terça-feira, 8 de março de 2011

Mesmo sem Carnaval... tão bem que se aplica ao senhor 'Soisa'! – o Pinto!...

.



...a matéria em questão chama-se 'caca'...

A história é verdadeira.   Estes versos foram ditos pelo próprio, segundo creio, num jantar de Carnaval, em 1934.   O Ministro visado detinha a pasta da Agricultura do governo de Salazar e chamava-se Leovigildo Queimado Franco de Sousa.   O autor dos versos era alentejano, de Évora (?), chamava-se João Vasconcelos e Sá e era avô do fadista Pinto Basto.  (Poema cedido pelo Prof. Galopim de Carvalho)


E X P O S I Ç Ã O

Porque julgamos digna de registo
a nossa exposição, senhor Ministro,
erguemos até vós, humildemente,
uma toada uníssona e plangente
em que evitámos o menor deslize
e em que damos razão da nossa crise.

Senhor: Em vão, esta província inteira,
desmoita, lavra, atalha a sementeira,
suando até à fralda da camisa.
Falta a matéria orgânica precisa
na terra, que é delgada e sempre fraca!
- A matéria, em questão, chama-se caca.
Precisamos de merda, senhor Soisa!...
E nunca precisámos de outra coisa.

Se os membros desse ilustre ministério
querem tomar o nosso caso a sério,
se é nobre o sentimento que os anima,
mandem cagar-nos toda a gente em cima
dos maninhos torrões de cada herdade.
E mijem-nos, também, por caridade!

O senhor Oliveira Salazar
quando tiver vontade de cagar
venha até nós solícito, calado,
busque um terreno que estiver lavrado,
deite as calças abaixo com sossego,
ajeite o cú bem apontado ao rego,
e... como Presidente do Conselho,
queira espremer-se até ficar vermelho!

A Nação confiou-lhe os seus destinos?...
Então, comprima, aperte os intestinos;
se lhe escapar um traque, não se importe,
quem sabe se o cheirá-lo nos dá sorte?
Quantos porão as suas esperanças
n'um traque do Ministro das Finanças?...
E quem vier aflito, sem recursos,
já não distingue os traques dos discursos.

Não precisa falar! Tenha a certeza
que a nossa maior fonte de riqueza,
desde as grandes herdades às courelas,
provém da merda que juntarmos n'elas.
Precisamos de merda, senhor Soisa!...
E nunca precisámos de outra coisa.

Adubos de potassa?... Cal?... Azote?...
Tragam-nos merda pura, do bispote!
E todos os penicos portugueses
durante, pelo menos uns seis meses,
sobre o montado, sobre a terra campa,
continuamente nos despejem trampa!

Terras alentejanas, terras nuas;
desespero de arados e charruas,
quem as compra ou arrenda ou quem as herda
sente a paixão nostálgica da merda...
Precisamos de merda, senhor Soisa!...
E nunca precisámos de outra coisa.

Ah!... Merda grossa e fina! Merda boa
das inúteis retretes de Lisboa!...
Como é triste saber que todos vós
andais cagando sem pensar em nós!
Se querem fomentar a agricultura
mandem vir muita gente com soltura.
Nós daremos o trigo em larga escala,
pois até nos faz conta a merda rala.

Venham todas as merdas à vontade,
não faremos questão da qualidade.
Formas normais ou formas esquisitas!
E, desde o cagalhão às caganitas,
desde a pequena poia à grande bosta,
de tudo o que vier, a gente gosta.

Precisamos de merda, senhor Soisa!...
E nunca precisámos de outra coisa.



Nota do blogue: - Tanto pediram, tanto insistiram...  que 80 anos depois um outro senhor 'Soisa' - o Pinto - atendeu o pedido e nos encheu tanto de merda que hoje se não vê outra coisa à volta e a perder de vista!  E é atolados nela - a merda - que este país irá viver as próximas décadas!... 

.

sábado, 5 de março de 2011

Sócrates chamado a Berlim - ainda o filme (parte III)

.



É o 'beijo da morte' de Angela Merkel.   Será que ele percebeu?

Quando tudo está contra nós, tendemos a procurar o conforto dos que nos amam ou dos que nos podem dar a mão.   Não contando o afecto para este campeonato, Sócrates foi a Berlim procurar mão amiga.   E, por um tempo que ninguém consegue adivinhar, conseguiu - não a amizade ou a mão mas um novo fôlego.   Que pode ser o último.

O processo - este processo que vai longo - está cheio de percalços e frustrações.   Recuemos apenas um ano, o último.   Foi-nos dito que era essencial para os mercados acalmarem e nos olharem com algum respeito.   E o que é que era preciso?   -Termos um orçamento como deve ser, devidamente adequado às circunstâncias.   Ou seja: um orçamento restritivo que acabou viabilizado por Manuela Ferreira Leite.

Durou pouco e Sócrates foi ficando isolado - apesar do tango com Pedro Passos Coelho, além da foto no BlackBerry de Catroga.   O desgaste do poder associado à desconfiança dos mercados foi moldando o curto prazo que hoje asfixia o primeiro-ministro.   Sócrates vai sobrevivendo com recurso aos números que vai soltando sempre que se sente cercado.   E, à medida que a realidade vai desmentindo esses números, vai apresentando outros, num número que produz efeito mas que tem, inevitavelmente, um prazo limitado no tempo.
Em Berlim, Sócrates preparou o cenário.   Vestiu o seu melhor fato, arregimentou o seu ministro de maior respeitabilidade e adornou o take com alguns números pontuais que, para os mais incautos, se assemelham a um brilharete.   Será assim?  - É.  Para consumo interno.

O enredo da ficção é óbvio:   Sócrates fez o seu papel, teve os seus 15 minutos de glória, criou a ilusão de que, no processo de decisão, ele está ao nível de Merkel.   Estes 15 minutos permitem mais 15 dias de desafogo.   Tudo bem, para quem já só pensa no dia seguinte.   A chanceler alemã é a menos ingénua deste filme.   Pressionada pela opinião pública interna e pela lógica partidária, Merkel fez o que mais lhe convinha:  - elogiou Sócrates, tomando como bons os números que ele apresentou.
Ora, se está tudo bem, se este é um homem fiável, não há razões para que a Alemanha - e, quem sabe, o Banco Central Europeu - canalize mais fundos para um país como Portugal.   Este é um assunto encerrado e a chanceler alemã lava as suas mãos.   Mais:   surfa a onda para cortar qualquer efeito de contágio entre o problema português e o espanhol.   Esse sim, de real dimensão europeia.

Sócrates, inebriado pelos elogios, regressou feliz e terá que fazer pela vida.   Sem rede, nem cumplicidades.   Não percebeu o beijo de morte.   Ou será que percebeu?

(Por Raul Vaz, in Económico em 04/03/11) (Imagens e negritos da autoria do blog)


Bem, este foi o guião.   O filme é já a seguir.   Sem "intervalo" e sem direito a pipocas!   Muito menos a bolas de Berlim...

(clicar nas fotos...  para ver o filme em "3D")


 
.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Este modelo político FALHOU !!! - é urgente assumi-lo e procurar outro!...

.




«A situação é de tal forma grave que a troca de Governo já é insuficiente»

A frase é de Rui Rio, presidente da Câmara do Porto e afecto ao PSD, que defendeu ontem a necessidade de reformas profundas no actual regime político, considerando que "a situação é de tal forma grave que uma mudança de Governo já não basta".

"Se houvesse eleições antecipadas, não haveria uma mudança de regime, mas uma mudança no Governo. Isto é de tal forma grave que uma simples troca de Governo é insuficiente", defendeu Rui Rio
O autarca respondia aos jornalistas na apresentação dos "Grandes Debates do Regime", que o município organiza a partir de dia 31.
Sem "reformas profundas, o regime irá à falência de uma forma que ninguém consegue adivinhar", avisou.

Para Rui Rio, a queda do regime não acontecerá de forma "tradicional", mas "de forma pior, com um poder democrático fraco e outros poderes fortes que às vezes nem o rosto se lhes conhece e não se consegue sequer combater devidamente".  (Notícia DN)


É necessário e urgente assumir, duma vez por todas, que este modelo político já nada mais tem para dar!   Acabou!...  
  
O país está claramente na bancarrota, com uma dívida externa do tamanho do PIB (Produto Interno Bruto) e da qual não sairá, na melhor das hipóteses e ainda que numa mudança de regime,  nas próximas 3 ou 4 décadas.  
A qualidade da nossa democracia, avaliada a partir da execrável espécie de políticos que tomaram de assalto este país desde há quase 40 anos;  avaliada a partir da qualidade das leis produzidas no parlamento e do estado da nossa justiça nos tribunais;   avaliada a partir do mar imenso de desempregados (cerca de 700 mil) e das enormes distorções e injustiças sociais que alastram de norte a sul e do interior ao litoral;  avaliada a partir do estado cada vez mais degradado da nossa economia, com uma balança de pagamentos cada vez mais negativa e onde cresce exponencialmente a nossa dívida, a par das importações de bens que não produzimos (e deveríamos);   avaliada a partir de um sistema político onde se eternizaram e se alternam no poder apenas dois partidos (PS e PSD) tendo à volta destes uma meia dúzia de outros sem  expressão e credibilidade  e, entre todos eles  e já tão certo quanto  indiscutível,  aquele  nefando pacto de  propriedade exclusiva do país  por "usucapião", transformado-o numa coutada privada de uma classe que se autodenomina de "superior" e se organiza em grupos de influência e em "seitas secretas" vulgo "lojas maçónicas",   isto  mais não é que uma democracia de farsa que apenas funciona na bocarra e nos bolsos de uma imensa quantidade de chulos, que nunca fizeram outra coisa que não fosse viver sumptuosamente à custa de quem trabalha e de quem paga os impostos!   Todos feitos burros de carga, trabalhando e sofrendo na pele e na alma as faltas que sobram a uma milionária e luxuosa classe política que vive à sua custa e que os explora e os manipula a seu belo prazer!

É chegado o tempo de dizer BASTA!...  CHEGA!...  Que este povo  enganado e maltratado (mas até agora  acomodado), se prepare para exigir dos políticos que eles se reorganizem e se renovem.   Em gente e em criatividade!   Que se reinventem na procura e desenvolvimento de um modelo político que sirva os interesses do país e dos portugueses, e não exclusivamente os seus interesses privados!   Que se proceda de forma a credibilizar a classe política com gente que agora se afasta (por nojo e por vergonha), dando inteira e total prioridade à competência e ao mérito, e não mais à incompetência,  ao oportunismo e  ao amiguismo!  O tempo urge e  já escasseia.  
Se quisermos manter a nossa integridade e a nossa independência vamos ter que lutar por ela.   Exigi-la a todo o custo.   Tenho para mim que o próximo dia 12 de Março será apenas o primeiro de muitos que se seguirão.  Um balão de ensaio neste laboratório que é Portugal.   Atrás deste muitos outros virão, cada um mais exigente que o anterior, até à extinção desta estirpe de gente sem princípios e sem vergonha, que há muito deveria ter sido erradicada como praga que se instala, alastra e tudo come!    Até se obter um sistema político a que verdadeiramente se possa chamar de "democrático"!   E não esta criminosa, odienta e vil palhaçada travestida de democracia!...


***   ***   ***


Adenda: - Embora se trate de uma brincadeira usando o discurso de Kaddafi em árabe, alguém legendou este vídeo com um texto em português, perfeitamente contextualizado e adaptado à realidade actual em Portugal.   Vale bem a pena perder os 5 minutos que dura o vídeo e em que "Kaddafi" (por ironia) corporiza a figura de um denunciante do sistema corrupto português, já que nele são ditas verdades incontestáveis que nos fazem reflectir maduramente.




.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Um "aventalinho" em Belém? De saco cheio entrou, vazio o trouxe ao sair...

.


Bem "apertado" durante a campanha...  finalmente o presidente  já  " é "  Presidente!  Safa...   depois de 5 anos a assobiar para o ar, já era tempo!  Isto a propósito de...

_______________________________________________________

'Face Oculta' - Cavaco manda calar Noronha


O Presidente da República ficou altamente incomodado com as ameaças feitas ao juiz Carlos Alexandre por não destruir as escutas de José Sócrates.

(Por: António Ribeiro Ferreira /J.F. - 02 Março 2011)

Foi uma audiência dura ontem à tarde em Belém.   Tão dura que Noronha Nascimento foi obrigado, à saída, a dizer aos jornalistas que o seu despacho da semana passada sobre as escutas de Sócrates no processo ‘Face Oculta’ foi mal interpretado.   O Presidente da República não deixou margem para dúvidas.   O comportamento do presidente do Supremo Tribunal de Justiça foi altamente condenável, e neste momento conturbado da Justiça e do País o melhor é os seus responsáveis ficarem calados.

Cavaco Silva ficou particularmente incomodado com as ameaças ao juiz Carlos Alexandre, aos assistentes do processo e até a penalistas, como Costa Andrade, que têm contestado a posição de Noronha Nascimento de ordenar a destruição de todas as escutas envolvendo o primeiro-ministro.

O presidente do Supremo Tribunal de Justiça negou no final da audiência com Cavaco Silva qualquer intenção de proceder disciplinarmente contra o juiz do Tribunal Central de Acção Penal.   Mas no texto divulgado na semana passada Noronha Nascimento é muito claro na ameaça de processo disciplinar ao juiz Carlos Alexandre, responsável pela instrução do caso ‘Face Oculta’, que não obedeceu à sua ordem para destruir as escutas entre Sócrates e Armando Vara:   "Há hierarquia entre tribunais porque é sobre ela que assenta o sistema de recursos, daí que o não cumprimento por tribunal inferior da decisão proferida em recurso dê origem a procedimento disciplinar do juiz que não cumpre."

FIZERAM  "LEITURA ERRADA"
"O tema das escutas não foi abordado."   A garantia foi dada por Noronha Nascimento à saída da audiência em Belém.   O presidente do Supremo Tribunal de Justiça fez porém questão de sublinhar que foi feita uma "leitura profundamente errada" do despacho em que reitera a ordem de destruição das escutas que envolvem o primeiro-ministro José Sócrates, garantindo que não ameaçou o juiz Carlos Alexandre com um processo disciplinar nem jornalistas e magistrados de Aveiro.   Sobre a audiência, que durou cerca de uma hora, Noronha Nascimento afirmou que foram debatidas questões como o funcionamento dos tribunais e a morosidade da Justiça, e que Cavaco Silva mostrou particular preocupação com "a acção executiva e a formação de juízes no Centro de Estudos Judiciários".

-(Também publicado AQUI)
-(NOTA:  imagens colocadas pelo blogue)

A propósito deste mesmo assunto, também uma leitura "interessante" neste artigo do 'josé' na Porta da Loja.



.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

De regresso ao Parlamento - "Olívia criada" vs "Olívia patroa"!

.

Palavras para quê?   Só mesmo um artista português para defender com tanta veemência e descaramento "uma coisa e o seu contrário", conforme se encontre dum lado ou doutro da "barricada".  E quantas vezes até do mesmo lado!  Sempre igual a si próprio ao longo dos tempos, eu pasmo com uma tão incrível quanto abominável capacidade teatral de corporizar, no mesmo tom e com a mesma intensidade, os dois papeis antagónicos da "Olívia-criada" e da "Olívia-patroa".   Promessas de "gelo quente"...  é aquilo que mais temos ouvido nos últimos 6 anos





- (Fonte:  31daArmada)
.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Porque hoje é sábado... desvendado o "mistério" da conchinha...


.



Agora que o Carnaval se aproxima, vale a pena desvendar aqui o mistério que sempre me intrigou:  - como raio é que as mocinhas seguram aquelas conchinhas, chamadas de "tapa-sexo"?   Será com linha invisível?   com cola?   com um "piercing"?   Ou...  terão elas algum segredo mais "escondido"?...

Nem mais...  é mesmo um "segredo bem escondido"!   Tanto que só elas o sabem!  E por isso elas tanto saltam...  e se mexem e remexem e tanto se rebolam!   Sempre com aquela cara de alegria e de prazer inesgotáveis!   Pudera!...

Danadas que elas são!...  Peritas na arte da dissimulação, elas aproveitam e rentabilizam sempre tudo em seu benefício.  Enquanto os papalvos passam horas de pé ao sol e a bater palmas, elas aproveitam para ir "batendo" mais qualquer coisa...  numa espécie de movimento perpétuo de auto alimentação das "baterias"...   Daí que pareçam sempre tão frescas e de "pilhas" carregadas!...



sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

"Uma máfia com experiência na maçonaria" - (Henrique Neto)

.

Juiz Carlos Alexandre perde «grandes processos»

O Governo quer retirar ao juiz Carlos Alexandre metade dos grandes processos de corrupção e grande criminalidade no Estado, com base em estatísticas falsas, que criam a necessidade artificial de nomear um segundo juiz. (Notícia TVI)




(...) 
O titular do Tribunal Central, nos últimos anos, foi o responsável pela maioria das buscas e ordens para julgar políticos, banqueiros e grandes empresários. Carlos Alexandre foi o juiz que autorizou buscas para apurar suspeitas de corrupção no processo Freeport, que permitiu ao Ministério Público invadir os maiores bancos e grupos económicos no Processo Furacão, que prendeu Oliveira e Costa e pronunciou todos os arguidos dos processos Portucale e das contrapartidas pela compra dos submarinos.
Agora, o magistrado vai deixar de ser o titular exclusivo do Tribunal Central de Instrução Criminal. Este projecto do Governo, que visa reorganizar os tribunais de Lisboa, propõe a redução de 63 juízes na nova comarca da capital mas, contra a corrente, a nomeação de mais um para o Tribunal Central.
Obviamente isto é muito grave e as pessoas estão distraídas. Mas o Governo não está. Seria interessante saber o que pensa do presidente do CSM que é o mesmo do STJ sobre este assunto.  (josé, no Conta na Loja)


.

A minha alma está parva... uma praia em Mangualde!...

.
    (A praia artificial de Mangualde na actualidade, aberta e já construída)


Uma praia em Mangualde!

Depois desta  decisão da autarquia de Mangualde - uma praia artificial, onde não faltará sequer a água salgada, as núvens e até o céu azulado, já tudo é possível.   Em contraponto, estou aqui a pensar em lançar também uma campanha para "Uma pista de gelo em cada praia do litoral, a funcionar durante o verão!"   Com neve trazida directamente dos Alpes suissos.   Porque não?...

Entretanto, eis algumas fotos deste sonho aquático das terras quentes do interior.    E mais, se a moda pega, não tarda teremos, não apenas esta, mas muitas destas praias artificiais, uma em cada concelho do interior!   Prevejo até que o litoral se irá despovoar no verão, deixando o mar e as praias para ir mergulhar nas climatizadas águas salgadas das "praias do interior"!   Crise... qual crise?...   E viva o Verão!

(Clique na imagem para...  sentir a "maresia" da Praia de Mangualde)

.

Libia - o país do petróleo - coutada do facínora Kadhafi

.



Mercenários ucranianos combatem na aviação líbia


Ucranianos estão a combater na Força Aérea da Líbia.  Terão sido esses pilotos mercenários a conduzir os aviões que bombardearam manifestantes para reprimir protestos.  "Pilotos mercenários ucranianos combatem na Força Aérea da Líbia", escreve hoje o diário "Segodnia", citando militares ucranianos na reserva que realizaram esse trabalho naquele e noutros países africanos.


"Os nossos pilotos, que se despediram da Força Aérea da Ucrânia, podem ser encontrados em toda a parte: Congo, Nigéria, Chade... Eu conversei pessoalmente com pilotos nossos que prestam serviço na Líbia. A maioria combate ilegalmente", declarou ao jornal Vladimir L., comandante do avião de transporte Il-76.  "Oficialmente, eles são contratados, por exemplo, para empresas de transporte de alimentos e outras mercadorias civis. Na prática, transportam fundamentalmente armas, munições, explosivos", explicou o piloto.
Segundo a mesma fonte, "as tripulações são constituídas fundamentalmente por ucranianos e russos" e "o seu salário, dependendo da intensidade dos voos e do nível de risco, varia entre os 100 dólares por hora de voo e os 10 mil por mês, ou mais".

Artiom, outro piloto mercenário com mais de 20 anos de prática, disse ao Segodnia que há pilotos ucraninos nas fileiras da Força Aérea da Líbia, Moçambique e Angola.   "Um camarada meu, primeiramente, trabalhou em Angola: ensinava os locais a voar nos MIG's, fornecidos ainda pela URSS. Depois, foi para a Líbia, pois lá pagam bem melhor: dez mil dinares (mais de 8 mil euros)... Ele ensina os aviadores líbios a voar nos Mig's". contou.   Segundo Artiom, aviões militares líbios são reparados na Fábrica de Aviões de Odessa, no Sul da Ucrânia. A gerência da fábrica, contatada pelo jornal, respondeu que "isso é segredo de Estado".


O Ministério da Defesa da Ucrânia, por sua vez, desmentiu estas notícias, mas os pilotos afirmam que isso é feito porque não há dados oficiais sobre o número de pilotos ucranianos que trabalham no estrangeiro. 

A agência de inteligência norte-americana Stratfor denunciou que ucranianos pilotaram aviões que bombardearam manifestações na Líbia.


(Tirado DAQUI  Quinta-feira, Fevereiro 24, 2011)

(NOTA: -imagens e negritos acrescentados por mim)

.

Uma opinião de... merda, sobre uma causa malcheirosa!


.


Não sou adepto da violência na sua forma pura e indiscriminada, mas estou de acordo com ela desde que ajustada e plenamente justificada.  Parece-me de alguma demagogia que o sr. Bastonário Marinho Pinto, a propósito do caso do preso do estabelecimento prisional  de Paços de Ferreira, cujo comportamento foi "acalmado" através da moderna pistola eléctrica (que não mata mas entorpece e desactiva os  "ânimos"), venha classificar o acto das forças prisionais como "bárbaro e típico de um país do terceiro mundo". 

Toda a gente sabe que as prisões não são um local de reunião de gente boa e civilizada, ou não estariam presos.  Por norma, e na sua grande maioria, são aglomerados de pessoas de hábitos e comportamentos perigosos, de maus instintos e muitas vezes reincidentes e sempre prontos a continuar na senda do crime, seja ele o traficante de droga, o homicida, o violador ou o assaltante com arma de fogo.  Pessoalmente, e dados os antecedentes do seu comportamento, tenho muitas dúvidas quanto à eficácia dos tratamentos alternativos a dar a este preso.  Talvez... (pensar, só pensar) se tivesse sido oferecida a Marinho Pinto a "agradável" experiência de trabalhar naquela ala nauseabunda, ele opinasse de modo diferente.  Pelo menos, enquanto o cheiro da merda se mantivesse entranhado no nariz!  E nas roupas!  Estou só a pensar...  e a opinar sobre merda...  e a propósito duma causa malcheirosa.

Se pode parecer excessivo o procedimento dos guardas, não deixa de me parecer também excessivo saltar assim em defesa de um preso de longa data e com um longo currículo em desacatos e agressões aos guardas, que enche de merda a cela onde vive, que se diverte a "decorá-la" com a merda que propositada e conscientemente produz desde as paredes ao mobiliário, que empesta com aquele pestilento fedor da sua merda a ala da prisão onde circulam os guardas e habitam outros detidos, que se propõe com tal acto desafiar a autoridade dos responsáveis pelo estabelecimento prisional, criando mesmo o risco de uma generalização e de uma sublevação interna, o que é uma situação que requer obrigatoriamente um tratamento adequado para lhe pôr cobro por parte dos responsáveis prisionais. 

Neste caso, acho que o maior erro cometido pela direcção do estabelecimento e pelas forças de segurança foi não ter chamado, para intermediar este assunto,  alguns dos que tanto se mostraram incomodados .

Estou certo que teriam tido todo o gosto em passar umas horas naquela cela, negociando, quiçá mesmo, confraternizando com o preso, convencendo-o a limpar a merda da cela (ou a cela da merda) e levando-o  a defecar civilizadamente no local apropriado.

Deixo aqui, todavia, uma sujestão: - para a próxima, em vez do uso da pistola eléctrica coloquem à entrada da cela uma palete de rolos de papel higiénico e um balde com esfregona, juntamente com um pedido de desculpas ao preso!   Por estar preso.



(o vídeo do DN online)


.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

TGV: - apenas um capricho do governo. Anedótico, se não fosse tão grave!

.



«Já só sobra o Governo a querer manter o TGV»

Tentar parar o vento com as mãos?  Olhe que não!  Olhemos para o TGV, mais concretamente para o troço entre Poceirão e a fronteira do Caia cujas obras deverão arrancar em breve.  Quem está no consórcio que irá construir a linha já disse estar disponível para negociar a paragem da obra. Vasco de Mello, presidente da Brisa, foi claro em entrevista a este jornal:  "Há uma grande pressão para rever os grandes projetos e a Brisa está obviamente consciente dessa situação e disponível para essas circunstâncias".  E Fernando Ulrich, presidente do BPI, um dos bancos financiadores, afirmou na semana passada, também em entrevista ao Expresso:  "Não entendo como é que não se pára já o TGV Poceirão-Caia". E ainda esta semana foi a vez do BNP Paribas, o único banco não ibérico no negócio, abandonar o projeto de financiamento.

Quando temos construtores e financiadores a dizer para não avançar ou a fugir do projeto, vale a pena, no mínimo, parar para pensar no que se está a passar. 

Dirão que as empresas se estão a fazer à indemnização que receberiam caso a obra fosse cancelada.  Correto.  Mas o que é melhor para o futuro do país?  Pagar agora umas dezenas de milhões de euros ou pagar pela construção de um capricho socialista transformado num sorvedouro de dinheiro de 1550 milhões de euros.

E nem sei se essas indemnizações seriam pagas, já que este Governo é perito em dar o dito por não dito e arranjar as mais diversas desculpas, basta ver como foi anulado o concurso da terceira travessia.


Portugal precisa de proceder a uma redução do seu volume de crédito face ao exterior e precisa de concentrar os esforços financeiros no que é mesmo importante.  O enquadramento macroeconómico alterou-se drasticamente.  Tanto que até o novo aeroporto de Lisboa afinal já não vai estar esgotado nas datas em que era suposto.  Com uma crise que veio para durar, com uma procura menor e com os preços na aviação cada vez mais baixos, alguém ainda vai querer ir de TGV para Madrid?   Atenção, e um TGV que parte do Poceirão, uma terra esquecida a 50 quilómetros de Lisboa e que, sem muito trânsito, se demora uma hora a lá chegar.

Há coisas com as quais não vale a pena lutar. A realidade ajudou a mostrar que afinal o TGV entre Lisboa e Madrid é um mau negócio para todos, em especial para o contribuinte.  Pode ser que no futuro o mundo mude, como costuma dizer José Sócrates. Mas nessa altura então retomamos o projeto.  

Até lá deixem de brincar com o nosso dinheiro.

(João Vieira Pereira, in EXPRESO online em17/02/2011)

.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Por debaixo de um falso gibão se esconde um grande... vilão!

.



Armando Vara: o "penetrador" implacável  


"Armando Vara provocou esta quinta-feira um escândalo num centro de saúde de Lisboa. O ex-ministro socialista apareceu de surpresa, passou à frente de todos os doentes e deu ordens a uma médica para lhe passar um atestado." (TVI)

Ou seja, Armando Vara é enquanto cidadão aquilo que foi sempre enquanto político, chegando mesmo a ministro desta coisinha pseudo-socialista a que alguns insistem em chamar governo, penetrando tudo o que podia à passagem, sem contemplações.  E, provavelmente por esse mesmo tipo de penetrações, encontra-se a ser julgado no processo Face Oculta, acusado de três crimes de tráfico de influência.

Mas se um arguido comum, acusado de roubar uma peça de fruta numa mercearia, ficaria de imediato impedido de sair do país e com obrigatoriedade de se apresentar na PSP uma vez por semana, o nosso Armando passa a vida em viagens entre Portugal, Angola e Moçambique onde é, imagine-se, o novo presidente do Conselho de Administração da Camargo Corrêa África.  E onde aposto que penetra à sua vontade onde quer que lhe apeteça.  Ser ex-ministro tem de facto as suas vantagens no que toca às penetrações não consentidas.

Questionada sobre o assunto, a directora do centro de saúde "violado" por Armando declarou:  "O senhor Armando Vara entrou aí como qualquer utente e passou à frente de toda a gente. Entrou no gabinete da médica sem avisar e sem que a médica percebesse que não estava na sua vez. Foi uma situação de abuso absolutamente inconfundível", respondeu Manuela Peleteiro.
Pois é.  É gente deste tipo, com elevado grau de educação, altos valores de cidadania, autênticos exemplos de como um cidadão se deve comportar, relacionar e respeitar os seus semelhantes, que nos governou e continua a governar impunemente. 

O senhor Armando teve sorte enquanto abusador, pois apanhou pela frente meia dúzia de utentes, muitos deles idosos, que se limitaram civilizadamente a reclamar a penetração sem aviso de que foram alvos no livro amarelo.  

Isto porque se alguns que eu conheço tivessem sido penetrados desta forma pelo senhor Armando, ainda a esta hora ele estaria a espernear pendurado pelo casaco num dos cabides do Centro de Saúde, depois de levar umas chapadas de cidadania na boca

E merecidas.  Digo eu.

(Tiago Mesquita, in EXPRESSO em 21/Fev/2011)

(NOTA:  imagens e negritos acrescentados por mim)
.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

O que faz rir este homem? - ou... quando a desfaçatez não tem limites!


.



Será que ri da excelente obra feita durante os últimos 6 anos como chefe do governo?   - será que ri do estado da economia do país, com uma balança de pagamenos negativa e em estado de recessão?   - das condições sociais e do desemprego de 11%, com 630.000 desempregados, 300.000 dos quais de longa duração, e depois de haver feito a campanha das legislativas com base na criação de 150.000 postos de trabalho?  - dos doentes que se vêm obrigados a interromperem os tratamentos (hemodiálise até) por não terem dinheiro para pagar o transporte em ambulância?   - da enorme dívida externa, sem controle e em constante crescimento exponencial?   - do legado desta incomensurável dívida para as próximas gerações, já de si sem quaisquer espectativas nem horizontes?   - das vendas em leilão do nosso país a estrangeiros de reputação e de moral duvidosas?   - do esbulho que está fazendo, por desleixo, inaptidão ou desvergonha, aos bolsos dos portugueses, principalmente aos mais pobres e à classe média?   - das centenas (ou milhares) de pequenas e médias empresas que fecham todos os meses, estranguladas por um fisco que só beneficia os escandalosos lucros das empresas públicas, das parcerias público-privadas e dos Bancos?   - do cada vez maior número de organismos do estado (a maior parte deles desconhecidos e inúteis) e das cada vez maiores regalias e salários dos gestores públicos e boys do seu partido?   - do avançar teimosamente com os projectos megalómanos do TGV, da 3ª ponte sobre o Tejo e do Aeroporto de Alcochete, só porque sim... já que o país dispensa bem tais luxos brutalmente dispendiosos, principalmente nestes tempos de crise e de recessão?
  
Ou será que ri antes de satisfação pela recente assinatura do crime de destruição da mais linda pérola do património nacional - a Linha do Tua - e do mais belo tesouro paisagístico do país - o Vale do Tua?

Para memória futura, aqui ficam algumas fotos deste admirável recanto de Portugal que vai ficar, para todo o sempre, destruído e submerso por milhares de milhões de metros cúbicos de água.  Tudo isto em nome de um suposto aproveitamento energético ridículo e de uns efémeros postos de trabalho que nada resolvem.  Que nada significam perante a grandiosidade do crime patrimonial, ambiental e paisagístico que ora é praticado!

(clicar nas imagens para ampliar)












(Imagens do Vale e Linha do Tua tiradas DAQUI)

.


.