sexta-feira, 8 de abril de 2011

O RAP da actualidade - "A primeira regra é não dizer mentiras"!...

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Bem conhecidos são já os seus dotes de "bom-cantor".   Só peca por tardio o reconhecimento do mérito musical de Pinto de Sousa:   eis a apresentação do seu RAP parlamentar sobre a nobreza e a virtude do discurso da verdade - "A primeira regra...   é não dizer mentiras"!  - É o título...   e a regra de ouro do seu autor.    Promete ser o êxito musical deste Verão de 2011.   Quando é o próximo concerto?...




Mas enojado, enojado mesmo, fiquei hoje ao ver toda aquela histeria de aplausos no congresso do PS, com toda aquela "boyada" ali batendo palmas por tudo e por nada, cambada de "parasitas" de um regime decadente numa manifestação desmesurada para manter os "tachos", num desespero total de quem não quer perder a "mama" a que está habituado.   Ostensivamente, uma histérica e vergonhosa acção de apoio (qual boia de salvação) àquele que, sabem,  lhes vai permitir continuarem a "sugar o sangue" a este país e a "ir ao bolso" aos contribuintes.   Nauseante por demais, este congresso dos "tachos"!   Desliguei o televisor e fui directo à retrete.
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Será que nem depois disto o PS indica a porta da rua a Sócrates?!...

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Depois de ter, durante meses, enganado tudo e todos (até o próprio PS...  aposto!).   Depois de, durante meses, ter berrado aos quatro ventos uma coisa  enquanto pelas costas e pela calada ia fazendo o seu contrário, será que o PS vai continuar refém de um aldrabão de tão "alto gabarito"?  -  Infelizmente...   estou em crer que sim.   Que ele nunca o fará por vontade própria, isso é um dado adquirido.   Que este PS já desceu tão baixo que se adaptou perfeitamente às catacumbas da podridão política!    E convive perfeitamente com ela.   Vive dela.   Primeiro com os escândalos da pedofilia, depois com os escândalos dos casos Face-Oculta, Freeport, Cova-da-Beira, U. Independente, Heron-Castillo, TVI-PT,  só faltava agora esta cereja no topo do bolo!...

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FMI - ele aí vem, na forma de uma valente borrasca. Abriguem-se... ou fujam daqui!

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Já se adivinhava desde 2009.   Era só uma questão de tempo.  

Os ingredientes abundavam:  - uma crise externa a somar a uma crise interna já instalada desde 2005;   dois Bancos (BPN e BPP) levados à falência por uma quadrilha de gatunos pertencentes ao regime;   um Estado gordo a abarrotar de "mamões" paridos pelo regime (PS/PSD);   um governo incompetente e inútil, chefiado por um aldrabão sem qualquer noção do cargo que ocupa e que manteve teimosamente um irresponsável na pasta das Finanças que não esteve, jamais, à altura das circunstâncias, quando as circunstâncias exigiam alguém verdadeiramente competente.   Era só uma questão de tempo...   até batermos no fundo!   Até gritarmos por socorro.   De mão estendida ao FMI.   Tenho vergonha de ter visto o meu país ser notícia ontem, pelos piores motivos, em toda a imprensa e televisão mundiais!  

Enfim...   só nos resta agora o regresso às origens (de pobreza) durante as próximas décadas.   Tudo isto enquanto os "mamões" habituais irão continuar a banquetear-se na mesa grande do regime, à fartazana e sem vergonha nem consequências.   Enquanto toda esta cambada de crápulas irá continuar a engrossar as suas contas bancárias e a gozar o mesmo estilo de vida, sem sequer sentir os efeitos de toda e tanta merda que fizeram.  

São todos culpados.   Até a "múmia" de Belém.   Foi esta "múmia" que, pelos idos de 90, começou  a cavar o buraco onde outros agora nos enterraram.   É esta a "boa-moeda" que, enquanto recebia toneladas de dinheiro da Europa destruía todo o tecido produtivo nacional, desde a Siderurgia aos Estaleiros navais, desde a agricultura às pescas, substituindo-os a todos pela política dos subsídios.   Tudo isto enquanto desenvolvia a cultura do betão e cobria o país de milhões de toneladas de cimento e alcatrão, ao mesmo tempo que encerrava 800 km de linha férrea.   Enquanto isso, aproveitava também para fazer inúmeros amigos "honestos" entre os construtores e empreiteiros.  E também entre os maiores vigaristas da Banca.  

Com gente desta desde há 25 anos à frente dos destinos da Nação, outra coisa não seria de esperar - era só uma questão de tempo!   E "o tempo" chegou, enfim...   para desgraça deste país.

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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Os ecos da devastação - ou, um terramoto chamado Sócrates!

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O inominável


Deixa um país mais endividado, mais insolvente, mais instável, mais depauperado, mais desigual, mais desagregado, mais desprotegido, mais pobre, mais distante da média europeia, mais dependente do estrangeiro, com menos esperança.
Deixa uma sociedade mais intolerante, mais crispada, muito menos confiante nas instituições, muito mais dissociada da democracia, mais à mercê do primeiro demagogo que irrompa no horizonte.
Deixa um partido mais frágil, mais fechado, mais desacreditado, menos influente, menos mobilizador, mais desprestigiado, mais distante do pulsar da sociedade.
O inominável deixa uma pesada herança - no País e no partido.   Não admira, por isso, que muita gente já nem consiga citar-lhe o nome.   Aludem a ele dizendo "o que está no governo".   Por vezes, para o designar, recorrem à expressão "esse indivíduo" ou a outras, várias das quais irreproduzíveis.
Para o País, vítima da sua inultrapassável arrogância e da sua manifesta incompetência, a possibilidade de vê-lo enfim a léguas do poder constitui um bálsamo digno de registo.   Para o partido, é um trágico equívoco apresentar-se a eleições com "esse indivíduo" como cabeça de cartaz:   ele funciona como uma garantia antecipada de um desaire histórico.   Porque os eleitores conhecem-no hoje bem de mais.   Ao ponto de muitos já nem conseguirem pronunciar o nome deste vendedor de ilusões, o último que parece ainda capaz de acreditar nos ecos voláteis da sua própria propaganda.

(Por Pedro Correia, Delito de Opinião - 06.04.11)


Um retrato do País,   por Alexandre Soares dos Santos
(em entrevista ao programa "Negócios da Semana" da SIC)



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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Eu sempre "soube" que este miserável iria destruir o país!... Desde a primeira hora...

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- 6 de Abril de 2011 -
Batemos definitivamente no fundo!...

Deste a noite das eleições, em 20 de Fevereiro de 2005, que eu sabia que este miserável incompetente, mentiroso e arrogante,  haveria de destruir completamente este país até não restar nada.   Não iria ficar pedra sobre pedra!   Para mim, a dúvida não era se o faria, mas apenas como e quando o faria.   Quem dera que me tivesse enganado...   mas o resultado está aí !...


(Post HenriCartoon;  alteração minha)

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O homem errado no momento que poderia ter sido certo

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José Sócrates teve condições únicas para reformar Portugal:   -uma maioria absoluta e um povo disposto a fazer sacrifícios.

E nenhum partido como o PS tem ou tinha em Portugal condições para reformar o sistema com menor turbulência social e política.   Mas a verdade é que Sócrates e o PS falharam porque Sócrates foi o homem errado no momento que podia ter sido certo.  

Afastou do Governo homens que, como Luís Campos e Cunha, não abdicavam da sua opinião, rodeou-se de apparatchiks, yes minister’s e, a partir de 2009, sentou no conselho de ministros a mais completa colecção de jarrões de sala que alguma vez se viu em Portugal em volta de uma mesa.  
Decapitou a administração pública tornando-a um bando zombies que sonha com a reforma enquanto cumpre os procedimentos ditados pelos boys.   As circunstâncias pessoais de José Sócrates e a forma como foram investigados os casos em que o seu nome é referido, como o Freeport, Face Oculta e Cova da Beira contribuíram decisivamente para o descrédito das instituições, nomeadamente da Justiça.


Pouco a pouco as instituições foram ficando cativas de Sócrates.   Depois foi a vez do PS.   No fim foi o próprio regime que ficou em causa:   não só as eleições passaram a ser entendidas como uma ameaça à estabilidade do país como a própria manifestação da discordância política foi apelidada de anti-patriótica.
É a segunda vez que o PS entende por resgate do país o seu próprio resgate (a primeira foi aquando do escândalo Casa Pia).   O país e o regime são mais importantes que o PS e o PS é mais importante que o seu líder.   O PS teve mais do que uma oportunidade de afastar Sócrates.   Não o fez.   Paga agora o preço dessa falta de sentido crítico.   Esse preço poderá ser alto para o PS mas será, sem dúvida, muito mais caro para Portugal.  
A oportunidade perdida protagonizada por Sócrates foi um desastre para todos nós.

(Helena Matos, In Público, 24-03-2011)  (Adaptação, imagens e sublinhados da autoria deste blogue)

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domingo, 3 de abril de 2011

Querem saber o que fazem e para quem trabalham as agências de "rating"?...

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Nada melhor do que ver este documentário (em 3 partes) sobre os pormenores do escândalo da "Bolha Imobiliária" para ficar a saber como e porquê o mundo sofre hoje a maior crise desde a "Depressão" dos anos 20.   Da promiscuidade entre os políticos e a "alta finança";   de como para estes canalhas miseráveis tudo isto não passa de um "jogo" que movimenta biliões de dólares para os bolsos de "meia dúzia", atirando com o mundo para a pobreza e escravidão;   de como, para estes bandidos escondidos em gabinetes, a simples prisão já não é suficiente - a forca é o único fim digno para esta gente!      
Não é por acaso que as 3 agências de "rating" são todas norte-americanas!   Não é por acaso que, no dia anterior à falência do Banco Lehman Brothers,  todas estas agências o classificavam com AAA !...

Aqui, neste vídeo...   com todos os nomes dos bandidos e locais dos crimes!   E o pior ainda está para vir...   o colapso total da economia mundial!






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A mentira muitas vezes repetida, torna-se verdade - governo PS-Sócrates

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Esta gente não tem vergonha!

A correcção (do défice) pelo Eurostat confirma que estamos perante a maior série de mentiras da III República, camufladas por um excelente "marketeer".   O problema é que o "marketeer" se esqueceu de que não se pode enganar toda a gente...  durante muito tempo.   Porque a mentira tem perna curta.

 Nada disto seria muito grave se as consequências da falta de vergonha prejudicassem apenas o primeiro-ministro e o partido do Governo.   Mas prejudicam o País:   vamos viver muito pior nos próximos quatro anos porque o Governo não teve coragem de apertar o cinto logo no início de 2010.

Tendo em conta este chorrilho de mentiras, vale a pena exigir à Comissão (com permissão da sra. Merkel) que divulgue o que apurou na visita a Portugal.  

Vai fazer mal à nossa reputação?   Pior do que já está, é difícil.   Porque mais vale contar a verdade toda, do que prolongar as dúvidas sobre o real estado das contas públicas.   O PEC IV não apareceu por acaso...   

(Camilo Lourenço, Negócios Online)


Crise política é "golpe" de Sócrates para se vitimizar


O sociólogo António Barreto afirmou que a demissão do Governo foi um "golpe" do primeiro-ministro para provocar eleições, vitimizar-se e que aumenta as dificuldades para Portugal se financiar nos mercados.

"Estamos a pedir em más condições, depois de um golpe de Sócrates que provocou eleições para tentar continuar no deslize e no agravamento em que estávamos", afirmou Barreto, que preside à Fundação Francisco Manuel dos Santos, em declarações à agência Lusa, à margem do lançamento do livro de Vítor Bento, "Economia, Moral e Política".

António Barreto acrescentou ainda que o momento actual do país "corresponde à ideia do primeiro-ministro, de provocar uma crise na qual ele possa, eventualmente, passar por vítima".
O presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos acusou ainda José Sócrates de "caluniar" as entidades internacionais "a quem pede ajuda" e de "caluniar os credores" depois de pedir empréstimos. "Esta duplicidade é um péssimo sinal para o exterior", acrescentou, referindo que se Portugal tivesse pedido ajuda externa há mais de um ano, teria estado em melhores condições para o fazer, e em melhores condições para cumprir eventuais programas de reformas económicas.   (Notícia DN)

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sábado, 2 de abril de 2011

O grande capital e o "medo" do efeito ISLÂNDIA. Por isso o tentam esconder!

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Porque silenciam o exemplo da ISLÂNDIA?


Está na altura de falar da Islândia, da forma como este país deu a volta à bancarrota e das razões porque não interessa a "certa gente" que se fale dela.   Não é impunemente que não se fala da Islândia (o primeiro país a ir à bancarrota com a crise financeira) e na forma como este pequeno país, perdido no meio do mar, deu a volta à crise.   Ao poder económico mundial, e especialmente o Europeu tão proteccionista do sector bancário, não interessa dar notícias de quem lhes bateu o pé e não alinhou nas imposições usurárias que o FMI lhe impôs para a ajudar.
Em 2007 a Islândia entrou na bancarrota por causa do seu endividamento excessivo e pela falência dos seus maiores Bancos (Kaupthing e Landsbanki) que, como todos os outros, se afogaram num oceano de crédito mal parado.   Exactamente os mesmo motivos por que tombaram a Grécia, a Irlanda e Portugal.   A Islândia é uma ilha isolada com cerca de 320 mil habitantes e que, durante muitos anos, viveu acima das suas possibilidades graças a estas “malabarices” bancárias e que a guindaram falaciosamente ao 13º lugar no ranking dos países com melhor nível de vida (numa altura em que Portugal detinha o 40º lugar).

País novo, ainda não integrado na UE, independente desde 1944, foi desde então governado pelo Partido Progressista (PP), que se perpetuou no Poder até levar o país à miséria.   Aflito pelas consequências da corrupção com que durante muitos anos conviveu, o PP tratou de recorrer ao FMI em busca de ajuda.   Claro que a usura deste organismo não teve comiseração, e a tal “ajuda” ir-se-ia traduzir em empréstimos a juros elevadíssimos (começariam nos 5,5% e daí para cima), que, feitas as contas por alto, se traduziam num empenhamento das famílias islandesas por 30 anos, durante os quais teriam de pagar uma média de 350 euros / mês ao FMI.   Parte desta ajuda seria para “tapar” o buraco dos principais Bancos islandeses.
Perante tal situação, o país mexeu-se.   Apareceram movimentos cívicos despojados dos velhos políticos corruptos com uma ideia base muito simples:   os custos das falências bancárias não deveriam ser pagos pelos cidadãos, mas sim pelos accionistas dos Bancos e seus credores.   E todos aqueles que assumiram investimentos financeiros de risco deviam agora aguentar com os seus próprios prejuízos.

O descontentamento foi tal que o Governo foi obrigado a efectuar um referendo, tendo os islandeses, por uma maioria de 93%, recusado assumir os custos da má gestão bancária e a pactuar com as imposições avaras do FMI.   Num instante, os movimentos cívicos forçaram a queda do Governo e a realização de novas eleições.
Foi assim que em 25 de Abril (esta data tem mística) de 2009, a Islândia foi a eleições e recusou votar em partidos que albergassem a velha, caduca e corrupta classe política que os tinha levado àquele estado de penúria.   Um partido renovado (Aliança Social Democrata) ganhou as eleições e, conjuntamente com o Movimento Verde de Esquerda, formaram uma coligação que lhes garantiu 34 dos 63 deputados da Assembleia).   O partido do poder (PP) perdeu em toda a linha.
Daqui saiu um Governo totalmente renovado e com um programa muito objectivo:   aprovar uma nova Constituição, acabar com a economia especulativa em favor de outra produtiva e exportadora, e tratar de ingressar na UE e no Euro logo que o país estivesse em condições de o fazer, pois numa fase daquelas, ter moeda própria (coroa finlandesa) e ter o poder de a desvalorizar para implementar as exportações, era fundamental.  

Foi assim que se iniciaram as reformas de fundo no país, com o inevitável aumento de impostos, amparado por uma reforma fiscal severa.
Os cortes na despesa foram inevitáveis, mas houve o cuidado de não “estragar” os serviços públicos, tendo-se o cuidado de separar o que o era de facto público de outros tipos de serviços que haviam sido criados ao longo dos anos, apenas para serem "amamentados" pelo Estado.
As negociações com o FMI foram duras.   Mas os islandeses não cederam e conseguiram os tais empréstimos que necessitavam a um juro máximo de 3,3% a pagar nos tais 30 anos.   O FMI não tugiu nem mugiu.   Sabia que teria de ser assim, ou então a Islândia seguiria sozinha e, atendendo às suas características, poderia transformar-se num exemplo mundial de como sair da crise sem estender a mão à Banca internacional.   Um exemplo "perigoso" demais...

Graças a esta política de não pactuar com os interesses desmedidos do neo-liberalismo instalado na Banca e de não pactuar com o formato do actual capitalismo (estado de selvajaria pura) a Islândia conseguiu, aliada a uma política interna onde os islandeses faziam sacrifícios (mas sabiam porque os faziam e onde ia parar o dinheiro dos seus sacrifícios) sair da recessão já no Trimestre de 2010.   O Governo islandês, chefiado por uma senhora de 66 anos (Johanna Sigurdardottir), prossegue a sua caminhada, tendo já conseguido sair da bancarrota e preparando-se para dias melhores.   Os cidadãos estão com o Governo porque este não lhes mentiu, cumpriu com aquilo que o referendo dos 93% lhe tinha ordenado, e os islandeses hoje sabem que não estão a sustentar os corruptos banqueiros do seu país nem a cobrir as fraudes com que durante anos acumularam fortunas monstruosas.

Sabem também que deram uma lição à máfia bancária europeia e mundial, pagando-lhes o juro justo pelo que pediram, e não alinhando em especulações.
  
Sabem ainda que o Governo está a trabalhar para eles, cidadãos, e aquilo que é sector público necessário à manutenção de uma assistência e segurança social básica, não foi tocado.

Os islandeses sabem para onde vai cada cêntimo dos seus impostos.   Não tardarão meia dúzia de anos e a Islândia retomará o seu lugar nos países mais desenvolvidos do mundo.   O actual Governo Islandês não faz jogadas nas costas dos seus cidadãos.   Está a cumprir, de A a Z, com as promessas que fez.

(Por Francisco Gouveia, Eng.º) (Tirado daqui)
(Adaptação e imagens da autoria deste blogue)
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sexta-feira, 1 de abril de 2011

E a mentira continua - o boicote à auditoria das contas públicas!

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O mais inconcebível é que a auditoria às contas públicas foi travado por Bruxelas e pelo Presidente da República (para não incomodar ainda mais os "mercados", dizem).   Apesar das consequências do estado de mentira que temos vivido desde há mais de 6 anos, a grande preocupação, agora também com a chancela daquelas duas entidades, é que se continue a esconder a verdade sobre os enormes buracos das nossas contas públicas, com especial incidência sobre o verdadeiro TSUNAMI que constituem os contratos das PPP (parcerias público-privadas),  e que se seguirá, de forma tão silenciosa quanto tenebrosa, ao terramoto actual do descalabro das contas públicas.
Ninguém sabe ao certo como foram redigidos tais contratos e quais as dimensões de um tal "tsunami" para o futuro do país e dos contribuintes.   Apenas se sabe que tudo isto está envolto por um "intenso nevoeiro", segredo bem guardado pelos últimos governos, mas que tudo indica ser uma perigosa "bomba armadilhada", e que irá estoirar nas mãos, na carteira e na vida dos contribuintes, a começar já em 2013 e se prolongará pelas próximas 4 décadas.
Mas o melhor é ver esta entrevista ao Dr. Carlos Moreno (ex-juíz do Tribunal de Contas) no programa "Notícias da Semana",  e prapararem-se para ficarem estarrecidos com o teor das "negociatas" do governo!





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quarta-feira, 30 de março de 2011

Finalmente, o Parlamento a funcionar em pleno! - Sem merdas de clubites partidárias...

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Já não me lembro desde há quantos anos o nosso Parlamento deixou de funcionar como nas últimas duas semanas!   Sei apenas que, desde há 6 longos anos, este Parlamento se transformou numa patética assembleia de dirigentes e partidários de "clubes de futebol"!...

Oposição revogou aumento dos limites da despesa pública


A oposição no Parlamento revogou esta quarta-feira, com os votos contra do PS, o decreto-lei do Governo que aumentou os limites para a autorização de despesa por parte do Estado, autarquias, institutos, fundações, associações e empresas públicas. "Governo exige sacrifícios e quer disparar limites da despesa", afirmou o deputado do Bloco José Gusmão.
 
No final de um debate foram aprovados em conjunto, com os votos favoráveis de toda a oposição, quatro projectos de resolução do Bloco, PCP, PSD e CDS de cessação da vigência deste decreto-lei do Governo, n.º 40/2011, de 22 de Março.
O presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, referiu que, com esta votação, ficam em vigor os anteriores limites para a autorização de despesa pública, fixados no decreto-lei n.º197/99, de 8 de Junho.   (Notícia ESQUERDA.NET, 30 Março, 2011)




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O reverso da medalha - o lado negro dos Transgénicos!

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Transgénicos - alimentos geneticamente modificados - são a solução para a fome ou o começo de um novo e desconhecido problema à escala mundial?    Eles modificam, cada vez mais, a face do planeta;   enormes devastações florestais são levadas a cabo em benefício de milhões de hectares do seu cultivo.   E a natureza responde brutalmente às agressões desta natureza.  
Eles enchem com milhares de milhões de dólares o bolso das indústrias bioquímicas e agroquímicas, e o seu progresso é já imparável pelos enormes interesses envolvidos.   Mas...  não se estará a introduzir um malefício de proporções gigantescas, e de consequências tão desconhecidas quanto irreparáveis para toda a Humanidade?  

Duas décadas após o início da produção e cultivo em larga escala destes produtos fabricados pela biotecnologia, fazem-se testes laboratoriais às mutações celulares dos intestinos e carne dos animais, e os resultados começam a ser preocupantes.   Principalmente se pensarmos que na nossa alimentação entram todos os dias, não só as carnes dos animais que comem a soja e o milho transgénicos, mas também uma infinidade de óleos e outros produtos comestíveis...   mas o melhor é ver o vídeo:



(Vídeo picado daqui)

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Da IRLANDA, com Amor! - ou, O Paraíso do FMI...

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O jornal irlandês "Independent" acaba de publicar uma interessante carta dirigida a Portugal, alertando para os "benefícios" de uma ajuda do FMI.   Como nestas coisas "não há mestre melhor do que o ferido", vale a pena ler e meditar.   E mandar ao irlandês que a escreveu um "obrigado pelo aviso"...   mas já é tarde de mais, também para nós.   E também um "obrigado", ainda maior, ao incompetente e mentiroso compulsivo que nos meteu nesta alhada:   Sócrates - o príncipe maldito que veio das Beiras!   O ídolo...  com pés de sapatilhas!

Bit of friendly advice, Portugal

Sunday March 27 2011
Dear Portugal, this is Ireland here. I know we don't know each other very well, though I hear some of our developers are down with you riding out the recession.
They could be there for a while. Anyway, I don't mean to intrude but I've been reading about you in the papers and it strikes me that I might be able to offer you a bit of advice on where you are at and what lies ahead. As the joke now goes, what's the difference between Portugal and Ireland? Five letters and six months. (o resto do original AQUI

Tradução:
Um pequeno conselho amigo, Portugal

Domingo, 27 Março 2011
Querido Portugal, daqui escreve a Irlanda.   Eu sei que não nos conhecemos muito bem, embora tenha ouvido dizer que alguns dos nossos investidores andam por aí a cavalgar a recessão.   Eles podem ficar por aí algum tempo.   Eu não quero parecer intrometida mas tenho lido umas coisas nos jornais sobre ti e acho que posso dar-te um pequeno conselho sobre o que se passa contigo e que mentiras vêm por aí.
A piada que corre é:   qual a diferença entre Portugal e Irlanda?   Cinco letras e seis meses.   Reparo que estás sob pressão para aceitar um resgate externo mas os teus políticos afirmam estarem determinados a não aceitar.   Dizem eles, só por cima do seus cadáveres.   Por experiência própria, isso significa que um resgate estará para breve, provavelmente a um Domingo.

Primeiro deixa-me explicar-te um pouco as nuances da língua Inglesa.   Dado que o inglês é a tua segunda língua, poderás pensar que as palavras “bailout” e “aid” implicam que irás contar com a ajuda dos nossos parceiros comunitários para sair das tuas dificuldades actuais.   O Inglês é a nossa primeira língua e foi  isso o que pensámos que “bailout” e “aid” significavam.
Permite que te avise que este “bailout”, quando te for inevitavelmente imposto, não só não te livrará dos teus problemas actuais como irá prolongá-los pelas gerações futuras.   E ainda esperam que fiques grato.   Se quiseres saber o significado correcto de “bailout”, sugiro que pegues no dicionário de Inglês-Português e procures palavras como:  empréstimo, usura, hipoteca, roubo (moneylending, usury, subprime mortgage, rip-off).   Isto dar-te-á uma tradução mais correcta do que te vai acontecer.

Vejo também que vais mudar de governo nos próximos meses.   Desculpa, mas permito-me um sorriso.   Porque tudo isso não é mais do que passar uma demão fresquinha de tinta por cima das rachas da vossa economia.   Aproveita e aprecia o cheiro da tinta fresca enquanto dura.   Nós também tivemos um governo novo, e até é divertido durante umas semanas.
O que vais descobrir é que o novo governo chegará envolto por uma leve euforia das pessoas.   O novo governo terá feito todo o tipo de promessas durante a campanha, sobre deitar fogo aos capitalistas e outras, enquanto a UE irá sorrir benevolamente com este palavreado.   Mas logo, mal tome posse, o novo governo irá à Europa tentar fazer boa figura.   Poderás até ganhar umas partidas contra o teu velho inimigo, seja ele quem for, e até atrair visitas de alguns dignitários como o Papa e assim.   Haverá boas vibrações no ar e toda a gente vai refugiar-se nessa ilusão durante algum tempo.

Aproveita tudo isso enquanto puderes, Portugal.    Porque a realidade espera-te e vai intrometer-se de novo no teu caminho quando o divertimento acabar.   O lado bom de tudo isto é que o preço de jogar golfe se tornou muito atractivo aqui.   Espero que o mesmo suceda por aí e poderemos encontrar-nos então .

Com amor

Irlanda

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Sócrates - um fugitivo que tenta agora escapar às responsabilidades!!!

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A retórica dos fugitivos

A última sessão do Parlamento no fim da I República acabou sem quórum.   Tal era o descrédito da casa, que os deputados resolveram não comparecer.   A última sessão do Parlamento 'ontem' (23/3), no fim de Sócrates ou no princípio do fim de Sócrates, acabou quase sem Governo.   As sumidades da governação eclipsaram-se. Sócrates saiu de cena logo que Teixeira dos Santos acabou de falar.   E Teixeira dos Santos nem se dignou ouvir Manuela Ferreira Leite.   Ambos assumiram o registo de provocação constitucional em que têm vivido há muito tempo e que usaram para esconder o PEC IV da Assembleia, do Presidente, dos parceiros sociais, de toda a opinião pública.   Foi de propósito.   Ambos desejaram ter este fim.

Participar no debate com os deputados sobre o novo PEC era uma responsabilidade elementar do primeiro-ministro.   O seu poder deriva do Parlamento.   O seu dever é ouvir; e ouvir críticas, censuras, condenações, é também uma forma de ser responsabilizado.   Mas como esperar responsabilidade de um governo e de um primeiro-ministro que aproveitaram a oportunidade do PEC IV para precisamente falsificarem e manipularem a responsabilidade pelo fracasso da sua governação?

Convém estarmos atentos ao que se está a passar.   Muita manipulação e desinformação se prepara. Sócrates, como de costume, está a tentar o seu próprio branqueamento por ter conduzido o país para a bancarrota.   Tornou-se um fugitivo que procura escapar pela única frincha que as circunstâncias permitem, atirando o ónus do que aí vem, da crise, da intervenção externa - como se o país não estivesse há muito tempo em crise - para os seus sucessores.   O seu pedido de demissão é uma fuga, um artifício para torpedear a possibilidade de os portugueses o responsabilizarem.

É disto que se trata.   Mas quem é que deverá ser responsabilizado por este momento crítico senão Sócrates?   Quem é que nos governou nos últimos seis anos?   Quem é que escondeu a situação real das contas públicas, quem contra todos os avisos e ameaças persistiu cegamente no erro e na mentira?   E não foi Sócrates que apresentou PEC sucessivos com a colaboração do principal partido da oposição, ao mesmo tempo que não os cumpria?   Não foi Sócrates que, dizendo agora "ou nós ou o FMI", finge que Portugal já tem recorrido à ajuda externa do Banco Central Europeu?   Não foi Sócrates que atiçou a desconfiança dos mercados, expropriando Portugal da sua liberdade e independência?

Tem sido esta a admirável estabilidade de Sócrates.   E é desta mesma estabilidade que ele agora se proclama curador.   Entre uma estabilidade destrutiva e uma clarificação urgente, há alguém que não prefire a clarificação?   Era assim que tudo fatalmente acabaria.   Com um primeiro-ministro acossado e em fuga, recorrendo a todos os truques para falsificar a sua responsabilidade, vitimizando-se, e com um PS domesticado e desesperado por salvar o que resta.

Quem quiser perceber a manobra fugitiva de Sócrates que leia um texto do cientista político espanhol José Maria Maravall "Responsabilidade e manipulação" (está disponível na Internet).   O caso estudado por Maravall é a conduta do PSOE espanhol nos anos 80.   Para manipular o processo de responsabilização política pelos eleitores, os media foram apertados;   escondeu-se informação relevante que permitisse acompanhar o Governo;   falsearam-se os resultados das políticas governamentais;   o partido começou a viver com férrea disciplina e centralismo para aparecer artificialmente unido na crise, culpou-se a oposição pelo que fez e não fez;   o Governo apresentou as suas políticas como necessárias e inevitáveis.
Sócrates abraçou em absoluto esta retórica da manipulação da responsabilidade.   É a sua única saída.  
A responsabilidade não é dele, é de outros.   A crise não é dele, é de outros.   Muito haverá para dizer sobre este período deletério que Sócrates encarna na nossa política.  
Um dia perguntaremos como foi possível.

(Pedro Lomba, in Público em 2011-03-24)
 (Imagens e sublinhados colocados por mim)

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terça-feira, 29 de março de 2011

"Como foi possível terem feito isto ao meu país"! – o autor: Sócrates…

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Quem não tem dinheiro não tem vícios.  E não pode ter Sócrates.


Levantou-se da bancada do Governo, virou as costas aos deputados, fugiu escadas abaixo, rapidinho, evitando os jornalistas.   A forma como Sócrates se comportou durante o debate parlamentar mais importante da sua vida política – o debate parlamentar que terminaria num voto que o levaria a pedir a demissão – é mais reveladora do que mil discursos.

Este primeiro-ministro nunca esteve à altura do lugar a que, por circunstâncias fortuitas da nossa história política, chegou.   No dia em que caiu, no momento em que o seu Governo ruía, na hora em que abandonou os seus ministros durante um debate crucial, deixou ver, com mais nitidez, o seu rosto de autocrata.
Se houvesse alguma dúvida de que não era mais possível suportar uma “situação” sustentada apenas na chantagem e no desprezo pelas mais elementares regras da democracia, o gesto final deste tiranete vindo das Beiras encarregou-se de a desfazer.

Há mais de três anos, em Janeiro de 2008, numa altura em que o país bem-pensante ainda andava embeiçado pelo personagem, António Barreto, num artigo de opinião no PÚBLICO, escrevia:   “Não sei se Sócrates é fascista.   Não me parece, mas, sinceramente, não sei.   De qualquer modo, o importante não está aí.   O que ele não suporta é a independência dos outros, das pessoas, das organizações, das empresas ou das instituições.   Não tolera ser contrariado, nem admite que se pense de modo diferente daquele que organizou com as suas poderosas agências de intoxicação a que chama de comunicação.   No seu ideal de vida, todos seriam submetidos ao Regime Disciplinar da Função Pública, revisto e reforçado pelo seu Governo”.

Em 2009, os portugueses tiraram-lhe a maioria absoluta, mas não aprendeu nada nem mudou o que quer que fosse na sua forma umbiguista e corrosiva de exercer o poder.   É por isso que o que aconteceu quarta-feira na Assembleia estava escrito nas estrelas:   “isto” não podia durar para sempre".

O que se passou nos últimos meses, anos, em Portugal tem sido trágico.  

Houve mentira:   -mentira sobre o real estado do país;   -mentira sobre as nossas obrigações internacionais:   -mentira sobre os êxitos e os fracassos;   -mentira sobre os objectivos políticos, económicos e orçamentais.   Evoluiu-se de mentira em mentira, negando de forma persistente a realidade e insultando todos os que, mesmo timidamente, tentavam evitar o desastre.
Houve corrosão dos hábitos democráticos:   -pressionou-se o sistema judicial, quando não se interveio mesmo directamente;   -procurou-se limitar as liberdades;   -desvalorizou-se a ética;   -promoveu-se o chicoespertismo;   -levou-se o clientelismo a limites antes desconhecidos;   -menosprezou-se a importância das virtudes públicas;   -planeou-se tomar de assalto órgãos de informação;   -promoveu-se o lambe-botismo ao mesmo tempo que se perseguia e tentava isolar todos os eventuais discordantes.

Houve cegueira económica:   -gastou-se dinheiro no que era supérfluo mas alimentava os amigos;   -cortaram-se despesas de forma pontual e ineficaz por ausência de uma visão de conjunto;   -procurou dizer-se aos empresários onde deviam e onde não deviam investir;   -apoiaram-se os amigos e os que prestam vassalagem e fez a vida negra aos independentes e aos que não abdicaram da sua liberdade;   -fingiu-se que se mudavam algumas leis para que, no essencial, tudo ficasse na mesma.

Um dia se fará a história destes anos, e estou em crer que, quando tal for feito, os vindouros se interrogarão:   mas como foi possível?   Como pode Portugal cair em tais mãos e mostrar uma tal incapacidade de sacudir esse jugo asfixiante?   A resposta passará, obrigatoriamente, pela história da rendição à lógica do poder pelo poder e do lugar pelo lugar de um grande partido da democracia portuguesa, o Partido Socialista.

Há mais de um ano, a 12 de Fevereiro de 2010, escrevi no Twitter:   “Ou há um sobressalto no PS, ou estamos num beco sem saída.   É tempo de perceber que Sócrates já não faz parte da solução, mas do problema, até do PS”.
O que surpreende é o PS ainda não ter percebido isto e agarrar-se à esperança de que ainda pode salvar lugares e mordomias (não tenhamos dúvidas que é já só por isso que se batem os barões, os baronetes, os boys, as girls, os aparelhistas e todas as inúmeras clientelas do partido) atrelando-se à retórica catastrofista do líder.
Sócrates tornou-se parte indissociável do problema no momento em que transformou o exercício minoritário do poder num permanente jogo de chantagens e de enganos que destroçou mesmo a melhor das boas vontades do PSD.   Responsável pelas políticas erradas que aceleraram a corrida de Portugal para o desastre, o primeiro-ministro viveu em permanente estado de negação, e é isso que justifica a vertiginosa sucessão de PECs.

Pior:   ao reduzir a política ao golpe baixo e à facada nas costas, ao rodear-se de uma camarilha de trauliteiros ágil no insulto, habilidosa na manipulação e totalmente desavergonhada, capaz de jurar num dia pelo que apostrofava na véspera, Sócrates não deixou nenhum espaço para qualquer convergência ou acordos, apenas para rendições ou prestações de vassalagem.

É por isso que é ensurdecedor o silêncio de um PS que nos surge hoje tão obediente como acéfalo.   Os dedos de uma mão chegam para contar os que foram capazes de levantar a voz, o que choca, sabendo-se que o PS já foi, no passado, um partido vivo e de gente de espinha direita.
Agora é um partido de zombies amestrado na retórica difundida pelos blogues anónimos de apoio ao Governo, um partido que engole em seco todos os abusos e só se mobiliza quando alguém apela aos seus instintos mais tribais.   Um partido que elogia a “combatividade” de Sócrates sem sequer se aperceber que essa combatividade está centrada no “eu” que ele repete a cada passo dos seus discursos, que isso é um elogio a um marialvismo bacoco e de vistas curtas, é um partido que não alcança que a combatividade não é um valor em si mesmo, podendo até ser um factor de corrosão e de agravamento de desastres anunciados (quem duvide que reveja o filme sobre os últimos dias de Hitler).

Enquanto Sócrates continuar à frente do PS, nunca este partido poderá fazer parte de uma solução alargada para Portugal – e quero acreditar que até no PS já ninguém acredita que o país possa sair do actual buraco sem um esforço que envolva uma ampla coligação de forças políticas e sociais.
Porém, no PS, ninguém se move, talvez com receio da ira do autocrata, esse autodenominado “animal feroz”.
É por isso que não são muitos os caminhos que se abrem aos eleitores.   Nas próximas eleições escolherão entre o sectarismo suicida de Sócrates (já que o PS se deixou reduzir à condição do “partido de Sócrates”) e a possibilidade de encontrar um caminho alternativo que, podendo e devendo incluir também os socialistas, terá sempre de se fazer sem o actual primeiro-ministro e em ruptura com o seu estilo de impor ao país a sua vontade.
A escolha não será entre mais ou menos austeridade:   a austeridade é um destino a que não podemos escapar, pois necessitamos mudar profundamente a nossa forma de viver para poder voltar a ter esperança e a ver a economia crescer.   A escolha também não pode ser reduzida à dicotomia Passos Coelho versus José Sócrates, pois aquilo de que o país necessita é de algo mais do que optar entre dois chefes partidários – tem de poder escolher entre mais do mesmo ou uma mudança baseada numa maioria ampla.

Nos últimos anos, nos últimos meses, nos últimos dias, uma imensa sucessão de erros de política económica e orçamental colocaram Portugal na posição do mendigo de mão estendida.   Há muito que temos de mudar de vida, não apenas fingir que mudamos de vida.   Com ou sem queda do Governo, Portugal colocou-se numa situação em que o recurso à ajuda externa é a melhor solução para evitar, a cada ida ao mercado da dívida, acrescentar mais peso excessivo ao serviço da dívida.
A opção não é por isso entre Sócrates ou…  finis patriae, pois em finis patriae já estamos – a opção é entre um suplício de Tântalo suportado em nome do imenso orgulho pessoal de José Sócrates e um caminho a percorrer por líderes mais humildes e mais respeitadores das regras democráticas.

Há quem diga que, mesmo assim, Sócrates pode voltar a ganhar.   Poder, pode.   Mas então só poderemos recordar Sertório:   -no Ocidente da Península vive um povo que não se governa nem se deixa governar.

(José Manuel Fernandes, In Público, 25-03-2011)
(Imagens e sublinhados colocados por mim)

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Criminosos globais à solta! - É urgente dar ordem para atirar a matar!...

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Standard & Poor’s – Roubar como modo de vida


Têm vários "comandos" organizados. Vão-se revezando nas manobras de preparação dos sucessivos assaltos às economias, vencimentos e pensões dos portugueses e trabalhadores de todo o mundo.   Desta vez (mais uma vez) é a Standard & Poor’s a cortar o rating de cinco bancos portugueses, na sequência do corte antes infligido à República.

Os cortes perpetrados contra a República são, normalmente, justificados pela dimensão da dívida...  e pelas “dificuldades” que os bancos têm para conseguirem financiar-se nos “mercados”.   A seguir, num ciclo vicioso, corta-se o rating aos bancos, porque a República ficou com maiores problemas...  e depois dos bancos, novamente à República...  e isto até ao limite...  até que dê.

E assim, um punhado de vulgares ladrões, verdadeiros gangsters que ninguém elegeu para coisa nenhuma, vão esgotando a seiva e a energia que poderiam ajudar a recuperar a economia e o tecido social de países inteiros...  até à última gota.   Quando a seiva se esgota, viram-se para outra qualquer vítima.
E é perante estas quadrilhas organizadas em “mercados” que se curvam os governantes e aspirantes a governantes. Perante este continuado roubo, do qual alguns por cá, apesar do ar compungido, também lucram, a única “atitude” que ensaiam perante os “mercados”...   é a tentativa de os “acalmar”, oferecendo-se diariamente para fazer a colecta do roubo.

E é desta forma que os “mercados” e o punhado de anónimos que os controlam, financiam guerras que lhes permitem apropriar-se das matérias primas de meio planeta, que irão financiar o seu estapafúrdio nível de vida que nenhuma atividade honesta poderia alguma vez sustentar.   Entretanto, os governantes e aspirantes a governantes, se “servirem bem e fielmente”, poderão igualmente aspirar a uns lugares nos conselhos de administração dos muitos “braços armados” que os “mercados” têm espalhados pelo mundo.

Uns e outros deveriam ter lugar garantido, não em conselhos de administração nem em governos...   mas na prisão!   Só que, para isso...  seria preciso mudar o mundo...

(por Samuel, no Cantigueiro)

(Imagens e negritos acrescentados por mim)
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A este propósito, reponho aqui um vídeo que é um grito de alerta contra o grande capital internacional e os seus tenebrosos métodos e intenções, tão malévolos quanto subreptícios e pretensamente legais, para se apropriarem dos países e das populações, submetendo uns e outros à condição de pobreza e escravidão.   E estas agências de rating (Fitch Ratings, Moody's e Standard & Poor's)  mais não são do que verdadeiras quadrilhas de perigosos bandidos escondidos por detrás de computadores, a guarda avançada da alta finança, os tentáculos executivos do capitalismo selvagem, os cães-de-fila deste maquiavélico plano, já em curso e em plena ascenção.




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Urgente - precisa-se de alguém em quem acreditar...

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"Pedro Passos Coelho não faz estremecer de emoção os eventuais eleitores.   Falta-lhe qualquer coisa de empolgante, além de que, até agora, nada disse de significativo que configure uma doutrina original, um programa de acção, um projecto iluminador.   As sondagens expressam bem o sentimento que percorre o português médio. "  (Batista Bastos, Negócios Online)


Eu gostava de acreditar em alguém.   Mais do que gostar, eu tenho necessidade de acreditar.   Porque é imperioso que eu possa chegar à mesa das eleições e poder lá colocar o meu voto com um mínimo de convicção.  Porque é imperioso que eu possa acreditar que o maior partido da oposição, aquele mesmo que derrubou um governo de "tiranetes mentirosos e incompetentes", aquele partido que aparece agora nas sondagens como o provável sucessor na governação deste país, tenha na sua liderança alguém capaz de me inspirar confiança.   Alguém que me garanta que não irá governar em zig-zag e ao sabor dos ventos do momento e das vozes que vão soprando ao ouvido.  

Mas...   por que diabo Passos Coelho não me inspira confiança?  

Por que será que sempre que vejo e ouço aquela criatura  só consigo ver alguém muito bem penteado e  com um jeitinho especial para arrancar umas poses fotográficas?  - Porque...   a bem dizer, em termos de ideias e de pose política, eu só vejo um "balão de ar" que se move de acordo com a direcção donde sopra o vento.  


Acabado de ser eleito como lider do partido, ter-lhe-ão dito que deveria entrar a matar, assim tipo "cowboy" acabado de entrar no "saloon" disparando freneticamente aqueles "rifles" sobre as garrafas de "whisky".  A Constituição!   Terá, certamente, sido aconselhado a preparar uma entrada de fazer tremer o chão - e  fomos surpreendidos com um novo lider que, qual boneco chinês programado,  a única coisa em que falava era nas alterações à Constituição (como se a Constituição fosse a causa dos grandes males deste país).
Passados entretanto os primeiros meses, e gorado que foi o efeito "demolidor" daquela "fúria encenada", a Constituição foi metida no bolso direito do casaco e vieram os acordos com o engenheiro dominical.   E aí  (oh... valha-me santo ambrósio e mais santa bárbara dos trovões...) aí se começou então a desenhar uma estranha ausência de estratégia política e de um programa de governo que não saía.   E, ainda mais preocupante, um aparente (e permanente) vazio de ideias aliado a uma enorme falta de poder de antecipação face a um "rato político", este outro geneticamente malformado e sem escrúpulos de nenhuma espécie - Sócrates.


E voltam os novos acordos acompanhados de pedidos de desculpas pela sua assinatura.   Mas... em matéria de estratégia e de programa, nada.   E, perante as facadas nas costas daqueles acordos, chovem então raios e coriscos e "aqui d'el rei" que da próxima só com testemunhas.   E...  em matéria de estratégia e de programa, nada.  
Agora, e sem ter uma noção clara do que irá fazer a seguir, acaba por dar o golpe de misericórdia  no "campeão da verborreia e aldrabice políticas", aplicando-lhe aquele estrondoso "knockout" que fez tremer as paredes do parlamento.   E  foi tal o estrondo, que ele foi  "brutalmente" sentido naquele eixo Berlim-Bruxelas, onde até a sra. Merkel foi acometida daquela diarreia bem à maneira do "Reichstag".  

E o que nos vem  Passos Coelho dizer agora? - pois... que aquele PEC IV afinal foi chumbado, não porque contrariava todas as regras da decência e do bom senso, não porque continuava a roubar unicamente aos pobres para dar aos ricos, mas tão somente...  porque não era suficientemente "duro"!   Pasme-se!...  
Resta saber o que entenderá ele por "mais dureza"...   Se acaso ele se refere à "gordura" dos 13.730 organismos do estado a abarrotar de boys do PS e do PSD, até teria o meu aplauso.   Simplesmente ninguém acredita que ele dalguma vez se proponha cortar nos "tachos" dos boys do seu próprio partido...   E em vez disso, ouço-o falar apenas do possível aumento do IVA !   Assim...   NÃO!   Decididamente, aquele "balão" parece estar cheio apenas com ar.   E quanto mais ar, mais leve.    E quanto mais ar e mais leve, mais levita ao sabor do vento.   E ninguém sabe onde vai poisar.   E, tal como acontece a todos os balões de ar quando sobem...   quando poisar rebenta  - pum!...
E eu precisava de alguém para acreditar.   O país precisa urgentemente de acreditar em alguém!   Mas em quem?  

Lamento, mas não vejo ninguém...  

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segunda-feira, 28 de março de 2011

O desenvolvimento mundial - 200 anos de progresso contínuo.

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Hans Rosling (médico de profissão) mostra-nos aqui, num interessante vídeo, a história do desenvolvimento do planeta nos últimos dois séculos, transformando as estatísticas em animação gráfica interactiva.   Trata-se de um excerto do programa "The Joy of Stats" da BBC 4, legendado em português, onde se descreve a evolução de 200 países ao longo dos últimos 200 anos em termos de saúde  vs  rendimento per capita  vs  população, e onde se analisam os impactos (positivos e negativos) de acontecimentos em grande escala que determinaram evoluções e retrocessos nesse desenvolvimento, tais como as e Guerras Mundiais, a epidemia de Gripe Espanhola ou a Grande Depressão dos anos 20.
E é interessante verificar que, apesar das imensas desigualdades entre estes 200 países, a verdade é que são 200 anos de um progresso global tão notável que a enorme disparidade entre o ocidente e o resto do mundo se esbate cada vez mais.   E a tendência continua a ser no sentido de uma crescente aproximação entre todos.




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Ainda o Japão - novas imagens aterradoras do tsunami. O olhar de quem as filmou...

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Filmado por um vídeo-amador, estas imagens relatam a chegada da aterradora e poderosa onda de mais de 10 metros que entrou, Japão adentro, em apenas alguns minutos.   Uma imensa, descomunal  e imparável força que, em apenas 5 minutos, arrasou completamente uma cidade costeira (Kesennuma), engolindo tudo à sua passagem.   Estranho, muito estranho mesmo é não ver vivalma, nem na rua nem nas janelas, quando, e a avaliar pela quietude do local segundos antes e pela grande quantidade de viaturas ordenadamente estacionadas no parque e junto das residências, tudo parece indicar terem sido apanhados de surpresa.   Mas onde estariam todos?   Se acaso tivessem fugido antes, certamente tê-lo-iam feito usando os seus carros e estes não estariam ali serenamente bem arrumadinhos.   O mais provável é que ainda estariam todos agachados dentro de suas casas, protegendo-se das sucessivas réplicas que continuaram por várias horas.   E então... estarão todos entre as 10 mil vítimas e os 15 mil desaparecidos desta tragédia...
De qualquer forma, tudo aconteceu bruscamente, quando em apenas 3 minutos a poderosíssima parede de água sobe rapidamente, diante dos nossos olhos,  aos cerca de 8 metros por entre as casas, tudo desfazendo e arrastando à sua passagem - barcos, carros e casas - como se de pequenos brinquedos se tratassem.   Perante a estupefacção e a incredulidade de quem, como esta testemunha, presenciou e filmou este horror a partir, certamente, de um dos poucos prédios que terá conseguido ficar de pé.

São quase 6 minutos de cortar a respiração - tantos quanto o tempo que demora este vídeo impressionante:



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domingo, 27 de março de 2011

Sócrates - novamente eleito... para enterrar de vez o PS!... devemos ajudá-lo.

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Ele só sabe (e não é pouco) que tudo sabe!

Como em tudo na vida, enquanto se é bestial não faltam seguidores.   Quando se passa a besta, aí as coisas mudam de figura.   Os servos viram-se contra o dono do reino.   Nesta fase, José Sócrates ainda é bestial.

É claro que não falta no PS quem vote em Sócrates para liderar o partido e ser candidato a primeiro-ministro, mesmo que nos bastidores já estejam prontos para o apunhalar pelas costas.
Não faltam na história dos partidos portugueses exemplos disso.   Dizem-me que a vida é mesmo assim.  Vale tudo para chegar onde se não consegue chegar por mérito, lealdade, verticalidade, frontalidade e coerência.   Deve, aliás, ser por isso que há cada vez mais portugueses a nascer sem coluna vertebral e castrados.   Creio até que a possibilidade de ter coluna vertebral amovível foi o maior contributo de genética para a criação e proliferação dos mais importante protagonistas portugueses:  -os políticos.

No caso do PS, até porque há gerações que não se renderam a quem se julga dono da verdade, de quando em vez lá aparece um histórico socialista que, por nada dever ao partido, diz umas tantas verdades.


É o caso de Henrique Neto que, em entrevista ao "Correio da Manhã", entende que José Sócrates deveria  "demitir-se já da liderança do PS".   Muitos outros há que pensam da mesma maneira, mas a estes – mesmo a alguns que têm coluna vertebral - falta-lhes os tomates.   Vão, por isso, esperar que o líder caia para, então sim, recorrerem a tomates de plástico e dizerem que sempre estiveram contra.

Henrique Neto acusa Sócrates de viver num "estado de negação da realidade" que o "obriga a mentir e a criar um mundo irreal".
Todos os socialistas, mesmo aqueles que, como as marionetas, só se aguentam de pé por terem alguém a segurá-los, sabem que o líder socialista se considera de uma casta rara e superior.   Mesmo assim, não desgrudam da gamela.
Apesar de ter sido ministro de António Guterres, José Sócrates nada aprendeu com ele. Humildade?   Honorabilidade?   Não.   Nada disso aprendeu com o então secretário-geral do PS e depois primeiro-ministro.

Quando António Guterres dizia que a verdade era a principal qualidade de um governante, certamente Sócrates entendia que isso era uma treta.   E terá sido por isso que, quando se apanhou no poleiro, decretou que era o único dono da verdade e tratou de secar todos aqueles que pensavam, e pensam, de forma diferente.
Henrique Neto diz nessa entrevista que é "uma missão impossível" debater o futuro dentro do PS.   É verdade.   Mas, neste caso, José Sócrates tem razão.   Desde quando se viu a plebe a debater os desígnios divinos do sumo pontífice do partido que, desde nascença, só sabe que tudo sabe?

(Orlando Castro, no Alto Hama)
 


Aqui, ao vivo e a cores e para que não fiquem dúvidas, o vídeo da entrevista ao jornal "Correio da Manhã", onde Henrique Neto (histórico do PS) se pronuncia sobre a personalidade do político que conseguiu, em apenas 6 anos de (des)governo, enterrar Portugal na bancarrota e no descrédito internacional, atirando-nos para o atoleiro da pobreza durante as próximas décadas e comprometendo o futuro de várias gerações:

 
 
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