domingo, 10 de outubro de 2010

Esse grosseiro produto do PS que nos levou à ruína!...

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«Um Primeiro Ministro»

Fora a gente sem nome que fez do PS um modo de vida, não há ninguém na política ou no jornalismo que se atreva a justificar o primeiro-ministro, José Sócrates. Não me lembro - excepto em ditadura - de nenhum homem público tão profundamente execrado. O desprezo e a hostilidade variam de tom e pretexto, mas Sócrates conseguiu unir Portugal inteiro contra ele. E não só por causa do PECIII, que infalivelmente nos levará à miséria (embora isso também conte). O que o cidadão comum detesta é a pessoa: a pessoa que ele exibe no Parlamento e no país. E que, se ainda não recebeu ordem de despejo, é porque o PSD e o dr. Cavaco não querem agravar a crise com um vácuo de poder na cena doméstica.

Nesta extravagante situação, é curioso relembrar como apareceu (e cresceu) a criatura que nos levou à ruína. Sócrates veio da província com a ambição de fazer carreira. Como educação formal, não foi além de um vaguíssimo diploma de engenheiro, extraído à complacência de uma universidade privada. E, como profissional, não se lhe conhece um currículo respeitável. E, no entanto, "subiu". "Subiu" sob a protecção de António Guterres, que fez dele deputado, secretário de Estado e, depois, ministro (do Ambiente).

Não se percebe o que Guterres viu na criatura. Obediência? Dedicação ao trabalho? Algum jeito para a intriga partidária? Não se sabe. O certo é que Sócrates com certeza o serviu fielmente. E, quando Guterres um belo dia se escapou, Sócrates, que não valia nada, emergiu de repente como um candidato plausível a secretário-geral do PS. Porquê? Por causa da RTP, que o resolveu escolher para um debate semanal com Pedro Santana Lopes. Sócrates "passa" bem na televisão (como é obrigatório num político moderno) e essa presença constante em casa de cada um acabou por o tornar numa espécie de encarnação do PS. O resto correu segundo as normas.

Durante a campanha contra Manuel Alegre e João Soares, peritos de publicidade arranjaram maneira de ele não se comprometer com coisa nenhuma (uma técnica também obrigatória) e de mentir no caso de um aperto (sobre impostos, claro). Sócrates ganhou; e ganhou, a seguir, a maioria absoluta. Na noite da vitória não agradeceu ao país, com que nunca no fundo se importou. Agradeceu ao PS, a que devia tudo. E, assim, Portugal recebeu do céu (na verdade, do Largo do Rato) um primeiro-ministro, obscuro e vácuo, que não lhe merecia, em princípio, a menor confiança. Mas, tendo votado nesse grosseiro produto do PS, agora não se deve queixar.»

(Vasco Pulido Valente, in Público, 03/10/2010)
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puuummm!...  rebentei com este país!

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Momento musical - NABUCCO - Giuseppe Verdi

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sábado, 9 de outubro de 2010

DGCI gasta 220 mil euros a comemorar aniversário!

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As coisas que a gente... nem sabe! - e nem come!... - mas paga!...



O organismo responsável pela cobrança de impostos fez gastos elevados na celebração dos seus 160 anos


Mais de 220 mil euros foi quanto a Direcção-Geral das Contribuições e Impostos (DGCI) gastou nas comemorações dos seus 160 anos. Estas despesas - que datam de Novembro de 2009 - incluem os gastos do jantar pago a todos os directores das Finanças, mas não contemplam as despesas de pernoita de cerca de 900 pessoas que se deslocaram a Lisboa para assistir às comemorações, o que ainda poderá adensar mais o valor.

Confirmados pelo DN estão mais de 220 mil euros, que constam dos contratos no site governamental Base, onde se acumulam despesas públicas avultadas que vão desde jantares a arranjos florais.

Após ter sido ontem divulgado o valor de um jantar da ANACOM no valor de 150 mil euros a propósito do 20.º aniversário, agora são os contratos da DGCI (entidade que cobra os impostos, tutelada pelo Ministério das Finanças) a mostrar que este organismo foi ainda mais dispendioso nas comemorações dos seus 160 anos.

(Notícia do DN ECONOMIA - Ler mais AQUI )

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Entretanto, tudo aqui ao vivo e a cores:



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"La Famiglia" - Os Mamões do Regime

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In Sábado, 07/10/2010 (Duplo clique na imagem para aumentar)

Eis um magnífico trabalho jornalístico que nos proporcionou um retrato da família Xuxa, constituída por gente com carreiras privadas e públicas brilhantes (basta atender à inépcia e incompetência políticas daqueles elementos da família que passaram por funções governativas), mas que sofre com a crise (sic, Almeida Santos) e que se sacrifica ao ponto de se alimentar exclusivamente da bagatela que são os amendoins do Estado (sic, Teixeira dos Santos).

Confrontado com estas obscenidades, só me resta o seguinte desabafo:
-sempre que uma meia dúzia de bandalhos aproveitam o palco mediático para vociferar imbecilidades e para dar expressão a ressentimentos e traumas mal resolvidos relativamente aos funcionários públicos, ignorando que estão a falar do profissionalismo e da dedicação de professores, médicos, enfermeiros, forças de segurança e outros que, com o seu trabalho e dedicação diários, suportam o funcionamento das instituições, asseguram aos portugueses a tranquilizadora ideia de normalidade e ainda financiam a irresponsabilidade dos governantes, deviam atirar-se antes aos Xuxas e à demais parasitária que sorve, de forma indecorosa, os amendoins do Estado, sem que se lhes reconheça qualquer produtividade ou mais valia para o país. Mais valia era que fossem para o mercado criar as suas próprias empresas e fazer pela vida, como acontece com a maioria dos portugueses que não usufruem da condição Xuxa.

(Publicada por Octávio V Gonçalves, AQUI)
 
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Um Governo em Títulos! ou... Os Títulos do Governo!

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Assim... sem mais comentários!...


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Promessas... só promessas!...

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Esta é a primeira página do jornal i de hoje. E eu até acho que dia 29 já é tarde. Deveria ser já hoje, que cada dia que este "coveiro" lá estiver é mais um dia desperdiçado em direcção ao abismo fatal. Como desperdiçados foram todos os dias do seu malfadado governo, desde há mais de 5 anos - os 5 anos marcados pela incompetência e pelo desgoverno, pela irresponsabilidade e pela colagem ao grande capital, pelos inúmeros escândalos e suspeitas de fraudes, de subornos e de favorecimentos, pelas trapaças e pelos malabarismos políticos e financeiros, pela total falta de planeamento económico e financeiro, pelo despesismo fácil e sem controle, pelo brutal aumento do desemprego, pelos super-tachos para os "super-boys"...  - enfim, os 5 anos da maior festança do PS!... 
Será desta que o sr. de Vilar de Maceda cumpre uma promessa? - ao menos uma!...

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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Imagine(m) - como isto continua actual !...

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(Mário Crespo - in JN, 2009)


Imaginem que todos os gestores públicos das setenta e sete empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados. Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação.

Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento. Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas. Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham «ESTADO» escrito na porta. Imaginem que só eram usados em funções do Estado.

Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público. Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar. Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês.

Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência. Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas. Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam. Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares. Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas.

Imaginem remédios dez por cento mais baratos. Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde. Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros. Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada. Imaginem as pensões que se podiam actualizar. Imaginem todo esse dinheiro bem gerido. Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.

Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal. Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas. Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo.

Imaginem que país podíamos ser se o fizéssemos.
Imaginem que país seremos se não o fizermos...


 O Abismo!...  ele aí está!
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A famigerada Tabela!

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Assim... sem mais comentários!




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Momento de poesia... com muita raiva - «Filho-da-Puta»

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Filho da puta
I

O pequeno filho-da-puta
é sempre
um pequeno filho-da-puta;
mas não há filho-da-puta,
por pequeno que seja,
que não tenha
a sua própria grandeza,
diz o pequeno filho-da-puta.


No entanto,
filhos-da-puta
que nascem grandes
e filhos-da-puta
que nascem pequenos,
diz o pequeno filho-da-puta.
De resto,
os filhos-da-puta
não se medem aos palmos,
diz ainda
o pequeno filho-da-puta.


O pequeno filho-da-puta
tem uma pequena
visão das coisas
e mostra
em tudo quanto faz e diz
que é mesmo
o pequeno filho-da-puta.


No entanto,
o pequeno filho-da-puta
tem orgulho em ser
o pequeno filho-da-puta.
Todos os grandes filhos-da-puta
são reproduções em
ponto grande
do pequeno filho-da-puta,
diz o pequeno filho-da-puta.


Dentro do pequeno filho-da-puta
estão em ideia
todos os grandes filhos-da-puta,
diz o pequeno filho-da-puta.
Tudo o que é mau para o pequeno
é mau
para o grande filho-da-puta,
diz o pequeno filho-da-puta.


O pequeno filho-da-puta
foi concebido
pelo pequeno senhor
à sua imagem
e semelhança,
diz o pequeno filho-da-puta.


É o pequeno filho-da-puta
que dá ao grande
tudo aquilo de que ele precisa
para ser
o grande filho-da-puta,
diz o pequeno filho-da-puta.
De resto,
o pequeno filho-da-puta
vê com bons olhos
o engrandecimento
do grande filho-da-puta:
o pequeno filho-da-puta
o pequeno senhor
Sujeito Serviçal
Simples Sobejo
ou seja,
o pequeno filho-da-puta.


II

O grande filho-da-puta
também em certos casos
começa por ser
um pequeno filho-da-puta,
e não há filho-da-puta,
por pequeno que seja,
que não possa vir a ser
um grande filho-da-puta,
diz o grande filho-da-puta.


No entanto,
há filhos-da-puta
que já nascem grandes
e filhos-da-puta
que nascem pequenos,
diz o grande filho-da-puta.
De resto,
os filhos-da-puta
não se medem aos palmos,
diz ainda
o grande filho-da-puta.


O grande filho-da-puta
tem uma grande
visão das coisas
e mostra
em tudo quanto faz e diz
que é mesmo
o grande filho-da-puta.
Por isso
o grande filho-da-puta
tem orgulho em ser
o grande filho-da-puta.


Todos os pequenos filhos-da-puta
são reproduções
em ponto pequeno
do grande filho-da-puta,
diz o grande filho-da-puta.
Dentro do grande filho-da-puta
estão em ideia
todos os pequenos filhos-da-puta,
diz o grande filho-da-puta.


Tudo o que é bom para o grande
não pode deixar de ser
igualmente bom
para os pequenos filhos-da-puta,
diz o grande filho-da-puta.
O grande filho-da-puta
foi concebido
pelo grande senhor
à sua imagem e
semelhança,
diz o grande filho-da-puta.


É o grande filho-da-puta
que dá ao pequeno
tudo aquilo de que ele precisa
para ser
o pequeno filho-da-puta,
diz o grande filho-da-puta.
De resto,
o grande filho-da-puta
vê com bons olhos
a multiplicação
do pequeno filho-da-puta:
o grande filho-da-puta
o grande senhor
Santo e Senha
Símbolo Supremo
ou seja,
o grande filho-da-puta.

(Alberto Pimenta)



Já se prepara o terreno para um novo PEC... o PEC IV, que antecede o PEC V...

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Incompetência ou simplesmente má-fé?



Ao princípio, a crise não ia afectar Portugal. Passados uns meses, iria afectar menos do que aos outros países. Depois, que iríamos ser o primeiro país a sair da crise. O discurso de José Sócrates foi mudando, mas o objectivo era sempre o mesmo: -criar uma aparência de sucesso mascarado de optimismo, para ganhar as eleições legislativas de 2009 contra aquela senhora que insistia em falar em verdade e dizia que não havia dinheiro. Sim, aquela que alguns diziam que não sabia falar nem sorrir, lembram-se? Tudo isto com o apoio da comunicação social amiga (DN, JN, TSF, LUSA, RTP, RTPN, entre outros), sempre disposta a suportar o socratismo e a sua propaganda.
Recordo que, em Julho de 2008, quando a crise já tinha rebentado em força por todo o lado e vários países tomavam medidas de auteridade, em Portugal se aumentavam os funcionários públicos em 3,5%. E se aprovava um orçamento de ficção, mais tarde rectificado várias vezes para tapar os buracos que, desde o princípio, todos conheciam. E avançou-se, por teimosia e irresponsabilidade, com grandes obras públicas, como o TGV ou as novas concessões rodoviárias, que vamos andar a pagar durante décadas. Mas era preciso ganhar as eleições e, para isso, a verdade não servia. Era preciso mentir. E mentir. E voltar a mentir.
Entretanto o mundo mudou em poucas semanas. Mudou antes do PEC1. Voltou a mudar antes do PEC2. E mudou outra vez ontem(*), para justificar um novo aumento de impostos e medidas tão duras, quanto tardias e desesperadas. Medidas que deveriam ter sido tomadas logo no início da crise, antes das legislativas de 2009. Por tudo isto, a dúvida para mim está esclarecida: -este Governo não é apenas incompetente, é mentiroso e actuou de má-fé desde o princípio.

(*) - PEC III em 29/09/2010
(Publicada por Paulo Marcelo em 30 de Setembro de 2010 AQUI)

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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

(Des)concerto desafinado - O estado actual da República!

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Aquela "senhora" que em 1910 apareceu por aqui de seios deslumbrantes e desnudados... envelheceu.  Quase sem voz e completamente desafinada, o corpo mirrou, a pele secou e enrugou, as pernas arquearam e os seios... ó maldição dos infernos!  viraram dois desajeitados sacos de pele onde não é mais possível reconhecer a beleza de outrora!  Apenas aqueles que neles chucharam (e são imensos...) durante as últimas décadas, continuam a tecer-lhe elogios, agarrados que estão que nem lapas e teimosamente tentando extrair deles os últimos "pingos de leite". E ali hão-de permanecer até que a desgraçada "senhora" definhe por completo, reduzida apenas a pele e osso. Depois... bem, depois, e como sempre acontece, só então aqueles isecráveis e nauseabundos "mamões" a deixarão, já moribunda e fétida, desertando finalmente para qualquer outro paraíso onde possam viver o resto das suas nefandas vidas, regaladamente curtindo todo aquele "leitinho" que aqui mamaram até à última gota e deixando o resto do povo a morrer à fome e à míngua!
Para já... fiquemos com a sua voz!


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No rescaldo do Centenário da República V

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Os 100 anos da República - Onde está a mudança?


Decorria o ano de 1896, catorze anos antes da Implantação da República, que Guerra Junqueiro escreveu o livro “Pátria”, uma das suas obras mais polémicas e que é um ataque à dinastia de Bragança, na figura de D. Carlos:

«O estado é o rei. Cidadão há um único: D. Carlos. Os deveres são nossos, os direitos, dele. (...) A justiça é um relógio que ele atrasa, adianta ou faz parar, segundo lhe dá na vontade. Decreta a lei e nomeia o juiz. O parlamento é o seu capricho.»

«Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.»

«Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.»

«Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; (...) A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.»

«Liberdade absoluta, neutralizada por uma desigualdade revoltante, o direito garantido virtualmente na lei, posto, de facto, à mercê dum compadrio de batoteiros, sendo vedado, ainda aos mais orgulhosos e mais fortes, abrir caminho nesta porcaria, sem recorrer à influência tirânica e degradante de qualquer dos bandos partidários;»

Tudo isto escreveu Guerra Junqueiro um século atrás... no apodrecer da Monarquia e no dealbar de uma República em que todos depositavam as maiores e as melhores esperanças.  Haveria de ser por este estado de coisas que, catorze anos mais tarde, se haveria de implantar a República, tal era o descontentamento geral do povo e dos políticos, dos intelectuais e dos militares.

E... tal estado de coisas nunca se alterou com a implantação da República! Antes se agravou até ao que dele conhecemos hoje.  Hoje, tal como há um século atrás, nada se alterou, nem o povo nem os políticos. Principalmente estes!

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No rescaldo do Centenário da República IV

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Comemorar?!... O quê?


A República celebra o seu centenário. Ontem como hoje, as comemorações ficam-se pela capital, e o resto da pátria continua alheia. O mesmo sucedeu há 100 anos. De facto, a República não se impôs, instalou-se, depois de ter decapitado, com sangue, o regime. A morte de D. Carlos e do Príncipe da Beira, D. Luís Filipe, foram o argumento fáctico para o estertor de 750 anos de Monarquia. Com o decesso do Rei, fenecia o mínimo denominador comum da política oitocentista nacional. Por isso, e por mera coerência, o republicanismo militante deveria assinalar o 01 de Fevereiro de 1908 e não o 5 de Outubro. A Carbonária e o jacobinismo, foram os frios e implacáveis executores de um plano que desembocou na proclamação de José Relvas nos Paços do Concelho de Lisboa.

Instalado o novo regime, iniciaram-se as perseguições aos opositores e as incursões anticlericais, que só cessariam com Sidónio Pais. Quanto à nova esperança, que para alguns trouxe, esfumou-se numa constante sucessão de Governos (45 em 16 anos) e 7 Presidentes da República. As cisões no campo Republicano eram constantes até que culminaram na morte daquele que alguém já chamou de parteira da República, Machado dos Santos. De facto, volvidos 11 anos, os revoltosos eram mortos pelos seus pares na designada “Noite Sangrenta”. Pouco mais duraria a aventura jacobina. Em 1926 o regime soçobraria ante a ascensão de um brilhante estudante de Coimbra, que, dizem, era muito certo em contas. Tão certo que durante 48 anos Portugal mergulhou num regime de cariz autoritário.

A República jovem, laica e progressista que abominava o Liberalismo de uma Monarquia dita serôdia e revelha, caía de podre, com as Finanças colapsadas, e uma insustentável instabilidade política e social.

Ora, compulsando estes 100 anos, constata-se que cerca de metade corresponde a um outro novo Estado, que a República renega; 16 anos de um regime falhado e 36 de uma Democracia que se vê agora a braços com uma crise de carácter estrutural onde, diariamente, se aventa a sua sustentabilidade. Fala-se de definhamento, de deficit, da decadência do regime, do afastamento do sistema político pelos cidadãos, cassandras auguram o fim da Nação…!

Ante tal cenário, cabe perguntar se haverá algo a celebrar ou, pelo contrário, a equacionar? Ao que parece a História e o passado recente demonstram, amplamente, que a forma Republicana de Governo não se conjuga bem com Portugal.

(Escrito por Daniel Brás Marques em 6-10-2010, AQUI)

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No rescaldo do Centenário da República III

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República Abandonada!



Dez milhões de euros foram gastos nas comemorações do Centenário da República. O resultado está triste e desoladamente à vista. A adesão popular foi nula. O povo tem outras prioridades: - leite, pão, renda da casa, luz, água, gás, prestação do carro, do televisor e do frigorífico. Tem as filas do Instituto do Emprego para perder horas em pé. Tem os tribunais onde aguarda pelo resultado das suas queixas contra as penhoras injustas. Tem os transportes públicos onde aguarda horas pela sua chegada e onde fica sem as suas malas e carteiras. Tem os bancos de urgência dos hospitais e centros de saúde onde aguarda horas por uma consulta.

O povo português demonstrou que está farto, farto de promessas, farto de sofrer, farto de sacrifícios em vão, farto de apertar o cinto para nada de bom acontecer em benefício das gerações vindouras, farto de impostos, farto de desemprego, farto de coimas injustas, enfim, farto desta escumalha política que tem desbaratado o dinheiro público em festanças semelhantes à nulidade que se verificou nesta comemoração do Centenário da República.

Os políticos deste Portugal, em face de toda a apatia e ausência popular dos festejos republicanos, apenas têm de extrair uma conclusão: que o povo está descontente, muito descontente, perigosamente descontente com todos aqueles que o têm enganado ao longo de anos.

(Por João Eduardo Severino em 5.10.2010, AQUI)

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No rescaldo do Centenário da República II

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No rescaldo do Centenário da República I

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Os implantes da República!



Mais do que a implantação da república, fascinam-me os implantes da república. E, numa época em que as senhoras não mostravam o tornozelo, imagino o efeito populista que a república semi-nua teria na turba.
As ilustrações que circulavam tinham o mesmo efeito que a revista Gina no liceu. Bem podiam as forças da coroa clamar por Deus, a Pátria e a Família. Compreendo o entusiasmo da populaça. Cem anos depois sabemos que era publicidade enganosa.

(Publicado por Rodrigo Moita de Deus, AQUI)

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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

MANIFESTO PRÓ-SOCRÁTICO

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Viva o Sócrates! Viva, sim!


Por Roberto Ceolin
Poeta bohémio e Miguelista
(Picado daqui)

Ao contrário do que dizem e escrevem muitos por aí, o Sócrates é boa pessoa! - isso vê-se logo porque o Sócrates está sempre a sorrir! - o Sócrates é um homem à moda antiga! não há cá disparates nem parvoíces com o Sócrates! - o Sócrates nunca mente e quando a verdade não está do seu lado, é porque a verdade está errada! amanhã o Abrantes já põe a verdade no seu sítio! - o Sócrates é um homem de virtudes! - o Sócrates é bom pai! - o Sócrates leva os filhos a safaris em África enquanto os portugueses ficam em casa a apertar o cinto! - o Sócrates vai de férias aos Alpes e volta de muletas! - digam os turistas do Algarve, os bons-vivants, a Lili Caneças e o Castelo Branco

Viva o Sócrates! Viva, sim!



O Sócrates quer o bem de todos os portugueses! - o Sócrates luta pelos interesses dos portugueses, na Europa, na Venezuela, em São Bento, no Largo do Rato, na Portugal Telecom, em todo o lado! - o Sócrates é o novo Vasco da Gama! - o Sócrates é como o pai da nação! - se fizessem um teste ao Sócrates descobririam que ele tem o mesmo DNA que o D. Afonso Henriques! - o Sócrates dá-nos de comer! - o Sócrates consegue-nos dinheiros lá de fora! - com o Sócrates no poder, os portugueses vão poder ir para o trabalho todos os dias de TGV e receber as suas ajudas semanais da Caritas e do Banco Contra a Fome entregues de avião! - enquanto ainda existe, diga a uma só voz toda esta Nação Lusitana

Viva o Sócrates! Viva, sim!


O Sócrates apoia as artes! - o Sócrates gosta de teatro! - o actor preferido do Sócrates é o Diogo! - (Que sorte a do Diogo!) mas o Sócrates também assiste à televisão! - o Sócrates é fã do serviço público de televisão! - o Sócrates defende o pluralismo informativo! - o Sócrates até cascou no Santana por causa do Marcelo! - o Sócrates já vê a TVI à sexta-feira! - o Sócrates esteve quase para ouvir a Rádio Renascença, o Cavaco é que não deixou! - o Sócrates quer ver a SIC! - deixem o Sócrates ver a SIC!

Abaixo o Crespo! Abaixo, sim!

Abaixo o Medina! Abaixo, sim!

Os níveis de cultura literária estão altos como nunca em Portugal porque o Sócrates gosta de literatura! - o livro favorito do Sócrates é o “País das Maravilhas”, mas sem a Alice que essa não está lá a fazer nada! - a personagem favorita do Sócrates e a Rainha de Copas com aquela sua mania de mandar cortar cabeças! - a autora favorita do Sócrates é a Isabel Alçada! - o primeiro governo do Sócrates foi “Uma Aventura fora do Parlamento”! - dentro do parlamento não deixam o Sócrates governar! - deixem o Sócrates governar!
 
Abaixo a Oposição! Abaixo, sim!
 
 

 O Sócrates gosta das criancinhas! - o Sócrates dá computadores às criancinhas! - com o Sócrates a escola é muito mais divertida e não é preciso perder tempo com trivialidades que o acordo já aí vem! - com o Magalhães sob as carteiras a ensinar os gaiatos, os professores já têm tempo para serem avaliados e até para virem a Lisboa aos magotes visitar o Sócrates ao sábado! - o Sócrates acredita nas oportunidades! - o Sócrates quer uma nação armada de diplomas na mão! - dizem os pessimistas que p’raí andam que o Sócrates fecha universidades quando o Sócrates nos seus dias de estudante até ao domingo fazia exames! - o Sócrates até em inglês escreve!

God save Socrates! God save him!


Dizem os bota-abaixistas que não há liberdade de expressão em Portugal, quando o Sócrates gosta tanto dos jornalistas que lhes telefona sempre que pode! - o Sócrates quer os jornalistas todos a trabalhar para ele! - o Sócrates faz tudo pelos jornalistas! - com o Sócrates nenhum jornalista jamais se encontraria nas longas filas dos centros de emprego! - o Sócrates gosta tanto da Manuela Moura Guedes que a quis operar para a tornar Cristã! - digam os jornalistas, os apresentadores de televisão, os directores de informação, entre outros e outros e outros ainda:

Viva o Sócrates! Viva, sim!


No nosso país os trabalhadores não querem fazer nada; não param de se queixar e qualquer coisinha é logo é motivo para greves e manifestações. O Sócrates, pelo contrário, é multifacetado e nunca falta ao trabalho!
- o Sócrates é licenciado!
- o Sócrates é bacharel!
- o Sócrates é engenheiro!
- o Sócrates desenha casas!
- o Sócrates licencia parques!
- o Sócrates faz reformas!
- o Sócrates tira-nos da crise!
- o Sócrates mete-nos outra vez na crise!
- o Sócrates vai!
- o Sócrates vem!
- o Sócrates fica!
- o Sócrates quer ficar!
- deixem o Sócrates ficar!
O Sócrates até oferece o Magalhães ao Rei de Espanha e o Rei de Espanha não manda calar o Sócrates! - o Sócrates é Sócrates! - digam as nações ibéricas e sul-americanas conduzidas pela batuta do camarada Chávez:

Que se quede Sócrates! Se quede, sí!


Palatino das liberdades individuais, do direito às conversas privadas, à igualdade entre todos os cidadãos e, de acordo com os princípios base da sociedade democrática e republicana, contra todo e qualquer tipo de descriminação, o Sócrates defende as minorias! - o Sócrates defende os gays! - o Sócrates defende as lésbicas! - o Sócrates quer casar os gays! - o Sócrates quer divorciar os héteros, já que ninguém tem culpa! - o Sócrates ainda não deixa os gays adoptarem, mas pelo menos já deixa abortar as mulheres! - depois de o Sócrates lhes ter recompensado pelo seu silêncio, diga o ILGA - esses ingratos! - em falsete
Viva o Sócrates! Viva, viva!


As nossas matronas nacionais, todas de preto e de bigode, podem querer os seus homens feios e a cheirar a cavalo, mas o Sócrates é bonito! - o Sócrates é lindo! - o Sócrates é perfumado! - o Sócrates é charmoso! - as mulheres deliram com o Sócrates! - os homens 'bem vestidos' deliram com o Sócrates nos corredores dos teatros nos intervalos da Ópera! - os socialistas deliram com o Sócrates! - os professores deliram com o Sócrates! - os enfermeiros deliram com o Sócrates! - o Sócrates é o delírio de sindicalistas, comunistas, bloquistas, anarquistas, e demais 'istas' que andem por aí! - o Sócrates veste Armani! - o Sócrates tem o armário cheio! - digam os costureiros e desenhadores de moda em bicos de pés:

Vivá o Socratés! Vivá, vivá!

 Profundamente preocupado com a degradação dos valores morais da sociedade portuguesa contemporânea, com a desagregação da família e a perda dos bons costumes e das tradições nacionais, o Sócrates é católico!
- o Sócrates tem esperança!
- o Sócrates acredita na vinda do Messias!
- o Sócrates espera a vinda do Messias!
- o Sócrates é o Messias!

O Sócrates cala a Ferreira Leite com citações do Vaticano II! - o Sócrates e o Costa querem ver os gays todos vestidos de branco em frente à imagem do Sant’ António! - o Sócrates consulta-se com o Arcebispo de Lisboa para o informar de que também se casam os gays! - o Sócrates ouve a Conferência Episcopal! - comece o Arcebispo Primaz os seus pontificais dizendo, de braços abertos em frente ao altar-mor:

Socrates vobiscum! Vivat, vivat!


 
 Quantos não se atropelam uns aos outros para chegar ao topo e uma vez lá esquecem-se dos amigos e já não conhecem ninguém? - o Sócrates não é assim! - o Sócrates rodeia-se de amigos e telefona-lhes com frequência! - os amigos do Sócrates são felizes porque o conhecem de longa data e estão sempre bem, e fazem bons negócios, e são nomeados para bons cargos! - o Sócrates é fiel! - os amigos do Sócrates nem precisam de frequentar a Loja! - o Sócrates é alegre! - o Sócrates é folião! - o Sócrates quer saber como correram as férias do Louçã! - o Sócrates almoça nos hotéis de Lisboa com os amigos, onde fala alto com a boca cheia de polvo e engasga-se com os tentáculos! - os amigos do Sócrates dizem, em frente às câmaras de televisão:

Viva o Sócrates! Viva, sim!


Perante os ataques que começam a cair de toda a parte contra o Sócrates, deve esta nação portuguesa substituir os cãezinhos lulus, os gatinhos da avó, os periquitos das gaiolas e os inúteis peixes vermelhos que passam o dia às voltas nos aquários a fazer borbulhas, por animais de estimação que sirvam para alguma coisa. Sejam pois substituídos por polvos amestrados, que possam aplaudir o Sócrates com oito braços de uma só vez enquanto fazem o pino. Polvos deficientes com menos de oito braços são I·N·A·C·E·I·T·Á·V·E·I·S!

VIVA o Sócrates! VIVA, sim!

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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Os blindados da discórdia! Ou, a crise… qual crise?...

  
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(imagem actualizada dos blindados comprados)

Com destino a uma Cimeira da Nato, coisa que dura apenas dois dias (19 e 20 de Novembro próximo), o Ministério da Administração Interna (MAI) autorizou a compra de seis veículos novos para a PSP. Uns ”míseros” 5 milhões de euros (€ 5.000.000!...) para desbaratar em seis viaturas blindadas. Assim… sem mais nem menos e sem concurso público. Como se nadássemos em dinheiro e não estivéssemos em tempo de forte aperto do cinto com tantos PECs. Crise… qual crise?

(Blindado IVECO - GNR)

Ainda para mais com a agravante de os blindados já existirem na GNR (os IVECO), corporação que se prestou a disponibilizá-los a custo zero. Só que ficaria mal a um país “rico” como este, com um governo tão “rico” que necessita de ir ao bolso aos funcionários públicos e aos reformados para pagar tal alarvidade desnecessária, fazer uma protecção das "fardas" superiores da NATO com outros blindados que não fossem uns novinhos em folha e da última geração! É tal a desvergonha deste governo que, sabe-se, foram adquiridos 20 (VINTE!) carros blindados IVECO para a GNR, dos quais apenas 6 (SEIS!!!) estão em uso e os restantes perfeitamente disponíveis. Crise… qual crise?

(Blindado PANDUR)

Se é um problema de blindagem e de poder de fogo, para isso já temos os PANDUR. Uma vez mais este governo está a fazer-nos de parvos e a tentar tratar-nos como atrasados mentais. Como se acreditássemos que para fazer a patrulha durante dois dias fossem necessários equipamentos especiais da última geração! Crise… qual crise?

Mais informação aqui, aqui e aqui.


Pós-Texto (23/11/2010):   Finalmente!...   finalmente chegaram os blindados para a Cimeira da Nato!  Só que chegaram já depois da Cimeira ter acabado!...  E chegou apenas 1 deles! E chegou no dia 22 de madrugada...  a Cimeira tinha acabado dois dias antes!  Obrigado sr. Rui Pereira, ministro da Administração Interna.  O bolso dos portugueses agradece, sensibilizado, mais esta demonstração de competência e de responsabilidade.  E os profissionais da PSP também, certamente, já que irão continuar a deslocar-se numa frota de automóveis, grande parte deles em estado de sucata!  Porque o dinheiro (5 milhões de euros)  "fugiu"  para outras paragens!...

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Momento musical - Rodrigo Leão no Estoril

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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Um Mercedes topo de gama com... cheiro a «cherne»!

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De acordo com o jornal "SOL", em tempo de crise e numa atitude de gozo descarado com o nosso dinheiro, o governo adquiriu mais uma viatura de luxo e alta cilindrada, topo de gama - MERCEDES S450 CDI - cujo preço é de 134.000 euros, apenas para transporte de um convidado - Durão Barroso - durante os dois dias da cimeira da NATO  no próximo mês de Novembro. Depois...  bem, depois talvez até seja cedido ao sr. General Mourato Nunes, sei lá... digo eu (!), por justo e autoproclamado "motivo de orgulho para a GNR" (in DN).
Deliciemo-nos, pois, a dar uma espreitadela ao carro de sonho (só de sonho!...) que o nosso dinheiro comprou para que outros lá cocem os seus t...  delicados cús!

Juro que não se trata de inveja...  mas não foi este mesmo governo que ainda agora nos emagreceu o salário e as reformas, e retirou benefícios fiscais aos mais carenciados, e cortou na assistência na doença, e nos exames clínicos, e nas comparticipações dos medicamentos, e aumentou os impostos... com o argumento de que não havia dinheiro?...

Então que tal... gostam do "nosso" último carrinho?  E nas próximas eleições, vamos todos dar uma voltinha nele?  Podemos?!...







Querem saber mais? - então espreitem aqui e também aqui!

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A Canalha! - ainda e sempre actual...

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Tão actual hoje como o era em 1971... ou talvez ainda mais do que então!

Jorge de Sena

 

A Canalha

Como esta gente odeia, como espuma
por entre os dentes podres a sua baba
de tudo sujo nem sequer prazer!
Como se querem reles e mesquinhos,
piolhosos, fétidos e promíscuos
na sarna vergonhosa e pustulenta!
Como se rabialçam de importantes,
fingindo-se de vítimas, vestais,
piedosas prostitutas delicadas!
Como se querem torpes e venais
palhaços pagos da miséria rasca
de seus cafés, popós e brilhantinas!
Há que esmagar a DDT, penicilina
e pau pelos costados tal canalha
de coxos, vesgos, e ladrões e pulhas,
tratá-los como lixo de oito séculos
de um povo que merece melhor gente
para salvá-lo de si mesmo e de outrem.

7 de Dezembro de 1971

Publicado na revista Hífen, Porto, nº.6, Fevereiro 1991.



domingo, 3 de outubro de 2010

Deputado do PS pede jantar na cantina da AR

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Parlamentar do PS eleito por Braga queixa-se das medidas do Governo


"Se abrissem a cantina da Assembleia da República à noite, eu ia lá jantar. Eu e muitos outros deputados da província. Quase não temos dinheiro para comer", afirmou Ricardo Gonçalves ao CM, repetindo o que tinha dito na última reunião do grupo parlamentar do PS, perante as medidas de austeridade do Governo.

O deputado socialista, que aufere cerca de 3700 euros mensais, reagiu assim ao corte de 5% que será aplicado de forma progressiva na Função Pública a quem recebe mais de 1500 euros. "Tenho 60 euros de ajudas de custos por dia. Temos de pagar viagens, alojamento e comer fora. Acha que dá para tudo? Não dá", referiu Ricardo Gonçalves para argumentar a sugestão que fez de a Assembleia da República abrir a cantina à hora do jantar.

Ricardo Gonçalves admite que lançou um repto irónico aos colegas de bancada, mas afirma que o assunto é sério, e que a classe política também é muito atingida pelas medidas de austeridade. "Estamos todos a apertar o cinto, e os deputados são de longe os mais atingidos na carteira", reafirma o socialista Ricardo Gonçalves.

"Estamos a atravessar um momento difícil, foram tomadas medidas muito duras e, obviamente que, sendo neste momento deputado, sou dos que perde mais dinheiro", afirmou o socialista em Penafiel.

(Por:Manuela Teixeira, in Correio da Manhã. Nota - o negrito é meu)

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Por favor, alguém que me diga que isto não é verdade, que a jornalista Manuela Teixeira se enganou, que eu estou a sonhar ou mesmo... que eu estou completamente maluquinho! Então não é que este deputado, aquele mesmo que foi chamado de “palhaço” na AR por Maria José Nogueira Pinto, de seu nome Ricardo Gonçalves, eleito pelo PS pelo círculo de Braga, que ganha 3.700 euros mensais mais 60 euros diários (1.800 euros mensais) de ajudas de custo, aperta o cinto (!) diz que não dá (!) e não tem dinheiro para comer?!...

De facto, a Maria José Nogueira Pinto tinha razão: - «PALHAÇO!... só mesmo para rir...»



(Mais detalhes aqui , aqui e aqui)