "De acordo com as estimativas mais recentes, as dívidas com as PPPs e concessões já assumidas totalizam cerca de 60 mil milhões de euros, ou mais de 35% do PIB português. Lamentavelmente, estas despesas não entram nas contas actuais da dívida pública, mas os governos futuros terão de cortar despesas e/ou aumentar impostos em cerca de 2,5 mil milhões de euros todos os anos para poder pagar estas PPPs e concessões." 



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sexta-feira, 29 de abril de 2011

O maremoto silencioso... prenúncio do colapso mundial ?

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Ouro em máximos históricos acima dos 1.535 dólares

O ouro continua a subir e a registar recordes sucessivos. A valorização dos metais preciosos está a ser impulsionada pelas medidas que resultaram da reunião de dois dias da Fed.   O metal amarelo continua a escalar, num movimento de subida livre, impulsionado sobretudo pelo enfraquecimento do dólar.

 A política monetária adoptada pela Reserva Federal (Fed), que inclui manter a taxa de juro directora perto de zero, está a ajudar o ouro a negociar acima dos 1.535 dólares por onça, uma vez que a nota verde continua a desvalorizar - o que aumenta a atractividade dos activos negociados em dólares .
Em Nova Iorque, o metal amarelo para entrega em Junho chegou hoje aos 1.535,1 dólares, um máximo de todos os tempos.

O mercado londrino também continua a bater recordes, com o ouro para entrega imediata a fixar um máximo nos 1.530,18 dólares por onça, já tendo atingido na sessão de hoje os 1.534,05 dólares.
O tom da Reserva Federal continua moderado, com um foco contínuo em manter o crescimento da economia”, disse Daniel Brebner, analista do Deutsche Bank em Londres.
Isto vai resultar num maior enfraquecimento do dólar americano. Também, as ameaças inflacionistas podem surgir se a Fed continuar a manter-se à margem. Estes factos estão a impulsionar o ouro e a prata hoje”, concluiu o analista.

Segundo Brebner, o ouro poderá subir acima dos 1.800 dólares no final de 2011. “Um preço mais alto que 2.000 dólares, talvez aproximado de 2.500 dólares, poderá ser alcançado em 2012 se não houver mudanças significativas das políticas monetárias globais.”

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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Se querem ajudar a destruir o resto, votem nele uma vez mais!...

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O grande maestro,  José Sócrates Pinto de Sousa


Frederico II, O Grande, rei da Prússia, disse que “a trapaça, a má fé e a duplicidade são, infelizmente, o carácter predominante da maioria dos homens que governam as nações”.   José Sócrates Pinto de Sousa, o grande maestro, ilustra-o.   Na farsa de Matosinhos, a que o PS chamou congresso, usou bem a batuta da mistificação e deu o tom para o que vai ser a sua campanha:   ilibou-se de responsabilidades pela crise e condenou o PSD;   tendo preparado, astutamente, a queda do Governo, ei-lo, agora, cinicamente, a passar para o PSD o ónus da vulnerabilidade que nos verga.   Como a memória é curta e o conhecimento não abunda, os hesitantes impressionam-se com o espalhafato e o discurso autoritário, ainda que recheado de mentiras.   Porque em tempo de medo e de apreensão, a populaça não gosta de moleza.
O aviso fica feito:   não menosprezem as sondagens.   Urge clarificar e não ser ambíguo.   Eu não vou ser.

1. Na segunda metade de 2009, as escutas do caso Face Oculta trouxeram à superfície a teia subterrânea que preparava a aquisição da Media Capital pela PT.   Objectivo?   Condicionar a orientação noticiosa da TVI, afastar José Eduardo Moniz e calar Manuela Moura Guedes.   Que mão segurou a batuta deste tenebroso conúbio entre a política e o dinheiro?   Este é um, apenas um episódio, de uma longa série de acções para calar a opinião livre e subjugar o espaço público, que o grande maestro protagonizou.   José Manuel Fernandes, Henrique Monteiro e Mário Crespo, entre outros, denunciaram-nas, sem peias.  
Se não vos assusta o poder hegemónico e incontestável, voltem a votar nele.   Se vos chega uma democracia amordaçada, escolham-no uma vez mais.

2. Para encontrar alguma analogia com a cadeia de escândalos que envolveram José Sócrates, temos que ir à Itália de Berlusconi.   Na nossa História não há precedente que lhe dispute tamanho mar de lama.   Da licenciatura na Independente às escutas oportunamente silenciadas pelo Supremo Tribunal de Justiça, passando pela saga escabrosa dos engenprojectos de haria da Guarda, os mistérios dos apartamentos da Braamcamp e os inarráveis processos Cova da Beira e Freeport, saiu sempre judicialmente ileso, o grande maestro.   Como Il Cavaliere.  
Se isso vos chega e querem manter um primeiro-ministro que se julga ungido de clarividência única, medíocre e incompetente, que vos mente sem rebuços, teimosamente cego, presumido omnisciente e contumaz calcador de todos os escrutínios morais, só têm que esperar até 5 de Junho.   Votem nele.

3. As obras públicas entranharam em Sócrates, compulsivo, a ideia que criam emprego.   Viu-se com os vários estádios do Euro 2004, que nos custaram milhões e qualquer dia serão destruídos sem glória nem uso.   Estamos por ora salvos da loucura do TGV e das imprudências, dadas as circunstâncias, do aeroporto e da terceira ponte sobre o Tejo.  
Mas se quiserem a megalomania de volta, mais Magalhães a pataco, quadros interactivos inúteis e escolas novas destruídas para que o grande maestro inaugure outras mais modernas, é só votar nele, já em Junho.

4. Sócrates foi, durante os seis anos da sua governação, o grande maestro da táctica para esconder os números do endividamento externo e a realidade do défice e das contas públicas.   Depois de utilizar irresponsavelmente o Orçamento de Estado de 2009 para colher benefícios eleitorais, negou sempre que a crise financeira nos tocava.   Desorçamentou e manipulou contabilisticamente as contas do Estado, até ao limiar da bancarrota e ao pedido de assistência financeira, que humilha Portugal.  
Se querem ajudar a destruir o resto, portugueses, votem nele, uma vez mais.

5. Enxerguem-se, portugueses:   se somarmos à actual dívida pública a dívida das empresas públicas, chegamos a 125 por cento do PIB (o nosso PIB anda pelos 172 mil milhões de euros);   a este número, medonho, somem mais 60 mil milhões, a pagar pelos nossos filhos e netos, que o grande maestro foi comprometendo em parcerias público/privadas, com as empresas do regime;   quando, em 2005, arrebatou a batuta, o grande maestro encontrou 6,6 por cento de taxa de desemprego;   agora, em 2011, o grande maestro abandonou à sua sorte uma triste banda de quase 700 mil desempregados, 11,1 por cento de taxa de desemprego, a pior desde que há registos em Portugal;   estamos no “Top Ten” dos países mais caloteiros do mundo (100 por cento do PIB de dívidas das famílias portuguesas, mais 150 por cento do PIB de dívidas das empresas lusas, tudo por volta de 430 mil milhões de euros);   temos a maior vaga de emigração de licenciados de todos os tempos, a segunda pior taxa de fuga de cérebros no universo da OCDE e a terceira no que toca ao abandono escolar.  
Se este painel factual não vos belisca, votem nele.   Ofereçam-lhe uma batuta vitalícia e entronizem-no, até que o céu vos caia em cima.

6. Esclareçamos que a assistência financeira apenas nos tira a corda do pescoço nos próximos dois a três anos, na medida em que nos assegura honrarmos os compromissos da divida pública.   Mas não resolve o problema do crescimento económico, que supõe outra política.  
Se acreditam que o vosso coveiro pode ser o vosso salvador, votem no grande maestro e enterrem-se sozinhos, que ele já está, obviamente, protegido e salvo, pronto para a sua antecipada reforma dourada, que nenhuma troika cortará.

(Santana Castilho - In Público, 27-04-2011 )
(Imagens e sublinhados da autoria deste blogue)

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segunda-feira, 25 de abril de 2011

O 25 de Abril - um enterro em ambiente de total indignidade!

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EPITÁFIO

Os cravos murcharam.   Amareleceram.   Apodreceram.   A revolução...   moribunda desde há seis anos,  morreu!   Sócrates foi o coveiro.   A certidão de óbito foi assinada pelo FMI.   Pelo meio fica uma curta vida de 37 anos e uma enorme legião de canalhas inúteis e bem falantes - corruptos e criminosos vulgares que gastaram à tripa-forra e encheram a barriga até à boca.   E tudo foi feito impunemente, mal disfarçadamente e  à sombra de uma falsa democracia cristalizada na idolatria pela bandeira dos cravos.    Eles, os pulhas, oriundos de todos os quadrantes políticos e de todos os sectores económicos, os bandoleiros imorais e sem escrúpulos protegidos pelas leis por eles próprios "fabricadas a preceito"   que tudo roubaram, tudo comeram até nada mais restar - aqueles mesmos porcos sem vergonha que se perfilam para continuarem na engorda, agora à custa dos empréstimos do FMI.    Ou, o que é o mesmo, à custa do magro e negro pão que vai faltar, cada vez mais, nas mesas portuguesas!
E todos eles têm nome!   E todos sabemos quem são!   E o que fazem!   E onde estão!   Só falta aqui um Povo com tomates para os abater, um a um, como porcos cevados que são.   Mas isto...   já é pedir demais - que cada País tem o Povo que merece.   E este só quer é futebol, telenovelas e...   tolerâncias de ponto!

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domingo, 17 de abril de 2011

Momento de... raiva! - Trova do tempo que passa!

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Trova do tempo que passa


Pergunto ao tempo que passa
se há quem governe o País!
E o tempo mostra a desgraça
que o Governo logo desdiz!
Pergunto aos “boys” que levam
a massa nas algibeiras,
e os “boys” ao roubo se entregam
- levam tudo, sem maneiras!
Roubam sonhos, geram mágoas,
ai pobre do meu País,
mergulhado em turvas águas,
seu fim está por um triz.
Quem o pobre Povo esfola
pede meças a quem diz
que um País que pede esmola
continua a ser feliz!...

Pergunto à fome que grassa
por quem lhe roubou o pão;
Logo os golpes de trapaça
dá como sendo a razão.
Vi florir grandes fortunas
com os montantes roubados,
sem terem, como oportunas,
punições para os culpados!

E o tempo não muda nada!
Ninguém faz nada de novo!
Vejo a pátria acabrunhada
com a cruz que leva o Povo!

Vejo a Pátria na voragem
dos que andam a roubar,
cobertos p’la sacanagem
dos que dizem governar!
Vejo gente a partir
em busca doutras paragens.
Que lhe possam garantir
a vida, com outras margens!
Há quem te queira enganada,
ó Pátria do desalento,
e fale por ti, coitada,
entregue estás a um jumento!
E o tempo, em derrocada,
num ruído cacofónico,
vai aumentando a parada
de delírio histriónico!

Ninguém faz nada de novo
e o dinheiro vai fugindo.
Nas mãos vazias do Povo
fica a miséria florindo!
E a noite torna-se densa
de fantasmas e desdita.
Peço notícias ao tempo
e ele só nos mortifica.
Há sempre uma alcateia
que agudiza  a desgraça,
há sempre alguém que semeia
injustiça e só trapaça!

Neste tempo de trapaça
com personagens tão vis,
só mesmo com arruaça
p’ra lhes partir o nariz!

Mesmo na noite mais triste,
em tempo de podridão,
Sócrates ainda resiste
com a lábia de aldrabão!...

("Manuel Triste")


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sábado, 16 de abril de 2011

Em Portugal todo o político mente. Completa-mente. Impune-mente!...

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Toda a gente mente

José Sócrates mentiu.   Ou melhor, está farto de mentir.   Passou anos a criar ilusões anunciando que a crise nunca nos afectaria, e é o que se vê.   Garantiu que nunca se falou da necessidade de ajuda externa no Conselho de Estado, achando que o dever de reserva de todos os conselheiros o protegeria, mas, além de ser óbvio que a realidade o obrigaria, tivemos vários a desmenti-lo.   

Jurou dois dias antes do pedido dessa ajuda que Portugal não precisava de qualquer empréstimo, e todos sabemos agora em que situação de falência o País está.   Anunciou que jamais governaria com o FMI, e é o que se está a assistir.

Mas Passos Coelho também mentiu.   E, pior, deixou que essa mentira enganasse os portugueses.   Disse, e deixou que muitos fizessem eco do que disse, que tinha sido informado do PEC IV de véspera com um simples telefonema, quando não só se encontrou pessoalmente com José Sócrates para o negociar como o fez sem testemunhas.   E enganou, também, quando garantiu que ia aproximar os políticos dos cidadãos e depois escolheu independentes que nunca darão nome de rua à terra onde nasceram.   Começou mal e já tem os gatos do saco do PSD todos a arranhar-se.

Teixeira dos Santos, esse, não pára de mentir.   Ou, bem vistas as coisas, nem se sabe bem quando falou verdade.   Festejou a execução orçamental como se Portugal tivesse ganho o Euromilhões, e ei-lo agora a dizer que o País não terá dinheiro em Maio.   Sublinhou que um governo de gestão não tinha autoridade para pedir ajuda externa, e os acontecimentos ultrapassaram-no em poucos dias.  

Mandou Bruxelas negociar com a oposição e foi desautorizado quer pela União Europeia quer pelo próprio primeiro-ministro.   Matou a sua carreira técnica pela política e agora percebeu que quem sempre apoiou o deixará cair e, provavelmente, nem sequer fará parte das listas do PS.

Fernando Nobre também mentiu, pois claro.   Mas neste caso o problema é mais dos que nele acreditaram.   Afirmou há duas semanas que não queria ter nada a ver com os partidos, enquanto almoçava e jantava com o PS e se reunia com o PSD.   E não resistiu, como é óbvio, quando lhe acenaram com o segundo cargo da Nação, o que não pode estranhar-se de quem já foi mandatário do Bloco, monárquico, e outras tantas coisas que tais.   Agiu como seria de esperar de quem tem ambições, e só os crentes seus apoiantes achavam que carregaria para o resto da vida com os 600 mil votos conquistados.

E Cavaco Silva, esse continua a não dizer a verdade sobre o negócio das acções do BPN.   E sabemos todos que esta omissão não é uma coisa pequena, tendo em conta a dimensão do buraco do banco nas contas do País.

(Filomena Martins, in DN Opinião,  16/4/2011)
(Imagens e sublinhados da autoria deste blogue)

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Como?! - Se o "ridículo" matasse... haveria funeral, pela certa!

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“Vou ser franco:    ainda não vi o programa do PSD”  (!)

Numa entrevista ao semanário Expresso, Fernando Nobre diz que aceitou ser cabeça de lista do PSD para Lisboa "com o exclusivo e inequívoco propósito" de ser presidente do Parlamento.
"Se, seja por que razão for, não puder ser nomeado presidente da Assembleia, renuncio imediatamente ao mandato de deputado.   Não serei só deputado", explica Nobre.   (Expresso e Diário Económico)

E é assim que, esfumada qualquer "nobreza" de carácter, fica o Nobre apenas coberto de ridículo!    Ou - perdida que foi a noção do ridículo, não resta a Nobre qualquer réstea de carácter!    Ou ainda - como da noite para o dia, eis que sobra a Nobre em ridículo aquilo que lhe falta em carácter!  
E é pena que tenha enveredado por tais caminhos ridículos da política...   bem melhor faria que se tivesse contentado em gozar as glórias do seu passado como médico.   Não conhece Fernando Nobre (ou quis ignorar), aquele dito popular: - não vá o sapateiro além da chinela...    Ou será apenas uma enorme falta de "espelhos" lá em casa?!  

Mas...   será que aquele 'rapaz do PSD' não sabe fazer outra coisa senão dar "tiros no próprio pé"?...   Assim, estamos mal.   Muito mal!
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quarta-feira, 13 de abril de 2011

As barbas de molho - a Grécia e os gregos a saque pela troica FMI-CE-BCE

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(clicar na imagem para ler o artigo)

"O FMI, secundado pela Comissão Europeia, organiza o saque da Grécia"

Para saber o que nos espera para breve e durante os próximos (muitos!) anos, nada melhor do que procurar saber o que está a passar-se com o nosso "espelho" - a Grécia.   Obrigatória a leitura deste artigo de Jérome Duval  (clicar na imagem acima para ler), para tomarmos consciência das enormes dificuldades por que o povo grego está a passar e do nível de degradação a que estão a ser sujeitas todas as instituições gregas.   Tudo em prol e a favor do grande capital, que assim arrecada fortunas fabulosas com os lucros da destruição do País e do desmembrabramento das instituições, mandando às urtigas as últimas résteas de orgulho do povo grego.  
Vale a pena ler o artigo, porque irá ser tudo isto que a "troica" nos vai impor daquele mesmo modo.   E tudo isto com os cumprimentos dos canalhas criminosos que governaram este país durante os últimos anos e nos atiraram para a bancarrota!    E também daqueles 30% de atrasados mentais que, apesar de tudo isto, continuam a dar-lhes o voto nas urnas!

A propósito deste descalabro provocado pela incompetência e arrogância deste miserável governo PS-Sócrates, uma opinião radiográfica muito clara e peremptória de Estela Barbot, economista e conselheira portuguesa do FMI, em entrevista ao programa "Negócios da Semana" da SIC:


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terça-feira, 12 de abril de 2011

Tanto de belo como de perigoso - em todo o caso, electrizante!

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Imagens verdadeiramente fascinantes!   Ao som deste tão velhinho quanto lindíssimo mariachi  "Malagueña Salerosa", a mergulhadora Cristina Zenato arrisca integrar um estranho e perigoso bailado sub-aquático na companhia de um grupo de tubarões.   Interessante é ver como um deles parece ficar hipnotizado com as carícias no focinho ao ponto de se deixar colocar na vertical.   (Sugestão de JES)



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Um homem de "carácter" - um homem de "palavra" - um homem... Nobre!

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"Todo o homem tem um preço;   é apenas uma questão de tempo e de lugar"

Ainda há poucas semanas, e a propósito de um outro político (que por acaso é ministro...), eu escrevia sobre este célebre dito popular.   E aí está ele, uma vez mais, constatado em toda sua dimensão e esplendor!   Ainda há pouco mais de um mês este homem se fazia passar por impoluto nesta entrevista ao Mário Crespo.    Que não estava nem nunca estaria "à venda" por dinheiro algum.   Aliciado por um qualquer partido?...  "isso NUNCA"!     Afinal...   tratava-se apenas de mais um que tentava "espreitar por detrás dos arbustos"!...    mais um que andava "à procura da cenoura"!...





Um homem "coerente"!   Afinal...   de que côr queres a cenoura?!...


Um Nobre esfomeado

Fernando Nobre teve algumas histórias hilariantes na campanha presidencial.   O homem independente, que zurziu a classe política a torto e a direito, lembrou o dia em que viu uma criança esfomeada correr atrás de uma galinha para lhe tirar um pedaço de pão do bico.
E garantiu aos portugueses que só não ia para Belém a tiro.   Acontece que obteve catorze por cento dos votos, não foi abatido por ninguém e agora, num acto de grande exaltação cívica, aceitou ser deputado do PSD/FMI do rapazinho de Massamá com uma condição muito altruísta:   ser candidato a presidente da Assembleia da República.   Um facto inédito nesta bizarra e falida democracia.   A galinha com pão no bico já lá vai.   Agora há um galinheiro cheio de mordomias e prebendas à espera de um Nobre esfomeado.

(António Ribeiro Ferreira, CM)

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domingo, 10 de abril de 2011

Emanações fétidas de um congresso! - ou, a Coreia do Norte em Matosinhos...

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O notário

Pressinto uma certa repulsa com o congresso do PS:    o tom histérico, a carneirada ululante, os delírios e as ‘inverdades’ disparados de rajada.    Não contem comigo:   se tudo aquilo fosse a sério, então sim, talvez fosse melhor fazer as malas e zarpar daqui.

Mas, para nosso eterno descanso, aquilo não é para levar a sério porque os enfermeiros já vêm a caminho:   técnicos da Comissão Europeia, do BCE e do FMI, munidos com as injecções necessárias de austeridade e realismo.   Sócrates promete combater as medidas ‘ultraliberais’ que põem em causa o ‘Estado Social’ que só existe na sua fantasia?   Por mim, até podia dizer que era o Napoleão:   ganhe quem ganhar no dia 5 de Junho, os portugueses já perceberam que não vão escolher um primeiro-ministro.   Vão eleger um notário, obrigado a certificar todas as medidas ‘ultraliberais’ que Bruxelas nos enfiar pela goela abaixo.

Nestes seis anos de governo, Sócrates não levou apenas o país à ruína.   Ele alienou, por muitos e bons anos, a nossa réstia de soberania.   Daqui para a frente, os outros mandam – e o inquilino de S. Bento assina.   Devemos-lhe, ao menos, isso.

(João Pereira Coutinho, in CM, 10/4/2011)


O culto do líder
 
«Há uma mitomania.   A criação do mito em torno de José Sócrates.   Tudo neste congresso é focado no líder.»

«Há uma espécie de devoção ao santo pouco comum em Portugal.   Neste congresso, o PS proibiu as câmaras de televisão de circularem à vontade na sala, o que lhes permite controlar os planos.   Estão colocadas nos cantos, viradas para o líder ou para quem discursa, não permitindo obter imagens de reacções dos congressistas.   
Isto não acontece em mais nenhum partido em Portugal, nem em quase nenhum do mundo, se excluirmos a Coreia do Norte.  
O próprio discurso de José Sócrates, em que este termina a perguntar: "Estão comigo?", é mais um exemplo.   Tudo é feito para comprometer os militantes em torno do líder.   E a verdade é que depois, os militantes que discursaram acabaram todos por se dirigir «ao Zé».   O PS nunca foi assim. Tudo isto começou com José Sócrates e terminará com José Sócrates.   Convém lembrar que o PS não é José Sócrates e José Sócrates não é o PS».

(Rodrigo Moita de Deus, especialista em comunicação, em declarações ao tvi24.pt)


O fotógrafo privativo e a sessão de pontapés

Ouvia eu há pouco Maria Flor Pedroso, na Antena 1, relatar o congresso do PS (eram 13h15) quando a ouço dizer (cintando de memória):   "Houve uma agitação que atrasou a entrada de José Sócrates, que deu mesmo numa sessão de pontapés entre o fotógrafo pessoal de José Sócrates [Ricardo Oliveira] e um operador de câmara de televisão."

Pontapés?!    E ontem, novamente envolvendo Ricardo Oliveira, mais um episódio digno de um Portugal sul-americano.   Ricardo Meireles, fotojornalista, escreveu o que se segue sobre a foto de capa do DN de ontem:
"Esta capa do DN fica na história negra do Fotojornalismo em Portugal.
Depois de todos os fotógrafos terem sido impedidos de captar imagens do líder do PS a uma distância digna, o “jornal do regime” publica na capa uma fotografia de José Sócrates no final do seu discurso e feita pelo único fotógrafo autorizado a estar dentro do recinto. Ricardo Oliveira, fotógrafo oficial do GABINETE DO PRIMEIRO MINISTRO, pago pelo orçamento de estado (por nós) para fazer uma foto de propaganda, apesar de ali não estar nenhum governante num acto público."  (via)

Como se tal não fosse suficiente, a foto em causa vem assinada “Ricardo Oliveira/GMP” (gabinete do Primeiro-Ministro).   Isto é propaganda paga com os nossos impostos.   Controlo de quem pode fotografar e filmar o querido líder, é este o reflexo do partido que nos cospe moralidade e altos valores na cara.   Estamos falados.

(Jorge Fliscorno, AVENTAR)


O único socialista com tomates no "comício" da carneirada!



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sexta-feira, 8 de abril de 2011

O RAP da actualidade - "A primeira regra é não dizer mentiras"!...

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Bem conhecidos são já os seus dotes de "bom-cantor".   Só peca por tardio o reconhecimento do mérito musical de Pinto de Sousa:   eis a apresentação do seu RAP parlamentar sobre a nobreza e a virtude do discurso da verdade - "A primeira regra...   é não dizer mentiras"!  - É o título...   e a regra de ouro do seu autor.    Promete ser o êxito musical deste Verão de 2011.   Quando é o próximo concerto?...




Mas enojado, enojado mesmo, fiquei hoje ao ver toda aquela histeria de aplausos no congresso do PS, com toda aquela "boyada" ali batendo palmas por tudo e por nada, cambada de "parasitas" de um regime decadente numa manifestação desmesurada para manter os "tachos", num desespero total de quem não quer perder a "mama" a que está habituado.   Ostensivamente, uma histérica e vergonhosa acção de apoio (qual boia de salvação) àquele que, sabem,  lhes vai permitir continuarem a "sugar o sangue" a este país e a "ir ao bolso" aos contribuintes.   Nauseante por demais, este congresso dos "tachos"!   Desliguei o televisor e fui directo à retrete.
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Será que nem depois disto o PS indica a porta da rua a Sócrates?!...

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Depois de ter, durante meses, enganado tudo e todos (até o próprio PS...  aposto!).   Depois de, durante meses, ter berrado aos quatro ventos uma coisa  enquanto pelas costas e pela calada ia fazendo o seu contrário, será que o PS vai continuar refém de um aldrabão de tão "alto gabarito"?  -  Infelizmente...   estou em crer que sim.   Que ele nunca o fará por vontade própria, isso é um dado adquirido.   Que este PS já desceu tão baixo que se adaptou perfeitamente às catacumbas da podridão política!    E convive perfeitamente com ela.   Vive dela.   Primeiro com os escândalos da pedofilia, depois com os escândalos dos casos Face-Oculta, Freeport, Cova-da-Beira, U. Independente, Heron-Castillo, TVI-PT,  só faltava agora esta cereja no topo do bolo!...

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FMI - ele aí vem, na forma de uma valente borrasca. Abriguem-se... ou fujam daqui!

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Já se adivinhava desde 2009.   Era só uma questão de tempo.  

Os ingredientes abundavam:  - uma crise externa a somar a uma crise interna já instalada desde 2005;   dois Bancos (BPN e BPP) levados à falência por uma quadrilha de gatunos pertencentes ao regime;   um Estado gordo a abarrotar de "mamões" paridos pelo regime (PS/PSD);   um governo incompetente e inútil, chefiado por um aldrabão sem qualquer noção do cargo que ocupa e que manteve teimosamente um irresponsável na pasta das Finanças que não esteve, jamais, à altura das circunstâncias, quando as circunstâncias exigiam alguém verdadeiramente competente.   Era só uma questão de tempo...   até batermos no fundo!   Até gritarmos por socorro.   De mão estendida ao FMI.   Tenho vergonha de ter visto o meu país ser notícia ontem, pelos piores motivos, em toda a imprensa e televisão mundiais!  

Enfim...   só nos resta agora o regresso às origens (de pobreza) durante as próximas décadas.   Tudo isto enquanto os "mamões" habituais irão continuar a banquetear-se na mesa grande do regime, à fartazana e sem vergonha nem consequências.   Enquanto toda esta cambada de crápulas irá continuar a engrossar as suas contas bancárias e a gozar o mesmo estilo de vida, sem sequer sentir os efeitos de toda e tanta merda que fizeram.  

São todos culpados.   Até a "múmia" de Belém.   Foi esta "múmia" que, pelos idos de 90, começou  a cavar o buraco onde outros agora nos enterraram.   É esta a "boa-moeda" que, enquanto recebia toneladas de dinheiro da Europa destruía todo o tecido produtivo nacional, desde a Siderurgia aos Estaleiros navais, desde a agricultura às pescas, substituindo-os a todos pela política dos subsídios.   Tudo isto enquanto desenvolvia a cultura do betão e cobria o país de milhões de toneladas de cimento e alcatrão, ao mesmo tempo que encerrava 800 km de linha férrea.   Enquanto isso, aproveitava também para fazer inúmeros amigos "honestos" entre os construtores e empreiteiros.  E também entre os maiores vigaristas da Banca.  

Com gente desta desde há 25 anos à frente dos destinos da Nação, outra coisa não seria de esperar - era só uma questão de tempo!   E "o tempo" chegou, enfim...   para desgraça deste país.

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