Cavaco tirou das tripas um dos discursos mais contundentes da História Portuguesa recente contra um dos Governos mais danosos da mesma História centenária, quase milenar. Bem nos cornos, aliás, da Situação socialista-socratista, última emanação do mais podre modo de fazer política, às ocultas, sem transparência, sem limpidez, sem verdade, e que deve ser abolido. O que o Presidente disse incomodou o veneno vigente e há um burburinho mal-fodido no Hemiciclo entre situacionistas, instalados, pesados e inflados de privilégios no seu adormecimento ronceiro. Ainda não lhes assomou nenhuma vergonha pelo mal que nos fizeram e fazem, pela captura e manipulação da democracia subvertida e distorcida a seu favor e contra nós.
Hoje Cavaco disse tudo, galvanizou, mostrou acreditar na força da rua, afinal, da juventude exilada cá dentro e empurrada lá para fora. Ainda bem.
(Texto daqui: P. REX)
“Há limites para os sacrifícios que se podem exigir ao comum dos cidadãos”
O senhor engenheiro relativo amansou o animal feroz e conseguiu reagir com alguma diplomacia ao discurso de posse do Presidente da República. Mas os seus subordinados não conseguiram esconder o que lhes ia na alma e no estômago. Percebe-se porquê. Detestam a verdade e a realidade. Não gostam que alguém lhes diga na cara que esta foi uma década perdida. Odeiam que alguém lhes diga que há limites para os sacrifícios que se podem exigir aos cidadãos comuns. Ficam verdes de raiva quando alguém lhes diz para esquecerem de uma vez por todas os TGV e outros investimentos megalómanos. E renegam quem lhes diz para pensarem uma vez na vida nas pessoas. Os jovens podem estar à rasca. Mas ontem quem ficou de rastos foi este Governo do PS. Os nossos miseráveis.
(Por: António Ribeiro Ferreira, in Correio da Manhã online -10/03/2011)
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