domingo, 20 de fevereiro de 2011

O que faz rir este homem? - ou... quando a desfaçatez não tem limites!


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Será que ri da excelente obra feita durante os últimos 6 anos como chefe do governo?   - será que ri do estado da economia do país, com uma balança de pagamenos negativa e em estado de recessão?   - das condições sociais e do desemprego de 11%, com 630.000 desempregados, 300.000 dos quais de longa duração, e depois de haver feito a campanha das legislativas com base na criação de 150.000 postos de trabalho?  - dos doentes que se vêm obrigados a interromperem os tratamentos (hemodiálise até) por não terem dinheiro para pagar o transporte em ambulância?   - da enorme dívida externa, sem controle e em constante crescimento exponencial?   - do legado desta incomensurável dívida para as próximas gerações, já de si sem quaisquer espectativas nem horizontes?   - das vendas em leilão do nosso país a estrangeiros de reputação e de moral duvidosas?   - do esbulho que está fazendo, por desleixo, inaptidão ou desvergonha, aos bolsos dos portugueses, principalmente aos mais pobres e à classe média?   - das centenas (ou milhares) de pequenas e médias empresas que fecham todos os meses, estranguladas por um fisco que só beneficia os escandalosos lucros das empresas públicas, das parcerias público-privadas e dos Bancos?   - do cada vez maior número de organismos do estado (a maior parte deles desconhecidos e inúteis) e das cada vez maiores regalias e salários dos gestores públicos e boys do seu partido?   - do avançar teimosamente com os projectos megalómanos do TGV, da 3ª ponte sobre o Tejo e do Aeroporto de Alcochete, só porque sim... já que o país dispensa bem tais luxos brutalmente dispendiosos, principalmente nestes tempos de crise e de recessão?
  
Ou será que ri antes de satisfação pela recente assinatura do crime de destruição da mais linda pérola do património nacional - a Linha do Tua - e do mais belo tesouro paisagístico do país - o Vale do Tua?

Para memória futura, aqui ficam algumas fotos deste admirável recanto de Portugal que vai ficar, para todo o sempre, destruído e submerso por milhares de milhões de metros cúbicos de água.  Tudo isto em nome de um suposto aproveitamento energético ridículo e de uns efémeros postos de trabalho que nada resolvem.  Que nada significam perante a grandiosidade do crime patrimonial, ambiental e paisagístico que ora é praticado!

(clicar nas imagens para ampliar)












(Imagens do Vale e Linha do Tua tiradas DAQUI)

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Henrique Neto - um histórico do PS sem papas na língua!

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Pois!...  isto já nós sabíamos há muito.  Que é por detrás destes "aventalinhos" que se esconde toda a incompetência e compadrio dos socialistas.  Henrique Neto mais não faz do que confirmar o que já toda a gente sabe!  Ainda assim...  sabe sempre bem ouvi-lo da boca de um histórico do PS que não tem papas na língua.  Que não deve e que não teme.  Que não se vendeu ao brilho reluzente dos tão coloridos quanto anedóticos "aventais", e cujo raciocício não deixou que fosse formatado por uma qualquer lavagem ao cérebro.  Nem toldado por quaisquer douradas ofertas das usuais benesses, tão típicas dos dois partidos (PS/PSD) que se alternam no poder e nos poleiros dos 14.000 organismos do estado, na sua grande maioria  "inventados" especificamente para estes fins!

Por isso mesmo, estes dois partidos votam sempre em uníssono quando se trata de proteger estes "ninhos", face ao ataque das outras forças.  Exemplo disto foi a recente votação no Parlamento contra a proposta de reduzir os escandalosos salários dos gestores das empresas públicas.  Exemplo disto foi a rejeição da proposta para a criminalização do enriquecimento ilícito!...

«Ver aqui toda a entrevista no Plano Inclinado de 15/Fev/2011»


Pós-Texto (em 21/02/2011):   Tinha de ser!  O programa "Plano Inclinado" do Mário Crespo foi suspenso.   Mais uma vez, e tal como aconteceu há cerca de um ano no JN (onde M. Crespo tinha uma coluna de opinião), era só uma questão de tempo.  No JN foram os artigos que se tornaram "incómodos";  na SIC N, foram certamente os "convidados".  Será que tem algo a ver com as declarações do Eng. Henrique Neto?...   Ainda e sempre o célebre lema:  "Quem se mete com o PS... leva!..."

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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Espanha e Portugal - a diferença não está só no tamanho!

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Enquanto a Espanha, como tudo indica, estará a saír do seu período crítico, Portugal arrasta-se cada vez mais e a grande velocidade para o fundo da gruta.  É o que constata, uma vez mais, Álvaro Santos Pereira na sua análise neste excelente artigo, com a qual eu estou plenamente de acordo.  A banha da cobra apregoada aos quatro ventos pelo governo durante todos estes anos e com intuitos eleitoralistas, desfez-se, derreteu-se e deixou o chão escorregadio, dando agora lugar a uma política de escorreganço, onde cai o governo e caímos nós todos com ele!
 
Para fazer todos aqueles malabarismos que Sócrates tem andado a fazer, era preciso que fosse um político de grande "rasgo" para que tudo desse certo.  Só que, um político de grande "rasgo" nunca se atreveria a tais malabarismos, sabendo que tudo poderia dar errado.  Como deu!  É a sina dos jogadores viciados, jogam tudo numa parada;  ou ganham tudo ou perdem tudo.  As mais das vezes perdem tudo.  Ele jogou o país todo, e perdeu!  Irá saír, mas quando saír, seguirá o caminho dos anteriores e já terá, algures, um lugar assegurado numa cadeira dourada. 

Quanto ao povo...  esse por cá ficará, miserável, durante as próximas décadas a pagar as imensas dívidas de jogo contraídas em seu nome!...

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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O actual conceito de integridade moral… ou, a imoralidade política integral !...

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 Embora já nada me espante nestes políticos de faz-de-conta, a verdade é que, em algumas ocasiões, eu ainda fico pasmado com o desplante e a desvergonha destas figuras. Refiro-me ao facto de o sr. Jorge Sampaio se ter prestado a depor, recentemente, a favor de um dos arguidos do caso Face Oculta, desfazendo-se depois em desbragadas declarações para a Comunicação Social, tentando aligeirar o fardo da acusação que impende sobre o seu “amigo” Penedos e as “prendas” que este terá recebido do sucateiro de Ovar, alegando mesmo,  pasme-se,  tratar-se de uma postura tão usual e inocente que ele próprio, enquanto presidente da República, havia tido duas salas cheias de prendas.

Isto dá que pensar e faz-me reflectir sobre os deturpados e muito “sui generis” conceitos de seriedade e de integridade moral que integram a personalidade desta gente que governa este país até ao seu mais alto cargo – o da presidência da República.  Aquilo a que o sr. Jorge Sampaio considera usual e inocente, chamo eu de falta-de-vergonha e de abuso-do-poder, e, vindo de um ex-presidente da República, torna-se ainda mais grave.  Muito mais grave!  É que toda a gente sabe que ninguém dá almoços grátis a ninguém!  Duma maneira ou doutra, eles irão ser pagos um dia, mais cedo ou mais tarde...

 E recordo a propósito a atitude de um seu antecessor na presidência – o General Ramalho Eanes – que ao ser-lhe oferecido em Mangualde, aquando de uma visita à fábrica Renault, uma viatura topo de gama (Renault-25), agradeceu reconhecido o gesto mas mandou entregar o carro a uma instituição de solidariedade social. Recordo também que, na altura, o seu carro particular era um pequeno e vulgar utilitário, e que certamente lhe faria bastante jeito arrecadá-lo, não nas salas do sr. Jorge Sampaio mas na garagem da sua própria casa.  Mas a integridade moral de Ramalho Eanes, aliados a um “outro” conceito de seriedade diferente daquele que integra a moral do sr. Jorge Sampaio, impediu-o de aceitar a “prenda”, que lhe sujaria as mãos no volante e lhe provocaria insónias na hora de dormir!

Quão diferentes e despresíveis são os valores éticos e morais desta gentinha dos partidos políticos para quem, desde há muito,  já se banalizou e tornou aceite e válida a completa inversão destes valores!

E, ainda a propósito desta mesma crise de valores pós-abrilada por parte desta gente que só consegue provocar o vómito nas pessoas verdadeiramente íntegras, bem como das notícias recentes da existência de mais duas cópias das escutas do caso “Face Oculta (a salvo, felizmente!)  nas mãos do juiz Carlos Alexandre e de tudo aquilo que rodeou a destruição das primeiras e das actuações de todos os envolvidos na decisão, recordo também aqui um artigo do Mário Crespo - «Os Intocáveis», ainda como jornalista do JN antes de ser “despachado” pelas “amplas liberdades” do PS-Sócrates:

(…)
A brilhante investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária de Aveiro revela um universo de roubalheira demasiado gritante para ser encoberto por segredos de justiça.  O país tem de saber de tudo porque, por cada sucateiro que dá um Mercedes topo de gama a um agente do Estado, há 50 famílias desempregadas.  É dinheiro público que paga concursos viciados, subornos e sinecuras.  Com a lentidão da Justiça e a panóplia de artifícios dilatórios à disposição dos advogados, os silêncios dão aos criminosos tempo.  Tempo para que os delitos caiam no esquecimento e a prática de crimes na habituação.  Foi para isso que o primeiro-ministro contribuiu quando, questionado sobre a Face Oculta, respondeu: "O Senhor jornalista devia saber que eu não comento processos judiciais em curso (…)".

O "Senhor jornalista" provavelmente já sabia, mas se calhar julgava que Sócrates tinha mudado neste mandato.  Armando Vara é seu camarada de partido, seu amigo, foi seu colega de governo e seu companheiro de carteira nessa "escola de saber" que era a Universidade Independente.  Licenciaram-se os dois nas ciências lá disponíveis quase na mesma altura.  Mas sobretudo, Vara geria (de facto ainda gere) milhões em dinheiros públicos.  Por esses, Sócrates tem de responder.  Tal como tem de responder pelos valores do património nacional que lhe foram e ainda estão confiados e que à força de milhões de libras esterlinas podem ter sido lesados no Freeport.

Face ao que (felizmente) já se sabe sobre as redes de corrupção em Portugal, um chefe de Governo não se pode refugiar no "no comment" a que a Justiça supostamente o obriga, porque a Justiça não o obriga a nada disso.  Pelo contrário.  Exige-lhe que fale.  Que diga que estas práticas não podem ser toleradas e que dê conta do que está a fazer para lhes pôr um fim.  Declarações idênticas de não-comentário têm sido produzidas pelo presidente Cavaco Silva sobre o Freeport, sobre Lopes da Mota, sobre o BPN, sobre a SLN, sobre Dias Loureiro, sobre Oliveira Costa e tudo o mais que tem lançado dúvidas sobre a lisura da nossa vida pública.
Estes silêncios que variam entre o ameaçador, o irónico e o cínico, estão a dar ao país uma mensagem clara: - os agentes do Estado protegem-se uns aos outros com silêncios cúmplices sempre que um deles é apanhado com as calças na mão (ou sem elas) violando crianças da Casa Pia, roubando carris para vender na sucata, viabilizando centros comerciais em cima de reservas naturais, comprando habilitações para preencher os vazios humanísticos que a aculturação deixou em aberto ou aceitando acções não cotadas de uma qualquer obscuridade empresarial que rendem 147,5% ao ano.

Lida cá fora a mensagem traduz-se na simplicidade brutal do mais interiorizado conceito em Portugal: - nos grandes ninguém toca.

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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A MONUMENTAL obra do Partido Socialista e do governo Sócrates!

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Segundo Álvaro Santos Pereira no blogue DESMITOS, é esta a MONUMENTAL obra do Partido Socialista e do governo de José Sócrates!   Se isto não é incompetência criminosa, então o que é?   Se isto não é “explodir o país", então o que é?   E será que ninguém pede responsabilidades a esta gente?

1)  A média do crescimento económico é a pior dos últimos 90 anos

2)  A dívida pública é a maior dos últimos 160 anos

3)  A dívida externa é a maior dos últimos 120 anos (desde que o país declarou uma bancarrota parcial em 1892)

4)  O desemprego é o maior dos últimos 80 anos. Temos 610 mil desempregados, dos quais 300 mil são de longa duração

5)  Voltámos à divergência económica com a Europa, após décadas de convergência

6)  Vivemos actualmente a segunda maior vaga de emigração dos últimos 160 anos

7)  Temos a taxa de poupança mais baixa dos últimos 50 anos


Vale a pena visitar o blogue DESMITOS para analisar os 7 gráficos em que este académico se baseia para fundamentar estas conclusões.

De que estão as outras forças políticas à espera para derrubar este miserável governo?  Para retirar definitiva e permanentemente este partido da cena política durante as próximas décadas, reduzindo-o à sua verdadeira condição de partido de gente malformada, arrogante, sem competência e declaradamente imbuída de má fé?  Para apear do poder um governo ruinoso, alicerçado na política da mentira compulsiva e dos vendedores da banha da cobra;  um governo em crescente descrédito e em completo desrespeito pelo povo em geral e pelo contribuinte em particular, que conseguiu a extraordinária façanha de, em apenas 6 anos de (des)governo levar este país à ruína, à falência e à miséria?  Por que esperam para responsabilizar os seus autores e sentar no banco dos réus todos os criminosos que provocaram uma tal hecatombe económica e social? 

Porquê tantos pruridos para apresentar e votar favoravelmente uma moção de censura no Parlamento, venha ela donde vier, tenha ela a cor que tiver?
Qualquer que seja o preço a pagar, ele nunca será maior do que continuar a deixar este governo e o seu partido fazerem o que sempre fizeram: -destruir Portugal !

E, se este modelo político falhou redondamente (e falhou…), por que esperam então o povo e os militares para acabar com este regabofe de gente sem escrúpulos que se apropriou deste país em seu proveito próprio?

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domingo, 13 de fevereiro de 2011

Remunerações dos Gestores Públicos! Ainda e sempre... nunca é demais!

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Ninguém (acho até que nem o Governo nem os serviços do Estado) sabe ao certo quantos organismos públicos existem neste país.  Sabe-se apenas que entre Institutos, Fundações, Empresas Estatais e Camarárias, públicas e semi-públicas, e até mesmo simples locais que só existem no nome e sem existência física e que só servem para dar "tachos" aos inúmeros "boys" do PS e do PSD, o seu número ronda os 14.000.
Tantos milhares assim, é muito "covil" para dar abrigo a muitas dezenas, se não centenas, de milhares de chulos pagos a peso de oiro, na sua maioria sem nada fazerem (pelo menos de útil à coisa pública, já que milhares destes organismos ninguém sabe o que fazem nem para que servem), e cujo número não deixa de crescer quase diariamente, seja por que motivo for e onde quer que seja!  E isto em plena crise, não já só económica mas já mesmo de sobrevivência deste país!...

Impossível é, pois, descrever e enumerar aqui todos os "mamões" que estão chupando o sangue a este país, mas, ainda assim e apesar de já largamente denunciados em tudo o que é Comunicação Social escrita e falada, e através dos blogues e das redes sociais, vale sempre a pena voltar a arregalar os olhos de espanto e incredulidade com os revoltantes e insultuosos ordenados dos Gestores Públicos deste Portugal falido e cada vez mais hipotecado aos sabujos capitalistas de meio mundo, sejam eles brancos, pretos, vermelhos ou amarelos. 

Ainda que para isto se tenham que esvaziar os bolsos de quem trabalha e produz!  Ainda que para isto se tenha que reduzir à condição de pobre uma boa parte da classe média!  Ainda que para isto se tenha que tirar o pão da boca  e os medicamentos a doentes e  a incapacitados e ir ao bolso aos pobres reformados com pensões de miséria!  Ainda que para isto se tenha que hipotecar o país e o futuro deste povo a estrangeiros, com a consequente perda de uma independência de 900 anos!  Ainda que para isto, e acima de tudo, se tenham de condenar as gerações das próximas 3 ou 4 décadas a pagar o resgate de uma incomensurável dívida a juros insuportáveis!

A ambição destes execráveis assaltantes dos dinheiros públicos não tem limites.  O esbulho perpetrado por estes canastrões emproados e sem vergonha não tem conta nem medida!  Com a promiscuidade do compadrio de uma corja de políticos e empresários corruptos e a conivência  de uma justiça que, por ineficácia, já o é só no nome, eles vão comer tudo até já não restar nada! 

E tudo isto nas barbas de um povo explorado que teima em não abrir os olhos.  Nem sequer com estes "exemplos" aqui bem perto, quase ao pé da porta!...


RemuneraçõesGestoresPublicos[1]

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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Sinto inveja da força e determinação do povo egípcio! E a "limpeza" apetece!...

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A Quadratura do Circo - «O espantoso comprimido»


Era suposto que a grande diferença entre a Ditadura e a Democracia fosse a vergonha dos déspotas.  Mas ultimamente nesta nossa Democracia ela perdeu-se. 
Os cursos tirados ao domingo ou os Master's da treta?  -Não faz mal.  É tudo boa gente.  Os escândalos e favorecimentos?  -Não faz mal, é tudo boa gente.  Os submarinos e as luvas?  -Não faz mal, é tudo boa gente.  O Freeport, o Godinho, a Casa Pia?  -Não faz mal, é tudo boa gente.  A reforma da mãezinha, as escutas destruídas?  -Não faz mal, é tudo boa gente.  O país encaminhado para o abismo de uma divida incurável?  -Não faz mal, é tudo boa gente.  Temos o gasóleo mais caro?  o IVA a 23%?  os abonos a diminuir?  -Não faz mal, é tudo boa gente.  Vive-se no desprezo mais elementar pela Cultura?  no autismo face à pobreza e encerramento de lojas, do pequeno comércio e de fábricas?  face à falência de pequenos e médios empresários?  -Não faz mal, é tudo boa gente.  Gerimos mal no tempo das vacas gordas e hoje desaparecerem biliões, falindo Bancos?  -Não faz mal - nós pagamos!  Somos todos gente boa!
Era suposto que um só destes casos já fosse Watergate mais que suficiente para a demissão destes artistas. E contudo...  Em Portugal, a actual Democracia comporta-se como uma oligarquia de eleitos em circuito fechado.  Iluminados intocáveis.  A Ditadura tinha de nome Estado Novo.  Agora esta Democracia tem de nome Este Estado.  Na outra altura não podíamos falar, pois já sabíamos que éramos presos, torturados, sei lá que mais.  Hoje não;  porque é tudo boa gente.

Podemos provar que mentem, forjam diplomas, inventam motivos, perdoam dívidas, promovem amigos, afundam o país.  Podemos por tudo escarrapachado nos jornais, na rádio, na TV, onde quer que seja.  Eles no dia seguinte lá estão, vestidos impecavelmente de cinzento, elegantes, sorridentes, inaugurando, explicando os esforços da classe dirigente e a ingratidão das massas que não compreendem o seu denodo infatigável em combater a crise.
Chega-se a uma conclusão. Devem tomar o mesmo comprimido da estória da diarreia que afligia o pobre paciente.
- O senhor parece muito melhor, mais satisfeito - perguntou o médico. - Sente-se melhor, não é verdade?
- Eu não, senhor doutor!  Nada, mesmo!  Mas aquele comprimido que o senhor me deu faz-me um efeito fantástico!  É que continuo com diarreia do piorio;  só que agora já não me importo, quero lá saber!

Ate quando andaremos a levar com as diarreias desta medonha, obsoleta e ridícula classe politica?...

A solução afinal, se calhar, pode estar mais na nossa mão do que pensamos.  Porque, ao que parece, se estamos à espera de vergonha... eles tomam todos os dias o comprimido e já nada sentem na consciência.

(Por Pedro Barroso, AQUI )
(Nota:  ilustrações e negritos colocados por mim)
 
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Está na hora de dar preferência aos produtos "Made in Portugal"

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Nem sempre assim pensei.  Nem sempre assim procedi.  Porém, e dadas as circunstâncias actuais, torna-se urgente e necessário que passemos a dar preferência aos produtos "Made in Portugal".  As razões são, infelizmente, sobejamente conhecidas, e está na hora de nos habituarmos a preferir os produtos produzidos em Portugal

Não, não se trata de uma medida proteccionista (e ainda que o fosse!), mas antes uma questão de sobrevivência perante o ataque desenfreado do grande capital estrangeiro que nos entra porta dentro todos os dias e em tudo quanto é sítio, contribuindo fortemente para o encerramento diário de dezenas de empresas e o crescente aumento do desemprego neste país.
Uma vez que se não vê nem medidas nem sensibilidade da parte deste governo para atacar este contínuo e prolongado desmoronamento do tecido empresarial e o consequente aumento desta situação social aflitiva, cabe-nos a nós, como consumidores, fazer pelo menos o mínimo que nos é possível - preferir os produtos nacionais

E como poderemos fazer isso? - Todos os artigos hoje vendidos em qualquer loja, desde o pequeno comércio aos centros comerciais e às grandes superfícies, têm impresso um "Código de Barras".  Este código de barras mais não é do que o cartão de identidade de todo e qualquer artigo.  Nele está contida toda a informação sobre ele, desde o país de origem e local de fabrico até ao seu preço. 

E a maneira de identificar o país de origem é através dos 3 primeiros dígitos que, no caso de Portugal, é designado pelos algarismos 560.

Faça então como eu: - sempre que possível, prefira os produtos  560  «Made in Portugal».




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O ternurento "engate" da Judite! (humor) em directo!...

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Apesar de tudo...  o que é preciso é disposição para fazer das fraquezas forças, transformando os maus em bons momentos e colocando os "péssimos" actores em hilariantes situações, acabando por dar neste excelente aproveitamento das imagens.  Parabéns aos autores!



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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A origem dos conflitos no Médio-Oriente!...

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Condensadas aqui, neste "artístico" espectáculo de competição de "drifts", as verdadeiras raizes dos conflitos no médio-oriente.  É a eterna luta entre as "duas" e as "quatro-rodas", tão bem ilustrada já no "post" anterior.  O carro aqui é um BMW M5-E39, equipado com um reforçado motor V8 de 4.900 cc a gasolina e que desenvolve uma modesta potência de 394 cv.
O veículo de "duas rodas" que com ele compete (brilhante e garbosamente, aliás...) é uma vulgar e competitiva "BIKE", equipada com um antigo e esforçado (mas sempre fiável) motor V2 invertido, vulgarmente conhecido pelo "legs", que consome uma económica mistura variável de água e tâmaras e desenvolve, em condições ideais, a extraordinária potência de 0,25 cv.  E o resultado... é este que aqui se apresenta. E depois...  também aquele a que assistimos agora diariamente pela TV.  Luta terrível esta, entre as "duas" e as "quatro-rodas"...



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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Excelentes "kits de unhas"... e que valente injecção de adrenalina!

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Extraordinário bailado em "drift" sobre a pista de Sandia entre estes dois pilotos:  Nick “Apex” Brocha em moto e Jim Guthrie em automóvel, dois pilotos experientes e fora de série.  O carro é um Mazda Rx-7 equipado com um motor Corvette V8 de 375 hp de potência;  a mota é uma Kawasaki Zx-10, de 1000 cc e com 175 hp de potência, cuja única modificação foi o aumento do braço traseiro em 30 cm para aumentar a estabilidade e impedir o levantamento da frente nos fortíssimos arranques.  Em certos planos foi usado um pequeno modelo telecomandado e equipado com uma câmara de filmagem.
O resultado, esse está bem patente aqui neste excelente vídeo. E que deve ter dado um fantástico gozo aos dois intervenientes nesta brincadeira!  Ah...  e acima de tudo, a mota chegou à frente!




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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

"Com que voz"... Amália pelo violino de Natalia Juskiewicz

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Natalia Juskiewicz é uma violinista polaca que reside em Portugal há vários anos. Titular de um diploma superior em estudos clássicos de violino pela Academia de Poznan, uma das escolas mais conceituadas do mundo, muito cedo iniciou a sua carreira musical como intérprete solista ou integrando orquestras e formações polacas de prestígio internacional. 
Durante umas férias, apaixonou-se por Portugal e decidiu ficar. Adaptou-se facilmente à língua e à cultura portuguesas e foi desenvolvendo, a solo ou fazendo parte de inúmeras orquestras e grupos musicais, um novo e variado percurso profissional que a levou a percorrer inúmeras vezes o país onde hoje se sente em casa.  (Retirado da sua página)
  
 
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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A vergonha... ou a falta dela!


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Luis Campos e Cunha

O poder, em sentido lato, é dominado crescentemente por pessoas que não sentem nem têm vergonha.

Há muita gente com vergonha da falta de vergonha que por aí impera.  A vergonha é um dissuasor de comportamentos sociais pouco éticos.  A falta dela conduz ao "vale tudo", e cada um de nós fica a saber que a simples chamada de atenção pública para um problema não é suficiente.  Ou seja, ficamos impotentes perante a falta de vergonha, pois não basta denunciar as situações.

Um dia, em Montargil, uma senhora pobre e de muita idade dizia-me que a sua família eram pessoas de muita vergonha.  Foi-me dito há mais de um quarto de século e nunca mais ouvi tal expressão, que não conhecia mas também nunca esqueci.  O que ela queria dizer é que, sendo pessoas de muita vergonha, eram pessoas honestas.  É a expressão acabada da vergonha como dissuasor ético de quem vive em comunidade.

No passado recente, apenas há alguns anos, uma gafe ou apenas um pequeno escândalo eram suficientes para um ministro se demitir.  Foi assim quando houve dúvidas (sublinhe-se, aliás, que não foram confirmadas) sobre um pagamento de sisa por António Vitorino.  Ou quando Carlos Borrego contou uma anedota de mau gosto (e que todos já conhecíamos) sobre as pessoas que morriam no hospital de Évora.  Um ministro que meteu uma cunha para a filha entrar em Medicina, logo que se soube, demitiu-se.  Em todos os casos eram pessoas de muita vergonha.
Lembro-me, quando em cargos públicos, de reler os meus discursos com a ideia de que poderiam ser lidos pelos meus alunos ou colegas de Faculdade.  E sempre pensar que teria vergonha se eles pensassem que eu dizia uma coisa na Faculdade e outra no Parlamento ou numa entrevista a um jornal.  Eram intervenções políticas e, como tal, nunca seriam uma aula, mas nos raciocínios económicos subjacentes não podiam contradizer o que tinha aprendido e ensinava.

Pelo facto de sermos um país pequeno e com uma pequena elite, em que todos se conhecem, a vergonha, quando existe, é um dissuasor moral muito eficaz.  Para toda a vida nos recordaremos de pessoas públicas envolvidas em simples casos, muitas vezes sem fundamentação, ou em casos de incumprimento de obrigações fiscais ou pequena corrupção (a grande corrupção parece não existir em Portugal, a avaliar pelo número de condenações em tribunal).  Ou seja, o simples facto de todos nos conhecermos, e de estarmos condenados a ver-nos regularmente nas mais diversas ocasiões, leva a que, quando há vergonha, as pessoas em serviço público cumpram a lei e as regras da decência nas nomeações e na gestão da coisa pública.  Muitos cumpriam (e continuam a cumprir) por imperativo de consciência, mas outros o faziam por simples vergonha de serem descobertos.  Esta parte está a acabar.
Nesse sentido, penso que Portugal era menos corrupto há dez ou quinze anos do que é hoje em dia.  Aliás, os indicadores internacionais de percepção da corrupção colocam neste momento Portugal numa situação vergonhosa.  Por falta de vergonha de muitos agentes políticos.

Como se chegou aqui?  Penso, mais uma vez, que é o resultado do mau funcionamento da justiça aliado a uma comunicação social sensacionalista.  A falta de resposta e a morosidade por parte da justiça e da investigação é embaraçante e conduz à impunidade.  Quem não tem vergonha fica sem sanção. 

Por outro lado, uma imprensa e uma televisão populistas e em busca desesperada de audiências fazem o resto.  A população não acredita no que lê e no que ouve e, por outro lado, acusa-se e condena-se sem provas e sem direito a defesa, no tribunal da populaça.
O defunto semanário O Independente ainda começou bem, mas rapidamente acusou, julgou e puniu sem ouvir o réu.  Lembro-me de o ter deixado de comprar (e ler) por volta de 1992, quando me apercebi da pulhice que estavam a fazer a um amigo.  O Independente foi, em muitos casos, uma escola de mau jornalismo que, para nossa infelicidade, fez escola.  Há, como é óbvio, ainda muitas excepções entre a classe dos jornalistas que, crescentemente, apenas confirmam a regra.

A acusação publicada e permanente de pessoas, com casos e com pseudo-casos, leva a que as pessoas de vergonha se afastem da causa pública.  É um fenómeno de selecção adversa, pois, pelos constantes vexames públicos, cada vez mais, só pode exercer cargos políticos quem não sentir vergonha.  E quem não sente vergonha é porque não tem vergonha.  É mau, mesmo muito mau, para a democracia e para todos nós.
Como é possível que os casos dos sobreiros, da cova da beira, do freeport, da universidade independente, da face oculta, dos contentores, dos projectos engenheirais, do bpn, da tvi-pt, dos submarinos não passem de pequenos incidentes (e por isso os escrevo com letra minúscula)?  São casos que atravessam (quase) todos os partidos e nada se sabe e nada acontece.  E o pouco que acontece é anos e anos tarde demais e muitas vezes envolto numa neblina que apenas confunde e nada esclarece.  A justiça e a comunicação social têm um problema sério.  E nós temos um problema grave. 

O poder, em sentido lato, é dominado crescentemente por pessoas que não sentem nem têm vergonha.  Os que ainda têm vergonha terão vida política curta, no actual estado de vivência democrática.

(Luís Campos e Cunha(*), in PÚBLICO, 20/08/2010)


(Nota: - imagens e sublinhados colocados por mim)
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(*) - Luís Campos e Cunha é professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa. A nível político, foi militante do Partido Socialista logo após a Revolução do 25 de Abril de 1974, abandonando este partido algum tempo mais tarde, mantendo-se, todavia, na área do PS mas com o estatuto de independente. Em 1996, Campos e Cunha foi nomeado vice-governador do Banco de Portugal, mantendo essas funções até 2002.
A 12 de Março de 2005, Luís Campos e Cunha foi nomeado ministro das Finanças do XVII Governo do primeiro-ministro José Sócrates, lugar que abandonou 4 meses mais tarde, em Julho de 2005, altura em que foi substituído por Teixeira dos Santos, que tomou posse a 21 do mesmo mês. - (fonte: Infopédia)

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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

E como são "incómodos" os jornalistas de investigação!...

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Repórter TVI: «Abutres» retrata a corrupção no seio do Estado


Em tempo de crise económica, financeira e de valores, o debate sobre a criminalização do enriquecimento ilícito está na ordem do dia.  A moralização da vida pública é cada vez mais uma necessidade que ninguém contesta.  A corrupção, a fraude, o branqueamento, o tráfico de influências e a gestão danosa no seio do sector público minam qualquer estado de direito.  E criam, por outro lado, pobreza e desde logo mais desigualdade.

 
(clicar na imagem para ver o video da reportagem)


«Abutres» é uma reportagem de investigação de Rui Araújo, Rui Pereira e Carlos Lopes, que retrata o caos vigente no seio de algumas empresas do Estado.  No final, quem paga a factura é sempre o contribuinte.  O Estado perdeu 104 milhões de euros com as empresas da holding PARPÚBLICA no primeiro semestre de 2010.

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Pecado Capital... até quando vamos admitir este saque?

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Portugal continua a sustentar uma capital imperial, mesmo quando já não há império. Sem o velho imenso território, de Melgaço a Timor, a Lisboa centralista entretém-se hoje a colonizar o continente.  O regime político vigente impõe-nos um modelo de desenvolvimento (?) monstruoso em que se sacrifica todo o território aos privilégios da corte.

Para alimentar este sistema, os portugueses são fustigados com mais e mais impostos, cujo primeiro objectivo é o de sustentar uma oligarquia imensa instalada na capital. 
Esta casta é constituída por membros de umas tantas famílias que se distribuem pelos cargos de alta direcção da Administração Pública.  Ocupam, de forma rotativa, os postos que conferem maiores regalias. Estes "boys" de luxo saltam dos ministérios para o Parlamento, daqui para os tribunais superiores, pululam entre os melhores "tachos", usufruem de todas as vantagens.
À sua volta e para os servir, concentra-se um séquito de funcionários. Só nas imediações do Terreiro do Paço, num raio de três quilómetros, estão sediados cerca de 60 mil funcionários públicos, distribuídos pelos mais diversos serviços governamentais.  Estranhamente, há ainda milhares de empregados do Estado em ministérios cujos serviços estão descentralizados, como a Saúde ou a Segurança Social.  Há até funcionários do Ministério da Agricultura que vivem em Lisboa e nunca devem ter visto uma couve.  Mas a situação mais bizarra sente-se na Educação, onde mais de mil milhões de euros do respectivo orçamento são derretidos no gabinete ministerial.  E tudo isto, ao mesmo tempo que fecham escolas na província.

Mas não só.  Enquanto no Norte o desemprego cresce sem parar e o Interior se desertifica, ao mesmo tempo que pelo país encerram escolas, tribunais e serviços de saúde - na capital, todos os investimentos e esbanjamentos são possíveis, todos os pecados são permitidos: - mais auto-estradas, expansão do metropolitano, nova travessia do Tejo, mais um aeroporto, novos teatros e museus...

Na capital não há limites, nem para a imaginação, nem para gastos incomensuráveis. Lisboa continuará a absorver todos os recursos do país.

Até quando vamos admitir este saque?

(Paulo Morais, in JN, 19/01/2011)

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O anjo negro da vingança*

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No seu discurso de vitória, sobre a "vil baixeza" que foi a campanha para estas presidenciais, Cavaco Silva afirmou que "Era bom para a democracia" que "os nomes" das pessoas que contribuíram para a "campanha de calúnias, mentiras e insinuações" fossem divulgados.  A seguir, desafiou a comunicação social a divulgar os autores da suposta maquinação.  "A honra venceu a infâmia", concluiu.

Como eu gosto de ver estes democratas a babarem-se para o ajuste de contas, para a "vendetta" contra todos aqueles que se atreveram a fazer-lhe perguntas a que ele não queria, ou não podia, responder.  A vil-baixeza de perguntar, a infâmia de sequer imaginar que algo podia macular a sua pureza.  O cadafalso é pouco para eles.
Mas, o ter vencido não será suficiente para que se considere respondidas as perguntas a que nunca respondeu.  Os Oliveiras e Costas, os BPNs, as Aldeias das Coelhas e as Acções continuam a existir e as respostas a ser necessárias.  Cada vez mais.

* (Retirado DAQUI )
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domingo, 23 de janeiro de 2011

Acabadas as eleições... segue-se a festa! e que festa!...

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Momento de raiva - "Afinal o que importa... é rir de tudo!"

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A propósito de eleições presidenciais...


Afinal o que importa não é a literatura
nem a crítica de arte nem a câmara escura.
Afinal o que importa não é bem o negócio
nem o ter dinheiro ao lado, de ter horas de ócio.
Afinal o que importa não é ser novo e galante
- ele há tanta maneira de compor uma estante.

Afinal o que importa é não ter medo:
fechar os olhos frente ao precipício
e cair verticalmente no vício.
Não é verdade rapaz? E amanhã há bola
antes de haver cinema, madame blanche e parola.

Que afinal o que importa não é haver gente com fome
porque, assim como assim, ainda há muita gente que come.
Que afinal o que importa é não ter medo de chamar o gerente
e dizer muito alto ao pé de muita gente:
Gerente! Este leite está azedo!

Que afinal o que importa é pôr ao alto a gola do peludo
à saída da pastelaria, e lá fora
– ah, lá fora! – rir de tudo
no riso admirável de quem sabe e gosta
ter lavados, e muitos, dentes brancos à mostra


(Mário Cesariny)

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O Orçamento de Estado 2011 - Pior é impossível !...

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O aumento de impostos que aí vem e a diminuição de salários na Função Pública servirá para alimentar um Orçamento do Estado mau, descomunal e que não garante sequer os benefícios mínimos a que os cidadãos têm direito.  Em 2011, o Estado irá gastar cerca de 75 mil milhões de euros.  O que representa 7500 euros por cada português, 30 mil numa família com dois filhos.  Uma barbaridade!

Como contrapartida, quais os benefícios para os cidadãos?  Ao nível da Saúde, o serviço é satisfatório nos grandes centros, mas quase não há respostas no interior e nas zonas periféricas.  O descalabro nos gastos é a regra. Em alguns hospitais, o custo médio por consulta anda acima dos 150 euros, as despesas com medicamentos não param de subir, é a falência anunciada.
Já na Educação, milhares de milhões de euros gastos no ensino público representam um custo anual por aluno da ordem dos cinco mil euros... muito mais do que se paga na maioria dos colégios. Nos outros sectores, é a desgraça que se sabe.

Mas, pior que tudo, o orçamento é o instrumento que assegura às empresas do regime o pagamento de negócios chorudos, como as concessões de SCUT com rentabilidades de 14% ao ano. Garante ainda os empréstimos ruinosos para o financiamento da dívida pública, que irá consumir as receitas correspondentes ao aumento do IVA.
E é para alimentar este regabofe que nos vêm impor sacrifícios?

Sacrifícios para todos? -Não.  

Deles estão isentos os que conseguem influenciar um Estado permeável às forças corporativas. Os salários não serão reduzidos aos funcionários da Região Autónoma socialista dos Açores. Nem tão-pouco a alguns dirigentes e quadros de empresas públicas. A fuga ao Fisco está ainda autorizada às maiores empresas (mas só às mais ricas), cotadas em Bolsa, que podem antecipar pagamento de dividendos, beneficiando de um quadro fiscal mais favorável.

O Orçamento de 2011 ficará na história como aquele que transformou o Fisco num mecanismo de transferência dos recursos dos pobres directamente para os mais ricos.

Mário Soares já tinha colocado o socialismo na gaveta.  Sócrates deitou-o ao lixo.

(Paulo Morais, in JN, 2010-12-08)


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sábado, 22 de janeiro de 2011

Dia de reflexão: - Os TÍTULOS do Governo!...

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Tal como aqueles outros que o governo anda a vender pelas chinas e pelas arábias, também estes "títulos"  nada valem.  Servem apenas para lembrar a extraordinária obra feita só no ano de 2010.  A avaliar por tão extensa quanto rica obra feita em apenas um ano, a obra realizada por todos os governos nos últimos 25 anos chegaria para entupir a net só com os títulos portugueses!

Por isso os outros países não estão mais interessados nos nossos "títulos"...  é que já estão fartos deles.  Nos últimos 25 anos a nossa grande produção resume-se a isso mesmo - títulos...  de jornais!

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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

De cada vez que fala, revela-se. A política é de facto uma chatice...


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No fundo, o que Cavaco quer é que chegue ao fim a agonia da campanha que tem mostrado à saciedade a verdadeira essência do político bartleby, o político que é apenas competente enquanto nada faz e honesto quando nada diz.
De soluço em soluço, Cavaco reza para que ainda haja portugueses que o elejam à primeira volta porque não sabe o que pode acontecer com mais três semanas de campanha
Há quem diga que o silêncio é mais sábio que o ruído. No caso de Cavaco, o silêncio sempre lhe serviu de máscara para o vazio.

De cada vez que fala, revela-se. A política é de facto uma chatice.




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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O retrato de uma nação! - ou, a ética e a moral já não moram mais aqui!

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Grito de Revolta pessoal - ISCSPleaks

Grito de Revolta contra a senioridade RASCA

Em Outubro de 2005, com dezasseis anos concluídos em Abril e uma média de entrada de 17 valores, iniciei a minha Licenciatura em Ciência Política no ISCSP-UTL, curso e Instituição de Ensino que escolhi como minha primeira opção. Sem qualquer pretensão: isto não dirá algo do perfil de uma aluna?!

No ano lectivo 2008/2009, o meu 4º e último ano de Licenciatura, enquanto bolseira ERASMUS, fiz doze cadeiras na Università Degli Studi di Trieste, tendo concluído onze delas com a classificação máxima (30/30) e a quatro destas as/os docentes avaliadoras/es fizeram questão de acrescentar “com distinção” (30 lode). Sem qualquer pretensão: isto não dirá algo do perfil de uma aluna?!  Em 17 de Setembro de 2009, com vinte anos, completei a minha licenciatura pré-Bolonha com uma média de 16 valores (15,75) e respectivo relatório de estágio/seminário de licenciatura classificado em 18 valores.

Fui, com efeito, a melhor aluna finalista de Ciência Política no ano lectivo de 2008/2009.  Fui, também, uma das melhores alunas da UTL nesse mesmo ano lectivo, tendo recebido uma Bolsa de Estudo por Mérito em 8JUL2010.
Sou, por isso, uma daquelas jovens estudantes, que se esforçaram no seu percurso académico e de Vida por alcançar a meta a que se propôs. Uma daquelas jovens que já começou a pagar a factura dos seniores de Portugal, aqueles que há alguns anos atrás, falavam da GERAÇÃO RASCA!

Em 12 de Janeiro de 2010, já estudante-trabalhadora, enquanto Mestranda no ISCSP e Técnica de um Projecto numa ONG, um amigo e colega ISCSPiano contacta-me telefonicamente a informar que o Prémio ISCSP-Caixa Geral de Depósitos para a/o melhor aluna/o de Ciência Política (Prémio José Gonçalo de Santa Rita) havia sido atribuído a um colega com a média final de licenciatura de 14,50. Uma média, portanto, inferior à minha.
No sítio electrónico do ISCSP, nem uma única informação sobre este assunto. Não fosse o colega avisar-me, e nem havia sabido atempadamente da cerimónia de abertura do ano lectivo.
Em 13 de Janeiro de 2010, apresentei reclamação, cfe. meu direito, ao fundamentar que o documento que o ISCSP alegava ser um “regulamento” não impedia a minha elegibilidade para a recepção do dito prémio (ver anexo).Prémio que reclamava, por ser meu de DIREITO!  Em 15 de Janeiro de 2010, não havia obtido nenhuma resposta escrita à mesma.  E faz dia 18 de Janeiro, um ano que, após contactos telefónicos, presenciais, minha insistência e de um colega representante das/os estudantes no Conselho de Escola, a entrega do prémio José Gonçalo de Santa Rita foi suspensa.

Faz um ano que iniciei uma jornada difícil, em prol da transparência e da justiça. O ISCSP desprezou-me, a UTL ignorou-me e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) esqueceu-me. O Estado Português vestiu-se a rigor, como classicamente é conhecido para este tipo de ocasiões – vestiu-se de pessoa de má-fé.

Contrariamente ao que diz, o ISCSP não “valoriza pessoas”. O ISCSP tem, como seus responsáveis, pessoas que se recusaram a admitir perante a sua questionadora - eu - a verdade, quer a material, quer a processual.  Mas, para além da suspensão da entrega de um prémio do qual nunca mais se ouviu falar da rectificação da sua entrega pública, nem aparece mencionado no programa deste ano, o ISCSP fez aprovar, a 12FEV2010, e publicitar no seu sítio electrónico a 28MAI2010, um regulamento.
Estivesse eu errada, nunca teria havido qualquer necessidade destas duas acções serem tomadas. Mas o ISCSP nunca me reconheceu a razão. A UTL, em nome de uma autonomia conveniente, foi conivente com esta posição. O MCTES comprovou a ineficiência e a inoperacionalidade, a MENTIRA e o DESPREZO, de um (des)Governo Central desligado das/os suas/seus cidadãs/ãos.

Enquanto ISCSPiana orgulhosa de um passado digno e desejosa de um futuro próspero para a Instituição a que chamei de Casa, enquanto Mestranda e futura Investigadora de um Centro de Investigação do ISCSP (CAPP), enquanto antiga Vice-Presidente do Núcleo de Estudantes de Ciência Política do ISCSP, enquanto cidadã interessada e activista académica e, acima de tudo, representando eu, pelas minhas características pessoais e académicas, um input promissor para as actividades do ISCSP, afirmo:

- que me sinto lesada e magoada pela forma insultuosa como o ISCSP me tratou, nas pessoas do Presidente e Secretário do ISCSP, respectivamente Professor Catedrático Doutor João Bilhim e Acácio Santos,
- que estou profundamente agradecida à minha advogada e amiga, a Samuel de Paiva Pires, meu colega e amigo, e a todas as pessoas que, directa ou indirectamente, colaboraram nesta saga e demonstraram a sua solidariedade pela busca de uma justiça que não chegou,
- que, apesar de me encontrar, há algum tempo, com graves problemas de saúde, que me impediram de, se calhar, tentar “vencer pelo cansaço”, como se diz na gíria, continuarei presente, enquanto estudante do ISCSP, e desperta, enquanto activista cívica, na luta pela transparência, verdade, justiça e reconhecimento do mérito. Afinal de contas, a minha formação pessoal leva-me a valorizar pessoas e eu nunca deveria ter sido uma excepção a este apanágio.  Consulte os pormenores desta VERGONHA em http://silviavermelho.com.sapo.pt/iscspleaks.htm e contribua para que o ISCSP possa um dia ter, como seus responsáveis, pessoas que cumpram o lema da Instituição, pessoas que valorizem pessoas.

E já agora! Se o Presidente e Secretário do ISCSP, respectivamente Professor Catedrático Doutor João Bilhim e Acácio Santos, se sentirem lesados por eu denunciar, por esta via, o destempero da sua postura, o desprezo a que votaram a melhor aluna, tal qual moedeiros falsos, coxos e vesgos da verdade, como se eu fosse limitada no entendimento, assim me maltratando, via esta que é pública e infinita, como o é uma almofada de penas rota, as quais depois de espalhadas nunca mais se apanham, que me façam um favor! Processem-me!

Publicado por Silvia Vermelho AQUI
Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011


(NOTA: - ilustrações colocadas por este blogue, a partir de fotos do site ISCSP)

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"Medíocres"... são todos os outros!

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"Mais medíocres"


A última coisa que me imaginava a fazer era a exegese de frases de políticos em campanha. Pensava eu que, mesmo vivendo com uma reforma de 800 euros como a senhora do prof. Cavaco Silva, de tal água nunca beberia. Mas dei com uma frase do professor num almoço com jovens e todo o edifício dos meus princípios e escolhas de vida se desmoronou.

"Pensem bem o que significa alhear, deixar àqueles que são mais medíocres, àqueles que têm menos conhecimentos e capacidades, àqueles que são menos sérios, o poder de decisão", alertou o professor os jovens no Português que lhe foi possível.
É certo que Cavaco Silva não é propriamente o Pe. António Vieira. Não precisava, contudo, de ter espoliado o pobre "alhear" do complemento directo e/ou do pronome. E, pensando bem, talvez aquele "pensem bem" estivesse a pedir uma preposição, nunca se sabe...
Mas se a gramática de Cavaco Silva dava um "Prós & Contras", a sua semântica e a sua humildade davam dois. Se bem percebi, o que o candidato presidente diz é que todos os outros candidatos são "mais medíocres" que ele, e que têm "menos conhecimentos e capacidades" e são "menos sérios".

Tudo numa só frase e sem se engasgar.

Faltou-lhe dizer que é mais bonito que Defensor Moura, mais alto que José Manuel Coelho, mais bem penteado que Francisco Lopes e que tem gravatas mais caras que Manuel Alegre e Fernando Nobre.

Mas não desesperemos, resta uma semana de campanha.

(Manuel António Pina, in JN, 18/01/2011)
 
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