domingo, 12 de dezembro de 2010

Ele não deve; ele nunca deveu; ele nunca se atreve a dever! - Para que serve?

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Sim, para que serve um presidente que ocupa o cargo e não é capaz de assumir os seus poderes?  Para que serve um presidente que nunca deve falar, nunca deve comentar,  nunca deve pronunciar-se, nunca deve intervir, nunca deve demitir, nunca deve dissolver?   Afinal, o que deve então o presidente?  - viver dos rendimentos e receber mordomias, habitar um palácio na zona mais bonita da cidade, deslocar-se refasteladamente nos carros da presidência, cortar umas fitas aqui outras acolá, despejar um micro-discurso num qualquer microfone só para dizer que "já disse"...  Só isso? 

Não. Também para nos dizer o que é a "boa e a má moeda" política - sendo que a "boa" é a dele.  Também para nos dizer aquilo que toda a gente está farta de saber - que há fome neste país - como se ele não tivesse nada a ver com isso!  Que "os portugueses devem sentir-se envergonhados por haver gente com fome"...  como se ele próprio não tivesse concorrido para isso!  Primeiro, com 10 anos de governo despesista e amiguista, desbaratando toneladas de dinheiro que deveriam ter sido aplicadas na melhoria sustentada da geração actual e na preparação das gerações futuras.  Depois, com 5 anos de presidência sem que nada tivesse feito, sem que nada tivesse contribuído para evitar a hecatombe previsível da parte de um governo que nunca soube sê-lo,  que nunca, em nenhum momento, demonstrou capacidades para tirar o país da crise!  É preciso ter muita lata, sr. presidente!...  E muita falta de vergonha, sr. re-candidato a presidente!...




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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Porque hoje é sexta - "A Geografia da Mulher"

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A Geografia da Mulher:



Entre 18 e 25 anos,
a mulher é como o Continente Africano:
uma metade já foi descoberta e a outra metade
esconde a beleza ainda selvagem e deltas férteis.

Entre 26 e 35,
a mulher é como a América do Norte:
moderna, desenvolvida, civilizada
e aberta a negociações.

Entre 36 e 40,
é como a Índia:
muito quente, relaxada
e consciente da sua própria beleza.

Entre 41 e 50,
a mulher é como a França:
suavemente envelhecida,
mas ainda desejável de se visitar.

Entre 51 e 60,
é como a Jugoslávia:
perdeu a guerra,
é atormentada por fantasmas do passado,
mas empenha-se na reconstrução.

Entre 61 e 70,
ela é como a Rússia:
espaçosa, com fronteiras sem patrulha.
A camada de neve oculta grandes tesouros.

Entre 71 e 80,
a mulher é como a Mongólia:
com um passado glorioso de conquistas,
mas com poucas esperanças no futuro.

Depois dos 81,
ela é como o Afeganistão:
quase todos sabem onde está,
mas ninguém quer ir até lá.



Geografia do Homem:




Entre os 15 e os 80 anos,
o homem é como CUBA:
governado por um só membro.


(Urtiga arrancada deste jardim)

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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Os ricos que espoliam o Estado ignoram estas existências. Nada lhes tira o sono!

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(...)
Um velho pobre é uma abominação. É uma condenação à solidão, à doença, à miséria e à injustiça. Um velho pobre é invisível aos olhos ingratos da sociedade. Certa gente abandona os seus velhos à porta dos hospitais e parte para nunca mais voltar. Outra gente abandona-os num lar imundo e paga uma mensalidade para nunca mais os visitar. Conheci uma velha que há mais de 30 anos não via os filhos e os netos. Ninguém se ocupava dela e apesar disso conseguia gracejar sobre o seu estado e destituição. Temos crueldades para com os velhos impensáveis em sociedades como a chinesa, onde se honram os antepassados; ou a árabe, onde os pais são cuidados pela família alargada. Portugal é um país cruel com os seus velhos, desleixa-os, abandona-os e esquece-os. O Estado tem, a seu modo, cumprido essa função de velar pelos cidadãos que não podem velar por si.

Este Orçamento do Estado é cruel para com os velhos e reformados, os das esqueléticas pensões, os destituídos. Os velhos com direito a um Complemento Solidário do Idoso, os que têm rendimentos até 5 mil euros por ano (como é que alguém vive com este dinheiro?) ou rendimentos conjugais de cerca de 8 mil euros, não têm direito a sigilo bancário e são inspecionados e fiscalizados. Os filhos são inspecionados. Os velhos pobres, que não têm conforto nem dignidade assegurados, há muito que prescindiram de muita coisa nas suas vidas. O seu cabaz de compras há muito foi diminuído.

Prescindiram de ter dentes ou tratamentos dentários. O cheque-dentista é impossível de obter e a maioria nem sabe que existe. Prescindiram de ver televisão por cabo, viveram quase a vida toda num mundo a preto e branco. Prescindiram de caminhar nas ruas da cidade porque nos socalcos e empedrados as quedas podem ser fatais. Prescindiram de comer fruta fresca, aguentando-se com a fruta sovada da mercearia ou com uma peça de fruta por semana. Prescindiram de comer peixe porque não têm dinheiro para a iguaria. O carapau e a cavala nem sempre aparecem ou têm distribuição nos bairros. Prescindiram do hipermercado porque não têm carro e fica longe.

Prescindiram de tratar o reumatismo, a osteoporose, a hipertensão, a gota, o colesterol, a tiroide. Não têm dinheiro para a farmácia. Prescindiram do sono. Prescindiram de ir ao cinema porque é caro. Prescindiram de ir ao teatro porque é ainda mais caro. Prescindiram de fazer exercício físico porque o ginásio é um luxo de ricos, incluindo velhos ricos. Prescindiram da fisioterapia. Prescindiram das análises clínicas. Prescindiram do bife trocado pela carne de cozer. Prescindiram do cabeleireiro porque é um luxo. Prescindiram de ter um animal doméstico porque não têm dinheiro para o alimentar e vacinar. Prescindiram do café porque é uma despesa. Prescindiram de comer em restaurantes porque o gesto lhes consumiria a pensão. Prescindiram de visitar os amigos e parentes que estão longe porque não têm dinheiro para o transporte. Prescindiram de comprar óculos. Prescindiram de ler o jornal, tricotar, fazer croché. Prescindiram de viajar porque a única viagem que esperam será no caixão para o cemitério. Prescindiram de quase tudo o que traz um rasto de alegria e um módico de felicidade. Conversam uns com os outros num país de velhos.

Na solidão das casas e dos quartos, aguardam a chegada do inverno e do frio que lhes rói os ossos porque não têm dinheiro para as faturas da eletricidade. Alguns morrerão gelados ou da gripe. Prescindiram do banho quente. Quem não conhece estes velhos não conhece o pobre país que temos. Obrigá-los a pagar uma fatia, mínima que seja, do orçamento, é uma obscenidade. Fiscalizá-los também. Lá em cima, no assento etéreo, os ricos que espoliam o Estado ignoram estas existências. Nada lhes tira o sono.

(Clara Ferreira Alves - publicado na revista Única – Expresso, de 6 de Novembro de 2010)

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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Reformas e Acumulações dos Intocáveis - mas... alguém já acredita nisto?

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«Obrigatório optar entre pensão de reforma ou ordenado»
"O governo decidiu proibir a acumulação de salários com pensões. A partir de Janeiro, deputados, médicos, magistrados e até o Presidente da República vão ter de optar: ou recebem a pensão ou o salário. Termina assim a regra do terço para os aposentados que continuam na função pública e que lhes permitia acumular um terço do salário com a totalidade da reforma ou vice-versa. O governo justifica a medida como uma forma de moralizar a despesa pública". (04/11/2010)



Mas... alguém ainda acredita nisto?
Se algumas dúvidas houvesse, bastaria olhar para os vários regimes de excepção que já foram introduzidos, desde a isenção dos cortes salariais nos quadros da CGD (e por arrasto de todas as outras empresas do Estado) até à antecipação para 2010 das entregas dos dividendos aos accionistas da Portugal Telecom (fugindo assim aos impostos em 2011), desde a isenção dos cortes salariais nos diplomatas (embaixadores) até às compensações dos funcionários públicos dos Açores (anulando o efeito dos cortes obrigatórios no continente).  Haverá ainda alguém que acredite que este governo vá tocar, ainda que ao de leve, nas mordomias dos "intocáveis"?  Estaremos cá todos para ver o que vai acontecer a partir de 1 de Janeiro...

Todavia, se algumas dúvidas ainda houvesse, bastaria esta notícia para confirmar que nada, NADA vai mudar nas REFORMAS DE LUXO a partir de 1 de Janeiro, como já é hábito com este governo:

«Finanças perdoam acumulação ilegal»
"Ilegalidades detectadas por auditoria da inspecção-geral. Ministério das Finanças não pediu a devolução do pagamento ilegal de 1,6 milhões de euros a pessoas que acumularam salário e pensão no Estado". (CORREIO DA MANHÃ - 29/11/2010)

Segundo a redacção final do artigo 173º do OE, introduzido pelo PS e aprovado pela AR, "o regime de acumulação de funções introduzido pelo artigo 172º aplica-se aos pedidos de autorização de exercício de funções públicas que sejam apresentados a partir da entrada em vigor da lei do OE". - Grandioso!!!...
José Abraão, do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP), é categórico: "É permitida a acumulação de ordenados e pensões, ao contrário do que o Governo andou a dizer". E remata: "Isto é uma vergonha, é mais uma excepção, e, de excepção em excepção, ficam só os funcionários públicos a pagar a crise".  Também Betencourt Picanço, líder do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), é peremptório: "Não há dúvida nenhuma de que esta medida é só para o futuro". E conclui, dizendo: "Quem está a receber o salário e a pensão, continua a receber; são dois pesos e duas medidas".


Já agora... bem poderemos comparar toda esta canalhice das desigualdades e das promiscuidades entre reformas múltiplas e salários, praticadas neste país à beira da miséria e da bancarrota, com aquilo que se passa no país mais rico da Europa: - a Suíça!



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O mar - inesgotável fonte do belo!

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domingo, 5 de dezembro de 2010

WikiLeaks - a grande pedrada no charco do planeta!

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Após a divulgação, por Julian Assange no site WikiLeaks, dos 250.000 documentos classificados dos States, uma pequena parte da pulhice do submundo da política foi posta a nú.  Não só nos EUA mas um pouco por toda a parte do planeta político, eles juntam-se agora, qual vespeiro, para tentarem calar uma voz incómoda que os coloca a descoberto.  Uma voz que mais não faz do que mostrar ao mundo o que os  "senhores do mundo"  produzem na sombra e no segredo dos gabinetes e das reuniões secretas.  E é assim que, socumbindo certamente a fortes pressões, a "Amazon.com" apagou do seu servidor o site WikiLeaks onde este estava alojado;  e é assim também que a organização "PayPal" anunciou já a sua indisponibilidade para continuar a efectuar pagamentos dos contributos ao WikiLeaks.
Entretanto, e após um apagão de 6 horas, o site WikiLeaks já tem novo alojamento.  Agora, e por enquanto, na Suíça.  Entretanto, Sarkozy já proibiu que o site se instale em França, a a Interpol já lançou uma espécie de mandado de captura contra Julian Assange, baseado numa suposta queixa das autoridades suecas por suspeitas de duas violações sexuais. 
É a Nova Ordem Mundial (NWO) a esgaravatar por todos os meios ao seu alcance para deter o seu maior opositor - Julian Assange, o jornalista australiano que tem o incómodo vício de denunciar o fedor nauseabundo que rodeia os "senhores do mundo".  Principalmente agora que, em mais um ataque aos donos do planeta, ele ameaçou vir a divulgar documentação secreta respeitante a Bancos e a Farmacêuticas

Mas nada melhor, para conhecer um pouco da sua personalidade e do seu trabalho em prol da liberdade de informação através da denúncia dos factos, do que ouvir o próprio Julian Assange em entrevista. Tem legendas em português: - basta aceder aos "subtitles".




Também o vídeo referido e parcialmente visionado no anterior, desencriptado pelo WikiLeaks, de um ataque no Iraque a partir de um helicóptero contra um grupo de civis, onde morreram 11 pessoas (entre elas 2 repórteres da Reuters) e duas crianças ficaram feridas. 

Atenção: - este vídeo contém cenas fortemente chocantes e não deverá ser visto por pessoas impressionáveis..


Pos-texto:  - Julian Assange entregou-se hoje (7/12/2010) às autoridades inglesas no seguimento do pedido de detenção oriundo da Suécia e na sequência de duas supostas denúncias de violações sexuais  (Anna Ardin e Sofia Wilen), cujos contornos legais não são ainda perfeitamente conhecidos. 
Independentemente dos juízos de valor que possam ser feitos em torno das publicações, pelo site WikiLeaks, daqueles documentos classificados, algo de estranho e perturbador para a liberdade de informação parece estar a acontecer com este caso, não só pela urgência manifestada nesta detenção, sem direito sequer a uma fiança e sujeito a extradição, mas também pelo facto de saber-se agora que uma das jovens parece ter (ou ter tido) ligações com a CIA.

(foto de O Vigia)

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sábado, 4 de dezembro de 2010

Porque hoje é sábado... contratei uma nova empregada!

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Ela até que é bonita, é elegante e simpática, mas...  muito pouco trabalhadora. Claramente um daqueles talentos desperdiçados, o que me obriga a andar sempre atrás dela...  claro, só para vigiar o seu trabalho.  Sempre tive empregadas e nunca tive necessidade de as vigiar assim, tão insistentemente, tão...  minuciosamente!  Mas com esta...  nem posso tirar os olhos de cima dela!  Certamente por causa desta falta de confiança.  Digo eu.  E depois...  sempre com aqueles calores, aqueles calores...   eu até já lhe disse:  - ó rapariga...  com esses calores assim até me fazes subir tudo!  Ele sobe-me a temperatura e a pulsação cardíaca, sobe-me a tensão e tudo o mais que termina em "ão"!  Tudo sobe, e até me sobe a vontade de...   comer!  E eu não posso engordar... 





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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

“O tempo tudo cura e faz esquecer” - até mesmo Cavaco Silva!

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(...aposto que não vou falhar o "alvo"...   Belém!)

“O tempo tudo cura e faz esquecer” – diz o ditado popular.  Se na vida prática isto é de certa maneira animador,  já na política este conceito é extremamente perigoso.  Em política, deixar que o tempo faça esquecer é tão perigoso que, por termos esquecido, somos os maiores culpados de toda esta desgraça que nos acontece agora.  Simplesmente porque votámos neles.  Nestes dois: - Cavaco Silva e José Sócrates.  Esquecemos tudo o que de mal ambos já haviam feito antes, aquando das suas passagens pelos governos a que pertenceram ou chefiaram.

Já nessa altura, ambos deixaram bem claro ao que vinham, quanto valiam e do que eram capazes.  Diria melhor, "incapazes".  Mas bastaram alguns anos de afastamento e a maldita memória dos portugueses volatilizou-se.  E borraram tudo com o voto.  Borraram e reincidiram na borrada.  E preparam-se agora para borrar de novo.  Claro que se pode pôr a questão das alternativas.  Pois bem… esse é o nosso maior drama:  - as alternativas não são melhores.  Neste país desgraçado as alternativas políticas nunca são melhores.  Porque o sistema político-partidário aqui instalado tudo controla e manipula.  Porque somos poucos, e os bons, os capazes, os competentes, nada querem ter a ver com a política, de tão desacreditada e de tão recheada que está de crápulas oportunistas e de débeis mentais.

Agora mesmo, já em plena campanha para a eleição do Presidente da República, interessa colocar de novo a questão:  quem é este senhor – Cavaco Silva – que de novo se candidata à Presidência?  E pior, tudo leva a crer irá continuar o seu cargo por mais 5 anos.  Pelo seu mérito e competência? – Não.  Pela sua acção fundamental na regulação dos actos de um governo que, desde o seu início, deu as maiores provas de ineficiência de governação e de descontrole das contas públicas? – Não.  Pelas provas dadas durante os 10 anos (1985-1995), como Primeiro-ministro de 3 governos com maioria? - Não, nunca!  Mas o povo já esqueceu.  O tempo encarregou-se disso.  A memória do povo é curta…

Porque na verdade foi o Primeiro-ministro Cavaco Silva que, durante 10 anos seguidos e com os cofres a abarrotar de dinheiros da Europa, deu início à monstruosidade que agora, apenas 15 anos passados, nos atiram para a ruína e para a bancarrota.  Porque foi Cavaco Silva que governou o país num tempo em que Portugal começou a receber toneladas de dinheiro do Fundo Social Europeu (FSE).  Nunca, em toda a História de Portugal, houve tanto dinheiro como naqueles 10 anos dos 3 governos de Cavaco Silva.

E o que fez o Cavaco Silva Primeiro-ministro com tanto dinheiro?  E o que fez ele a tanto dinheiro?  - Estragou.  Desperdiçou.  Tomou as medidas erradas.  Deu-o a quem não devia.  Em vez de o usar na reconstrução e modernização deste país, limitou-se a fazer obras de fachada e a entregá-lo nas mãos dos crápulas, seus amigos do peito e do partido.  E estes bem trataram de se amanhar com os muitos milhares de milhões do FSE.  Em grande parte para proveito próprio ou em gestões ruinosas.  E foi com ele – Cavaco Silva - que se radicalizou, nas mentalidades e na prática, a “lei da cunha”.  E foi com ele que surgiram e por aqui começaram a proliferar uma nova estirpe de sanguessugas – os BOYS do partido.  Sanguessugas que actualmente atingem o seu apogeu, distribuídos pelo binário partidário PS/PSD, já que a esta festa dos milhões do FSE se juntaram, a partir de 1994, os Fundos de Coesão.  Mas o povo já esqueceu.  O tempo encarregou-se disso.  A memória do povo é curta…

E a factura do desgoverno destes governos de má memória e de péssimas opções políticas, está aí agora.  Traduzida no descalabro de uma ida aos infernos e que vai consumir e empobrecer o país durante as próximas décadas.  Um país que teve na mão todas as possibilidades de desenvolvimento real e sustentado, económica e socialmente, não fora o termos tido no momento certo o gestor errado: - um cidadão chamado Cavaco Silva que, para nossa desgraça, um dia decidiu viajar do Algarve até à Figueira da Foz  fazendo a rodagem ao carro novo… e nem sequer tivemos a sorte de um qualquer acidente naquela viagem. E assim Cavaco Silva se tornou a partir de então no maior acidente deste país!  -  um acidente que se revelou fatal, desde então até aos tempos actuais!...

Foi o tempo em que se investiu mais no betão do que nas pessoas.  Os governos do Cavaquismo, entre 1985 e 1995, ao mesmo tempo que encheram o país de estruturas, umas boas outras péssimas, umas necessárias outras nem por isso, favoreceram sobretudo uma cáfila de canalhas empreiteiros (amigos do partido) que tudo sugavam.  Durante todo aquele período tornaram-se comuns e ficaram célebres as "derrapagens" nos custos das obras públicas, acabando algumas delas por duplicarem ou mesmo triplicarem os custos iniciais das propostas apresentadas.  Infra-estruturas onde, desde então, se gastam milhões para as sustentar.  Milhões que foram, e ainda o são cada vez mais, usados para financiar a grande corrupção em Portugal.  Tudo dinheiros do FSE…

Foi o tempo dos inúmeros apoios com elevadas verbas atribuídas a projectos das mais variadas áreas, onde o principal requisito era provirem de amigos pessoais ou do partido, ainda que tais projectos fossem falsos ou de nenhum valor.  Dizia-se então que, para certas pessoas “especiais”, bastar-lhes-ia que apresentassem uma qualquer proposta, ainda que elaborada em  "duas folhas de papel higiénico", para que ela fosse de imediato aprovada sem restrições.  Tudo dinheiros do FSE…

Foi o tempo em que se encheu a Administração Pública de gente cuja competência era medida pelo tamanho da "cunha" ou pelo cartão de filiação partidária.  Durante todo este período, e apesar de estarem congelados os concursos para entrada na função pública, era comum aparecerem na Comunicação Social notícias sobre contratações (escondidas) de 40-50.000 funcionários por ano.  E todos sabíamos de que “alfobre” provinham todos esses novos contratos: - da clientela partidária.  Claro que todos os governos da alternância PS/PSD que se seguiram mais não fizeram do que continuar esta “habilidosa canalhice”, engordando cada vez mais o Estado com todos os seus amiguinhos e familiares e com a dimensão que hoje se lhe conhece.  Tudo dinheiros do FSE…

Foi o tempo em que se distribuíram, sem qualquer controle, milhões aos “auto-designados” agricultores, deixando que estes gastassem o dinheiro como muito bem entendessem, inclusivé em projectos ruinosos ou cujo alcance tinha em vista unicamente o mero encaixe pessoal das astronómicas verbas concedidas.  E foi assim que centenas de milhares de hectares de terras ficaram ao abandono, com os supostos autores dos projectos a viver à grande.  E continuam ainda hoje:  - as terras sem produção e os donos cheios de dinheiro.  Quantos projectos de produção e de vacarias nunca chegaram a passar do papel, transformados que foram em grandiosas vivendas com garagens recheadas de Mercedes e BMWs, e até de Porches e FerrarisTudo dinheiros do FSE…

Foi o tempo em que, como resultado não só das políticas internas mas também de acordos externos, foram abatidos milhares de barcos de pesca, do litoral e do alto, de uma imensa frota pesqueira nacional sustentada.  A favor de outros países, nomeadamente Espanha, donde hoje e desde então passámos a consumir a maior parte do peixe que nos chega ao prato.  Promovendo-se assim o desemprego e a miséria de largas dezenas de milhar de pescadores e armadores, para quem a pesca era a única forma de subsistência, obrigando-os a viver de subsídios.  Tudo dinheiros do FSE…

Foi o tempo da euforia e de um descalabro tal que muitos milhões do FSE foram concedidos a empresários que, sem qualquer controle, se davam ao luxo de atirarem anualmente para o lixo caríssimos equipamentos quase novos, só para poderem continuar a usufruir dos chorudos apoios comunitários para aquisição de novos equipamentos.  Tudo dinheiros do FSE…

Foi o tempo em que se fomentou a criação de  imensos cursos de formação, a grande maioria esvaziados de qualquer conteúdo e interesse,  muitos deles nem chegando sequer a existir.  Porque naquela "nova ordem" era imperioso gastar, gastar, sempre gastar.  Porque o que importava era arranjar sempre maneiras e expedientes ardilosos de encher o bandulho aos oportunistas com os imensos e aparentemente  "inesgotáveis"  dinheiros do FSE

Por tudo isto, e pelo muito mais que fica ainda por dizer, é no mínimo "caricato" ouvir hoje o candidato Cavaco Silva auto-proclamar-se o "defensor" deste país que, afinal, tanto ajudou a enterrar.  E mais, indicar mesmo algumas linhas de acção para o governo, como aquela de ser  "urgente virarmo-nos para o mar”...  - que lata!...

É no mínimo de muito má memória, este candidato Cavaco Silva!   E não só a dele - a colectiva também…

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Ai, esta rapariga vai longe! - até às Caldas... pelo menos!

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Ela gosta de chupar...  ela gosta de cantar...  ela gosta de tocar...  ela adora levar no pacote!  Com gostos assim tão refinados, ela tem emprego certo em todos os lugares.  Até mesmo nas Caldas...  digo eu.



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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

TPM... um terramoto temperamental

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Um excelente e divertido vídeo interactivo!  Só para ver como seria diferente o universo caseiro sem aquela bomba do TNT...  desculpem, do TPM.  Se ao menos...  elas viessem equipadas com um indicador, assim tipo "azul de tornezol" ou...  "vermelho de fenolftaleína".  Ou mesmo de "violeta de metilo"...  quem sabe até mesmo um papelinho na testa que dissesse "TNT"...  desculpem, "TPM" !  Ó senhoras, qualquer coisa que servisse para indicar à navegação se havia perigo de explosão. Ou não...



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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Devem-me dinheiro. Quero de volta o meu dinheiro!...

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«José Sócrates em 2001 prometeu que não ia aumentar os impostos. E aumentou. Deve-me dinheiro. António Mexia da EDP comprou uma sinecura para Manuel Pinho em Nova Iorque. Deve-me o dinheiro da sinecura de Pinho. E dos três milhões de bónus que recebeu. E da taxa da RTP na conta da luz. Deve-me a mim e a Francisco C. que perdeu este mês um dos quatro empregos de uma loja de ferragens na Ajuda, onde eu ia e que fechou. E perderam-se quatro empregos. Por causa dos bónus de Mexia. E da sinecura de Pinho. E das taxas da RTP.

 Aníbal Cavaco Silva e a família devem-me dinheiro. Pelas acções da SLN que tiveram um lucro pago pelo BPN de 147,5 %. Num ano. Manuel Dias Loureiro deve-me dinheiro. Porque comprou, por milhões, coisas que desapareceram na SLN e o BPN pagou depois. E eu pago pelo BPN agora. Logo, eu pago as compras de Dias Loureiro. E pago pelos 147,5% das acções dos Silva. Cavaco Silva deve-me muito dinheiro.

Por ter acabado com a minha frota pesqueira em Peniche e Sesimbra e Lagos e Tavira e Viana do Castelo. Antes, à noite, viam-se milhares de luzes de traineiras. Agora, no escuro, eu como da Pescanova que chega de Vigo. Por isso Cavaco deve-me mais robalos do que Godinho alguma vez deu a Vara. Deve-me por ter vendido a ponte que Salazar me deixou e que eu agora pago à Mota Engil.
António Guterres deve-me dinheiro porque vendeu a EDP. E agora a EDP compra cursos em Nova Iorque para Manuel Pinho. E cobra a electricidade mais cara da Europa. Porque inclui a taxa da RTP para os ordenados e bónus da RTP. E para o bónus de Mexia.


A PT deve-me dinheiro. Porque não paga impostos sobre tudo o que ganha. E eu pago. Eu e a D. Isabel que vive na Cova da Moura e limpa três escritórios pelo mínimo dos ordenados. E paga Impostos sobre tudo o que ganha. E ficou sem abonos de família. E a PT não paga os impostos que deve e tenta comprar a estação de TVI que diz mal do Primeiro-ministro.

Rui Pedro Soares da PT deve-me o dinheiro que usou para pagar a Figo o ménage com Sócrates nas eleições. E o que gastou a comprar a TVI. Mário Lino deve-me pelos lixos e robalos de Godinho. E pelo que pagou pelos estudos de aeroportos onde não se vai voar. E de comboios em que não se vai andar. E pelas pontes que projectou e que nunca ligarão nada.


Teixeira dos Santos deve-me dinheiro porque em 2008 me disse que as contas do Estado estavam sãs. E estavam doentes. Muito. E não há cura para as contas deste Estado. Os jornalistas que têm casas da Câmara devem-me o dinheiro das rendas. E os arquitectos também. E os médicos e todos aqueles que deviam pagar rendas e prestações e vivem em casas da Câmara, devem-me dinheiro.

Os que construíram dez estádios de futebol devem-me o custo de dez estádios de futebol. Os que não trabalham porque não querem e recebem subsídios porque querem, devem-me dinheiro. Devem-me tanto como os que não pagam renda de casa e deviam pagar. Jornalistas, médicos, economistas, advogados e arquitectos deviam ter vergonha na cara e pagar rendas de casa. Porque o resto do país paga. E eles não pagam. E não têm vergonha de me dever dinheiro.



Nem eles nem Pedro Silva Pereira que deve dinheiro à natureza pela alteração da Zona de Protecção Especial de Alcochete. Porque o Freeport foi feito à custa de robalos e matou flamingos. E agora, para pagar o que devem aos flamingos e ao país, vão vendendo Portugal aos chineses. Mas eles não nos dão robalos suficientes, apesar de nos termos esquecido de Tien Amen e da Birmânia e do Prémio Nobel e do Google censurado.

Apesar de censurarmos, também, a manifestação da Amnistia, não nos dão robalos. Ensinam-nos a pescar dando-nos dinheiro a conta gotas para ir a uma loja chinesa comprar canas de pesca e isco de plástico e tentar a sorte com tainhas. À borda do Tejo. Mas pesca-se pouca tainha porque o Tejo vem sujo. De Alcochete.
Por isso devem-me dinheiro. A mim e aos 600 mil que ficaram desempregados e aos 600 mil que ainda vão ficar sem trabalho. E à D. Isabel que vai a esta hora da noite ou do dia na limpeza de mais um escritório. Normalmente limpa três. E duas vezes por semana vai ao Banco Alimentar. E se está perto vai a um refeitório das Misericórdias. À Sexta come muito. Porque Sábado e Domingo estão fechados. E quando está doente vai para o centro de saúde às 4 da manhã. E limpa menos um escritório. E nessa altura ganha menos que o ordenado mínimo.

Por isso devem-nos muito dinheiro. E não adianta contratar o Cobrador do Fraque. Eles não têm vergonha nenhuma. Vai ser preciso mais para pagarem. Muito mais. Já.»


(Mário Crespo, in Penthouse, Novembro de 2010)

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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Incentivar os produtos nacionais... apenas uma sugestão!

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Produtos genuinamente portugueses não faltam. Produtos transaccionáveis e que poderiam equilibrar a balança de pagamentos com o estrangeiro, assim os divulgássemos e promovêssemos convenientemente "lá fora".  Estou a lembrar-me, para já, de três com bastante mérito: - um deles, o "galo de Barcelos", já bastante divulgado e sem grande préstimo, pois nem cantar sabe;  - o outro, o "Zé-Povinho" com o seu "manguito", muito conhecido cá dentro mas desconhecido lá fora, e que tanto jeitinho dá, principalmente nos tempos que correm, para alívio do stress;  - e ainda um terceiro, aquele que eu considero o mais importante e actual, dada a sua versatilidade de usos e de tamanhos - o tal "...das Caldas"!
E como princípio de campanha a favor do nosso tão típico quanto acarinhado "...das Caldas", sugiro que as diversas entidades, costumeiras nestas andanças de atribuir favorecimentos, méritos e condecorações a torto e a direito, comecem, desde já, por substituir aquelas foleiras "medalhas" (ainda por cima caras como os olhos da cara) por este portuguesíssimo produto nacional.

Imaginem...  como seria lindo!  Lindo de ver todos aqueles "peitos" enfeitados, não com medalhas de pechisbeque, mas com verdadeiros e coloridos "...das Caldas"!  E tanto maiores quanto mais alta fosse a honraria concedida ao peitudo condecorado!... 

E dou comigo a pensar em tantos "peitos" a quem esta condecoração assentaria que nem uma luva... e daqueles mais avantajados: - 60 centímetros!...  Estou só a pensar.  Só a pensar...  e a imaginar!...




Esta gente já perdeu completamente a vergonha.  A vergonha e a razão.  E não merece nada mais que um profundo desprezo.  Aprovar no Parlamento e  "à sucapa" uma lei que abre as portas a toda a espécie de sabujices nas empresas do Estado, discriminando a distribuição dos sacrifícios e beneficiando os que mais recebem, só pode qualificar como trafulhas os intervenientes num tal acto. 
E quando estes trafulhas são aqueles que (supostamente) foram eleitos como representantes do povo, e o povo atraiçoam assim tão miseravelmente, é bom saber que a indignação já alastra por aí.  E oxalá que cresça.  E que fermente e azede definitivamente!



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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Um só que fosse... e já valia a pena!

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Não sei quantos seremos, mas que importa?!
Um só que fosse, e já valia a pena.
Aqui, no mundo, alguém que se condena
a não ser conivente
na farsa do presente
posta em cena!

Não podemos mudar a hora da chegada,
nem talvez a mais certa,
a da partida.
Mas podemos fazer a descoberta
do que presta
e não presta
nesta vida.

E o que não presta é isto, esta mentira
quotidiana.
Esta comédia desumana
e triste,
que cobre de soturna maldição
a própria indignação
que lhe resiste.

(Miguel Torga)

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domingo, 21 de novembro de 2010

RTP - porque temos de pagar tudo ISTO? ...e PARA QUÊ?

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Porque temos de ser obrigados a pagar ISTO?  Para que precisamos de uma empresa que soma centenas de milhões de euros de prejuízo por ano?  Uma empresa de televisão que já não tem qualquer programa formativo e cultural, uma televisão que se limita a seguir as linhas de programação das televisões privadas, limitando-se a programas de lixo e alienação mental (desde telenovelas a futebol, passando pelos programas de pseudo-debate político e entrevistas "combinadas"), e cuja única função e razão de existir como empresa do estado é dar cobertura aos actos e desacatos dos governos, como o actual.  Porque havemos de ser obrigados a pagar, além de uma grossa fatia dos nossos impostos, mais uma taxa de audio-visual de 2,25 euros por mês na factura da EDP?  Quer tenhamos ou não aparelho de TV, quer se trate de casa de habitação ou de garagem, ou simplesmente de curral de bois ou de porcos? 
Porque temos de ser obrigados a pagar os fabulosos e obscenos ordenados dos trabalhadores desta empresa, só para que os governos e os seus apaniguados partidários possam ter uma tribuna exclusiva para divulgarem as suas mentiras e aldrabices, trabalhadas e transformadas  em grandes modelos de virtudes e competência por estes "artistas da informação", gente que os governos compram com tão milionários quanto insultuosos salários e "subsídios de fidelidade"

A RTP tem uma dívida acumulada superior a 800 milhões de euros e paga ordenados milionários aos seus funcionários, em especial aos "lavadores de cérebros",  tipo Fátima Ferreira e o "Prós e Contras"  entre outros do mesmo teor.  Não obstante a concorrência com as TVs privadas nas receitas de publicidade, ainda em 2009 a RTP recebeu mais uma indemnização compensatória (dinheiro dos nossos impostos) no valor de 143 milhões de euros. 

E o sorvedouro continua!...    E o sorvedouro não acaba, nunca mais!...

Tomemos, apenas como exemplo, 5 dos funcionários da RTP 1, cujo "estofo" lhes permite mamar à custa de todos nós, mesmo daqueles que têm de tirar à boca o que gastam na farmácia e vice-versa, a bonita soma de quase 100.000 euros por mês!...  Cerca de 1,2 milhões de euros por ano com apenas 5 destes funcionários?!...


(clique na foto para ampliar)

Mas a lista não acaba aqui.   Poderemos continuar esta lista, já que este quadro não é mais do que um simples exemplo de um enorme descalabro do OE por interesses políticos, chamado RTP:

José Fragoso (director de programas) - 12.836 euros/mês – 179.704 euros/ano
Carlos Daniel (director-adjunto, Porto) - 10.188 euros/mês – 142.632 euros/ano
João Adelino Faria (pivot) - 9.736 euros/mês – 136.304 euros/ano
Teixeira de Bastos (director financeiro) - 8.500 euros/mês – 119.000 euros/ano
Marisa Garrido (directora de pessoal) - 7.300 euros/mês – 102.200 euros/ano
António Simas (director de meios) - 6.200 euros/mês – 86.800 euros/ano
Jaime Fernandes (assessor da direcção) - 6.162 euros/mês – 86268 euros/ano
Ana Fischer (ex-directora do pessoal) - 5.800 euros/mês – 81.200 euros/ano
Paulo Dentinho (jornalista) - 5.330 euros/mês – 74.620 euros/ano
Pedro Reis (director de compras) - 5.200 euros/mês – 72.800 euros/ano
Alexandre Simas (jornalista nos Açores) - 4.800 euros/mês – 67.200 euros/ano
Jacinto Godinho (Jornalista) - 4.100 euros/mês – 57.400 euros/ano
Helder Conduto (Jornalista) - 4.000 euros/mês – 56.000 euros/ano
Afonso Rato (director do Gab. Institucional (?) - 4.000 euros/mês – 56.000 euros/ano
Rosa Veloso (jornalista) - 3.984 euros/mês – 55.776 euros/ano
Ana Gaivotas (relações públicas) - 3.984 euros/mês – 55.776 euros/ano
João Tomé de Carvalho (pivot) - 3.550 euros/mês – 49.700 euros/ano
 
A lista não é exaustiva, e de fora ficam muitas figuras proeminentes desta empresa estatal, desde Fátima Campos Ferreira a Paula Moura Pinheiro;  desde o Administrador  e assessores até aos técnicos de estúdio;  desde os operadores de câmara e cenografistas até aos electricistas e motoristas.  E como se isto não bastasse, surgem ainda os salários milionários dos apresentadores de programas, como:

Manuel Luís Goucha40.000 euros/mês;  - Fátima Lopes35.000 euros/mês;  - Catarina Furtado25.000 euros/mês;  - Fernando Mendes21.000 euros/mês;  - José Carlos Malato20.000 euros/mês;  - Jorge Gabriel - 20.000 euros/mês

Nota 1 – Todos estes valores foram tirados da net;  admite-se que  alguns hajam já sido alterados. 
Nota 2 – Os montantes anuais têm por base os 14 meses de vencimento por ano; não têm, contudo, em consideração diversas benesses, como ajudas de custo, viaturas de serviço e cartões de combustível de frota, que alguns usufruem por conta do cargo que ocupam.
Nota 3 – Tome-se como referência os salários (base + despesas de representação) das mais altas figuras do Estado:  

Presidente da República - 7.262 (base) + 3.330 (d. repr.) = 10.592 euros/mês
Presidente da Assemb. da República - 5.810 (base) + 2.950 (d. repr.) = 8.760 euros/mês
Primeiro-Ministro - 5.400 (base) + 2.160 (d. repr.) = 7.560 euros/mês
Deputado Assemb. República - 3.708 (base) + 370 (d. repr.) = 4.078 euros/mês

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Pós-Texto:  - A este propósito, vale a pena ler dois documentos (aqui juntos num só) e que circulam na net, supostamente elaborados por um grupo de funcionários da RTP e especialmente dirigidos aos deputados.  Ao não quererem assiná-los, os autores denunciam o clima de medo das represálias que se vive nesta empresa do Estado, por força das inúmeras denúncias de alta corrupção neles contidas:


RTP

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sábado, 20 de novembro de 2010

A farsa do "Aquecimento Global" ou... os "interesses" escondidos por detrás do CO2 !

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Como muito bem refere «aqui» o blogue «Fiel Inimigo», foi há um ano que estoirou a grande "bolha" da farsa montada sobre o "aquecimento global antropogénico", bem como toda a encenação arquitectada em torno do «efeito de estufa» provocado pela acumulação do CO2 na alta atmosfera, com a atribuição da culpa inteiramente ligada às actividades do homem.  Foi há um ano que, entrando um "hacker" russo nos computadores do "Climate Research Unit (CRU)", da Universidade de East Anglia (Inglaterra), e de lá retirado alguns milhares de e-mails classificados como secretos, denunciou ao mundo toda a tramoia que se vinha desenvolvendo sob a antevisão de monstruosas catástrofes a partir da teoria do chamado «Hockey Stick» (pela semelhança do gráfico com um taco de hóquei), que mais não é do que a verificação de uma tendência para a subida das temperaturas nas últimas décadas.
Tramoia à qual nem a própria Wikipedia escapou;  infiltrada por agentes apoiantes da farsa, eles apagavam e substituíam os dados por outros viciados. Tramoia que, a partir de alguns dados científicos correctos, entretanto manipulados, visava construir um empório comercial, este sim de um autêntico "balão de ar" - o CO2. Os seus nomes são hoje perfeitamente conhecidos, como conhecidos são os seus objectivos - a cotação em Bolsa de um produto... gasoso(!);   e tudo isto, como é óbvio, envolvendo fabulosas quantidades de...  dinheiro!

Além da leitura, na Wikipédia, sobre a denominada teoria do «Hockey Stick», este pequeno vídeo seguinte mostra-nos como são cíclicas as subidas e descidas das temperaturas geológicas ao longo dos últimos milénios e dos últimos séculos;  tudo isto sem qualquer intervenção do homem e das suas actividades.  Mas há sempre gente - os "chico-espertos" -  que, sob a capa de uma falsa seriedade e sustentada numa farsa muito bem urdida e melhor montada, se aproveita da credulidade e da ingenuidade e boa-fé dos outros para manipular a opinião pública mundial, com o objectivo específico de daí retirarem fartos e incomensuráveis proventos.




E para todos aqueles que quiserem saber mais, muito mais, sobre como foi urdida e montada toda esta FARSA do Aquecimento Global Antropogénico, vale a pena ver e ouvir o que têm a dizer os cientistas sobre este assunto, visionando este documentário (legendado) dividido em 8 partes:

















Por último, sobre este mesmo assunto e com o título «A Fraude do Aquecimento Global», este texto longo e muito bem documentado:

(FALSHBACK) A Fraude Do Aquecimento Global

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Porque hoje é sábado... um convite ao sorriso!

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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Os BOYS: - eles já nascem pulhas. Como se nasce músico. Ou palhaço!...

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De como nasce um grande "Pulha"


Desde há mais de 30 anos que começou a aparecer por aqui um novo tipo de "artistas": - os 'BOYS'.  De início timidamente, agora descaradamente. Despudoradamente! 
Toda a sociedade actual, desde a casa dos pais aos bancos da escola, desde a televisão aos jornais e às revistas, desde a cultura de rua até à vida nocturna e aos amigos, tudo conspira para que, desde muito cedo, a vocação de um verdadeiro "pulha" começe a despertar.  Iniciada a sua formação pelas "juventudes" dos partidos, daí até começar a exercer a sua função de "pulha" irá ser um passo pequenino.  Em direcção a uma longa e promissora "carreira" recheada de dinheiro, de benesses e honrarias.
Regra geral, têm por detrás um "PULHA" mais velho e experiente, com estatuto mais elevado, que o inicia nas artes da "pulhice".  Em breve, o pequeno "pulha" começa a evidenciar-se pelos seus dotes naturais, fazendo gala em ostentar o seu curriculo de "pulhice" cada vez mais refinado e invejado, o que o faz insinuar-se aos olhos dos outros "pulhas" seus congéneres e protectores.  Até ao momento clímax da sua integração plena no seio da corja.

E é assim que nasce e se desenvolve um "Pulha".  E é assim que crescem e se desenvolvem nele as artes da "pulhice".  E é assim que neste país a "pulhice" já ascendeu à categoria de ciência - a "pulhice científica".  Bem estudada, bem planeada, bem estruturada, esta ciência - a "pulhice" - requere já uma formação específica que complementa a vocação natural do pequeno candidato a "pulha".  E professores de "pulhice" é coisa que nunca, e cada vez mais, faltarão ao pequeno "pulha" para que ele se transforme num verdadeiro, num grandioso e inventivo "PULHA" nacional.

A partir daqui, é ver então o novo "PULHA" diplomado, circulando e exibindo os seus esplendorosos dotes de "pulhice" por tudo quanto é sítio, por tudo quanto é lugar frequentado por todo o resto da "hi-pulhice-society" nacional.  Arrogante e com total desprezo por quem trabalha verdadeiramente, ele pisa e vilipendia tudo e todos quantos ousem atravessar-se no seu caminho.  Ele conhece toda a sociedade influente, ele conhece todas as manhas da "pulhice" e sabe tirar partido delas, ele é um vencedor, ele é o mais competente, ele é aquele que ocupa todos os altos cargos apenas pelo seu "mérito próprio".  O "PULHA" é o maior! 
Não é fácil ser-se "pulha".  Não é "pulha" quem quer.  Nem todos são qualificados para ser um "pulha".  Apenas aqueles que já nasceram sem pingo de vergonha na cara e sem quaisquer resquícios de valores éticos e morais têm as capacidades natas necessárias para se tornar num verdadeiro "pulha".  Quanto aos outros, os homens sérios...  a esses só lhes resta o alívio do vómito ao ouvir pronunciar o nome de qualquer "pulha"!...

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