quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Basta não ser corrupto! Depois... apenas sério e minimamente inteligente!

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O Semanário "The Economist" avaliou os 8 anos do Brasil de Lula da Silva versus Fernando Henrique Cardoso (FHC), e...  veja-se o resultado:


(Tabela Retirada daqui)


Fernando Henrique Cardoso, o farol, o sociólogo, entende tanto de sociologia quanto o governador de São Paulo José Serra entende de economia.

Lula, que não entende de sociologia, levou 32 milhões de miseráveis e pobres à condição de consumidores.
Lula, que não entende de economia, pagou as contas de Fernando Henrique Cardoso, levou a zero a dívida com o FMI e ainda emprestou algum aos ricos (USA).
Lula, o "analfabeto", que não entende de educação, criou mais escolas e universidades que os seus antecessores juntos, e ainda criou o PRÓ-UNI, que leva o filho do pobre à universidade.
Lula, que não entende de finanças nem de contas públicas, elevou o salário mínimo de 64 para mais de 200 dólares e não quebrou a previdência, como queria Fernando Henrique Cardoso.
Lula, que não entende de psicologia, levantou o moral da nação e disse que o Brasil está melhor que o mundo. Embora o PIG - Partido da Imprensa Golpista, que entende de tudo, diga que não.
Lula, que não entende de engenharia nem de mecânica nem de nada, reabilitou o Proálcool, acreditou no biodiesel e levou o país à liderança mundial de combustíveis renováveis.
Lula, que não entende de política, mudou os paradigmas mundiais e colocou o Brasil na liderança dos países emergentes, passou a ser respeitado e enterrou o G-8.

Lula, que não entende de política externa nem de conciliação, pois foi sindicalista brucutu, mandou às favas a ALCA, olhou para os parceiros do sul, especialmente para os vizinhos da América Latina, onde exerce liderança absoluta sem ser imperialista.. Tem fácil trânsito junto a Chaves, Fidel, Obama, Evo etc. Bobo que é, cedeu a tudo e a todos.
Lula, que não entende de mulher nem de negro, colocou o primeiro negro no Supremo (desmoralizado por brancos), e uma mulher no cargo de primeira ministra e fê-la sua sucessora.
Lula, que não entende de etiqueta, sentou-se ao lado da rainha e afrontou a nossa fidalguia branca de lentes azuis.
Lula, que não entende de desenvolvimento nem nunca ouviu falar de Keynes, criou o PAC, antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é hora de o Estado investir, e hoje o PAC é um amortecedor da crise.
Lula, que não entende de crise, mandou baixar o IPI e levou a indústria automobilística a bater recorde.
Lula, que não entende de português nem de outra língua, tem fluência entre os líderes mundiais, é respeitado e citado entre as pessoas mais poderosas e influentes no mundo actual.


Lula, que não entende de respeito a seus pares, pois é um brucutu, já tinha empatia e relação directa com Bush - notada até pela imprensa americana - e agora tem a mesma empatia com Obama.
Lula, que não entende nada de sindicato, pois era apenas um agitador, é amigo do tal John Sweeny e entra na Casa Branca com credencial de negociador, lá, nos "States".
Lula, que não entende de geografia, pois não sabe interpretar um mapa, é actor da mudança geopolítica das Américas.
Lula, que não entende nada de diplomacia internacional, pois nunca estará preparado, age com sabedoria em todas as frentes e torna-se interlocutor universal.
Lula, que não entende nada de história, pois é apenas um locutor de bravatas, faz história e será lembrado por um grande legado, dentro e fora do Brasil.
Lula, que não entende nada de conflitos armados nem de guerra, pois é um pacifista ingénuo, já é cotado pelos palestinos para dialogar com Israel.
Lula, que não entende nada de nada, é melhor que todos os outros. Além de receber o prémio de estadista GLOBAL
Pense agora: -o que não faria este homem se entendesse de alguma coisa?!...

Nota do blogue: - Parece que o grande mal em Portugal é termos no poder demasiados engenheiros e doutores…

(Autor desconhecido – recebido via e-mail)

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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Mentirosos! Aldrabões! Tudo gente que nem deveria ter nascido!...

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Linha do Tua - O Grande Roubo!...

Mentirosos!  Aldrabões!...  Tudo gente que nunca deveria ter nascido por uma única vez, sequer!  E ainda têm a distinta lata de se candidatarem a mandatos de altos cargos políticos!  E, por inconcebível que pareça, conseguem ainda arrastar atrás de si uma turba de gentinha estúpida e sem memória, esquecidos já de tantas e tantas mentiras que, de tantas vezes repetidas, até já lhes soam a verdades. 
E os seus autores, de tão falsa e torpe transparência mas sabedores da imbecilidade do povo que os elege, até já chegam a clamar pelo segundo renascimento daqueles que não esqueceram as patifarias desavergonhadas e desleais de que foram alvo! 
A propósito de sondagens...  triste sina a deste povo, que leva porrada e ainda fica agradecido a quem lha dá!





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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Os culpados têm rostos e têm nomes!


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Lá fora, ninguém acredita que Portugal consiga sair sozinho do buraco em que se meteu.



Lá fora, ninguém acredita que Portugal consiga sair sozinho do buraco em que se meteu. Os responsáveis políticos e financeiros dos países mais representativos da Europa deixaram de fingir confiar num Governo cujas demonstrações de incompetência já constituem um exemplo universal e escolar daquilo que não deve fazer perante uma crise:  -negá-la, jurar a todos os ventos que esta não chegaria aqui, adiar os remédios óbvios, proclamar austeridade para todos mas negociar excepções para os interesses da corte, desmotivar as pessoas de cumprirem um fim que deveria ser comum, actuar sempre tarde e a más horas e persistir em não alterar a lógica perniciosa que nos conduziu à actual desgraça.
Até a Espanha, igualmente assolada pela mediocridade governativa, já não esconde o mal-estar com a fortíssima possibilidade de se afundar por "efeito português". (...)


Portugal está assim por culpa nossa. Ninguém acredita em nós porque não o merecemos. Somos um país toxicodependente da despesa pública e ameigado à tradição do mau Governo, que está sempre a prometer corrigir os erros mas que constantemente neles volta a recair.
Perante o resto do Mundo civilizado, somos como aquele parente ou amigo (quem não os tem?) que insiste em ensaiar historietas e desculpas esfrangalhadas para que sustentemos os seus vícios, nos quais, claro, querem permanecer, e que estão sempre a culpar os outros pelas falhas que são essencialmente suas.
Somos um país que, há muito, consente ser dirigido por gente desprovida de rudimentos de qualidade, que social e culturalmente desdenha o mérito, e que se converteu numa arena imensamente fértil para os trapaceiros vivificarem e ditarem as suas regras levianas.


Só conseguiremos iniciar a saída da fossa financeira, política e ética em que estamos quando interiorizarmos que não chegamos até aqui por obra dos "mercados", de Merkel, de Sarkozy, de Jean-Claude Trichet ou dos financeiros norte-americanos, ingleses, japoneses ou da República de Nauru!
Não foram os ministros alemães que tomaram as decisões ruinosas que agora nos empobrecem. Nem os políticos franceses que nos forçaram a erigir auto-estradas de forma compulsiva e onerosamente inútil (recordemos que, não há muito tempo, o Governo Sócrates ainda acalentava o projecto de construir uma terceira auto-estrada entre Lisboa e Porto).
Não foi o BCE que andou a agigantar a nossa Administração até aos presentes níveis de irracionalidade, nem os norte-americanos que nos impuseram a sandice de sobrepormos o mesmo fim público em várias entidades idênticas para as quais inventámos nomes diferentes e, irresponsavelmente, atulhámos com o dinheiro dos contribuintes.


Quando Portugal passar a ser governado de facto por entidades estrangeiras - última esperança de não nos tornarmos num lugar com carências de Terceiro Mundo -, ou seja, após a entrada do Fundo Europeu de Estabilidade (FEE) e do FMI, seria bom que não desconversássemos, arte em que somos peritos, e que assumíssemos de uma vez que se trata de um resultado que a nossa ineptidão como país prenuncia e apronta há muito tempo.
E que os culpados têm rostos e têm nomes: - são todos os presidentes da República, todos os primeiros-ministros, os ministros e os demais titulares de cargos políticos que tiveram altas responsabilidades de decisão nos últimos 25 anos e que tão mal agiram por acção ou por omissão.
Quem nos condenou aos tempos difíceis que estão iminentes, foram os políticos que nos desgovernaram. E nós, que os escolhemos e que reincidimos nessas trágicas opções por diversas vezes, mesmo depois de a incompetência de quem nos tem dirigido ter sido comprovada até ao ponto de não retorno.

(Carlos Abreu Amorim, in JN de 10/01/2011)
(NOTA: - as imagens e os sublinhados são meus)

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"Só se resolve a crise mudando de regime!"

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Dez milhões de portugueses foram vítimas de uma fraude que os fará passar anos de miséria.


Toda a gente acusa deste crime, único na nossa história recente, entidades sem rosto como os “mercados”, a “especulação” ou meia dúzia de agências de rating, que por motivos misteriosos resolveram embirrar com um pequeno país bem comportado e completamente inócuo. Mas ninguém acusa os verdadeiros responsáveis, que continuam por aí a perorar como se não tivessem nada a ver com o caso e até se juntam, quando calha, ao coro de lamúrias. Parece que não há um político nesta terra responsável pelo défice, pela dívida e pela geral megalomania dos nossos compromissos. O estado foi sempre administrado com senso e parcimónia. Tudo nos caiu do céu.

Certos pensadores profissionais acham mesmo que o próprio regime que engendrou a presente tragédia é praticamente perfeito e que não se deve mexer na Constituição em que ele assenta. Isto espanta porque a reacção tradicional costumava ser a de corrigir as regras a que o desastre era atribuível. Basta conhecer a história de França, de Espanha ou mesmo de Portugal para verificar que várias Monarquias, como várias Repúblicas, desapareceram exactamente pela espécie de irresponsabilidade (e prodigalidade) que o Estado do “25 de Abril” demonstrou com abundância e zelo desde, pelo menos, 1990.

A oligarquia partidária e a oligarquia de “negócios” que geriram, em comum, a administração central, e as centenas de sobas sem cabeça ou vergonha da administração local, não nasceram por acaso.
Nasceram da fraqueza do poder e da ausência de uma entidade fiscalizadora. Por outras palavras, nasceram de um Presidente quase irrelevante; de uma Assembleia em que os deputados não decidem ou votam livremente; de governos que, no fundo, nem o Presidente nem a Assembleia controlam; de Câmaras que funcionam como verdadeiros feudos; de uma lei eleitoral que dissolve a identidade e a independência dos candidatos.

Vivendo a nossa vida pública como a vivemos, quem não perceberá a caracterizada loucura das despesas (que manifestamente excede o tolerável), a corrupção (que se tornou universal), os funcionários sem utilidade, o puro desperdício e, no fim, como de costume, a crise financeira?

A moral da coisa é muito simples: - só se resolve a crise mudando de regime.

(Vasco Pulido Valente, in Publico de 15/01/2011)

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A crise financeira, ou... de como a brincar se fala de coisas sérias!

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domingo, 16 de janeiro de 2011

Momento de raiva - «Os Calhordas»

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Os calhordas são casados com damas gordas
Que às vezes se entregam à benemerência.
As damas dos calhordas chamam-se calhôrdas
E cumprem seu dever com muita eficiência.

Os filhos dos calhordas vivem muito bem
E fazem tolices que são perdoadas.
Quanto aos calhordas pessoalmente, porém,
Não fazem tolices - nunca fazem nada.

Quando um calhorda se dirige a mim
Sinto no seu olho certa complacência.
Ele acha que o pobre e o remediado
Devem procurar viver com decência.

Os calhordas às vezes ficam resfriados
E essa notícia logo vem nos jornais:
"O senhor Calhorda acha-se acamado"
E as lamentações da Pátria são gerais.

Os calhordas não morrem - não morrem, jamais.
Reservam o bronze para futuros bustos
Que outros calhordas da nova geração
Hão-de inaugurar em meio de arbustos.

O calhorda diz: "Eu pessoalmente
Acho que as coisas não vão indo bem
Pois há muita gente má e despeitada
Que não está contente com aquilo que tem".

Os calhordas recebem muitos telegramas
E manisfestações de alegres escolares
Que por este meio se vão acalhordando
E amanhã serão calhordas exemplares.

Os calhordas sorriem ao Banco e ao Poder
E são recebidos pelas Embaixadas.
Gostam muito de missas de acção de graças
E às sextas-feiras comem peixadas.


(Rubem Braga)


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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Quem quiser... vá à página da Presidência! - está tudo lá...

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Ó sr. candidato!  mas será que está mesmo tudo na página da Presidência?  - ora então vejamos...  isto está?...



- E isto aqui, também?...



Vergonha na cara é o que falta a muita gente que tem responsabilidades governativas neste país. Vergonha na cara e respeito pelo povo que trabalha e que paga impostos!  E é por falta de vergonha dos políticos e do respeito devido ao povo que este país está na bancarrota!  Na miséria! 
Para que os crápulas desonestos e suas famílias tenham a mula cheia, vamos nós todos, nós e os nossos filhos e netos, pagar a factura das suas trafulhices e o luxuoso patrimónionio de todos os canalhas deste país!...

Para quando o julgamento e cassação do património destes vigaristas, como está sendo feito agora na Islândia?

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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Em Portugal o ciclo da dívida repete-se… que mais se irá repetir?

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Gráfico _ Dívida Pública Portuguesa em % do PIB, 1850-2010

Fonte: 1850-1900: Neves (1994); 1900-1973: Mata e Valério (1994), 1974-2009: AMECOGráfico: Santos Pereira (2010)
(clique na imagem para aumentar)

Este governo vai legar-nos a maior dívida pública dos últimos 160 anos

Com este subtítulo, publicado por Alvaro Santos Pereira no seu blogue "Desmitos" em 3/10/2010, eis um interessante gráfico da nossa dívida pública (em % do PIB), desde 1850 até 2010.  Através dele é fácil analisar as oscilações da dívida ao longo destes últimos 160 anos. Mais fácil ainda é verificar o óbvio: - goste-se ou não, foi com Oliveira Salazar e o Estado Novo o único período em que Portugal saiu da crise. Foi com ele e durante toda a sua governação, primeiro como Ministro das Finanças (1928-1932) depois como Presidente do Conselho (1932-1968), que Portugal baixou de uns altíssimos quase 90% do PIB, herdados da Monarquia e não corrigidos pelos republicanos da I República, para pouco mais de 10% em 1974, ano em que, com a “abrilada”, se deu novamente início a uma subida imparável da dívida neste últimos 36 anos, chegando mesmo a ultrapassar os 90% em 2010.

Segundo a análise de Alvaro Santos Pereira,  "...contrariamente ao que é propagado pelo governo, a dívida pública nacional já estava em franco crescimento bem antes da crise financeira internacional de 2008 (...) Isto é, não foi a crise internacional que iniciou a espiral de endividamento do Estado. 

E mais adiante escreve, "...na sua ânsia de deixar obra feita a todo o custo e de "modernizar" o país com obras faraónicas, este governo cometeu o maior atentado geracional da nossa História recente.  Quem irá pagar as dívidas de toda esta irresponsabilidade serão os nossos filhos e as gerações futuras.  E quem irá lidar com este terrível legado serão os próximos governos, e, como é óbvio, os contribuintes."

Isto é extremamente grave.  E há que tirar as devidas conclusões.

Moral da história: - Este povo é sempre o mesmo.  Bravo nas coisas sem importância mas servil e pouco dado a bater o pé nas fundamentais; orgulhoso no supérfluo e no secundário mas parco na inteligência e de coração mole nas coisas essenciais, ele  aguenta e paga tudo sem tugir nem mugir.  De memória curta, ele desculpa e adora quem o explora.  Parece correr-lhe nas veias um sangue frio e sem cor - de lagartixa.  Seja ele mais culto ou iletrado, mais rico ou fossando na miséria, de barriga cheia ou morrendo de fome, o seu comportamento é sempre o mesmo:  - imbecilizado e subserviente.  De visão curta, ele está sempre pronto a seguir qualquer vendedor de ilusões ou da banha-da-cobra, na esperança de que alguma benesse acabe por cair-lhe no colo.  De bandeja!

E é deste povo, com traços profundos de chico-espertismo e sempre à espreita duma oportunidade de ganhar mais fazendo menos, que os mais canalhas de todos, os mais incompetentes e os mais oportunistas e desavergonhados saltam para a ribalta da política, tomando de assalto o poder de governar toda a outra massa amorfa e asinina.  Triste povo este.  Donde lhe terão vindo tais genes?  Que é feito daquele nosso ADN colectivo que por aqui andava ainda em 1640?...

A propósito deste tema e com ele interligado, reproduzo aqui uma crónica de factos históricos de José António Saraiva no jornal “SOL” em 5 de Outubro de 2010, e intitulada:

A república que produziu Salazar

Os republicanos não faziam a menor ideia do que era governar, criando todas as condições para o aparecimento de um Messias. As comemorações do primeiro centenário da República, em que esta é apresentada como a salvação de um país envolto no mais negro obscurantismo, criarão nos espíritos menos avisados a ideia de que a I República foi um mar de rosas. Ora não pode haver ideia mais enganadora. O regime republicano, em lugar de salvar Portugal, mergulhou-o numa crise profundíssima, criando todas as condições para o aparecimento de um Messias.

Os republicanos e os seus sucessores detestam Salazar.  Ora Salazar não surgiu do nada.  A subida de Salazar ao poder e o seu longuíssimo consulado explicam-se pelo estado desgraçado e caótico em que a I República deixou o país.  Do ponto de vista económico, do ponto de vista financeiro, do ponto de vista da ordem pública, do ponto de vista do prestígio do Estado, em suma, de quase todos os pontos de vista, a República foi uma autêntica calamidade.  Comecemos por um tema pouco abordado, até por ser incómodo:  - a violência.

A partir de meados do século XIX, a violência parecia definitivamente afastada da vida política portuguesa.  Depois das desgraças da guerra civil e dos tumultos militares da primeira metade do século, Portugal parecia ter entrado na rota da acalmia e do progresso.  Mas a República, de mãos dadas com a Maçonaria e a Carbonária, trouxe a violência de volta.

A coisa começou em 1908, com o assassínio do Rei e do príncipe herdeiro.  O 5 de Outubro nem foi violento - e a Monarquia caiu quase sem sangue.  Mas a partir de 1915 é que foram elas.
Nesse ano deu-se a revolta que depôs Pimenta de Castro e fez mais de 100 mortos, depois foi o atentado contra o chefe do Governo João Chagas, os assaltos aos estabelecimentos em Maio de 1917 que provocaram mais de 50 vítimas, a Leva da Morte, o assassínio de Sidónio Pais, a Noite Sangrenta com as suas rondas da morte e o massacre de alguns fundadores da República desiludidos com o regime, como António Granjo, Machado Santos e Carlos da Maia - isto sem contar com um sem-número de revoltas que provocaram mortos e feridos e em certos períodos atingiram um ritmo semanal.

E, como ponto alto deste período marcado pela violência civil e militar, temos a famosa carnificina da Flandres, que custou ao país 15 mil mortos de jovens na flor da idade, mandados para a frente de combate pelo fervor ideológico de Afonso Costa e seus companheiros.

Perante este quadro negro, o movimento militar de 28 de Maio e a ocupação do poder pela tropa, e sobretudo a subida de Oliveira Salazar à chefia do Governo seis anos depois, foram recebidos com um suspiro geral de alívio.  Finalmente o país tinha paz!

A República fundou-se em duas ideias, ambas erradas: -que as causas do atraso de Portugal estavam, em primeiro lugar, na existência de uma Monarquia, e em segundo lugar na influência da Igreja Católica.  Ora, que a existência de uma Monarquia não impedia o progresso, provava-o o facto de países avançados como a Inglaterra, a Bélgica ou a Holanda não precisarem de depor a Coroa para se desenvolverem.
Mas os republicanos só tinham olhos para França e acreditavam piamente que Portugal era atrasado porque tinha um Rei - o qual protegia os padres, que tinham uma influência nefasta sobre o povo.

Assim, a primeira coisa que os republicanos fizeram, depois de deporem a Monarquia, foi perseguir a Igreja, confiscar-lhe os bens, acabar com o ensino religioso e, de uma forma geral, afastar a Igreja Católica da área do poder e influência.  Só que, depois de terem feito tudo isso, os republicanos concluíram com angústia que o país não se desenvolvia, pelo contrário, definhava.  Ou seja, verificaram que o país não era atrasado por causa do Rei e dos padres mas por outras razões. 


A República fez com que Portugal se tornasse mais pobre porque o clima de instabilidade política e de violência assustou os industriais e os banqueiros, travando os investimentos e dizimando os poucos embriões de um Portugal moderno que existiam no princípio do século XX.
Na segunda metade do século anterior o país tinha conhecido efectivamente um certo desenvolvimento, tendo surgido um grupo de industriais e banqueiros com espírito capitalista - Alfredo da Silva, Burnay, Sotto Mayor, etc. - que prenunciava a entrada de Portugal nos tempos modernos. 
Ora estes embriões de um país desenvolvido foram dizimados no tempo da I República, levando o país a andar para trás.

Perante um quadro tão negro, Salazar, quando subiu ao poder, tinha tudo para vencer.  Bastava-lhe fazer exactamente o contrário do que fizera a República, ou seja: -restabelecer a ordem pública e a autoridade do Governo, equilibrar o Orçamento, normalizar as relações com a Igreja.
Salazar só não restaurou a Monarquia porque, embora monárquico, viu que isso não era decisivo e ia criar uma polémica desnecessária.  Além disso, Salazar percebeu que, à falta de uma classe empresarial, tinha de concentrar no Estado o desenvolvimento do país.  Finalmente, substituiu o internacionalismo republicano, assente em ideias importadas de fora, por um nacionalismo intransigente.

Com estas ideias e uma grande eficácia na acção, Oliveira Salazar teve logo de início um apoio popular enorme.  O que se percebe.  No próprio ano em que assumiu a pasta das Finanças (1928) equilibrou as contas públicas e recusou um empréstimo da Sociedade das Nações, considerando as condições humilhantes para Portugal.  Por isso foi designado o mago das Finanças .

E rapidamente restabeleceu a ordem pública, tornando Portugal de facto um país de brandos costumes.  É certo que o fez à custa de uma Polícia política execrável, da proibição dos partidos, da censura à imprensa e do mais que sabemos.  Mas, para termos uma ideia comparativa, durante o período que durou o Estado Novo foram mortos ou morreram na prisão 50 militantes do PCP (o partido mais fustigado pela PIDE).  Isto, note-se, em 48 anos.  Ora este número de mortos era frequentemente alcançado numa só noite nas constantes revoltas que marcaram o tempo da I República.

O prestígio de Salazar ainda aumentaria quando, no princípio dos anos 40, evitou a entrada de Portugal na II Grande Guerra.  Aí, tornou-se um Santo.  E, mais uma vez, fez o contrário do que tinham feito os republicanos: onde estes tinham mandado os soldados para a Flandres, mal equipados e pior armados para servirem de carne para canhão, ele seguiu o caminho oposto - e não só optou pela neutralidade como convenceu o vizinho Franco a fazer o mesmo.
E em plena guerra na Europa ainda arranjou forças para organizar em Lisboa a grande Exposição do Mundo Português (1940).

Da fugaz I República ficaram pois, quase exclusivamente, as boas intenções.  A intenção de educar o povo, de proteger o povo, de contar com o povo.  Mas esse mesmo povo abandonou a República no primeiro momento, talvez pensando que de boas intenções está o Inferno cheio.  Isto também explica que a República tenha durado uns escassos 16 anos, enquanto o período seguinte (1926-74, dominado por Salazar entre 1928 e 1968) durou uns longos 48 anos, ou seja, três vezes mais.

Tudo somado, pode dizer-se que a I República não deixou saudades.  E se hoje se comemora com tanto fervor é mais por razões ideológicas - e porque no poder está o partido que herdou a tradição republicana, o Partido Socialista - do que pelas virtudes que mostrou.

(Nota: - São meus os sublinhados e as ilustrações)
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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Vagueando pela vizinhança… fui ter ao Tavares Rico.

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Passeando por aí descontraidamente, dei comigo na casa do Óscar. É um local engraçado onde por vezes me divirto com as suas irreverências, mas o que lá encontrei hoje foi mais, muito mais que pura diversão. Hoje fiquei… como dizer, paralizado. Isso mesmo, paralizado de espanto e de admiração por me ser dado ver, ainda que em fotografia, aquele maravilhoso local que os nossos políticos tanto gostam de frequentar e onde lá deixam uma boa fatia dos nossos impostos no enchimento dos seus maravilhosos e exigentes bandulhos.


E sabem… pode até parecer patético mas fiquei mais aliviado. Por saber que o nosso dinheiro está sendo, afinal, tão bem gasto.  Que um político que nos representa e nos governa tem de estar bem em forma, condignamente alimentado e de mente lúcida, pronto para enfrentar as difíceis e exigentes tarefas da governação, impedindo que este país resvale para a bancarrota.  Ora isto exige, antes de mais e acima de tudo, uma boa alimentação e em bom ambiente, bem requintado, onde até possam ser debatidos assuntos delicados, assinar contratos importantes para o desenvolvimento do país, delinear a criação de muitos milhares de empregos, arquitectar os melhores meios para reduzir a nossa dívida externa, e até mesmo, quiçá, inventar algumas inovadoras e apropriadas leis de combate à corrupção.

Ora, um local de pasto onde um pastel de nata custa quase 16 euros, ou uma saladinha pouco mais de 25, ou ainda um robalinho um pouco menos de 40 euros, só pode ser um local de excelência para proporcionar uma boa alimentação aos nossos políticos. E aos assessores dos nossos políticos. E aos gestores públicos amigos dos nossos políticos.  Daí o meu grande alívio. E dou por bem empregues os dinheiros dos meus impostos!

Só tenho um pequeno lamento… é que eu não tenha dinheiro para lá ir.  Ainda assim, já me sinto satisfeito só por ver a fotografia do local e poder imaginar a qualidade e os odores de tão requintadas comidas que aconchegam os bandulhos dos nossos políticos. E dos assessores. E dos gestores públicos!...

E sabem... ainda que o país morra de miséria e de fome, eu durmo agora mais tranquilo…

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domingo, 9 de janeiro de 2011

Os Mestrados em saldo. Mais abandalhamento no ensino universitário!

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O presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), António Rendas, disse neste sábado que “foram aprovadas recomendações para iniciar o processo de creditação dos licenciados pré-Bolonha”.

Já não bastava ao ensino universitário o abandalhamento praticado nos anos pós-abrilada, com os inúmeros chicos-espertos e oportunistas de então a concluírem cursos superiores através de "passagens administrativas", dos quais uma boa parte tem sido o alfobre onde a política deste país se tem abastecido de gente sem escrúpulos para levar este país à ruína, ao mesmo tempo que enchem o bolso e as contas bancárias em proveito próprio. (Nem outra coisa seria de esperar de gente que foi capaz de tirar cursos superiores à base de golpes).


Já não bastava ao ensino universitário que na década de 90 o cavaquismo tivesse dado um “bodo aos pobres” com aquilo a que hoje se poderia chamar de primeira edição das “Novas Oportunidades”, promovendo as “licenciaturas de aviário”. Bastaria então a quem tivesse o nono ano (antigo 5º ano dos liceus) umas aulitas de meia-dúzia de disciplinas para ficar automaticamente promovido a "licenciado" e autorizado a usar o clássico e honorífico “Dr.” antes do nome.

Já não bastava ao ensino universitário que as denominadas Universidades privadas, além de expandir e ampliar tudo o que de mau e condenável havia no ensino superior público, ainda viessem com uma miríade de cursos e cursinhos, a maioria dos quais sem qualquer interesse e utilidade práticas, apenas com o objectivo único de explorar a carteira dos pais dos alunos que, por falta de lugar nas públicas, lá teriam de desembolsar somas astronómicas para tentar dar aos filhos um pseudo-grau-superior que lhes permitisse serem “caixas nos supermercados” ou mesmo “ajudantes de limpeza” nos carros do lixo.


Já não bastava ao ensino universitário que lhe tivessem inventado o famigerado “Acordo de Bolonha”, onde as licenciaturas foram curricularmente decepadas do seu conteúdo superior e despromovidas ao grau de “bacharelato” mantendo-lhes, todavia, o nome de “licenciatura”. Contudo, nem tudo era mau nestes cursos com menos dois anos de duração; sempre havia a compensação de um “mestrado”, obrigatório para quem queria continuar a investir na carreira superior.
Mas, e os outros pré-Bolonha? Aqueles cuja licenciatura os obrigou a estudar durante 5 anos para uma licenciatura? Pelo Acordo de Bolonha a sua “licenciatura”, tirada ainda com muito maior esforço e investimento, valeria agora não mais do que um “bacharelato”. A desigualdade e a injustiça estavam estabelecidas, já que, para o mesmo número de anos de estudo, os alunos pós-Bolonha saíam já com o grau de “mestrado”.


Assim, já não bastava ao ensino universitário todas estas tropelias e desnorte acompanhadas de fortes injustiças em termos de qualificação dos licenciados pré-Bolonha, vem agora o Conselho de Reitores das Universidades, numa tentativa de repor a justiça (sem deixar de aproveitar para repor também as verbas nos seus cofres através de mais esta fonte de propinas), estender mais uma vez ao ensino universitário o conceito das “Novas Oportunidades”, credenciando com o grau de Mestrado as licenciaturas pré-Bolonha.




Vou ficar à espera. Pode ser que me interesse…

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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A pobreza e a fome grassam por aí à solta. Desenfreadas! Galopantes!...

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O Diário do Professor Arnaldo
A fome nas escolas


Ontem, uma mãe lavada em lágrimas veio ter comigo à porta da escola.  Que não tinha um tostão em casa, ela e o marido estão desempregados e, até ao fim do mês, tem 2 litros de leite e meia dúzia de batatas para dar aos dois filhos.   Acontece que o mais velho é meu aluno.  Anda no 7.º ano, tem 12 anos mas, pela estrutura física, dir-se-ia que não tem mais de 10.   Como é óbvio, fiquei chocado.   Ainda lhe disse que não sou o Director de Turma do miúdo e que não podia fazer nada, a não ser alertar quem de direito, mas ela também não queria nada a não ser desabafar.


De vez em quando, dão-lhe dois ou três pães na padaria lá da beira, que ela distribui conforme pode para que os miúdos não vão de estômago vazio para a escola. 
Quando está completamente desesperada, como nos últimos dias, ganha coragem e recorre à instituição daqui da vila – oferecem refeições quentes aos mais necessitados.  De resto, não conta a ninguém a situação em que vive, nem mesmo aos vizinhos, porque tem vergonha.  Se existe pobreza envergonhada, aqui está ela em toda a sua plenitude.

Sabe que pode contar com a escola.  Os miúdos têm ambos Escalão A, porque o desemprego já se prolonga há mais de um ano (quem quer duas pessoas com 45 anos de idade e habilitações ao nível da 4ª classe? ).  Dão-lhes o pequeno-almoço na escola e dão-lhes o almoço e o lanche.  

O pior é à noite e sobretudo ao fim-de-semana.  Quantas vezes aquelas duas crianças foram para a cama com meio copo de leite no estômago, misturado com o sal das suas lágrimas…
  

Sem saber o que dizer, segureia-a pela mão e meti-lhe 10 euros no bolso.  Começou por recusar, mas aceitou emocionada. 
Despediu-se a chorar, dizendo que tinha vindo ter comigo apenas por causa da mensagem que eu enviara na caderneta.  Onde eu dizia, de forma dura, que «o seu educando não está minimamente concentrado nas aulas e, não raras vezes, deita a cabeça no tampo da mesma como se estivesse a dormir».  
Aí, já não respondi. Senti-me culpado.  Muito culpado por nunca ter reparado nesta situação dramática. Mas com 8 turmas e quase 200 alunos, como podia ter reparado?

É este o Portugal de sucesso dos nossos governantes.  É este o Portugal dos nossos filhos.

(Publicado no "Aventar" por Arnaldo Antunes em 19/11/2010)
(Nota: Ilustrações minhas)
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Nota final do blogue:

E eu acrescentaria ainda que, enquanto tudo isto se passa (e muito mais do que isto), o Estado e os órgãos que o representam e dirigem, desde o Governo e Presidência da República até à Assembleia, desde os Institutos às Empresas Públicas, desde os Bancos às Parcerias público-privadas,  desde os gestores públicos e políticos multi-reformados até aos muitos milhares de “boys” que enxameiam a administração do Estado, todos alinham pelo mesmo comportamento ofensivo e desavergonhado, vivendo em palácios e passeando-se em carros topo-de-gama, continuando a usufruir de faustas mordomias e de pornográficos ordenados, e onde, duma maneira completamente impune e despudorada, continuam a enriquecer com a própria crise, espoliando aqueles que menos têm, e apenas esses.  Com a total complacência da lei, feita em conluio por eles próprios e à justa medida das suas incompetências e vigarices.

Não, isto não é, nem nunca foi, uma democracia, a não ser para todos estes canalhas que tomaram de assalto o poder.  Isto não é, nem nunca foi, um estado de direito, mas um estado de profunda imoralidade e de total impunidade 
A História diz-nos que, a bem ou a mal, mais cedo ou mais tarde, este estado de coisas não irá prolongar-se indefinidamente.  Para melhor ou para pior, as convulsões sociais hão-de substituir este estado de sonolência e letargia em que este povo tem andado.  O povo está anestesiado e estúpido.  Mas o povo, estou certo, ainda vai acordar desta anestesia!

E é bom que acorde depressa!...
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Momento de raiva - «Antes que Seja Tarde»

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Amigo, tu que choras uma angústia qualquer
e falas de coisas mansas como o luar
e paradas como as águas de um lago adormecido,
acorda!

Deixa de vez as margens do regato solitário
onde te miras como se fosse a tua namorada.
Abandona o jardim sem flores
desse país inventado onde tu és o único habitante.

Deixa os desejos sem rumo de barco ao deus-dará
e esse ar de renúncia às coisas do mundo.
Acorda, amigo, liberta-te dessa paz podre de milagre
que existe apenas na tua imaginação.

Abre os olhos e olha, abre os braços e luta!
Amigo, antes da morte vir nasce de vez para a vida.


(Manuel da Fonseca, in "Poemas Dispersos")

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domingo, 2 de janeiro de 2011

"A saída do poder, para ele, terá de ser a pontapé!"

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2011:  o ano da verdade

Durante seis anos José Sócrates governou o País a seu bel-prazer.  Demagogo como poucos, profissional da política, hábil manipulador das expectativas da população, mestre da propaganda, parco em escrúpulos, exemplo acabado do chico-espertismo nacional, Pinto de Sousa – assim é o seu nome de família – foi, até há bem pouco tempo, um caso de sucesso na política portuguesa.  Os seus podres apenas o tornaram mais forte e ao povo menos exigente.  A sua estratégia de domínio dos pilares organizados da Nação, a começar pelo Estado, pela economia e pela finança, e a acabar nas empresas de comunicação social pública e privadas, deu e continua ainda a dar enormes frutos e vantagens ao círculo próximo dos amigos do primeiro-ministro. E a ele próprio, evidentemente.

Porém, o fogo fátuo em que assentam as suas políticas económicas e sociais, desde a economia à educação e saúde, ameaça, agora que a crise veio evidenciar as fragilidades nacionais, fazer ruir o seu poder como um castelo de cartas.  A generalizada subida de preços, a descida de salários de centenas de milhares de trabalhadores, o desemprego crescente, as falências sucessivas, principalmente na indústria e comércio, a pobreza que vai grassando cada vez mais, já não só entre os pobres tradicionais, mas também nas classes médias, serão a dura realidade que nos espera este ano e, a continuarmos assim, nos que lhe seguirem.
Em 2002, quando Guterres nos legou o pântano e fugiu do governo, Durão Barroso fez o célebre discurso da tanga e o PS, com a habitual falta de vergonha que o caracteriza, fingiu que a deplorável situação em que então nos encontrávamos nada tinha a ver com os seis anos de despesismo e desperdício da gestão socialista.
Agora, se ao PS fosse dada a oportunidade de fugir novamente, cedo repetiria o discurso desavergonhado de que a culpa do colapso à beira do qual nos encontramos seria de quem lhe sucedesse e não da incompetência, do golpismo, do amiguismo e sim, do despesismo, que caracterizaram a governação dos últimos seis anos.

É por isso que eles não podem fugir outra vez às suas responsabilidades perante o país. O PS tem de continuar a governar mesmo que o não queira. Este ano vai ser, a todos os títulos, a prova cabal, a prova definitiva, sobre a falência do modelo socialista e a mentira das políticas que nos têm imposto.
Até há um ano, os portugueses deixaram-se enganar, mas creio que este ano abrirão finalmente os olhos e endenderão que o principal responsável pela situação em nos encontramos tem um nome: José Sócrates Pinto de Sousa.  A saída do poder, para ele, terá de ser a pontapé.  Terá de ser sob o jugo, uma rendição incondicional. Sem negociações nem armistícios.
E então teremos o nosso Ano Zero, o tempo em que começaremos a reerguer Portugal, livres da mentira, do folclore político, da propaganda descarada, do novo-riquismo e do amiguismo.
Então, percebendo, como tão bem os nossos emigrantes o percebem lá fora (porque razão apenas aqui nos sentimos incapazes de potenciar as nossas naturais e enormes qualidades?), que só com trabalho, honestidade, probidade, perseverança, empreendedorismo e amor à Pátria, seremos capazes de dobrar outra vez as Tormentas, então, sim, descobriremos a nova Boa Esperança que nos levará à construção de um País mais moderno, economicamente desenvolvido e socialmente justo e responsável. E, acima de tudo, mais decente.

Faço votos para que 2011 seja o último deste tempo de vésperas e o prenúncio das mudanças radicais que se impõem a Portugal se quisermos inverter a decadência do presente.

(Publicado por Rui Crull Tabosa, in blogue Corta-Fitas, em 01/01/2011)
(Nota: - Ilustrações acrescentadas por mim)
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sábado, 1 de janeiro de 2011

Japoneses - os debates quentes! - Tórridos!...

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Agora que já se lança um novo concurso - o da melhor bunda - segundo uma votação online organizada pelo jornal britânico "The Sun", o cuzinho de Kim Kardashian foi eleito o melhor de 2010.  A sensual norte-americana, de quem se disse ter tido um romance com C. Ronaldo, bateu concorrentes de peso como Jennifer Lopez (segundo lugar), ou a cantora Beyoncé (terceira posição). A actriz Jessica Biel surge em quarto lugar da lista, seguida de Lady Gaga, em quinto. A cantora colombiana Shakira surge em sexto lugar e Rihanna em sétimo.

A este propósito, nada como perguntar ao maior «apreciador-poeta» brasileiro da matéria - Carlos Drummond de Andrade - o que ele acha deste tão apetitoso "pedaço":

A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica
Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora - murmura a bunda - esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.

A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.

A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem. Ondas batendo
numa praia infinita.
Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar.
Esferas harmoniosas sobre o caos.
A bunda é a bunda,
redunda...
 
E para começar este novo ano de 2011, que se antevê um dos mais "congelados" de sempre, nada como assistir a um dos "quentes" debates dos japoneses!  Ah, aqueles japoneses!...  Sabem-na toda.  Qual cachecol, qual carapuça...  tudo natural.  E  humano!  E quentinho!  E aconchegante!...



(Picado do blogue da São...)
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ESTÓNIA - Benvindos ao TITANIC ! - Melhor que busquem já um salva-vidas...

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A Estónia tornou-se à meia-noite no 17º país a adoptar o euro. Mais de 330 milhões de europeus usam agora as notas e moedas do euro, a moeda única


Por Markus Meyer, correspondente na Estónia
(texto traduzido)

A Estónia, um dos três países bálticos que deixou a União Soviética em 1991, passou oficialmente no sábado para a moeda europeia, o símbolo maior da sua ancoragem na UE, elevando-se assim para 17 o número de membros da zona euro, mergulhada numa crise sem precedentes.

1,3 milhões de estonianos dizem assim adeus à sua moeda nacional, a coroa, que tinha substituído o rublo soviético em 1992, após o divórcio do país do Báltico com a URSS.  A Estónia é o terceiro país ex-comunista a adoptar o euro, depois da Eslovénia em 2007 e da Eslováquia em 2009.  "A Estónia é o país mais pobre da zona euro. Temos muito que fazer, agora que o objectivo da adesão foi alcançado", disse o primeiro-ministro estónio Andrus Ansip, assinalando o momento histórico com um impressionante show de fogos de artifício.

Em cerimónia publica, o chefe de governo procedeu à primeira retirada das notas de euro de uma caixa eletrónica, instalada especialmente para a ocasião na Ópera Nacional em Tallinn.
"Com a entrada da Estónia na zona euro, mais de 330 milhões de europeus estão usando agora as notas e moedas de euro. Isso reflete a atractividade e a estabilidade do euro nos Estados-Membros da União Europeia", disse o presidente da Comissão José Manuel Durão Barroso num comunicado divulgado sexta-feira em Bruxelas.  "Ao entrar na zona euro, a Estónia aderiu mais uma vez à Europa", disse à AFP o presidente estoniano Toomas Hendrik Ilves.  A maioria das sondagens mostraram que 50% dos estonianos estão a favor desta mudança, contra 40% que se mostraram contrários.

Vários cartazes relativos ao euro foram vistos na sexta-feira no centro de Tallinn. "Estónia - Welcome to the Titanic", proclamava um cartaz colado sobre o lixo da capital, relacionando a zona euro, onde alguns membros como a Grécia, Irlanda, Portugal e Espanha estão com problemas, com o navio naufragado - o Titanic.
Muitos estonianos temem o aumento dos preços, preocupados com as dificuldades enfrentadas pela introdução do euro, outros lamentam o abandono da sua moeda, nascida um ano após o divórcio com a URSS.  "Como muitos estonianos, eu chorei no dia em que passámos do rublo para a coroa. Não há tanta emoção agora", disse no entanto à AFP Sirje Kaart, de 46 anos, que acabava de retirar os seus euros logo após a meia-noite.

O governo estoniano, de centro-direita, sublinha que a transição para o euro é um importante sinal para os investidores.  Apelidado de "Tigre do Báltico" pela sua rápida transição de uma economia centralizada para o mercado, na década de 1990, e para o seu rápido crescimento, a Estónia aderiu à UE e à NATO em 2004, tendo já tentado em 2007, sem sucesso, adoptar o euro.

O país foi atingido pela crise global.  Para respeitar os critérios de Maastricht, o governo lançou medidas de austeridade dolorosas.

"A Estónia passa ao euro graças à sua política fiscal apertada", disse à AFP em estónio, o primeiro-ministro Andrus Ansip, que sublinhou a sua disponibilidade para prosseguir as reformas.

Criada em 1992 para substituir o rublo soviético, a coroa estoniana foi atrelada ao marco alemão e ao euro imediatamente após o nascimento, em 2002, da moeda única, a uma taxa de 15,6466 coroas por euro, mantidos durante a transição para o euro.

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Nota minha : - Os estonianos nem sabem onde se estão a meter !  - Num autêntico saco de gatos…  num barco prestes a afundar-se.  Melhor que busquem já uma bóia de salvação!...

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Como eu gostaria de começar o Novo Ano...

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Sou um aficionado, melhor dizendo, um maluquinho pelas motas.  Sempre fui.  Desde miúdo, com os meus 12/13 anos, eu já dava cabo das motas ao meu pai.  Mas dava literalmente cabo delas.  Não aos trambulhões, mas a acelerar.  Mota onde eu pusesse as mãos...  havia de rodar o punho até ao fim!  Felizmente nunca aconteceu, mas ainda me recordo de alguns "milagres" que fizeram com que me não estatelasse contra um muro ou um carro que, de repente e despropositadamente, se atravessavam à minha frente. 
Hoje, e desde há quase 3 décadas (ah, que este bichinho nunca morre...), sou um "motard" com uma larga experiência e que conta no seu curriculo com mais de 2 dezenas de motas e para cima de 1 milhão de quilómetros percorridos.  É obra, não?...  Mas o que eu gostava mesmo era de acrescentar ao vício das motas mais este outro vício - o de planar pelos montes e desfiladeiros, acelerar à vontade sem ter que escolher os caminhos, sem encontrar curvas nem trânsito, nem polícias, nem radares!  Sentir apenas a adrenalina a invadir-me o corpo e a mente.  Sentir apenas o vento na cara e o assobio nos ouvidos!

Era assim que eu gostaria de começar o Ano Novo -  voando!  Ainda assim...   vou fazer o melhor que posso na mota!



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